[Guest post] Reflex?es sobre os cart?es de cr?dito co-branded das empresas a?reas, e uma poss?vel indexa??o da pontua??o ao real

Segue mais um brilhante texto do leitor SwineOne, sobre uma possibilidade que pode gerar inclusive caixa para as empresas a?reas, amenizando os efeitos da crise para elas, e ao mesmo tempo trazer uma novidade realmente positiva que poderia impactar o mercado de cart?es de cr?dito tamb?m a favor dos consumidores.

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“Pessoal, tenho uma teoria interessante, batendo na mesma tecla que venho batendo sobre como os pontos no cart?o deveriam ser indexados ao real e n?o ao d?lar.

Estive pensando que os cart?es co-branded das a?reas nacionais seriam candidatos naturais a encabe?arem essa mudan?a (claro, no rastro do PDA – P?o de A??car).

Sen?o, vejamos:

1. Esses cart?es s?o p?ssimos para ac?mulo de pontos. Qualquer cart?o ?mequetrefe? de 1,5 ponto/d?lar, com b?nus de transfer?ncia, deixa os co-branded no chinelo, sem falar que voc? n?o tem a liberdade de mandar para o programa que quiser, somente para o programa da companhia. Qual o sentido de perder a liberdade de escolha e, em troca, receber menos pontos?

2. Das 3 companhias nacionais, 2 t?m seus cart?es co-branded no Ita?, que tamb?m tem o PDA.

3. Dar b?nus de transfer?ncia j? virou pr?tica quase que obrigat?ria para as a?reas conseguirem tirar os pontos dos programas financeiros (Livelo, Esfera, Sempre Presente). Por qu? n?o inverter a l?gica, e dar vantagens para quem tem o cart?o co-branded da companhia, eliminando os b?nus de transfer?ncia dos programas financeiros? Isso faz muito mais sentido do que o status quo (ponto 1).

4. As empresas est?o precisando fazer caixa nesse momento. Que forma melhor de fazer caixa do que garantir que os pontos v?o cair direto no programa, sem ficarem presos no programa financeiro, e sem dar liberdade de escolha para onde enviar?

5. Pode ser que as empresas considerem muito alto o custo de transformar, digamos, 2 pontos/d?lar em 1 ponto/real. Aqui as empresas poderiam tomar emprestado a ideia das promo??es do Santander: colocar metas de gasto mensal que entregassem proporcionalmente mais pontos.

Talvez 0,5 ponto/real para quem gasta pouco, chegando a 1 ponto/real para quem gasta mais. Isto tamb?m estimularia as pessoas a concentrarem os gastos no cart?o co-branded de uma das empresas, sem ?pulverizar? os pontos entre diferentes programas.

Isto acabaria resgatando o conceito de fidelidade, h? muito tempo perdido neste ramo de programas que s? tem fidelidade no nome mesmo.

6. Vejo que as empresas precisar?o n?o s? de caixa, mas de passageiros enchendo avi?es no in?cio do per?odo p?s-v?rus chin?s. N?o seria de todo ruim distribuir mais pontos entre os clientes nesse momento, especialmente se isso provocasse uma mudan?a de paradigma no setor, reduzindo a relev?ncia dos programas financeiros, o que vejo como sendo de interesse das a?reas.

Conclus?o

Pode ser que eu esteja com uma ideia muito fixa com rela??o a esta mudan?a, mas ? que vejo isso como inevit?vel; de outra forma, o mercado de cart?es definhar?.

O problema com este racioc?nio ? se os bancos topar?o isso (at? porque, pelo que entendo, mesmo no caso de cart?es co-branded, os custos incidem sobre os bancos e n?o sobre as a?reas).

Mesmo assim, devem existir novos emissores no mercado, para al?m dos 5 grandes bancos do mercado nacional, que podem topar o desafio para ganhar espa?o no mercado.”

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E voc?, o que pensa sobre o atual panorama do mercado de cart?es de cr?dito no Brasil? Voc? toparia privilegiar um cart?o de cr?dito co-branded em troca de ter uma pontua??o atrelada ao real?

Agradecimentos de praxe ao SwineOne pelo envio de mais um excelente texto!