[Guest post] Projeto revivendo antes de morrer. Parte 6: De Houston a New Orleans. Voltando a São Paulo

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Nessa última parte do trip perrengue report, 😀 o Celso comenta sobre seus últimos dias de estadia nos Estados Unidos, finalizando com o voo de volta ao Brasil.

Para quem tiver curiosidade de acompanhar a cronologia dos posts, segue abaixo a sequência:

A última das viagens na viagem consiste num colossal texto de quase 5 mil palavras, portanto, relaxe e embarque nessa jornada.

Acompanhem!!!

……………………………………….

“Para que você possa entender o que irei relatar, é necessário, a meu ver, um conhecimento mais especifico da história americana e, em especial, de sua história política.

Divirta-se, enquanto isso, com a audição desse mito texano, Willie Nelson.

Veja as bobagens que encontra na Internet quando pesquisa sobre os destinos:

New Orleans

Depois de 300 anos de existência, Nova Orleans está no meio de um renascimento – exceto pelas ruas, que são as mais musicais que você já encontrou em uma grande metrópole. Eles adoram se arrumar e festejar aqui, então ponha uma peruca e uma máscara, vá ao French Quarter e ao Marigny para comer fabulosamente nos melhores restaurantes de Nova Orleans, pegue uma xícara cheia de coquetéis artesanais de um dos melhores bares da cidade, e entre na música ao vivo para o qual Nova Orleans é famosa.

Vejam isto:

Uma coisa a ser lembrada enquanto estiver aqui: olhe sempre para a arquitetura que compõe essa cidade de um milhão de pessoas que ama música. Diversão festiva chegando neste ano inclui Essence e Voodoo para os amantes da música e o anual NOLA Film Festival para os aficionados por filmes.

E por aí vai…………..

Para que possamos entender os destinos, vamos voltar em 1860.

Os Estados Unidos do Norte era industrial e com mão de obra livre. O Sul era agrícola com mão de obra escrava.

Com a ocupação do país a Oeste, começa o conflito, onde o Sul desejava a preservação dos seus valores e o Norte não.

Abraham Lincoln, candidato à presidência, sofria forte resistência do Sul, pois o consideravam abolicionista.

Eleito, antes mesmo de tomar posse, a Carolina do Sul decreta a secessão, juntamente com outros estados a seguir.

Inicia-se a Guerra de Secessão (separação), conhecida como a Guerra Civil Americana, com saldo de mais de 600.000 mortos.

Texas e Loisiania estavam neste contexto, e atualmente são estados Republicanos, com fortes convicções da extrema direita americana.

Lembrando o Guilherme que a capital do Texas, não é Dallas, nem Houston, e sim Austin. 

……………….

Lá vamos nós!

Descemos no Houston Internacional Airport, 43º C e seco,  mas, como a imigração ainda é feita no Canadá, o pouso ocorre no terminal doméstico deste lindo aeroporto.

Fui pegar meu carro na Avis no terminal. Aluguei um Ford Focus, que seria devolvido em New Orleans na Loisiania.

Todos os carros acima tinham taxa de retorno na locação que, conforme a categoria, iniciava em 300 USD de taxa de retorno, a muito mais.

Ao chegar, perguntei sobre upgrade free de carro.

Responderam que poderiam oferecer, mas não free.

Perguntei sobre taxa de retorno e disseram que não cobrariam, e dentre os vários carros oferecidos, perguntei se eram novos e fiquei com essa peruinha 2019.

Paguei, por 8 dias de locação, um adicional de USD 402, incluindo taxas, sem seguros, os quais eu dispunha no cartão.

Foi oferecido o Toll Pass, mas declinei da oferta.

Normalmente, esse serviço é muito caro, e há muitas rotas que nem pedágio dispõe.

Essa Mercedes GLS 450, além do conforto, servia bem as minhas necessidades de compras (né Guilherme? kkkk) e malas num total de 6, sendo 4 com 32 kg ao final.

Foi uma excelente opção, principalmente lembrando que o Focus custara USD 372 pelo período.

Fica a dica ao leitor, na Hertz eles não aceitam isso, mas na Avis se o carro superior sobrou no momento de realizar a retirada do seu carro, foram questionados sob o upgrade e eles lhe oferecem o superior, somente pelo suplemento de tarifa que, na realidade, foi dado um desconto do preço normal de USD 10, por dia.

Quem lê o MMdM já sabe…

Essa malandragem de entregar o carro com detalhes, para depois lhe cobrar por dano não causado, não nos pega.

Voltei ao guichê para retificar o contrato.

Fui informado que, ao sair do estacionamento, na cancela, a funcionária manualmente coloca as observações de dano no veículo.

Feito isto, rumo ao Texas.

Coloquei meu GPS no parabrisa e proei San Marcos, mais especificamente uma hamburgueria que, segundo relatos na Internet, é a preferida de Barack Obama, a Five Guys.

Confesso não ter visto nada de excepcional e o IN N OUT com várias lojas na Califórnia é muito, muito melhor.

Saí de Houston, direcionado pelo GPS, e entro na estrada.

À esquerda, Toll Pass, à direita, CASH.

Entro à direita.

Chego na cancela e acreditem, GUIHERMITE AMERICANA, só tinha nota de USD 100, ao pagar recebo um aviso de multa de USD 150!

-Why Ms.?

-Mr., Look at here: We accept notes only USD 5 , 10 and 20 (estava claramente sinalizado em placa oficial, mas na guarita. Não havia orientação nenhuma na placa de acesso 500 metros antes!).

Delicadamente, fui me desculpando com a funcionária do pedágio que disse:

-Are you rental this Mercedes?

-Yes!

-Go ahead, I will putting the toll for your company.

Eu perguntei:

-Mas sem multa?

-Yes.

Passei, somente que não tinha contratado o Toll Pass.

Nisso, já fui pegar troco no primeiro posto.

Fiquei com uma impressão ruim, pois na América tudo tem sinalização clara!

Muito bem, minha primeira surpresa foi que a velocidade máxima permitida era 75 milhas, mas, diferentemente de todos os estados que conheço, no Texas eles não respeitam.

Andei por longo, longo trecho em 95 milhas (160 km/h), juntamente com muitos carros na estrada.

A estrada vai ficando cada vez mais simples até chegarmos à noite em San Marcos, sendo a última cheia de faróis na própria estrada, pois atravessa áreas urbanas.

No caminho, paramos numa Starbucks, com produtos saborosos.

Fomos dormir no Homewood Suites, 451 Barnes Dv. Uma espetacular e agradável surpresa.

Este nicho de hotel da rede Hilton desconhecíamos, mas adoramos.

Hotel bem localizado, novo, limpíssimo, com quarto amplo, cozinha, antessala, com café da manhã gostoso com o necessário, e estacionamento grátis. Preço= 97 USD/diária. 

Fomos a San Marcos para realizarmos compras em 2 outlets que ficam um defronte ao outro: San Marcos Premium Outlet e o Tanger Outlet que incluem um total próximo de 300 lojas.

Diferente do informado na Internet como uma maravilha, foram, sem dúvida, os piores que conhecemos, com mercadorias horríveis, pouca numeração e quantidade.

Pinçamos, loja por loja, até conseguirmos produtos que nos interessavam.

Só para terem uma ideia, a loja da Burberry onde eu iria comprar uma capa, não tinha o número, e noutras a cor não interessava.

Para atender minha filha, que queria um porta cartão de visita, tive que mandar foto, pois tinha dúvida de qual ela iria gostar. Preço= USD 165 mais tributos.  Por falar em taxas, o Texas tem Tax free reembolsando o valor do imposto com desconto de 35%, se optar pelo reembolso no PayPal, mais USD 3 por loja, ou 50% se optar por receber em cash.

No site, UNICAMENTE informam essas condições para reembolso: mostrar compras, passaporte original e passagem de retorno ao Brasil e os invoices.

Realizamos as compras e ao efetuar o refund, acreditem, GUILHERMITE DE NOVO! Como?

Para o refund, consiste em condição obrigatória retornar ao seu país de origem antes de 90 dias (isso não e informado em local nenhum).

Pois bem, pediram meu passaporte para ver o carimbo de entrada.

Imigração do Canadá para USA não carimbam o passaporte!

Meu bilhete de volta é ONE WAY! Não, GUILHERMITE DE NOVO!

Como tinha cópia do bilhete na nuvem, fui ao hotel e no dia seguinte comecei a receber os refunds.

Defronte, há o Tanger Outlet, que também tem escritório do Tax refund, e mercadorias ainda piores.

Para terem uma ideia, nas duas lojas da Calvin Klein, marca que minha mulher se adapta muito bem, não conseguimos comprar USD 150. Bolsa da Pixolé aqui seria uma Prada! Só refugo de mercadoria.

Nesse Outlet há OutBack, onde optamos por almoçar, e o cardápio era muito semelhante ao do congênere brasileiro.

A maravilhosa Alicia Keys, uma representante de destaque do new soul , do ritmo e blues, irá nos encantando com sua apresentação enquanto conto sobre o destino.

Avaliar um destino por uma única viagem de poucos dias é temerário.

Entretanto, o interior do Texas, onde estive, causou-nos péssima impressão.

O clima é insuportavelmente quente, seco, tendo atingido 45º C num dos dias.

Segundo os habitantes locais, lá só existe clima mais frio uns 45 dias no ano.

A presença de muitos latinos com baixa escolaridade desfigura o padrão médio americano.

Dallas é sede de várias das indústrias petrolíferas que operam nos EUA, e o Texas tem renda per capita alta, o que poderia mostrar outra realidade.

Mesmo assim, não voltaremos ao Texas.

Nosso contato prévio foi com o lindo aeroporto internacional de Houston, que não reflete o destino como um todo.

Chegou a hora de irmos a New Orleans, distante 517 milhas.

Entre San Marcos e New Orleans, não há nada a ser visitado, exceto a fábrica de pimentas da Tabasco, mas fugia um pouco da rota, e optamos por não conhecer.

A perua GLS 450 fez o trajeto com brevidade e, na Luisiana, apesar do limite de velocidade ser 65 milhas, eles andam a 75 milhas, porém, não abusam como no Texas.

Fomos direto para o checkin no Intercontinental New Orleans, onde chegamos no início da noite de sábado.

Chego e informo ao manobrista que usarei o valet parking.

Recebo um longo e cansativo discurso de instruções e restrições, e o custo de USD 53/dia para estacionar (todos os hotéis da região e de NOLA tem estacionamento com preço exorbitante).

Atentei no final do sermão da montanha, quando ele disse bem rápido o ramal para requisitar o veículo, e que o tempo de transfer até a porta do hotel é de 25 minutos!

-Como?

-25 minutos?

-Yes!

Inacreditável, o estacionamento deveria ser na Venezuela!

Vejam isto, se optar por ir ao congresso e almoçar com minha mulher no hotel perderia, somente para pegar o veículo, 50 minutos por dia! Ridículo.

Vamos ao checkin.

Crivella, esse tagarela amaldiçoado, não sabe o que é esculhambação!

Esculhambada é essa maldita Louisiana!

E LÁ VEM GUILHERMITE, HEMORRÁGICA DESSA VEZ!

Chego no checkin e, tendo status Platinum Elite, solicitei upgrade de quarto.

Informam que o hotel está lotado, mas, como um hóspede não compareceu, iriam me dar o upgrade. Agradeci a Srta.

Solicitei então minhas 5 compras que fiz na Amazon.

Um rapaz da recepção me entregou 2. E as demais?

-“Não consta nenhuma outra no nosso sistema.”

-“Veja este email da Amazon, que me informa dia a dia as entregas de todos os produtos com o código do pedido, e a efetiva data de entrega de todas as encomendas que o hotel já recebeu”.

“Deixe-me ver novamente”

-“Não, não consta no nosso sistema.”

“Isso não é problema meu, quero minhas encomendas!”

Sentiu, Guilherme?

O rapaz foi chamar o chefe da recepção, Alladin!

Esse Alladin começou assim:

“Suas mercadorias estão em trânsito ainda”.

“Desculpe, veja os e-mails com data de entrega no hotel!”

“Alladin novamente, mas o senhor não desistiu da compra?” (nossa ………!)

“Não”.

“ Mas o Sr. não recusou os produtos pedindo para retornar ao fornecedor?” (pensei comigo esse Alladin, se cair de 4, acaba o capim da América).

“Claro que não!”

“Neste caso, sua encomenda está noutra sala.”

“Por favor, pode pegá-la?”

“Não é possível”

“Como não, por quê?”

“Porque está na sala do chefe das encomendas, que está trancada, e ele só retorna ao trabalho na segunda-feira, às 7 da manhã.“

Inacreditável.

Nessa hora, fui bem firme, dizendo que, na segunda, antes de ir ao congresso, queria minhas encomendas sem desculpa nenhuma. O clima já ficou pesado!

Antes de subir ao meu apartamento, precisei usar o banheiro no lobby.

Fui premiado com urina no chão de todos os boxes em quantidade igual à que tinha dentro do sanitário.

Não tive dúvidas, fotografei tudo e já tinha decidido formalizar reclamação e postar tudo no TripAdvisor.

Mas antes voltei à recepção.

Chamei por Alladin e seu pupilo.

“Perguntei se o hotel tinha algum equipamento para permitir que eu fosse alçado para poder urinar, pois vejam essas fotos?”

Alladin ficou roxo e disse que iriam providenciar imediatamente a limpeza do local.

Perguntei se a vassoura e o sabão não estavam trancados na sala do chefe das encomendas.

Ouvi, “I am sorry, again”.

Rumo ao apartamento, limpo, amplo, com cama confortável.

O dia amanhece e a GUILHERMITE HEMORRÁGICA reaparece!

Fomos ao café no hotel.

USD 55/dia, nem presunto tinha, alguns queijos, poucos tipos de pão, frutas saborosas.

Pedimos suco de laranja e café para a garçonete.

Uma outra veio nos servir, e não tinha dente frontal! Nossa, minha mulher quis levantar na hora. Onde já se viu essa pessoa nos servindo, sem dente frontal, o que houve, é cárie? Tem infecção? Falando em cima de nossos alimentos! Realmente o aspecto era horrível! Não tive como contra argumentar! Minha esposa disse que NOJO!  Você vai me prometer todo dia irmos num café antes de ir ao congresso!

Bem, se aceitam sugestão essas são ótimas, mas antes chequem os horários: Breadson Oak, 8640 Oak St, Ste. A, La Boulangerie, 4600 Magazine St., Le Croissant Dor, 617 Ursulines Av e  Laurel Street Bakery,. 2701 S Broad Av.

Agora, a cereja do bolo. New Orleans é tão esculhambada que possui UMA única loja da Best Buy. Tinha que comprar um SSD externo e lá fomos nós. A loja ficava num centro de compras da periferia, e eis que encontro essa padaria francesa espetacular: la Madeleine French Bakery & Cafe Carrollton, 601 S Carrollton Ave.

Já que estamos falando em comida com influência francesa, africana… responsável pela colonização da Louisiana, trouxe forte e deliciosa influência na culinária local, e lá se come tão bem como em Barcelona, na Catalunha.   

Estas opções são diferenciadas: French Market, 1008 N Peters St. Restaurante Grand Isle. Frutos do mar e carne de jacaré, 575 Convention Center Blvd Basin Seafood & Siprits, 3222 Magazine St.

Em todos os blogs que falam sobre New Orleans, há uma exaltação do Café du Monde, com sua sobremesa criada lá, o Beignet.

Há longas filas para comer a iguaria. Nada mais é que algo como um churro coberto com abundância de açúcar de confeiteiro. Nada de excepcional. Quem escreve essas bobagens deve só ter comido Maria Mole na infância, não é possível. Perdi tempo.

O sanduíche clássico e também aclamadíssimo é o Po-boys (comi o de camarão empanado), no Johnny’s 511 Saint Louis St, sanduíche que você escolhe o recheio. O nome vem de “Poor Boy Man” para ser distribuído gratuitamente em época de crise e fome. Nada de espetacular.

New Orleans não tem NENHUMA atração de nível mundial. Sua arquitetura na periferia é de barracos mal conservados. O NOLA não empolgou em nada.

A única beleza foi o estádio Superdome Mercedes Benz do time local.

Se eu disser que nada se aproveita em New Orleans, seria radicalismo. Esse gigante Grandpa Elliot liderou a partir de New Orleans o movimento Playing for Change Band, que, através da música, unindo músicos de todo mundo, busca chamar atenção e promover mudanças globais criando escolas de música em áreas carentes do mundo todo. Vejam o show que apresentaram em Curitiba, muito bonito.

Enquanto você se diverte, continuemos no relato.

Fui ao congresso e parei no estacionamento do Mardi Gras, que fica ao lado para poder relatar tudo, tudo mesmo, ao Guilherme. Engraçado, não o encontrei.

O Mardi Gras um amplo centro de convenções ao lado do porto da cidade. 

New Orleans tem ao lado do centro de convenções o The Riverwalk Outlet.  Lá há Nordstrom Rack e a Rockport.

Se você precisa de sapato masculino ou feminino para conforto em longas viagens, Rockport é a salvação. Visitamos este outlet, digo, galeria bem da porcaria, que só tem refugo, e quando fomos à loja da Rockport surpresa, fechou! Isso é que é esculhambação! No site ainda figura a loja!

A título de informação, Camper e Naturalizer também são marcas de sapatos anatômicos que têm finalidade de conforto aos pés. Tripulantes usam essas marcas.

New Orleans não tem shopping, kkk, o Lakeside Shopping fica em Metairie, onde há uma Apple Store, né Guilherme? kkkk.

A Louisiana também tem Tax Free, porém, integral. No site do governo estadual constam que para o reembolso no MSY, na Macys do Lakeside ou no Riverwalk, pagamento em cash até USD 500 até às 5 da tarde.

Exiba os comprovantes, e os recibos de vendas devem ser guardados, e apresente nos Centros de reembolso com Passaporte com visto, e Bilhete de viagem.

Fui já com meu bilhete de ida impresso e rindo que iria de pronto receber os valores.

Cheguei e,

GUILHERMITE!

Os centros funcionam até às 5 da tarde, mas não falam em lugar nenhum que é só de segunda a sexta-feira!

O do Aeroporto funcionaria após meu voo decolar!

Volto no dia seguinte e,

GUILHERMITE!

Aí já partir para baixaria.

A madame exigia o carimbo do visto de entrada.

O governo americano não carimba, Sra!

Nossa, foi uma conversa bem áspera!

Ela terminou dizendo que não trabalha para o Governo americano!

Eu perguntei se a Louisiana era estado venezuelano ou se submetia às leis norte americanas!

No final, não obtive o refund, por quê?

Vocês não vão acreditar!

Para obter o tax refund toda loja precisa, além dos invoices, emitir também esse voucher para ser apresentado no centro de reembolso.

Em muitas lojas, o setor de compras fica num andar, e o que emite o maldito voucher em outro. Os funcionários das lojas percebem que você é turista, e não lhe oferecem o voucher.

Fiquei tão irritado com isso que fotografei as condições que NÃO ESTÃO informadas com clareza e precisão em nenhum lugar na Internet.

Depois vem esse Crivella falar em esculhambação! Ridículo, não sabe de nada. 

Idiota existe no mundo todo, mas vejamos as promoções em New Orleans. Vejam esta promoção:

“Entre para o clube do Tabaco, fume mais, ganhe desconto e adquira muito mais rápido aquele super Câncer de Pulmão!”

E depois esse Crivella……….. aí meu Deus, não sabe de nada!!!!!!!!!

Se você gosta de Jazz da melhor qualidade ouça essa canadense que deu essa interpretação primorosa no Rio de Janeiro.

Quando você está em New Orleans, surpreende-se pela maior quantidade de mendigos em semáforos do que em qualquer outra cidade americana, e em downtown o número impressiona. Lavadores de para-brisa do seu carro na marra nos faróis existem em toda parte, A Borboun St contempla muitos drogados, traficantes na rua, mendigos no chão, junto com os bares de Jazz. Alcoólatras caídos na rua você escolhe o número do sapato de tantos que tem!

Por falar em sociedade, causou-nos tristeza a condição do negro de New Orleans. Os jovens negros estão TODOS na faixa dos 150 Kg. e as mulheres por volta dos 100 Kg. Na faixa dos 40 anos TODOS os negros estão com 200 Kg. ou mais. Eu não me lembro de ter visto nenhum negro em qualquer idade dentro do peso. Essa epidemia de Obesidade Mórbida ocorre pela infelicidade que é a vida do negro lá. Não podemos admitir erro alimentar, pois brancos não estão nesta condição de doença. Diferente de Washington D.C. onde o negro adquiriu escolaridade, sucesso profissional e quando deseja exibe sua condição, aqui não conseguimos ver NENHUM negro sequer nessa condição. Todas as funções que não requeriam nenhuma ou pouca escolaridade só tinham negros desempenhando. Esse imenso desnível social nos causou repulsa e o racismo que eles enfrentam nos entristeceu.

Martin Luther King Jr.

Martin Luther King Jr. continuará sonhando, pois na Louisiana não vislumbrei a realidade que outrora proferiu, infelizmente.

Ele disse: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”.

Agora, leitores, chegamos à hora de voltar para casa. Iniciamos preparando a saída de New Orleans.

Como voaríamos de COPA AIRLINES pela primeira vez, e o voo decolaria às 6.45 a.m., corrompi o manobrista do hotel com gorjeta, e o mesmo me garantiu que meu carro estaria na porta às 2.30 am. em ponto.

Apesar dele não estar no horário no local, seu colega estava precisando de uma gorjeta e seria certeza que o carro estaria lá no horário. Tinha informação segura que o transfer nesse horário, nesse dia, com carro próprio duraria entre 20-25 minutos. Preparei o GPS e fomos dormir. Tudo pronto.

Levanto às 2.00 a.m. e minha mulher, animada em rever o lar, perguntou, quais seriam os leões que teríamos que matar hoje! Kkkk, “Não seja pessimista, está tudo rigorosamente planejado”.

Às 2h30min da madrugada, descemos para o checkout.

Vamos até a porta do hotel primeiro, e lá estava nosso carro.

“Veja como lhe falei, tudo planejado”

Vou à recepção, e sou atendido pela funcionária Sabrina.

Gostaria de fazer meu checkout e tenho 6 malas no apartamento, 4 pesadas e duas menores. Por favor, peça para o maleiro baixá-las.

“ Oh, Its impossible!”

Não, não, novamente não, GUILHERMITE HEMORRÁGICA!

“Por quê?”

“Nosso maleiro só chega às 7 a.m. “

“Peça a alguém então que as pegue”.

“Nesse horário não temos ninguém que possa fazer isto”

“Como faço então?”

“Espere nosso funcionário chegar, ou vá pessoalmente buscar as malas”

“Isso é uma piada?”

“Não, falo sério.”

O diálogo foi ficando áspero, até que percebi que poderia perder o voo.

“Por favor, então Sra. Sabrina, onde pego o trolley para transportar todas as malas”.

“O trolley fica trancado na sala do chefe do setor de encomendas, que também só chega às 7 am. “

Foi muito difícil não gritar “TAKE A SHIT”, consegui me controlar e sabia que, na condição de estrangeiro, levaria a pior.

Subi com minha mulher e peguei duas malas pesadas, em duas viagens e ela as de mão, já aguardando no lobby minha segunda viagem.

Vejam esse corredor, no final havia outro igual à direita, e meu quarto era o último.

Nesse espesso carpete dei duas viagens. Apesar de 3.00 am, ar condicionado central, cheguei à recepção todo molhado, com a camisa parecendo que tinha mergulhado na piscina!

“Por favor, a minha conta”.

“It’s impossible!”

“AH, NÃO! Por quê agora?”

“Porque nosso sistema está fora dor ar!”

“Isso não é problema meu!”

“Pode ir, e depois o débito aparecerá no seu cartão de crédito.”

“Mas é exatamente isso que não aceito. Pois, se for contestar algo, quero a retificação agora, não depois de debitado no meu cartão.”

“Pode ir.”

Alterei a voz: “Quero a minha conta”.

“Ela apertou um botão e dois seguranças do tamanho de elefantes se postaram um de cada lado, me olhando com cara de mau”.

“Sra. Sabrina, irei relatar à direção mundial do IHG tudo que ocorreu, inclusive com a intimidação dos dois seguranças, e publicarei o fato no TripAdvisor”.

“Saí sem a conta”.

“Fui ao carro, o manobrista percebeu tudo, e foi serpenteando lentamente ao banheiro”.

Voltei à recepção e pedi que precisava da chave do carro.

“Com ironia, Sra. Sabrina, disse que poderia ir ao banheiro, e solicitar ao manobrista que correndo viesse me entregar a chave”.

Após uns 10 minutos, esse mini elefante vem serpenteando lentamente pelo Lobby.

Pedi a chave, e lentamente vai a um púlpito pegá-la.  

Com a velocidade do Tatoo da Ilha da Fantasia coloca as malas na perua.

Aperto start, fecho eletronicamente o porta malas e a gorjeta o mini elefante virá buscar em São Paulo.

Coloco o ar condicionado no último, pois no MSY só a Delta tem lounge. Tentaria chegar mais apresentável ao checkin.

Mas a saga hemorrágica não termina, não termina…………

Feito o transfer próximo ao aeroporto, paro num posto para completar o tanque, e recebo instrução certeira de como chegar ao car return da Avis que está muito pouco sinalizado.

Devolvo a perua Mercedes Benz na Avis e uma checagem bem esculhambada é feita, e recebo o recibo sem problema. Como preciso de carrinho para transportar as malas até o terminal, fui ao Cart para pegá-los.

Inseri a nota de USD 5 e…

Engoliu a nota! Kkkk

Tudo esculhambado.

Fui falar com o funcionário da Avis e disse que a máquina é de outra empresa, e não tem nada a ver com a Avis.

Como faço se preciso do Cart?

Vá até o terminal e lá há outras máquinas.

Fui até o terminal, Inseri a nota de USD 5 e…

Também, também engoliu!

Nossa, que esculhambação geral.

Nisso um funcionário do aeroporto se aproxima e diz que alguns passageiros reclamam que aquela máquina não estaria funcionando!

Não há nenhum aviso.

Disse que estava preocupado, pois meu voo estava muito próximo.

Ele me diz, se lhe ajudar você me ajuda? Claro!

Aguarde aqui.

Em 1 minuto estava com um grande carrinho de golfe, pegou nossas malas, e nos deixou bem próximo do checkin da COPA!

Como viajávamos de classe executiva, fomos imediatamente atendidos.

O checkin feito na segurança decidiram fazer uma hiper master mega revista em quem, adivinhem?!

Saímos da revista e fomos direto ao gate! Entramos, e a tripulação fechou a porta da aeronave!

Conclusão

Deixamos a América, ganhamos experiências, histórias para contar, convivemos com o Lake Emerald e as esquinas violentas de New Orleans, saboreamos muitas delícias, batemos com a cara em locais fechados, revivemos um momento marcante nas nossas vidas, mas o melhor é agradecer a Deus por nos permitir realizar nossos sonhos. Deus poderia olhar para aqueles negros oprimidos e lhes dar uma condição de vida melhor e que a sociedade escravocrata ame mais, não a pele, mas as pessoas.

Embarcados no 737-700 da Copa Airlines, fomos até o Panamá, num voo tranquilo, com serviço espartano, mas com catering comível, nada horroroso com na UNITED ou Avianca Colômbia. A tripulação foi até melosa.

Chegamos ao aeroporto de Tocumen, onde os preços dos produtos são em média 100% acima dos praticados nos USA, ao menos nesse momento. Tudo muito caro.

O lounge mundial da Copa Airlines permaneceu sempre lotado durante nossa conexão de 4 horas. Tem snacks, cream cheese e frutas saborosas. Bem, bem modesto. Há um bar onde você tem que solicitar o que deseja. Chuveiros e WiFi eficiente. Somente cadeiras para sentar.

Vamos ao nosso último voo, agora num 737-800 rumo a GRU. Um pouco mais espaçoso que o anterior, mas ambas as aeronaves têm na business recliner seat. Voamos durante o dia. Para voos noturnos é um sacrifício considerável, avalie outra companhia.

O voo foi tranquilo, mas chamou-nos atenção o grande número de passageiros que nitidamente faria imigração ilegal no Brasil. Em nenhuma hipótese eram turistas. Vários países da América Central passam, momento, por forte instabilidade política.

Pousamos, o motorista nos esperava para nos levar para casa.

“Eu já estou com o pé nessa estrada
Qualquer dia a gente se vê
Sei que nada será como antes, amanhã”

Milton Nascimento.

………………………….

Próximo post do projeto revivendo antes de morrer, no final de 2020 – Reveillon em Sydney. Gold Coast, Brisbane e Cairns, com a barreira de corais.

……………………………

Quer aprender mais? Então leia os demais guest posts do Celso:

…………………………………..

E você, já foi para New Orleans? Já passou por tantos perrengues (rsrsrr) como o Celso passou nessa viagem?

Tagged as:
  • Henry

    Parei de ler… tô rolando de rir aqui….
    Daqui a pouco continuo… mas temo que a família pense que eu surtei….. rsrs

    • Guilherme

      rsrsrsrs….

  • Andres Aguiar

    Showwwww. E eu que pensava que Guilhermite Hemorrágica só acontecia nas minhas viagens hehehehe

    • Guilherme

      kkkkkkk……

    • Henry

      E eu pensava que tinha sido uma Guilhermite que tinha matado o Super Homem… rsrs

      • Guilherme

        rsrsrsrsrs

  • Leonardo F J

    Simplesmente, FENOMENAL ! Seus reports são fantásticos, uma riqueza de detalhes emocionais sensacionais!

  • Henry

    Citando o sortudo:
    “….(pensei comigo esse Alladin, se cair de 4, acaba o capim da América)….”
    Essa é pra rir daqui até a eternidade…. rsrs

    • Observando Fato

      Henry,

      Claro que esse cidadao nao se chamava Alladin, mas que parecia um genio parecia!
      Nao lembro o nome desse genio, por isso ficou Alladin!!!!

      kkkkkkk

      sds,
      Celso

  • Paulo

    Sensacional, Celso! Ótima narrativa, tudo ficou bom – inclusive os perrengues. Espero que nos brinde com outros trip reports desses…

    Só fiquei com uma dúvida: em qual mês vcs foram pro Canadá?

    • Observando Fato

      Paulo,
      Sai de Calgary no dia 15 de setembro apos ficar no Canada desde o inicio do mes.

      sds,
      Celso.

  • hotel_soap

    Fica a fica para os mais jovens: nao seja o tiozao classe media ranzinza

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