Dúvida do leitor: como enquadrar os programas de fidelidade como se fossem moedas monetárias?

Um interessante exercício de analogia foi proposto pelo neolight no post de ontem:

“Como enquadrar esses programas como se fossem moedas?

Sei lá, diria que o Esfera Iberia Plus seria o euro, o Livelo seria o dólar, a Latam seria o real, o Smiles um peso argentino… o Dotz ficaria junto do Tudo Azul como o kwanza angolano.

Tô fora de dotz!”

A discussão seguiu interessante na caixa de comentários.

O Ítalo comentou:

Atualmente Latam Pass ser real e Smiles peso argentino eu discordo. Kkkkk

Latam Pass já prestou, não tem mais essa disparidade pro Smiles.

O Swine, por sua vez, disse:

“Vou propor uma correção: o Iberia Plus seria mais como um Bitcoin.

Como todo o resto inflaciona e ele não, a cada dia que passa o Iberia Plus é mais negócio.”

O exercício é interessante na medida em que permite visualizar o poder de compra de cada moeda de programa de fidelidade.

No atual cenário, eu ainda consideraria o All Accor um franco suíço, uma reserva de valor que, apesar de estar em euro, tem tanta ou até mais valia que os Avios britânicos ou espanhóis, já que o fator de conversão nunca mudou desde sua criação: 2.000 pontos igual a 40 euros. Simples e prático e fácil de assimilar.

As milhas AAdvantage seriam o equivalente ao dólar norte-americano: não sofrem tanta desvalorização quanto os programas nacionais, e ainda têm boa utilidade nas tabelas de resgates, principalmente nas parceiras da One World.

Quanto às “moedas nacionais”, algumas estão mais próximas do peso argentino do que o real. É o caso, p.ex., do KM de Vantagens, que não serve quase pra nada.

Já outras ficam um pouco mais valorizadas, como os pontos Livelo, dado o fator “coringa”.

Há ainda o PDA, que, dado o fator de conversão atrelado ao real, está mais próximo de uma libra esterlina do que propriamente do real brasileiro.

E você, como encararia essas analogias?