Como serão suas estratégias para maximizar o acúmulo e o resgate de milhas e pontos em 2024?

O leitor Neto lembrou bem:

“Você vai publicar algum tópico de estratégias para 2024, a exemplo do que fez no último ano?”

Pois aqui está o post!

Ano passado, eu previa que o PDA iria continuar soberano. Errei: o cartão morreu 15 dias depois do post (link).

A morte dele não foi sentida para quem concentra os acúmulos e resgates em programas estrangeiros. Nessa perspectiva, o Leandro Nicolau escreveu, naquele post:

“Ressalto que ainda focar nos programas nacionais faz (na minha cabeça) bem pouco sentido com a quantidade de informações de qualidade que se tem em mãos hoje em dia (Aqui no MMM mesmo).

Acho loucura (com todo o respeito) alguém ter o PdA como cartão principal e ficar a mercê dos péssimos programas nacionais.

Analisando como um todo continuarei apostando nos programas estrangeiros como venho fazendo nos últimos anos e tenho conseguido sucesso nas emissões.

Apesar da forte pancada do M&G, continuo tendo alta quantidade de pontos por lá e pra mim o porgrama continua imbatível em emissões de cabines premium em rotas bem longas (Brasil – Ásia / Brasil – Oceania) por exemplo. Já comentei isso em outra situação e acho que não cabe falar novamente para não ficar repetitivo.

Paralelo ao M&G manterei saldo no IP e no AA, focando no AA sempre que tiver BG. Já alcancei o Executive Platinum somente com o AA Black e com algumas mudanças que virão, acho que ficará ainda mais interessante já que algumas obrigatoriedades de voos caíram.

O único nacional que apesar dos pesares eu manterei algum saldo e acumularei mais (em campanhas de X pontos pro real que venham a fazer sentido) será o Smiles e isso devido as ainda boas possibilidades de emissão intra-Ásia e também (apesar de menos interessante) intra-Europa. Não me vejo voltando a “apostar” na Latam e no TudoAzul.

Como disse o Kalispera, olhar para o acúmulo de pontos é algo bem raso hoje em dia e o PdA ao meu ver é como ganhar com muita “facilidade” dólares do Zimbabwe enquanto outros programas são difícil de pagar mas pagam em dólares americanos.

Agora vamos aguardar os pontos da BG caírem, acho que todos estão “tensos” com isso! hahahaha

PS: Sem falar na impossibilidade de isenção da anuidade. Sei que existem X situações que a anuidade “se paga” mas como eu tenho uma política particular de não pagar anuidade em cartão nenhum (isso contempla o par dos UNLIMITED, AA Black, TPC do Bradesco e TPC Santander – este por pelo menos mais 10 meses) não faria sentido nenhum ter um cartão principal que cobre anuidade”.

…………………….

Com a morte do PDA, muitos migraram para o Santander AAdvantage Black, devido à estabilidade e oportunidades de bons resgates no programa americano. Outros foram para o BRB Dux VI, que padece dos mesmos problemas do PDA, já que transfere somente para os nacionais (e mais a TAP).

Outros, ainda, redirecionaram seus gastos para os co-branded nacionais, principalmente o VITA (ou TAVI) – Tudo Azul Visa Infinite, em função dos benefícios de viagens – Companion Pass e status no Tudo Azul.

Outros que substituíram o PDA pelos cartões de crédito que acumulavam na Livelo estão revendo suas estratégias, diante de inúmeras pioras no programa – principalmente a drástica piora no fator de conversão para os programas estrangeiros.

E há, ainda, aqueles que preferem ficar longe do mundo dos cartões de crédito.

Uma coisa é certa: o mundo das milhas e pontos é dinâmico, e não há uma receita de bolo pronta e adequada para todo mundo. O melhor cartão depende de inúmeras variáveis, que diferem conforme o perfil. Aquilo que era bom e funcionava em 2023 pode não funcionar mais para 2024.

E você, qual é a sua estratégia no mundo das milhas e pontos para 2024?