Desgraça pouca é bobagem: as possíveis implicações, para você, consumidor viajante, da compra de 20% da Latam pela Delta

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Ontem, um verdadeiro terremoto de amplas proporções atingiu o mundo das milhas e pontos no Brasil.

Conforme bem noticiado na caixa de comentários pelos leitores Fábio Feldmann e Wilian Delatorre (aos quais agradeço!), a Delta comprou 20% da Latam, e essa empresa chilena anunciou sua saída da aliança aérea global One World.

Com isso, podemos dar como certas várias coisas, bem como prever várias coisas que poderão acontecer no nível das cias. aéreas, tais como:

  • Fim da parceria entre Delta e Gol;
  • Fim da parceria entre American Airlines e Latam;
  • Possível (re)aproximação da American Airlines com a Gol;
  • Brasil sem nenhuma empresa aérea em qualquer aliança global 🙁

Relato, abaixo, algumas das possíveis implicações dessas mudanças societárias para você, consumidor final:

A Multiplus vai Skypesalizar

A Delta é conhecida de longa data por ter um dos piores programas de milhagens aéreas do mundo, o SkyPesos, digo, SkyMiles.

Como a Delta comprou uma fatia considerável da Latam, que lhe dá direito a uma cadeira no poderoso Conselho de Administração da Latam (e quem trabalha com grandes sociedades anônimas sabe o peso que isso tem), não duvido nada – aliás, dou como certo – que o programa Multiplus Fidelidade (ou Latam Fidelidade, ou sei lá o nome que se deva dar ao programa) vai ficar pior ainda.

Se a compra da brasileira TAM pela chilena LATAM já havia piorado tanto os serviços da empresa de aviação, bem como o programa de milhagens aéreas, preparem-se para resgates ainda mais difíceis (e com valores ainda maiores) no programa de milhagens, com a mini aquisição da Latam pela Delta.

Provavelmente no âmbito da Multiplus virá uma “ordem do andar de cima” (da Delta) para reformular para pior o programa, como, por exemplo, tornar menos atrativos os cartões de crédito co-branded Multiplus Fidelidade. Até a parceria com o KM de Vantagens corre risco de ser extinta, ou de ficar pior do que já é.

O Smiles vai perder muitas opções de resgates

Um dos grandes atrativos do Smiles era a possibilidade de resgates (“possibilidade” não quer dizer “efetividade e ampla disponibilidade”, ok? 😉 ) nas cias. aéreas da SkyTeam, tais como Delta, Air France, KLM, Alitalia etc.

Era.

Com a parceria societária entre a Delta e a Latam, não só os resgates em voos Delta no Smiles desaparecerão, como é bastante provável que os resgates de milhas Smiles também minguem em várias outras cias. aéreas nas quais a Delta tem participação acionária relevante, como Alitalia, Air France/KLM, Korean Airlines etc.

Tudo se encaminhava para uma aproximação cada vez maior da Gol/Smiles na aliança global Sky Team. Provavelmente a entrada na aliança global nunca iria se concretizar, mas era visível o entrosamento cada vez mais forte do laranjinha e as empresas dessa aliança global.

Porém, tudo isso foi por água abaixo com a decisão da Delta de comprar os 20% da Latam.

Ou o Smiles trata logo de arranjar uma estratégia para entrar na One World ou Star Alliance, ou vai virar um Tudo Azul da vida, ou seja, um programa limitado basicamente aos resgates nacionais (se é que já não é assim na prática…).

Fim dos resgates em voos da AA usando pontos Multiplus. Aliás, fim dos resgates na OneWorld usando os pontos Multiplus.

Essa mudança é terrível para o consumidor que usava o Multiplus para resgates em voos da aliança aérea One World, já que parte da atratividade da Multiplus era justamente poder fazer resgates na aliança OW.

É certo que nos últimos tempos estava cada vez mais difícil essa possibilidade de realizar bons resgates na OW, mas, a partir de agora, entraremos em contagem regressiva para mais uma perda de aliança aérea.

O pior é que a Sky Team – ao qual a Multiplus/Latam fidelidade poderia entrar, já que agora faz parte do mesmo grupo da Delta – não é lá uma Brastemp em termos de aliança aérea, o que torna as coisas ainda mais difíceis para o consumidor brasileiro.

Conclusão

Perde o cliente Smiles que acumulava milhas para resgates na Delta, Alitalia, KLM etc.

Perde o cliente Multiplus que acumulava pontos para resgates nas empresas aéreas da aliança One World.

Perde o cliente AAdvantage que acumulava milhas para resgates na malha aérea da Latam, que é forte na América do Sul.

Há perdas generalizadas para todos os lados, mas talvez a pior notícia, em termos gerais, é o fato de o Brasil, um país com dimensões continentais, voltar a não ter representante algum integrante de qualquer das 3 alianças globais: Star Alliance, One World e Sky Team.

Vamos ver como o Multiplus e principalmente a Smiles/Gol se reinventarão depois dessa reviravolta toda provocada pela Delta.

  • MARTASIL

    Acho que pelo menos as emissões já realizadas e os Viaje Fácil serão honradas… talvez não fosse o caso de emitir os voos com essas parceiras antes que a fonte secasse?

    • Ainda há oferta? Há tempos observo a quase inexistência de oferta Delta. Talvez porque já esperavam o pior…

  • GILMAR

    Vamos com calma. Sao expectativas. A Gol nao vai ficar atras de ninguem. Se fizer isso estará demonstrando que está a venda. Poderia se associar com os chineses, e etc.
    Vamos esperar a jogada seguinte.

  • Bruno Almeida

    Para completar as informações da matéria:
    – Delta planeja se desfazer dos 9% que tem de participação na Gol.
    – Delta vai injetar um valor adicional de US$ 350 milhões na LATAM para “auxiliar na saída da OW”
    – Delta também vai adquirir 4 aeronaves A350 da LATAM e assumirá o compromisso de compra da companhia de outros dez A350 a serem entregues entre 2020 e 2025 por uma quantia não revelada.
    – LATAM já anunciou que não tem plano de entrar pra SkyTeam.

  • Henrique P. P.

    Não vejo outra alternativa à American, senão estabelecer uma parceria com a Gol, salvo se o mercado brasileiro for pouco rentável à Cia americana. A conferir.

    • Flying_B

      Eu vejo outra sim, podiam ressuscitar a Avianca Brasil. Tudo bem que não será igual a Gol, Azul, LatãoDel, mas de longe era a melhor de todas. Ainda mais que não faliu ainda.

      • Henrique P. P.

        Flying, seria sensacional se isso ocorresse. Porém acredito que só o passivo de milhas do Amigo já inviabilizaria esta possibilidade, não concordas?

        • Flying_B

          Sim, concordo, mas veja, o passivo poderia ser absorvido pela malha da AA. Mas é só sonho mesmo, a hora era antes perder os slots. Mas seria uma belíssima Aliança.

    • Eh o mais provável. Não há opção. O mercado americano precisa de opções pros seus destinos mais que os brasileiros precisam dos americanos. Minha aposta é essa: codeshare da AA com a GOL pros mineiros saírem de NJ e chegarem em Governador Valadares. Já os brazucas, vez que a Gol leva até Miami, nada mais oportuno que oferecer codeshare a partir dali… Falando em Gol pra Miami, o voo diurno foi uma belezinha (estava no corredor com meio vazio). O da volta (janela com um meio que dormiu 5 minutos depois do embarque), um inferno… Pago, nunca mais. Com milhas, só na ida. E no corredor…

  • Henry

    Guilherme
    Vc podia resumir todo este longo e extenso texto em uma palavra, que começa com a letra F e termina com EU..
    Pegou minha mania por escrever capítulos bíblicos. ????? rsrs

    • Guilherme

      rsrsrsrsrsrsrrssrr………… sorry, Henry, me inspirei no seu estilo narrativo na hora de escrever…..rs

      • Henry

        Não é narrativo,mas sim narrrrrrrrrrrrrrrativo… é um pouco mais longo….. rsrs

  • hotel_soap

    poxa gente.. li em outro blog de primeira que podem ter várias vantagens…

    • Henry

      Vantagens é com eles mesmos..

      Por falar nisso, o estagiário-dono tá fazendo leilão judicial de uns terrenos na Lua, com vista da Terra, que foram reintegrados de uns lunáticos que não pagar as prestações ao banco parceiro do site…
      E vc recebe 100.000 pontos da Livelo.. .
      rsrs

      • hotel_soap

        aquela turma leiloa até a mae por meia duzia de dols

    • Flying_B

      Ueh vc não assinou o clube 20 mil por indicação deles…??? dele ter mesmo.

      • hotel_soap

        voce nao entendeu o sarcasmo…

        • Flying_B

          Entendi sim. Kkk

  • Flying_B

    Cartão Multiplus Itau >>>> Micou
    Cartão AA Santander>>>> Micou
    Cartão Smiles Varios bancos>>>>> Micou, Micou, Micou, Micou.

    • Observando Fato

      Discordo.
      Cartão AA Santander ainda é opçao muito interessante e em alguns casos excepcional.

      sds,
      Celso.

      • Leandro Esteves

        Concordo

    • Flying_B

      Para mim o AA Santander já nasceu MICADO.

      No chile o /Cartão LATAM é do Santander, aqui do Itau… . Vamos ver o que vai dar o próximo, Bradesco??

    • Srta. D

      Há que se esperar, hoje recebi um e-mail da Smiles no título: “Vem novidade por aí!”, isto em relação aos cartões de crédito Smiles, temos que esperar para ver.

      Abs.

      • Flying_B

        Do Smiles não espero nada desde 2011 quando abandonei. Os Picaretas de First devem anunciar algo

      • Henry

        Toda vez que programa de fidelidade brasileiro diz que “vem novidade por aí”, a primeira coisa que eu faço é encostar na parede…rsrs

    • Henry

      Pq o cartão AA Santander ficou??

      • Flying_B

        Ja nasceu micado, não lembra quando emitiram? o tanto de problemas que deu … o meu veio com 800 reais, depois subiram pra 9 mil. Micou mais ainda com anuncio porque simplesmente o valor vai subir todos os resgates

    • Leandro Esteves

      Cartão AA Santander micou? Não sei onde amigo.

      Boa pontuação. Ótimas promoções. Anuidade negociável. 4 acessos vip. Excelente na minha opinião.

      • Flying_B

        Pra mim não. Mas é pessoal !

        • Flying_B

          Objetivamente: 4 acessos é uma piada se comparado a Porto, Sicredi …
          Acúmulo de pontos tá na média.
          Anuidade outra piada. Muito caro pra nada.
          Benefícios nulos na AA.
          Excelente é subjetivo , todavia é muito pessoal

  • Observando Fato

    MULTIPLUS mudará para UNICUS!

  • Essa notícia realmente foi uma surpresa. Melhor coisa é aguardar os desdobramentos. Eu desisti de acumular milhas/ gerar milhas no cartão e parceiros.

    • Henry

      Tb esperaria..
      Tenho 300k na Smiles e ñ vou fazer nada..

  • Fábio

    Tenho cerca de 100 mil pontos nos programas da LATAM e GOL, saldo antigo de algumas promoções bonificadas (por exemplo, 10 pontos por real em varejistas online e booking) que usaria para emissões de oportunidade, que é como chamo aquelas promoções de trechos por um valor muito baixo mas com pouca disponibilidade de assentos (como 22 mil na rota SP – Miami pelo Multiplus e 35 mil para Roma pelo Smiles).

    Minha estratégia com os programas nacionais desde o início do ano era de reduzir sua utilização, deixando o grosso das milhas no cartão de crédito e no programa da Iberia, mas sem me desfazer totalmente dos programas nacionais para aproveitar as eventuais promoções que citei e esporadicamente alguns trechos internos.

    Atualmente não tenho nenhuma viagem planejada para os próximos meses, o que me traz algum risco de novas desvalorizações de tabela e/ou limitação nas emissões com diminuição dos parceiros e trechos oferecidos, o que de certa forma já aconteceu em meados desse ano com o Smiles.

    Minha dúvida agora é com relação ao que fazer com esse saldo no Smiles e Multiplus, dado que não tenho emissões em vista e o risco de manter esses pontos parados.

    Pessoalmente sou contra o comércio de milhas, porém vejo isso como uma situação emergencial de curto prazo, dado o cenário atual de incertezas.

    É bem provável que eu venda minhas milhas Smiles (ou transfira para o Le Club) dado que existe a possibilidade de utilizar o Viaje Fácil em emissões de oportunidade. Quanto ao Multiplus também penso em vender essas milhas, pois além de atualmente utilizar muito pouco o programa penso que no curto prazo ocorrerá uma diminuição nos assentos ofertados (devido as parcerias encerradas) e emissões mais caras com as novas parcerias.

    Alguém com problemas semelhantes? Qual estratégia vocês adotariam nesse momento?

  • Bruno

    Tem um elemento técnico que ninguém comentou até agora, que é a categoria de associado one world connect partner, bem mais barata e que se encaixaria como uma luva na Gol

    • Henry

      Bruno…
      Eu penso que a Gol não vai assumir nenhum compromisso com alguma aliança… mesmo numa opção mais light…
      E, particularmente, eu acho que para as cias. aéreas os acordos bilaterais são mais interessantes mesmo..
      É parecido com Mercado Comum Europeu e Mercosul…
      Por causa do Mercosul nós estamos, há anos, amarrados e não fizemos acordos bilaterais, que talvez fossem bem melhores para nosso país…

  • Cristiano Andrade

    eu iria escrever antes, mas mesmo agora acho cedo para conclusões. Agora só especulações.
    Nem tudo pode ser ruim, dependendo do desenrolar do jogo de xadrez. Alguns conjecturas:
    LATAM
    – Acho difícil vermos expansão de rotas internacionais. O acordo anunciado deixa claro que os orders de A350 são transferidos para a Delta (além de 5 aeronaves vendidas imediatamente).
    – A Latam diminuirá consideravelmente sua alavancagem (com a injeção de capital anunciada, vendas dos A350 e diminuição do passivo de longo prazo com a transferência dos orders de A350 para a Delta). O que isso pode significar? Eu acredito que a Latam deve olhar menos para a geração de caixa (necessária para honrar passivos de curto e médio prazo) e mais para rentabilidade. Acredito que serão menos agressivos em preços no mercado doméstico (desde a quebra da Avianca já foi diminuída a pressão na concorrência de preços). Acredito que veremos menos concorrência e preços mais altos no mercado doméstico. Não necessariamente veremos esse impacto na rotas internacionais (já que a concorrência é diferente).
    – Pouca gente falou, mas a Qatar mantém 10% de participação na Latam (algo que se desdobra também na Qatar operando A350 não utilizados pela Latam). Podemos ver a Qatar se desfazendo de sua participação e buscando outros parceiros na América do Sul.
    – a Joint-Venture Latam-BA-IB pode ser desfeita, para favorecer uma ligação mais próxima entre Latam-AF-KLM-Virgin. Inclusive utilizando o hub de Fortaleza a qual a Latam já está utilizando para vôos internacionais também.
    GOL
    – Irá buscar outros acionistas, não? Difícil saber se esse acordo terá impacto de curto ou médio prazo com Air France-KLM. Acredito que sim, já que a Delta está falando em formar uma outra aliança fora do Sky Team, apenas com as empresas as quais possui participações (Delta, Aeroméxico, Virgin Atlantic, Korean e Latam, além de outras que podem entrar na conta). Considero que a Gol deve buscar um novo sócio, o grupo HNA se desfez da participação na Azul e pode ser um candidato, a Qatar pode se desfazer de sua participação na Latam e investir na Gol, a aguardar. Dependendo do acordo, pode ser até uma jogada positiva para Gol.
    – Algumas parcerias podem ser desfeitas, obviamente a parceria com a Delta, mas também com Aeroméxico e Air France-KLM. E novas parcerias podem surgir, obviamente AA como principal candidato a essa parceria, e talvez vejamos a BA-IB migrando para uma parceria com a Gol. O que impacta nisso é o tal hub de Fortaleza perder o fluxo das rotas internacionais.
    AEROLÍNEAS
    – Acho difícil desfazer sua parceria com a Gol, eu não duvidaria de uma aproximação ainda maior e, talvez, até uma migração de aliança (One World??). Será natural ver um alinhamento forte entre Delta e Latam (maior concorrente das empresa argentina), o que pode levá-los a uma mudança estratégica.
    AEROMÉXICO
    Um dos impactos quase certo é uma relação mais próxima entre Latam e Aeroméxico, podendo inclusive utilizar MEX como um hub para redistribuir passageiros para os EUA (onde operam 15 destinos) e América Central. Pode haver uma aliança que inclusive compita com Copa e Avianca.
    AMERICAN AIRLINES
    Me parece bem claro que a AA deverá buscar novos parceiros para alimentar suas ligações entre EUA e Sudamérica. A Gol aparece como primeiro candidato, e eu colocaria as Aerolíneas em segundo. Com isso podem ganhar excelente capilaridade nos 2 principais países ao sul que apresentam maior dispersão de destinos. Mas nos países andinos terão muito mais trabalho em recompor alianças. O compromisso com a região pode ser revisto mesmo após investimentos de longo prazo com o hangar em GRU? Acredito que a estratégia deverá ser repensada.
    Me parece que a AA colocou muito capital na Joint Venture (não aprovada no Chile), inclusive a AA reduzindo vários destinos no Brasil (Manaus, Curitiba-Porto Alegre, Confins, Recife, redução de vôos de GIG e sei lá os impactos no resto do sul do continente) e aumentou preços. Obviamente essa estratégia estava muito bem alinhada com a Latam e, em muitos casos, jogando com uma complementaridade de malha aérea e proteção de rentabilidade.
    E agora? agora podemos ver uma concorrência maior entre AA e Latam no Chile e Brasil principalmente.
    DELTA
    O movimento da Delta foi ótimo para eles. Através de empresa parceira aumenta muito a presença no sul e impacta uma das regiões onde sua principal concorrente tinha vantagem. De quebra corta uma fonte de crescimento da frota da Qatar.
    TERMINAIS e AEROPORTOS
    Devemos ver algumas mudanças de terminais, Latam em MIA (será que já entregaram a nova Sala VIP?), JFK, CDG e LHR, Delta em GRU. Salas Vips podem ter algumas mudanças, não custa sonhar com salas VIPs domésticas da Latam para que a Delta ofereça a seus clientes tops o mesmo serviço que possuía com a GOL.
    RESGATES NO LATAM PASS
    Fim evidente de tabelas fixas em parceiras.
    RESGATES NO SMILES
    Acho que será muito mais uma troca de parceiras e a mesma dificuldade já vista.
    HUBS LATAM
    Fico com a impressão de que MCO e JFK devem ser rotas fortalecidas (são hubs da Delta), tornando MIA mais um destino final como é BOS ou LAS). Se as coisas mudarem no front europeu o mesmo em relação a CDG vs LHR.

    Mas enfim.. especulamos muito. Em nada muda minha estratégia de acúmulo por enquanto, já que estou focando em enviar pontos pro ALL (Accor) dos pontos acumulados em quaisquer companhia nacional e me mantenho free agent nos rotas internacionais. Já no doméstico ainda priorizando o serviço oferecido, com horários convenientes e diferença de preços de até 10%. Nisso tenho voado mais de GOL (principalmente por causa do WIFI) e não devo alterar isso no curto prazo.

    • Henry

      Cristiano….
      Tenha cuidado com o All… eu tb estou carregado de pontos lá…
      Mas.. vejo com muita desconfiança essa mudança de nome, e principalmente de estratégia, de tornar o Le Club um All da vida…
      Desde o início do ano venho sido bombardeado com ofertas de compra de ingressos e um monte de experiências que não pedi e não tenho a menor intenção de usar em um programa de fidelidade que, para mim (e acredito que para a quase totalidade das pessoas), seja de se HOSPEDAR…
      O All está fazendo essas ofertas a rodo.. meu receio é que estejam ampliando o leque para, num futuro, criarem uma desvalorização do voucher Le Club, onde 2.000 pontos = 40 euros, e usarem a justificativa de que o All tem “excelentes opções” além de hospedagem..
      Minha sugestão: salve o regulamento do programa e toda a propaganda e mesmo reservas onde vc trocou 2.000 pontos por 40 euros…
      Se num futuro eles desvalorizarem o programa, no dia seguinte entro com ação de perdas e danos buscando reaver o poder de compra dos 2.000 pontos..
      É só uma sugestão, mas eu estou há algum tempo neste caminho junto com vcs, colegas de sites, e vejo muita sacanagem desses programas de fidelidade…

      • Cristiano Andrade

        Tem que ter sempre o pé atrás. Mas alguns pontos a considerar:
        – As experiências (shows, camarotes etc) tem um valor realmente MUITO bom, ao contrário das torradeiras do finado Multiplus ou Smiles. Quem quisesse ir ao RiR tinha o camarota de Accor disparado como melhor opção (all inclusive, espaço para sentar um pouco, a um preço em pontos bem razoável). Já usei para shows no Allianz e infelizmente não consegui na F1. São ótimas opções de uso (mesmo!) na questão de custo-benefício, ainda melhores que hospedagens. Ainda no tema, me parece mais um “me too”, já que Marriot, IHG e Hilton oferecem essas experiências a bastante tempo. Assim como Accor oferece as mesmas experiências na Europa (aliás em Paris na Accor Arena sempre tem boas opções de concertos). Nunca diga nunca, mas acredito que o risco de querer deturpar o programa nesse sentido é pequeno.
        – Com relação a desvalorização dos pontos, aí vejo um risco maior. Acredito ainda que como o programa funciona mais como “cash back” tende a ter maior estabilidade. De qualquer forma a última grande remodelação do programa impactou pouco o valor da troca de pontos. Lembro de muita reclamação de que os pontos bônus e os pontos transferidos não funcionariam para obtenção de status (e nesse caso foi uma mudança que visou privilegiar os clientes frequentes), o fim dos cupoms impressos (que me parece mais uma mudança administrativa) e a impossibilidade de se utilizar os pontos para as tarifas de sales (esse o único ponto que realmente retirou valor nas trocas de pontos). De qualquer forma se prevalecer a consistência, mudanças na Accor sempre foram anunciadas com alguma antecedência, dando tempo para “torrar” os pontos se for o caso (mesmo que a antecedência seja mínima de uns 30 dias).
        – e finalmente, nem sempre é demais dizer: EARN & BURN. Pontos não podem ser poupança, nem os dos cartões de crédito!

        • Henry

          Cristiano…
          Neste ponto vc tem razão, mas para mim os pontos Le Club servem mesmo é para hospedagem…
          Se eles mantiverem os 2.000 pontos = 40 euros, sem problemas de venderem shows em Marte (ah sim, a passagem a gente paga com 30 Megateras milhas Smiles….)… rsrsrs

    • 😍😍😍

    • Guilherme

      Parabéns, Cristiano, excelentes comentários!!!

  • Ae, gente! Quem botou fé que já era se precipitou. Já que não tem Latam, American retoma participação onde julga estratégico. Tem um zilhão de empresas pra “capilaridade” nos mercados “precários” andinos que a gente nunca ouviu falar. A grana está aqui, no sul e nos grandes centros. Ingenuidade achar que a AA iria se “prejudicada”… Muito certo que as rotas da Gol serão aproveitadas pela AA. Ruim pra quem voava Smiles com a Delta que agora vai ter que se contentar com o aperto da Y e a C meia boca da AA… Enfim, segue link:
    https://onemileatatime.com/american-airlines-increasing-south-america-flights/

    • Cristiano Andrade

      Esse movimento de ampliação de frequências para destinos atuais parece um forte sinal de que novas alianças regionais vem por aí. Certamente o telefone do Paulo Kakinoff já deve ter recebido ligações de Dallas.
      No Chile sobrou só a Sky, no Peru tem a Star Peru… a questão é que saem de alianças com uma Legacy com conectividade para todo o continente e irão para alianças com Low Cost de conectividade limitada (exceção ao BR). Perde bastante o cliente da AA.

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