[Guest post] O desgaste mental de pensar no trabalho para fazer uma compra a menor custo possível.

Continuando na linha de reflexões sobre a trabalheira do consumidor na Black Friday, seguem as apropriadas reflexões do SwineOne sobre o desgaste mental de pensar no trabalho para fazer uma compra a menor custo possível.

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“Talvez eu esteja ficando muito velho para esse tipo de coisa. Mas, sinceramente, dá até desânimo de pensar no trabalho para fazer uma compra a menor custo possível.

Imagine que você quer um certo tipo de produto — sei lá, um telefone, por exemplo.

Antes de tudo, você pode ter vários modelos em mente, e aí todo o trabalho que eu vou falar aqui vai se multiplicar por cada modelo, para comparar qual é o melhor negócio no final. Mas vamos supor que você já escolheu que quer, por exemplo, o iPhone 13 128 GB e pronto.

Primeiro, você pode ver algumas promoções na semana, ou na própria Black Friday, ou agora até a Cyber Monday. A cada momento, você tem que avaliar se essa é a melhor promoção, ou se pode surgir outra. Ou se pode acabar essa que você está olhando…

Aí, olha nos diversos varejistas: Americanas/Submarino/Shoptime, Ponto Frio/Extra/Casas Bahia, Magazine Luiza, Amazon, Fast Shop, Mercado Livre…

Depois, tem que testar os vários cupons para cada varejista. E alguns tem regras de uso, por exemplo excluindo certos produtos, mas às vezes “esquecem” (ou talvez esquecem mesmo) de programas essas regras.

Feito isso, tem que ver as várias opções de cashback: Ame, Méliuz, Zoom, Buscapé, Shopping Esfera, etc.

Ainda tem que comparar com as opções de receber pontos ao invés de cashback, e fazer os cálculos para ver qual vale a pena. Bom aproveitar e olhar os vários “shoppings”: Livelo, Smiles, TudoAzul, Esfera, iupp, etc. Ainda pode surgir um ponto fora da curva tipo o Buds Live que o colega mencionou, onde vale mais a pena os pontos.

Fora isso, pode estar tendo alguma promoção específica de pontos extras ou cashback do cartão, como houve com Caixa e XP. Então tem que escolher o melhor cartão.

Ah sim: tem que lembrar de ativar a proteção de preço e garantia estendida dos cartões. E tem que decidir se é melhor ir de Mastercard Black ou Visa Infinite.

Além das opções individuais, às vezes dá pra fazer combo: desconto no produto, mais cupom de desconto, mais cashback do Méliuz, mais cashback do Ame, mais cashback da XP, por exemplo. E tem que ver se todos são compatíveis entre si, ou se um vai cancelar o outro.

Talvez tenha alguma promoção especialmente boa no boleto/Pix. Mas aí tem que sopesar com a perda dos pontos/cashback do cartão, garantia estendida, proteção de preço, etc.

Depois tem que ficar em cima do recebimento dos pontos e/ou cashback.

E por fim, é bom ficar monitorando os preços nos próximos dias, para ver se não consegue acionar a proteção de preço.

Conclusão

Enfim, só de pensar em tudo isso e elencar aqui já me deu dor de cabeça.

E não sei como é para os outros colegas, mas para mim, pensar que paguei (muito) mais do que poderia ter pago é algo que chega a doer — tipo o Jorge ter mencionado aqui que viu, por R$ 4.600, o mesmo MacBook Air que eu comprei por R$ 6.300.

Tudo bem, não tenho o cartão XP, então os últimos 10% não rolavam, mas ainda assim, paguei mais de R$ 1.000 a mais do que poderia ter pago.

Minha torcida para as próximas black fridays é que o pessoal simplifique um pouco. Pelo menos para mim, está ficando difícil acompanhar tudo para chegar na melhor oferta, ou pelo menos perto dela.”

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E você, o que pensa a respeito?