Inflação generalizada nos preços das passagens aéreas, hotéis, aluguel de veículos: a difícil vida do viajante brasileiro no novo normal da economia

Em comentários ao post de ontem, diversos leitores relataram preços absurdamente mais caros não apenas nas passagens aéreas, mas também em diárias de hotéis e aluguel de veículos.

Com a economia retomando a sua normalidade, e com a demanda voltando a crescer, os preços das coisas estão aumentando de modo vertiginoso, principalmente os preços na área de turismo.

Como disse o leitor HPillsbury:

“Infelizmente, e muito infelizmente mesmo, eu acho que a inflação absurda de milhas será uma realidade inevitável muito em breve, pois nestes quase 2 anos de pandemia as aéreas inundaram o mercado de milhas para gerar caixa, e como estamos em uma pandemia, os resgates foram o mínimo, ou seja, temos um mercado lotado de milhas e uma demanda que tende a crescer muito, após os efeitos da pandemia diminuírem.

Eu acho um movimento absurdamente covarde das aéreas, o intuito é “facilitar” a aquisição de milhas (sempre visando caixa) e dificultar de todas as formas possíveis os resgates, sejam pelos erros sistêmicos constantes ou pela elevação absurda dos preços de resgates.

E todos nós sabemos o intuito das aéreas: resgatar com os preços absurdos, trocar por panelas ou as milhas perderem a validade.”

O Swine complementou:

“Quem entende um mínimo de economia sabe que isso que você narrou era inevitável. Já haveria o acúmulo normal sem o correspondente gasto por conta da pandemia, e fora isso as aéreas precisavam fazer caixa para não falir, então houve um acúmulo extra.

Basicamente a mesma coisa que aconteceu na economia normal: impressão de dinheiro a rodo, mas a oferta de bens restrita porque “fiquem em casa, a economia a gente vê depois”. A inflação de dinheiro já é realidade, a de milhas é inevitável quando normalizar a demanda. Ou alguém acha que as aéreas vão comprar um monte de avião para encher de passageiros emitindo com milhas?

Ai coube a cada um traçar uma boa estratégia de acúmulo nessa época de pandemia. Eu juntei na Azul por expectativa de precisar usa para voos nacionais de curta distância que teria que fazer de qualquer forma (motivo de trabalho), e aproveitando a “safety net” do ALL, um programa supostamente estável e com uma precificação sui generis direto em euros, que pode estar se dissipando agora.

Fora isso, priorizei acúmulos grátis, e fiz uma emissão de Viaje Fácil para travar o custo. Acúmulos no Santander antes da maxidesvalorização da Iberia, e agora peguei o cartão AAdvantage.

Agora, quem assinou um monte de clubes a custo alto, especulando que as regras dos programas brasileiros iriam se manter estáveis (uma aposta no mínimo duvidosa de se fazer, para ser educado), realmente tem com o que se preocupar”.

Conclusão

Controlar de modo rígido os custos e planejar muito bem as próximas viagens, se possível já “travando” os preços dos produtos a consumir, são dois dos ingredientes mais fundamentais para o viajante brasileiro conseguir evitar perdas ainda maiores nessa reta final do ano de 2021.

Infelizmente, as perspectivas não são nada animadoras, e a tendência é os preços das coisas continuarem a subir à medida que o final do ano vai se aproximando.