[Dúvida do leitor] Como conseguir a isenção da tarifa mensal da cesta de serviços do Santander Select (R$ 89) sem ser por investimentos? (mais: reflexões sobre a desnecessidade de bancos gourmet hoje em dia)

A propósito do post de ontem, segue mais uma dúvida do Swine, sobre se é possível isentar da cesta de serviços do Santander Select sem ser por investimentos, bem como reflexões sobre a desnecessidade dos bancos gourmet hoje em dia.

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“Tenho interesse em algo parecido, mas no caminho inverso.

Não quero um cartão mais “gourmet” (leia-se: mais difícil de isentar), estou feliz com o meu Unique.

O que eu queria era deixar de pagar os R$ 44,95/mês para o Santander.

Se parar para pensar, banco “gourmet” perdeu todo o sentido.

Desde que sou cliente Select, acho que pisei no banco uma única vez que não fosse para sacar dinheiro. Ainda tive que escutar um monte de baboseira de uma gerente que desconhece seus próprios produtos — e não adiantou apontar documentos oficiais do próprio banco, no próprio site do banco, para provar que ela estava errada. A gerente aparentemente era uma espécie de terraplanista corporativa/bancária.

Cesta de serviços essenciais é suficiente para a imensa maioria das pessoas hoje (inclusive eu).

Limite de saques por mês? Nem sei se existe, mas faço poucos saques por mês, e qualquer coisa é só passar de um banco/aplicativo para outro via Pix para usar a franquia grátis do outro banco/aplicativo.

TEDs? Mortas e enterradas em 16/11/2020 (data de lançamento do Pix).

Investimentos? Fora a corretora, e um fundo DI de custo relativamente baixo que encontrou, são todos caros, e frequentemente exigem um valor altíssimo para entrar (e ainda assim serem caros). Fora as exceções listadas, melhor investir pela XP.

Tomar cafezinho na agência? Tomo em casa mesmo, um café MUITO melhor, inclusive.

Por mim, migrava para a cesta de serviços essenciais agora mesmo, mas entendo que 50% da isenção do Unique vem de ser Select (os outros 50% pelos R$ 7.000 de gastos). Então, perderia os “benefícios” Select e gastaria praticamente o mesmo valor em anuidade: R$ 0 da conta e R$ 41,50 do cartão (após gastar R$ 7.000) ao invés de R$ 44,95 da conta e R$ 0 do cartão.

Estou pensando em ir na agência, tentar argumentar para o gerente (torcendo para que não seja a mesma pessoa da última vez) da minha posição explicada acima, e oferecer levar a custódia das minhas ações e título do Tesouro Direto para lá (que ainda não completará os R$ 150 mil).

Infelizmente, outros investimentos que poderia levar para lá me dariam um tremendo prejuízo dados os custos maiores das opções equivalentes no Santander.

O prejuízo seria muito maior (em função dos juros compostos a longo prazo) do que pagar os R$ 44,95 por mês. Em caso de recusa, ameaço levar o fundo DI com um bom valor para a XP. Se mesmo assim recusarem, vou ter que pensar muito no que fazer.

Não afirmo que vou embora do Santander, haja visto que na minha opinião PDA+Santander é o melhor combo do Brasil hoje.

Mais alguma sugestão?”

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Alguns leitores vêm relatando a diminuição gradativa da autonomia dos gerentes para o pedido de cartões no Santander.

Será que, em relação à isenção da cesta de serviços, essa diminuição da autonomia também vale? Ou eles têm poder para isentar, ainda que manualmente, essa tarifa para os clientes que negociam produtos, investimentos e serviços com o banco?

Alguém aqui já passou por experiência semelhante e conseguiu resultados positivos?