Apertem os cintos e preparem os bolsos: custos com viagens ao exterior podem aumentar de R$ 1 mil a R$ 5 mil *só* com os exames PCR para Covid-19

Viajar para o exterior, seja para Miami, Nova York ou Orlando, seja para Lisboa, Paris ou Madrid, seja ainda para qualquer outro lugar do mundo, incluindo América do Sul, Ásia e Oriente Médio, está ficando cada vez mais caro.

E não estou falando apenas da alta do dólar, que, embora tenha fechado a R$ 5,10 no último dia 18 de dezembro de 2020, ainda está bem longe do patamar do começo do ano, quando estava em torno de quatro reais.

Ontem, publicamos a notícia de que o Governo Brasileiro exigirá de todas as pessoas físicas ingressantes no Brasil, inclusive de brasileiros residentes no Brasil, a apresentação do exame PCR para o coronavírus.

Pois bem.

Esse teste tem que ser custeado, e o custo, obviamente, vai para o viajante.

Como parece ser uma tendência que todos os países estrangeiros também exijam a realização e a apresentação do exame PCR para os turistas brasileiros residentes no Brasil, você terá um custo adicional nada barato a cada viagem internacional que fizer: pagar por DOIS exames laboratoriais antes de embarcar, um dentro do Brasil, e outro fora do Brasil.

O problema número um: esses exames não são baratos – dependendo do preço praticado, pode sair mais caro que a própria passagem aérea.

No Brasil, os preços praticados por tais exames têm oscilado na faixa de R$ 300 a R$ 450.

No exterior, pelo relato do leitor Bruno, comentado ontem, e falando especificamente de Portugal, o custo do exame PCR gira por volta de cem euros – o que dá uns R$ 650 a R$ 700, convertendo pelo câmbio atual e acrescentando o spread bancário e os impostos.

Ou seja, o custo total dos dois exames pode ultrapassar facilmente os mil reais – para um passageiro.

O problema número dois: quanto maior a quantidade de viajantes, mais pesado ficará o custo da viagem.

Um casal de viajantes arcaria com 4 exames – 2 na ida e 2 na volta – e pagaria em torno de 2 mil reais.

Uma família composta pelos pais e por dois filhos arcaria com cerca de R$ 4mil.

Já numa família de 5 pessoas, por exemplo (dois pais e três filhos), o custo efetivo total passaria dos cinco mil reais.

Conclusão

No médio e longo prazos, há fortes chances desses custos diminuírem bastante, ou mesmo serem eliminados, caso as exigências de teste PCR sejam substituídas pela apresentação obrigatória de uma carteira de vacinação contra o coronavírus. Há também esperança de que o próprio custo do exame PCR diminua de preço – tanto no Brasil quanto no exterior.

Porém, no curto prazo, para quem planeja viajar para o exterior em 2021 ou mesmo 2022, é bom se precaver e já fazer um planejamento financeiro contando com esses (nada módicos) gastos.

E como o exame exigido é por viagem, quanto maior a quantidade de viagens, maior será o impacto no orçamento.

Quem pretende viajar duas vezes por ano ao exterior, sozinho, irá gastar R$ 2 mil (R$ 1 mil em cada viagem); já um casal irá gastar R$ 4 mil, e assim por diante.

Portanto, voltando ao título desse tópico, apertem os cintos, preparem os bolsos… e torçam pro real continuar se valorizando frente ao dólar. Pois viajar ao exterior nunca ficou tão caro quanto nos tempos atuais. 🙁