A melhor estratégia para maximizar a aquisição e utilização das milhas: a estratégia AOO

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Introdução

O que é uma milha aérea? O que é um ponto?

Acumular um milhão de milhas ou um milhão de reais? Entenda por que o melhor programa de fidelidade do mundo é o seu programa de independência financeira.

Nos posts anteriores, nós aprendemos o conceito de um milha/ponto, bem como as vantagens e desvantagens da utilização das milhas para compra de passagens aéreas, quando comparado com a utilização de dinheiro para os mesmos fins.

Nesse post, eu irei mostrar a vocês a estratégia que eu utilizo para maximizar a aquisição e o resgate de milhas, fazendo com que eu possa explorar essa moeda de troca na sua máxima potencialidade.

Essa estratégia foi fruto de muita pesquisa, dedicação, e aplicação prática, particularmente ao longo dos últimos 6 anos.

Com ela, você ganha um método apropriado de acumulação de milhas, sem quebrar muito a cabeça com gastos exorbitantes, e ainda por cima realiza o resgate das mesmas milhas aproveitando-as ao máximo, praticamente em sua integralidade. E tudo isso preservando o seu patrimônio financeiro.

O nome dessa estratégia é AOO, sigla de ACUMULAÇÃO ORIENTADA A OBJETIVOS.

Como as milhas e pontos são uma moeda de troca, você deve se perguntar, antes de mais nada: 1. Para onde eu quero ir? E quando?

O planeta oferece mais de 200 países e uma infinidade de cidades e atrações turísticas. Antes de começar na vida real, a viagem deve começar na sua mente.

Definido o destino, é preciso também estabelecer uma “zona provável de viagem”, ou seja, o “quando” ir, de preferência em suas férias ou algum feriado prolongado (eu sempre recomendo férias, porque emitir viagens com milhas é mais difícil em feriados, e, ainda, recomendo as férias na baixa estação, justamente pela questão da disponibilidade).

Em seguida, vem a fase do planejamento propriamente dito, com a seguinte questão:

2. A viagem que você pretende fazer é possível com o uso de milhas?

Se não for possível viajar com milhas, outra alternativa não lhe resta a não ser usar o bom e velho dinheiro para cobrir suas despesas de transporte e locomoção (o que não é nenhum demérito, já que uma das funções do dinheiro é exatamente servir como ferramenta para melhorar sua qualidade de vida).

Porém, se a resposta for sim, você deve se fazer a terceira pergunta:

3. Qual empresa aérea faz essa rota? Qual eu escolherei? E quantas milhas são necessárias para realizar essa viagem?

Suponha que você more em São Paulo e queira conhecer Fortaleza. Analisando os programas de fidelidade das empresas aéreas que viajam para lá, você descobre que precisa juntar 20 mil milhas Smiles (Gol), 20 mil pontos Tudo Azul, ou 20 mil pontos Multiplus Fidelidade (TAM), para uma viagem completa, do tipo ida + volta (“round trip”), para uma pessoa.

Bom, mas como as milhas do Smiles não podem ser transferidas para a TAM, e e nem os pontos da Azul são intercambiáveis com esses dois outros programas de fidelidade (lembre-se das restrições dos programas de milhagem, que mencionamos no último post), você precisa definir qual será o programa de fidelidade em que irá depositar seus pontos/milhas, baseado em suas preferência pessoais (gosto mais da empresa A do que da empresa B) ou qualquer outro critério (facilidade de acúmulo e resgate de milhas, por exemplo).

Você decide pela Gol (Smiles), já que conferiu o extrato de pontos de seu cartão (do BB, que transfere para o Smiles, mas não transfere ainda para o Tudo Azul), e viu que já tem 9.800 pontos ali acumulados, e que a disponibilidade para emissão no Smiles, de acordo com simulações feitas nos sites das respectivas empresas aéreas, está melhor do que na TAM, e que a Azul tem exigido a monstruosa quantia de 50 mil pontos para uma “round trip” nesse itinerário.

O quarto passo é conseguir juntar as tais 20 mil milhas. Então chegamos à quarta pergunta: 4. Quanto tempo eu levarei para juntar a quantidade de milhas necessárias para a viagem?

Viagem com milhas

A sua tarefa, nessa quarta fase, já está com meio caminho andado, pois você verificou que o cartão de crédito que você usa (Ourocard Platinum) tem parceria com o programa Smiles (ufa!), e que você já tem 9.800 pontos no programa Ponto Pra Você, do BB, que transfere na proporção 1:1 com o Smiles, de modo que não há deságio na transferência de pontuação.

Como o seu cartão é um Ourocard Platinum Estilo (grato ao leitor Cristiano pela correção!), que pontua 1,5 ponto a cada dólar, você calcula ter a necessidade de fazer compras de aproximadamente U$ 7,5 mil, para juntar os 10.200 pontos restantes.

Tendo em vista que seu gasto mensal com o cartão se situa na faixa dos U$ 1 mil, sua estimativa é de atingir os 10 mil pontos dentro de 7 a 8 meses, ou seja, lá pelo mês de dezembro desse ano ou janeiro de 2015.

Quando chegar no final do ano, perto de completar as 20 mil milhas necessárias, é preciso ainda “torcer” para o Smiles não aumentar sua tabela de resgate, exigindo, por exemplo, 30 mil pontos, ao invés dos 20 mil originalmente previstos (lembre-se, quem manda nos programas de fidelidade são as empresas, que podem modificar as regras a seu bel prazer).

Bom, somente depois de completar essa quarta fase, ou seja, quando atingida a quantidade de pontos para a emissão dos prêmios, você deve fazer a quinta e última pergunta: 5. Qual é a disponibilidade da emissão dos voos com pontos?

Nesse momento (ou logo no primeiro momento), você deve estabelecer (ou confirmar) uma “zona provável de viagem”, ou seja, é preciso planejar um período de férias, feriado prolongado ou descanso, em que você preveja ser possível o uso dos pontos. Flexibilidade, aqui, é a palavra de ordem. Sem flexibilidade, meu amigo, é quase impossível viajar com milhas.

Suponha que você pretenda viajar em abril do ano que vem para Fortaleza. Alguns programas de milhagem permitem emissões de bilhetes-prêmio com até um ano de antecedência e, mesmo que você não tenha agora a quantidade de pontos ou milhas suficientes, é possível desde já fazer simulações para o período pretendido, até como uma forma de testar a disponibilidade para aquela “zona de viagem”.

Se a disponibilidade para abril de 2015 for boa, ou seja, se houver trechos disponíveis para emissão com milhas na tabela padrão (de 10 mil milhas cada trecho, ou 20 mil milhas a ida+volta), ótimo, emita as passagens tão logo os pontos cheguem em sua conta do Smiles. Você corre o risco, evidente, de perder uma promoção de emissão de bilhetes com milhas reduzidas (5, 6, 8 mil milhas por trecho), mas isso faz parte mesmo desse jogo das milhas e pontos. Lembre-se que o reverso da moeda também é verdadeiro, ou seja, você corre o risco igualmente de aproveitar uma promoção de milhas reduzidas (emitindo a round trip por, digamos, 14 mil, milhas, e economizando 6 mil milhas), e, assim, fazer suas milhas renderem o máximo possível.

Observe que o planejamento é a peça-chave de todo esse esquema. Você precisa não só estabelecer uma “zona provável de viagem”, como também marcar suas férias dentro daquele período.

Recapitulando…

Portanto, a estratégia AOO envolve cinco passos fundamentais:

1. Para onde eu quero ir? Quando?

2. A viagem que eu pretendo fazer é possível com o uso de milhas?

3. Qual empresa aérea faz essa rota? Qual empresa aérea eu escolherei? E quantas milhas são necessárias para realizar essa viagem?

4. Quanto tempo eu levarei para juntar a quantidade de milhas necessárias para a viagem?

5. Qual é a disponibilidade da emissão dos voos com pontos para as datas que eu pretendo ir?

Seguindo esses passos, não tem como errar. Você acumula apenas a quantidade necessária para a viagem (talvez um pouco mais, mas nunca muito mais), evitando os riscos de “gastar mais apenas para acumular mais milhas”, sem direção e, assim, dar prejuízo ao seu programa de independência financeira (que é o melhor programa de fidelidade do mundo, conforme escrevemos em posts anteriores), e também evita de ficar acumulando milhas a esmo, sem um objetivo definido, e correndo todos os riscos inerentes aos programas de milhagem (expostos em artigo anterior).

Talvez o passo mais difícil dessa estratégia seja o da fase 4, tempo de acumulação, pois é sabido que determinados destinos exigem uma quantidade enorme de milhas e pontos. Se a quantidade exigida for superior à quantidade de pontos que você é capaz de acumular pelos meios naturais (ou seja, sem elevar seus níveis de gastos), a minha recomendação expressa é a de você economizar dinheiro para comprar as passagens em dinheiro, e não com milhas. Dessa forma, você economiza dinheiro, estresse e preocupações, e garante sua viagem com uma moeda que é de aceitação universal.

Assim, você evitará “gastar mais apenas para ganhar mais milhas”, preservando seu patrimônio financeiro, além de provavelmente conseguir juntar o dinheiro em um tempo mais curto do que aquele necessário para juntar as milhas exigidas pelo programa de milhagem. Lembre-se: você não vive para viajar, mas você viaja para viver.

Bom planejamento e boa viagem! 🙂

Créditos da imagem: Free Digital Photos

11 Comments

  1. Cristiano 27/05/2014 at 13:04 #

    Guilherme, só um adendo: apenas o Ourocard Platinum Estilo oferece 1,5 pontos por dólar nas bandeiras Mastercard e Visa. O Ourocard Platinum varejo só oferece 1,2 pontos por dólar, sendo praticamente tão ruim quanto os Platinum do Itaú…

    • Guilherme 27/05/2014 at 13:11 #

      Olá Cristiano, correção já efetuada, obrigado!

      Realmente, os Platinuns do BB e do Itaú estão bem fraquinhos.

      Abç

  2. SwineOne 27/05/2014 at 14:44 #

    Guilherme,

    Qual a política do blog a respeito da discussão sobre venda de milhas? Sei que é algo que as empresas condenam, mas por exemplo, no meu caso, vendo simplesmente todas as milhas que recebo, seja a empresas especializadas ou diretamente a conhecidos, monitorando as promoções das companhias para transferências do cartão para um programa de fidelidade com até 100% de bônus (como o TudoAzul no final do ano passado), e também monitorando os preços pagos pelas companhias de compra de milhas.

    Gosto sim de viajar, mas fico com a impressão que é muito mais fácil conseguir passagens compradas em promoção do que emitidas com milhas em uma promoção equivalente, dado o “câmbio” das empresas de compra de milhas. Sei que se isso fosse estritamente verdade, as empresas que negociam milhas não existiriam, pois só dariam prejuízo. Minha teoria é que elas emitem passagens para pessoas com hábitos de viagem muito distintos dos meus, onde emissões promocionais sejam mais frequentes.

    Gostaria de compartilhar a minha estratégia para acumulação de milhas, sempre com vistas à venda dessas milhas. Como não perco a questão das milhas em mente, eu penso nelas como um investimento: não faço nada que não terá uma perspectiva de lucro.

    Tenho um cartão platinum (1.5 pontos/dólar) do meu banco com anuidade zero garantida — era pra estar incluída na tarifa mensal da minha conta, a qual também não pago por conta de um convênio. Tentei ver um cartão Black nesse mesmo banco, mas haveria cobrança de anuidade, e tentei pressionar o gerente a dar um desconto generoso ou mesmo isenção, mas ele disse que não era possível. Comparando o meu gasto mensal, o “câmbio” dessas milhas, o fato de ter um cartão Platinum de graça e o valor da anuidade, cheguei à conclusão que seria impossível sair no lucro trocando o cartão atual pelo Black.

    Tento pagar tudo o que é possível no cartão, até mesmo compras abaixo de R$ 10. Estimo que 90 a 95% dos gastos de casa são pagos no cartão (excluindo é claro contas de luz, telefone, aluguel, condomínio, plano de saúde, etc. que não podem ser pagas no cartão). Faço isso pelas milhas, claro, mas também por uma questão de fluxo de caixa: concentro a maioria das despesas mensais no começo do mês, junto com a chegada do salário. Com isto, não preciso deixar muito dinheiro parado na conta corrente, sem render, para gastar ao longo do mês. Mas não faço questão absoluta de usar o cartão: se alguém der desconto pagando no boleto/débito/dinheiro (3% que seja), estou ciente que nunca meu dinheiro vai render 3% ao mês, mesmo levando em conta os pontos ganhos no cartão, e pago com dinheiro, abrindo um baita sorriso.

    Até o ano passado, costumava pagar a conta mais alta da casa no cartão, mais por questões de fluxo de caixa das minhas finanças pessoais do que pelas milhas. Paga a conta mais alta pois meu banco cobra uma taxa fixa (fora o IOF) que faz com que, percentualmente, valha a pena pagar a conta mais alta que caiba dentro do limite do pague-contas. Mas também fiz as contas e vi que saía basicamente no zero-a-zero, então parei.

    Faço parte do Clube Smiles, onde me inscrevi por impulso logo que foi lançado, mas também fiz as contas recentemente e vi que não vale a pena. Assim que terminar de acumular um bloco de 10 mil milhas (daqui a menos de um mês e meio), o valor mínimo para a venda no site que costumo usar, cancelarei a assinatura.

    Acumulo pontos também no Km de Vantagens da Ipiranga. É possível transferir para o Multiplus, mas só vale a pena no bloco de 10.000 pontos que eles só liberam 1 vez por ano. Há uma taxa de R$ 100, mas como é possível vender por um valor significativamente maior (se tiver paciência para esperar uma boa cotação), então penso que vale a pena.

    Antes havia um programa de compra de combustível com desconto que, no começo, valia até mais a pena que transferir para o Multiplus, mas ultimamente a Ipiranga piorou tanto este programa que voltou a valer a pena transferir para o Multiplus. O único desconto que vale verdadeiramente a pena é o de 5%, que é dado praticamente de graça: você precisa de 300 km para comprar, mas ganha R$ 300 de crédito, e se usar esses R$ 300 de crédito no seu posto favorito, ganha os 300 km de volta, permitindo fazer um “moto perpétuo”.

    Agora a Ipiranga firmou uma parceria com o Shoptime onde é possível trocar km por descontos no Shoptime, mas quem se der ao trabalho de montar uma planilha entenderá toda a lógica: cada km vale X centavos de desconto, e a cotação piora conforme aumenta um desconto. Uma pena, pois descontos como 5, 10 ou até 15% são fáceis de conseguir aí fora, pagando o produto à vista (pelo que vi, não há desconto à vista comprando no site desta parceria), sem contar que outros sites podem estar fazendo um preço melhor. Ainda não precisei fazer uma compra onde tivesse a oportunidade de comparar de forma aprofundada as vantagens em cada caso, mas no momento estou um tanto cético quanto à vantagem desta parceria. Permaneço acumulando com o objetivo de mandar para o Multiplus.

    Fora isto, nunca comprei milhas, nunca paguei tarifas para reativar ou transferir milhas de uma pessoa para a outra. Também nunca comprei produtos com milhas. Sempre que fiz as contas, estas alternativas mostravam-se caríssimas. Neste ponto é bom ter o “câmbio” das milhas sempre na cabeça, pois fica fácil colocar na ponta do lápis e decidir o que vale a pena ou não.

    Tenho o costume de deixar as milhas paradas no banco e esperar alguma boa promoção. Ano passado, houve a promoção de 100% de bônus no Tudo Azul; passei tudo o que tinha para lá, inclusive conquistando status safira no programa. Este ano também mandei mais um bloco de milhas, em uma promoção em conjunto com o meu banco de 50% de bônus. Nunca tive esse problema, mas se não aparecer uma boa promoção e os pontos no banco estiverem prestes a expirar, mandaria tudo para o programa de alguma companhia aérea (primeiramente verificaria o “câmbio” atual em cada programa para ter uma idéia de quem está melhor). Ao passar para alguma companhia aérea, acabo ganhando mais alguns anos de validade das milhas, sem custo algum, exceto o custo de oportunidade.

    Após mandar para uma companhia aérea, fico monitorando o “câmbio” nas empresas especializadas. Como tenho uma noção dos valores anteriores que vendi, sei quando estou fazendo ou não um bom negócio. Não tenho pressa para vender. Por exemplo, as milhas que mandei para a Azul no ano passado, vendi apenas em abril, quando consegui um bom preço (não ótimo, mas bom), e também porque precisava pagar o IRPF, e achei melhor “sacar” uma parte, vendendo todas as milhas que tinha, do que resgatar mais dinheiro de um CDB onde o dinheiro estava verdadeiramente rendendo.

    No momento, tenho mais milhas para vender, mas o preço não está bom. Estes dias, tinha um parente precisando fazer uma viagem, que me pediu ajuda para achar uma passagem a um bom preço. Comparei no TudoAzul o valor com milhas e com dinheiro. Ofereci para este parente vender minhas milhas pelo preço que consideraria bom (o mesmo do parágrafo anterior), o que estava acima do valor atualmente pago pelas empresas de compra de milhas. Este parente aceitou o negócio, pois acabou fazendo uma boa economia, cerca de 25%, em relação a comprar com dinheiro.

    Chegando perto da data de expiração das milhas na companhia aérea (digamos, 6 meses antes), começo a monitorar as empresas de compras de milhas com mais afinco, e ciente do fato que logo estas milhas expirarão, aguardo um “câmbio” mais ou menos razoável e já vendo, pois esse câmbio pode piorar depois, e aí não haverá como esperar mais tempo, devido à expiração das milhas (sem contar que as empresas de compra de milhas não compram milhas muito próximas da expiração).

    Enfim, acabou se tornando um post muito mais longo do que eu esperava, mas está aí minha estratégia de “investimento” em milhas, se quiser pensar assim.

    • Guilherme 27/05/2014 at 15:06 #

      Olá Swin, depoimento bastante interessante esse, hein!?

      Seguindo a política das “melhores casas do ramo” (blog Aquela Passagem e outros) não aceitamos propaganda comercial de venda de milhas aqui no blog, ou mesmo a menção de empresas que realizem tal comércio.

      Abç!

      • SwineOne 27/05/2014 at 15:24 #

        Guilherme, imaginei que a menção a empresas específicas não fosse tolerada, de forma que não fiz nenhuma menção no comentário. Minha pergunta foi no sentido de saber se discutir este, digamos, uso alternativo das milhas é algo aceitável ou não no blog — discutir apenas a venda como alternativa à emissão de milhas e vantagens/desvantagens em cada caso, e não empresas específicas.

        Como expus no meu comentário, ainda acredito que esta seja a melhor forma de desfrutar das milhas. Não cheguei a mencionar no comentário, mas também tenho uma opinião de que milhas paradas (e pior ainda, próximas da expiração) são um convite a fazer viagens que, por vezes, poderiam ser totalmente desnecessárias, quando não prejudiciais ao orçamento. Sigo achando que vender as milhas pode, em muitas situações, ser mais benéfico do que usá-las para emissão de passagens.

        • Guilherme 27/05/2014 at 15:34 #

          Olá Swine, está tudo ok, esse tipo de comentário é aceitável no blog!

          • Renato C 31/05/2014 at 16:16 #

            Compartilho da visão do SwineOne.

            Muitas vezes é mais vantajoso vender as milhas e, com este dinheiro, comprar a passagem desejada (ainda sobrará um troco).

            Este mercado alternativo de milhas requer confiança tanto por parte do vendedor como por parte do comprador – e a devida atenção para não ser vítima de fraudes. É interessante perceber que esta negociação, ainda que não considerada legal pelas companhias, sempre ocorreu e a própria Smiles passou a fazer parte do jogo – oferecendo venda de milhas.

            Abraços, Renato C

          • Guilherme 31/05/2014 at 21:44 #

            Exato, Renato, confiança é a palavra-chave!

            Abç

  3. Vinicius 27/05/2014 at 15:21 #

    Bom, eu utilizo uma abordagem totalmente diferente do artigo, e acho que vale a pena detalhá-la aqui. Minha abordagem oferece menos flexibilidade em termos de destinos (como sempre, ganha-se de um lado e perde-se do outro). No meu caso isso não é exatamente um problema, afinal meu objetivo é conhecer o máximo de lugares, gastando o mínimo possível. Sim, gastando, porque mesmo ganhando milhas gratis, sempre se deve ter em mente que elas valem dinheiro. Você pode inclusive vender em alguns sites por valores em torno de R$ 300. O que eu pessoalmente não recomendo a menos que você não tenha como viajar. Nestes casos, você pode emitir para algum amigo cobrando o mesmo que estes sites cobrariam.

    Também vale destacar que utilizo o método abaixo apenas para destinos nacionais. Para destinos internacionais, vale muito mais a pena procurar promoções, é possível pagar metade ou mesmo 1/3 do valor “normal”. Porém é muito difícil emitir passagens internacionais com desconto de milhas na minha experiência.

    Vamos lá então.

    1) Como acumular milhas? No momento, a melhor maneira que encontrei foi com o cartão Smiles platinum, que oferece 2 milhas por dólar. Está disponível pelo Banco do Brasil e pelo Bradesco. Ambos cobram uma anuidade de R$ 360 e te dão 10.000 milhas na contratação, ou seja, é como se você comprasse 10.000 milhas pelo valor de mercado + R$ 60. Mas atente para o fato que isso ocorre apenas no primeiro ano. No segundo você ganha apenas 3.000 milhas, então “a compra sai muito cara”. Eu fiz o do Banco do Brasil por 1 ano e cancelei (o Banco do Brasil não negocia anuidade deste cartão). Agora estou com o do Bradesco. Ainda não completei 1 ano, mas já li que no bradesco é possível negociar a anuidade. Vamos ver.

    A desvantagem óbvia é que suas milhas vão para o Smiles diretamente, e você não pode usar na TAM ou na Azul. Por outro lado, é muito mais fácil aproveitar as promoções de milhas, porque quando não estão ainda na conta e você pede para transferir do banco, o lapso de tempo em geral é suficiente pra esgotar as passagens com promoção de milha.
    Os cartões Infinte e Black também são bons neste quesito, desde que você possa obter isenção de anuidade.
    Gasto tudo que é possível no cartão, de qualquer valor menos menos de R$ 10, desde que não haja um desconto a vista que valha a pena (acima de 3%, como colocou o SwineOne)

    2) Como gastar as milhas? Toda semana a GOL disponibiliza três destinos promocionais de sexta a domingo. Eu verifico se um deles me interessa, e está disponível para as datas que eu posso. Verifico também se vale a pena. Por exemplo, uma passagem Rio São Paulo quase nunca vale a pena com milhas. Com antecedência, o valor sai em torno de R$ 130, que convertido em milhas, dá cerca de 4.000 milhas. Se for mais que isso, não vale a pena. Verifique sempre quando está saindo a passagem em dinheiro, para não fazer mal negócio.
    Cumpridas estas condições, emito a passagem e viajo feliz! Além disso, eventualmente há outras promoções de milhas , muitas vezes em fins de semana em que também está ocorrendo promoções de passagem com dinheiro.

    3) Como turbinar o acúmulo e o uso de milhas (de maneira responsável)?

    Eu assino o clube smiles, e “compro” 1.000 milhas por mês por R$ 30 (preço de mercado). Além disso, tenho direito a:
    * Pegar as promoções de milhas 1 dia antes
    * Reservar a passagem por 3 dias (ótimo para não perder trechos em promoção enquanto você verifica alguma pendência em termos de disponibilidade)

    O cartão smiles acima também paga mais 1 milha por R$ gasto em passagens da GOL.
    Fazendo compras no compra fácil, você ganha milhas também, se não me engano 3 por real gasto. Mas obviamente só compre lá se o preço estiver bom. Faça *sempre* a conta de quantas milhas vai ganhar, converta em dinheiro (10.000 milhas = R$ 300), subtraia do preço e vejo se ainda é vantagem. E a regra óbvia, compre o que está precisando, não tem sentido inventar compras para ganhar milhas!

    Alguns trechos que já fiz com esta estratégia:
    Rio -> Manaus ida e volta por 12.000 milhas (ida sexta a noite, volta segunda de madrugada)
    Rio -> Rio Branco ida e volta por 12.000 milhas (ida sexta a noite, volta segunda de madrugada)
    Rio -> Rosario (Argentina) ida e volta por 12.000 milhas (ida sexta a noite, volta segunda de madrugada)
    Rio -> João Pessoa ida e volta por 9.000 milhas (ida sexta a noite, volta segunda de madrugada)
    Rio -> Recife ida e volta 10.000 milhas + R$ 300 no carnaval (ida sexta a noite, volta quarta de manhã, este trecho estava saindo no minimo R$ 2.000)

    Finalizando, não tem como chegar a uma estratégia que sirva pra todo mundo. As pessoas tem restrições e objetivos diferentes. Mas é fundamental usar as milhas de forma a economizar dinheiro, e não para virar uma maneira de gastar mais (o que é o objetivo dos programas de pontuação de cartão de crédito. Eles não dão pontos porque são legais.)

    • Guilherme 27/05/2014 at 15:36 #

      Excelente depoimento, Vinícius!

      O legal do mundo das milhas e pontos é justamente isso: cada um usa do jeito que achar melhor. Com muito estudo e técnicas adequadas, como você mesmo expôs, é possível tirar grande vantagem das milhas e pontos!

      Abç

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