[Guest post] Contabilizando pontos e milhas em aplicativos de finan?as pessoais – Parte 1: escolha do app, precifica??o do valor dos pontos, e ajustes no c?mbio ao longo do tempo

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Um dos grandes desafios de todos aqueles que se enveredam pelo mundo das milhas e pontos ? sistematizar mecanismos de controle aptos a lhe darem as melhores solu??es poss?veis para o uso dos pontos.

Pensando nisso, o leitor SwineOne nos apresenta como ele sistematizou o m?todo de contabilidade das milhas e pontos em aplicativos de finan?as pessoais, em um espetacular giga post.

O colossal texto est? dividido em v?rios guest posts setoriais, que ser?o publicados ao longo das pr?ximas semanas, a fim de os leitores absorverem cada informa??o da melhor maneira poss?vel.

Boa leitura!

……………………

Introdu??o

Uma das melhores decis?es que j? tomei foi contabilizar todas as minhas movimenta??es financeiras em um aplicativo de finan?as pessoais, o que comecei a fazer h? quase 10 anos (em 31/12/2010) e continuo fazendo ininterruptamente desde ent?o. Hoje, voc? poderia pegar o dinheiro na minha carteira a qualquer momento e contar at? o ?ltimo centavo, e o valor coincidiria exatamente com aquele registrado no aplicativo. O mesmo vale para minha conta corrente, cart?es de cr?dito etc.

No in?cio, ? mais natural registrar o dinheiro em esp?cie, saldos de contas correntes e cart?es de cr?dito. Com o tempo e a pr?tica, ? poss?vel desenvolver t?cnicas para registrar todo tipo de ativo ou passivo com valor monet?rio:

  • Investimentos (fundos, CDBs, a??es, ETFs, FIIs, t?tulos do tesouro direto, FGTS, PGBL, etc.)
  • Empr?stimos, cons?rcios, financiamentos etc.
  • Saldos em carteiras digitais, aplicativos de pagamento de ped?gio etc.
  • Ativos (im?veis, carros, e mesmo bens de um certo valor que voc? troca com alguma frequ?ncia: computadores, celulares etc.)
  • Pontos e milhas de programas de fidelidade.

Esta ?ltima categoria ser? o foco deste texto.

Escolha de um aplicativo

Caso voc? j? n?o tenha um aplicativo para acompanhamento de suas movimenta??es, o primeiro passo ? a escolha de um. H? muitas op??es no mercado, e n?o tenho a inten??o de listar exaustivamente estas op??es, at? porque fazem muitos anos desde que avaliei os aplicativos dispon?veis no mercado, quando do falecimento do desenvolvedor do aplicativo que usava na ?poca, chamado PocketMoney, em 2013. Naquele momento, ap?s muita pesquisa, escolhi outro aplicativo que tenho usado desde ent?o, e n?o acompanhei a evolu??o das alternativas existentes, e nem os novos lan?amentos.

Apenas mencionarei o aplicativo que uso atualmente, chamado Banktivity. Seu principal problema, para muitos usu?rios, ? a disponibilidade exclusiva em plataformas Apple (iOS e macOS), mas certamente existem alternativas dispon?veis para outras plataformas com recursos similares.

Em particular, me lembro de outro aplicativo que considerei seriamente para substituir o PocketMoney, chamado MoneyWiz, embora este tivesse algumas restri??es na ?poca que acabaram me impedindo de adot?-lo.

O texto pretende ter um car?ter pr?tico para ilustra??o do sistema de contabilidade de pontos que emprego, ent?o as opera??es ser?o ilustradas usando o Banktivity. Cabe a cada um adapt?-lo para o software de sua prefer?ncia.

Defini??o do valor dos pontos e milhas em cada programa

Uma das quest?es mais cruciais ? atribuir um valor monet?rio a um ponto ou milha ? uma esp?cie de c?mbio entre uma moeda real (que pode ser real, d?lar, euro, ou outras) e os pontos ou milhas do programa.

Enxergo algumas metodologias para definir esse c?mbio:

  • Valor: qual o valor que voc? extrai de um ponto ou milha em uma emiss?o t?pica? Por exemplo, em um programa como o Accor Live Limitless (ALL), isso ? muito f?cil: cada ponto vale exatamente ?0,02. N?o vou nem me atrever a fazer essa an?lise para programas a?reas; cabe a cada um faz?-lo de acordo com a sua realidade, caso prefira enveredar por este caminho.
  • Custo de compra: qual o custo t?pico de compra de um ponto ou milha? Por exemplo, se voc? adquire pontos Livelo principalmente atrav?s do Clube Livelo 20.000 no pre?o antigo (R$ 649,90), ? razo?vel adotar um c?mbio de R$ 0,032495/ponto. Se, ao inv?s disso, voc? costuma adquirir pontos com desconto de 40%, o c?mbio mais adequado seria R$ 0,042/ponto. Se voc? adquire pontos Latam Pass via Km de Vantagens, usando o lote de 10.000 pontos mais 2.000 pontos b?nus por R$ 324,90, poderia adotar o c?mbio de R$ 0,027075/ponto (aqui o correto seria contabilizar os pontos do Km de Vantagens tamb?m, mas n?o fa?o isso, pois na minha vis?o os pontos deste programa tem valor zero).
  • Pre?o de venda: por quanto voc? consegue vender cada ponto ou milha em sites como HotMilhas, MaxMilhas etc.?

Pessoalmente, por raz?es hist?ricas (antigamente concentrava todos os meus pontos no ALL, antigo Le Club, inclusive transferindo de programas a?reos para l?, ao inv?s de usar para emiss?es de passagens), adotei a metodologia de valor para defini??o do c?mbio dos programas, ancorada no ALL.

O Banktivity permite escolher a moeda de cada conta no programa, ent?o para os programas de fidelidade, escolho o euro, e adoto o c?mbio de ?0,02/ponto para o ALL.

Para outros programas, desvalorizo o c?mbio de acordo com a paridade de transfer?ncia ? por exemplo, no TudoAzul, adoto ?0,005/ponto, devido ? paridade 4:1 atualmente vigente (n?o se sabe at? quando) no programa para clientes Clube TudoAzul ou TudoAzul Itaucard (que ? o meu caso).

Embora acredite que esta metodologia tenha suas vantagens (especialmente pela onipresente possibilidade de destinar pontos a expirar para o ALL), possivelmente se estivesse come?ando do zero hoje, adotaria a metodologia de custo de compra para alguns programas, como Livelo e os programas a?reos.

No caso dos programas a?reos, pode ser interessante atrelar ao valor de um ponto Livelo, desvalorizado por um b?nus de transfer?ncia t?pico que cada um dever? apurar (por exemplo, algo como 80% para o Smiles e TudoAzul parece razo?vel).

Ajuste do c?mbio ao longo do tempo

Periodicamente, as premissas que permitiram definir um c?mbio para um determinado programa podem se alterar. H? v?rios exemplos:

  • Metodologia de valor: se voc? ancora o valor dos pontos de um programa a?rea ? ALL, mas a paridade de transfer?ncia deste programa para o ALL mudou (como ocorreu recentemente com a Latam e Smiles), ser? necess?rio um ajuste.
  • Metodologia de custo de compra: reajuste de pre?os dos clubes de pontos, ou a mudan?a de perfil de b?nus de transfer?ncias (como ocorreu com o virtual desaparecimento de b?nus de transfer?ncia do Santander para outros programas).
  • Metodologia de pre?o de venda: esta deve ser mais evidente ? a cada pesquisa nos sites de venda, o valor oferecido pode ser diferente.

Posteriormente, ser? mostrado um exemplo de como realizar este ajuste no Banktivity.

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O pr?ximo cap?tulo ser? dedicado ? cria??o de contas. N?o percam!

  • Paulo Henrique

    Belo post, parab?ns pela iniciativa. Em breve comentarei sobre…

  • neolight

    Interessante! Aguardo os pr?ximos cap?tulos deste post. Eu mantenho planilhados os custos por milha de aquisi??o e as receitas por milha nos resgates das passagens.

    Quanto ? contabilidade de pontos, acho salutar o controle na unha para saber se ainda faz sentido: nunca vendi milhas pra ningu?m que seja, somente resgatei passagens pra mim. Sempre que resgatei algo, para atribuir o valor ao resgate eu vou ao site da empresa a?rea ou no Matrix Itasoftware para extrair o valor da passagem resgatada sem as tarifas de embarque (afinal, pag?-la-?amos de qualquer jeito caso compr?ssemos pagante). Nesses registros fica-me claro que a ?poca de ouro das milhas foi em 2011-2013, quando o Santander cobrava pre?os fixos pelo servi?o, sem IOF, pontuando sem redutor no pague-contas com limites de at? 9.000 por boleto por cart?o por dia… o limite do cart?o era o seu teto. No Ita?, pontuava-se cheio o pague-contas e ainda se podia saldar a fatura no dia seguinte parando a contagem dos juros. BB pontuava metade no uso do cart?o de d?bito! Naquela ?poca os custos de aquisi??o de pontos eram menores de 1 centavo por ponto. Tempo bom que n?o volta mais!!

    • SwineOne

      Lendo seu coment?rio, percebo que talvez n?o me atentei o suficiente a algumas modalidades de ac?mulo como tarifas de pague-contas e aplicativos como MercadoPago, RecargaPay e PicPay. Revisando o texto, vejo que faltou dedicar uma se??o com coment?rios a respeito desse modal de ac?mulo. Vou ver se ainda d? tempo de revisar o texto antes do Guilherme publicar a se??o relevante.

    • SwineOne

      “Sempre que resgatei algo, para atribuir o valor ao resgate eu vou ao site da empresa a?rea ou no Matrix Itasoftware para extrair o valor da passagem resgatada sem as tarifas de embarque (afinal, pag?-la-?amos de qualquer jeito caso compr?ssemos pagante).”

      Uma parte posterior do artigo discutir? essa quest?o.

      Mas posso adiantar que, embora esta metodologia do custo da passagem resgatada seja uma das possibilidades, ela tem suas desvantagens, particularmente no que tange ? integra??o dessa contabilidade com o seu or?amento pessoal.

      Caso voc? sempre esteja disposto a emitir a mesma passagem, pagando o pre?o cheio, e s? usa as milhas para economizar (situa??o esta que, para mim, soa como coisa de outro mundo), ent?o n?o vejo problemas em sua aplica??o.

      Na pr?tica, acredito que a maioria de n?s s? viaja em executiva porque consegue adquirir estas passagens com milhas a baixo custo — se n?o conseguisse, viajaria de econ?mica ou n?o viajaria (como disse, a maioria; n?o disputo a exist?ncia de pessoas que pagam uma pessoa em executiva em dinheiro sem piscar um olho, mas estou escrevendo para a maioria e n?o para essa afortunada minoria).

      Mesmo em econ?mica, sabemos que h? descolamentos entre o pre?o em milhas e o pre?o em reais — por exemplo, talvez voc? consiga emitir passagens nas datas mais concorridas do ano pagando s? 50% a mais em milhas do que um valor m?dio em datas n?o t?o concorridas, enquanto que em dinheiro, essa diferen?a pode ser muito maior.

      Particularmente, sempre que viajei pagando em dinheiro, s? viajei porque encontrei uma boa promo??o. Nunca decidi que iria viajar a qualquer custo; se naquele ano queria viajar, ficava monitorando as promo??es, e caso encontrasse uma boa promo??o, emitia; sen?o, ficava sem viajar.

      Como alternativa, proponho na parte relevante do artigo usar o custo m?dio de aquisi??o das milhas, multiplicado pelo n?mero de milhas usado na emiss?o. Desta forma, voc? tem um controle muito mais realista dos gastos dentro do seu or?amento. Se voc? gastou R$ 2.000 em compra de milhas para emitir uma passagem, esse foi o valor efetivamente desembolsado do seu sal?rio para pagar pela viagem; ? este o dinheiro que voc? deixou de gastar com outras formas de lazer, ou de investir, ou seja l? qual destino poderia ter dado ao dinheiro.

      Evidentemente, ? sempre bom olhar o valor da passagem correspondente em dinheiro antes de emitir com milhas — em um extremo, dificilmente valer? a pena para passagens internacionais em executiva em alta temporada, mas no outro extremo, ? bem poss?vel que uma passagem nacional para um destino n?o-tur?stico fora de datas comemorativas, desde que comprada com anteced?ncia suficiente, esteja mais barata em dinheiro do que em milhas; ou a um pre?o suficientemente semelhante que voc? prefira n?o queimar as suas milhas (que podem ser mais valiosas em outras emiss?es), e/ou ter alguns benef?cios da passagem pagante, como ac?mulo de milhas na companhia a?rea e no cart?o.

      J? adianto que, nas demais partes do artigo, devem haver certas opera??es que estou fazendo de uma forma que talvez n?o seja a melhor poss?vel; isto n?o deveria ser surpreendente, dado que tive que aprender isso na marra, sem ningu?m para ajudar a pensar na melhor forma de fazer. Espero que isso possa se tornar um esfor?o colaborativo para encontrarmos as melhores formas de fazer essa contabilidade. E penso que, mais importante do que buscar a metodologia perfeita de contabilidade, o mais importante ? refletir e n?o se esquecer de analisar os custos das emiss?es. Infelizmente acho que tem muita gente que acha que pontos e milhas s?o m?gicos e sempre ser?o mais vantajosos que emiss?es em dinheiro, e n?o ter a menor no??o de quanto est?o ganhando (ou, numa situa??o dessas, mais provavelmente perdendo) com o uso dos mesmos. Deve ter muita gente que adere ao Clube Smiles 1.000 pagando R$ 42, sem promo??o mesmo. Infelizmente, por falta de refletir sobre o assunto, estas pessoas n?o tem no??o que conseguem facilmente fabricar esses pontos pela metade do pre?o ou menos (at? 1/4, como vimos acontecer em situa??es pontuais recentes). Se, mesmo com erros, conseguir levar as pessoas a refletir sobre o assunto, acredito que terei cumprido meu papel.

      • neolight

        Se pago em dinheiro, para mim a restri??o ? grana e a? o hor?rio da viagem se ajusta para caber no meu bolso. Se eu viajo em milhas, em regra pagando o mesmo n?mero de pontos para diversas op??es de viagem, obviamente hor?rio pode agora virar prioridade – pegar um voo espec?fico com uma aeronave bacana numa combina??o bacana de empresas e servi?o: num resgate, um voo ANA pro Jap?o ? muito melhor que um UNITED. Da mesma forma, prefiro SWISS ? TAP. Poder escolher meticulosamente os voo por si s? tem um valor. E este valor de resgate ? o que eu tento representar quando tomo o valor cobrado na passagem determinado no momento do resgate. Do outro lado, tamb?m se controla o custo de aquisi??o dos pontos necess?rios para este resgate – este custo sim, ? como voc? prop?s: custo unit?rio vezes n?mero de milhas gasto – ali?s, ? assim at? nas empresas que vendem estoques.

        De uns tempos para c? tenho para mim que, excetuando viagens no Brasil, s? devo utilizar minhas milhas para voos em executiva ou primeira. Justamente porque os resgates mais que cobrem os custos de aquisi??o. Do que eu tenho visto, resgatando em econ?mica eu ficaria elas por elas – um esfor?o todo para conseguir os pontos e achar resgates n?o pode ficar no empate… d? muita dor de cabe?a, precisa valer a pena! Resumo: as milhas me viraram formas bem mais baratas de viajar em classes superiores. J? viajei pagante? Sim, por?m, a? a an?lise me ? diferente: como n?o sou rico, s? me meto a comprar uma executiva pagante se o pre?o for muito muito bom.

        • SwineOne

          Pois ?, o ideal seria considerar dos dois pontos de vista. Quando voc? monta uma planilha, voc? at? tem a op??o de considerar as duas metodologias (custo da viagem em dinheiro e custo dos pontos). Por?m, nos aplicativos de finan?as pessoais, voc? precisa associar um ?nico custo a cada opera??o, e a? ? preciso tomar uma decis?o entre as duas metodologias.

          Como estes aplicativos j? integram todas as suas demais despesas e permitem elaborar um or?amento (o que, pelo menos no meu caso, ? a funcionalidade priorit?ria), vejo que o mais interessante ? mesmo se basear no custo dos pontos. Mas claro, jamais alegaria que o m?todo que estou propondo ? o certo, ou o ?nico poss?vel, muito pelo contr?rio — imagino que d? pra melhor?-lo de muitas formas. A inten??o ? servir de ponto de partida, assim como de reflex?o.

          • neolight

            Bacana, concordo. E ter um m?todo ? melhor do que n?o ter nenhum. ? muito importante saber do custo das milhas.

    • SwineOne

      Seu coment?rio me fez repensar completamente a forma como estava lan?ando pontos de cart?o pela minha metodologia, para acomodar os custos das tarifas de pague-contas. Vou ter que refazer um trecho do texto, mas ficar? muito melhor do que estava antes. Provavelmente vou refazer a parte do texto sobre precifica??o das emiss?es tamb?m para melhor integra??o com o sistema de or?amento do aplicativo, mas ainda vou ter que pensar um pouquinho como funcionar?.

      Enfim, agrade?o muito pelo coment?rio. Ele me fez pensar em uma s?rie de quest?es que n?o havia pensado quando escrevi o texto original, e o texto ficar? muito melhor por isso.

      Estou h? umas 4 ou 5 horas alterando todos os lan?amentos no meu arquivo de transa??es pessoais do Banktivity. Peguei faturas de cart?o desde o final de 2016 at? hoje e revisei a forma como estava lan?ando no aplicativo.

      Acabo de descobrir que, at? hoje, gastei R$ 2.655,33 em tarifas de pagamento de contas, o que junto com os meus gastos normais, franquias gratuitas dos aplicativos, etc. geraram 592 mil pontos Esfera desde o final de 2016 at? hoje. Trata-se de um custo por ponto de R$ 0,0045 (isso mesmo, menos de meio centavo). Nada mal — seria como emitir uma passagem GRU-MAD-GRU em executiva no Iberia Plus ao custo de aproximadamente R$ 381. Evidentemente, isto inclui a ?poca do MercadoPago sem tarifas, v?rias promo??es de b?nus em triplo, d?lar “barato”, etc. Enfim, uma ?poca que n?o volta mais.

  • Gabriel

    Bacana o assunto!

    A precifica??o precisa do custo das milhas n?o ? simples, mas indispens?vel.

    Ao meu ver a gra?a de uma bela emiss?o n?o est? somente na rota, companhia e cabine, mas, principalmente, saber que foi poss?vel obter um desconto de 80%-90% (por exemplo) quando comparada com uma passagem pagante.

    Para isso necess?rio conhecimento de todos os custos embutidos, o que permitir? tamb?m montar estrat?gias de forma a reduzi-los.

  • T

    OFF TOPIC: SwineOne, pelo post voc? ? um bom conhecedor (e entendedor) do ALL. Estou programando viagem para a Europa ano que vem e ao conhecer o ALL estou estudando a possibilidade de jogar minhas milhas Smiles para l? (bem como as LATAM, para n?o perder, se for o caso), mas li diversos coment?rios em v?rios sites que n?o compensaria, que a ALL muitas vezes faz promo??es e n?o deixar utilizar os pontos no abate, etc. Resumindo, gostaria da sua opini?o se ainda ? uma boa a ALL, principalmente para uso na Europa. Vlw

    • SwineOne

      J? fazem alguns anos que n?o viajo. Mas realmente, das ?ltimas vezes que verifiquei, as promo??es mais agressivas (tarifas n?o-reembols?veis, com pagamento adiantado) n?o permitiam o uso dos pontos. Por?m, num momento desses, penso que ? maluquice comprar qualquer tarifa n?o-reembols?vel (talvez se tivesse um desconto de uns 80% para cima eu me disporia — mas por causa de 30-40%, que ? o m?ximo que costumava haver nessas promo??es, n?o arriscaria).

      Vejo que ? uma quest?o de voc? avaliar o custo desses pontos Smiles, e ver qual o c?mbio equivalente do euro que voc? obteria nessa opera??o. Se a economia for pr?xima ao desconto m?ximo, ou at? maior, vejo que se justifica. Mesmo uma economia de 20-25% provavelmente j? seria interessante, tanto porque nem sempre se consegue os descontos m?ximos, quanto pela liberdade de cancelar a reserva sem custos. Al?m disso, caso n?o sejam apenas milhas j? previamente adquiridas (ou seja, se voc? comprar essas milhas, ou assinar um clube, ou transferir de um programa de banco, ou fizer qualquer outra opera??o para gerar esses pontos), voc? est? gerando milhas qualific?veis que podem levar a um upgrade de categoria no Smiles, caso voc? j? n?o esteja na categoria m?xima.

      Estou por fora dos valores no Smiles, ent?o vou considerar um exemplo com as recorrentes promo??es do Clube TudoAzul, onde ? poss?vel adquirir, no plano anual, 20.000 milhas mensais pagando R$ 337,50/m?s. Estas 20.000 milhas, por virtude de ser membro do clube, viram 5.000 pontos ALL, que valem ? 100. Hoje o c?mbio comercial ? de aproximadamente R$ 6,11 = ? 1. Mas esta manobra permitiu adquirir cada euro por R$ 3,375. Trata-se de 45% de desconto. N?o tenho not?cia de jamais ter havido uma diferen?a de 45% entre emiss?es com pontos e pagamento adiantado em tarifas n?o-reembols?veis, ent?o vejo que essa opera??o ? plenamente justific?vel, al?m das outras vantagens apontadas. Al?m disso, caso fa?a um reserva com cancelamento gr?tis, ter? que pagar na hora no hotel, onde se sujeita a outros riscos/custos como o uso do c?mbio turismo ao inv?s de comercial, IOF, risco de varia??o do c?mbio, risco de andar com muito dinheiro em esp?cie se n?o quiser usar o cart?o, etc.

      • T

        Obrigado SwineOne. Na Smiles, sendo clube, 4000 ALL saem por 20000 milhas. Cada milha t? saindo ? R$0,024, que t? melhor do que t?o pagando nos principais sites de vendas. Eu vou ver se tenho algum uso melhor pra elas (passagens a?reas), sen?o vou mandar pro ALL mesmo.

  • Geraldo Rezende

    Interessante o post.
    Uso o Banktivity há alguns anos e nunca pensei em usar ele para controlar as milhas/pontos.

  • SwineOne

    Interessante, não conhecia esse aplicativo. Fui lá dar uma olhada nele.

    Para mim não serviria, pois tenho verdadeira ojeriza a serviços de assinatura. Evidentemente não tem como Netflix, Amazon Prime, Spotify, Deezer, etc. serem serviços de pagamento único, mas de resto, se um aplicativo é vendido apenas em forma de assinatura, desconsidero completamente, por melhor que seja. Gosto de comprar uma dada versão do aplicativo, e se o desenvolver lançar uma nova versão com melhorias relevantes, eu compro a atualização. A assinatura é muito confortável para o desenvolvedor, pois este não tem incentivo para melhorar o aplicativo — você precisa continuar pagando para acessar os seus dados.

    Entendo que há custos de operação por ser um serviço web, mas nesse ponto, também prefiro ter os dados localmente no meu computador, por uma série de motivos (por exemplo, indisponibilidade temporária da internet, problemas no provedor do serviço, ou se o desenvolvedor for à falência). Com os dados localmente no computador, e com um recurso de exportação do programa, você nunca terá a sensação que seus dados são refém da companhia. Também, não sei se é possível fazer transações do aplicativo de celular caso esteja offline, mas se não for possível, é algo que eu jamais levaria em consideração: por exemplo, se estou numa padaria e compro alguma coisa com dinheiro, já lanço imediatamente no Banktivity para não esquecer. Se não puder lançar porque estou numa área sem cobertura, depois certamente não lembrarei de lançar.

    Ainda que eu passasse por cima destas duas restrições, vejo que existem uma restrição (absurda, na minha opinião) sobre o número de transações lançadas, dependendo do plano contratado. Fiz uma conta rápida aqui, e nas 10 contas que mais uso no aplicativo (tenho umas 50 ao todo), já faço cerca de 300 transações/mês em média, logo o plano pessoal já não serviria para mim, e mesmo no plano “profissional”, provavelmente haveria meses em que cairia em alguma restrição. E sinto muito, mas uma única transação que deixa de ser lançada já não te permite mais reconciliar faturas, etc.

    Não estou dizendo que o Banktivity é perfeito, longe disso. Há diversos problemas de usabilidade, é muito voltado para o mercado americano (por exemplo, na parte de impostos), não tem recursos para tratar diretamente milhas e pontos (mas desconheço outro aplicativo que o faça, da maneira como explicarei nesta série), e particularmente o tratamento de moedas estrangeiras é péssimo, na minha opinião (por exemplo: se faço uma compra em dólar ou euro, ao invés de se basear na cotação utilizada, esta fica “flutuando” com o câmbio diário em certas partes do aplicativo, como o módulo de orçamento, a menos que algo tenha mudado recentemente). Porém, isso não quer dizer que o aplicativo é ruim, muito pelo contrário: é o melhor que já encontrei, e nada será perfeito (especialmente porque a definição de perfeito muda de um usuário para o outro, já que cada um tem um fluxo de trabalho diferente). Já pensei seriamente em fazer meu próprio aplicativo, mas é um tópico complexo demais para ser apenas um projeto para fazer nas horas vagas.

    • ConteAqui

      Tens toda razão, também sou destes que evito pagar mensalidades/anuidades de serviço. Porém o meudinheiro enquadra-se naqueles raros serviços que é muito difícil conseguir o mesmo de graça – assim como spotify por exemplo.

      Talvez não se preste para quem quer apenas controlar as milhas, ou mesmo para só gastos pessoais. Pois o meudinheiro é bem mais robusto, serve para controle financeiro mesmo – tipo ter lá toda a carteira de ações e ele lançar os dividendos automaticamente, comparando a performance da carteira com outros indicadores financeiros.

      O plano família da 1 mil lançamentos por mês, mais que suficiente.

      O suporte deles é fantástico. Então, para minha necessidade é um dos serviços que pago com alegria.

      Tem uma ferramenta dentro do sistema que permite exportar todos os lançamentos em CSV. Então basta de tempos em tempos exportar e salvar o arquivo caso tenha receio que o programa um dia deixe de existir. Ou mesmo usar o arquivo CSV para migrar os dados para qualquer outro programa. Ele é feito por uma empresa e não por desenvolvedor independente, eles tem contadores/administradores/programadores na equipe e já estão no mercado há 9 anos – tendo ganho vários prêmios.
      Penso inclusive que por cobrarem assinatura, e também porque eles tem o meudinheiro para empresários (controle finanças de empresas), é pouco provável que acabe do dia para a noite.

      Sou usuário de sistemas/programas há muitos anos, sou da época que o “programa” vinha em um disquete para ser instalado. E assim como você gosto de ter os dados “na minha máquina”. Mas infelizmente (ou não) esta era está acabando, os desenvolvedores hoje fazem tudo online. Cada vez menos os programas/sistemas são desenvolvidos para serem instalados na máquina do cliente.

      Mas concordo contigo:ter um “backup” nunca é demais.

      Diferente do banktivity, o meudinheiro é feito no Brasil , por isto permite lançar por exemplo um aplicação financeira (ex: CDB ou LCI de qualquer banco), e da inclusive tudo o que se precisa para depois fazer o imposto de renda.

      Ah, sim, da para lançar offline os gastos no app. E depois sincroniza tudo na web – justamente para as horas em que se está sem internet.

      Já usei e testei vários (mesmo) aplicativos de controle financeiro. E penso que o mais difícil não é escolher o app, mas sim a pessoa ter a disciplina de lançar todos os gastos/recebimentos. Como você disse, deixou de lançar algo, colocasse “tudo a perder”.

      Para o controle específico das milhas um app que eu gosto muito é o AwardWallet . Este acho muito show porque avisa quando as milhas estão perto de expirar – nunca mais deixei milha vencer depois do AwardWallet.

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