Novidade: a partir de 2020, taxa de câmbio para compras internacionais será a do dia do gasto

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Segue a notícia, na íntegra, prestada, além do leitor Fábio, também pelo nosso amigo Henry, que, com seu talento e humor incomparáveis, teceu considerações muito oportunas sobre a notícia:

“Ontem o Presidente do Banco Central, Ilha God, quer dizer, Uiliam GoldCard, quer dizer.. que porra de nome difícil: Ilan Goldfajn, disse que o BC está mudando a taxa de câmbio para compras no exterior com cartão de crédito… atualmente a regra é a cotação do dia do pagamento da fatura do cartão.

Com a nova regulamentação, será a cotação do dia da compra… nada mais lógico e decente…

As alterações ainda serão regulamentadas…

Conclusão

Mas.. na boa ??

Se os bancos/cartões não forem obrigados a informar diariamente a cotação do dólar que eles estão cobrando, fica complicado para o cliente…

O ideal é que na tela principal do site do banco, em algum lugar, tenham as cotações do valor do dólar / euro / libra (embora eu ache que tudo é calculado/convertido em dólar mesmo) praticadas pelos cartões do banco naquele dia…

Aí sim.. o cara está lá fora.. entra na loja.. verifica o preço na moeda do local.. sabendo o valor do dólar naquele dia, o cara compra ou não…

Não é pego de surpresa por variações…”

……………….

Concordo integralmente com o Henry.

Aliás, acho que o BC deveria ir além, e padronizar de uma vez por todas o câmbio praticado pelos bancos emissores dos cartões de crédito, já que alguns cobram spreads absurdos.

Qual sua opinião sobre o assunto?

Agradeço ao Henry e ao Fábio pela notícia!

Tagged as:
  • Renato C

    O que se quer dizer com isto? “Aliás, acho que o BC deveria ir além, e padronizar de uma vez por todas o câmbio praticado pelos bancos emissores dos cartões de crédito, já que alguns cobram spreads absurdos.”

    Controle de preços do câmbio cobrado pelo cartão? Não deixar o câmbio livre? Forçar o cartão a cobrar um câmbio estipulado pelo Banco Central? Isto afeta o livre mercado.

    Spread absurdo ou não, trata-se de uma relação concorrencial dos cartões. Cabe ao consumidor optar pelos cartões que não cobrem spreads menores.

    • Guilherme

      Interessante esse argumento, Renato C! Não tinha pensado realmente sob essa ótica.

      Abraços!

    • De todos modos a regulação existe pra isso: evitar abusos… Me limito a comentar apenas isso.

    • Observando Fato

      Eita Renato!. Para com isso! O Guilherme decidiu abandonar o Daniel que náo tem postado nada nao permitindo mais o indo ping pong entre eles e quiz fazerr uma media com o Fabio e o Henry que sao outros assiduosl Vem voce e d[a uma paulada estragando a pizza entre os 3. Vamos ficar so observandol https://uploads.disquscdn.com/images/ff24921b7259bea8b9f7e2ad5004595e64b0cd9ccf65b7eb2889aa3fc8be2ef5.png

      • Guilherme

        rsrrsrsrsrsrsrs….. Celso, vc é um humorista nato!

      • Henry

        Nossa… a criatividade do “seru mano”(TM) não tem limites…
        No caso, do Kojak Pizzaiolo Savalas….

        (TM) By um analfabeto anônimo destroçando um ENEM da vida…

    • Lee

      Tem total razão. Talvez algo menos radical seria estipular um teto máximo para o spread. Digamos uns 10%. Assim ainda seria possível prever o valor da compra dentro de uma certa margem. Mesmo assim afeta o livre mercado e não acho que seja certo.

    • Henry

      Sem querer entrar na polêmica / bola dividida, mas já entrando, acho que tudo isso se resolve com o PL que meu congressista favorito, o De puta do Drº Henry estará propondo, assim que assumir o mandato na próxima legislatura do Congresso Nacional, ou seja, entre as 14:00 horas de um terça-feira e as 14:00 horas de uma quinta-feira, já que nos outros dias Drº Henry está no seu curral, quer dizer, reduto eleitoral “ouvindo sugestões de seus eleitores”.
      Em suma o problema de um banco/cartão cobrar spreads maior que o outro será resolvido com a nova legislação..
      Os bancos/cartões poderão cobrar o percentual de spreads que quiserem..
      No entanto, na hora que receber o cartão, o cliente poderá fazer uma PORTABILIDADE de spreads para o banco que quiser…
      Ou seja, o cara pode ter um cartão Itau (que costuma escalpelar seus cliente com spreads altíssimos), mas, optar por usar o spreads dos cartão da Caixa Econômica, que é uma mãe joana para seus clientes….
      Assim, temos liberdade para os bancos e para os clientes…
      Livre mercado para os dois lados..né nom ???
      E aí ???
      Que tal vocês pedirem ao seu congressista para deixar de ficar atendendo ao lobby da “Febrabão Pra Eles” e apoiarem Drº Henry ???

      • Renato C

        Não entendi seu exemplo. A pessoa teria um cartão do Itaú, mas com o dólar cobrado do cartão da Caixa? Como assim? Iria se utilizar de um cartão do Itaú em sua face do cartão, mas com o câmbio de outro emissor? Confuso…

        Para fazer isto, melhor emitir logo um cartão da Caixa.

        • Henry

          Poxa Renato….eu tava brincando… desculpa colega…
          Eu tava querendo uma utopia: o cara teria os benefícios do cartão X, mas na hora de comprar em dólar, usaria o valor do dólar do cartão Y…

          Concordo que, para compras o melhor é o cartão da caixa.. mas o programa de fidelidade deles é muito ruim..
          Enfim… em 2020 o consumidor, pelo menos, terá a certeza de que irá pagar exatamente o mesmo valor do ato da compra..
          O “..ato da compra.. ” é aquele velho ditado: “… o combinado não é caro….”
          Hoje, vc no ato da compra pensa que vai pagar “X”, e na hora de pagar, pode vir uma fatura “X+plus”… e não foi isso que “… foi combinado…”

          • Renato C

            Os valores cobrados pelo dólar do cartão (PTAX + 4% por exemplo) poderiam estar presentes no contrato do cartão por exemplo.

    • Igor B.

      Não concordo. Deveria haver um limite sim dos spreads cobrados. Isso que vc falou funciona em países decentes (livre concorrência, pra boi dormir aqui no Brasil). Aqui no Brasil os bancos grandes tentam abocanhar tudo que podem, e os outros acabam pensando: “se eles podem ganhar, também vou” e por aí vai. Um spread maximo de 5% já está ótimo!

      • Renato C

        Isto que vc falou contradiz as novas fintechs que entraram no mercado, os próprios emissores de cartão citados aqui neste post que cobram spread de 0% e por aí vai;

        Também contraria um grande banco que saiu do país: o Citibank.

        É preciso sim medidas para se estimular a concorrência (como menos burocratizações e regulamentações para se conseguir abrir um banco) e transparência total quanto ao dólar cobrado pelo cartão (muitas vezes é difícil se obter esta informação).

        • Renato C

          Se um médico renomado cobra 1000 reais por uma consulta, também devemos intervir e forçá-lo a ter um teto de lucro no seu trabalho? Vocês falam aqui como se o consumidor não precisasse ter responsabilidade nas suas decisões de consumo e fosse uma mera vítima das “grandes empresas”.

          • Igor B.

            Desculpe, mas essa sua comparação não cabe nesse caso.

            • Renato C

              Ué, como não? É uma relação de consumo de serviço também.

              • Igor B.

                Sao serviços totalmente diferentes.

        • Igor B.

          Não, não. O problema é que poucos conhecem ainda essas fintechs ou cooperativas e sabem dessas vantagens que eles podem oferecer. Os bancos grandes é que se aproveitam da lógica que falei, desculpe se não me fiz entender.

          • Renato C

            Concordo que os grandes bancos se aproveitam desta lógica, isto faz parte do mercado. Eles investem milhões em publicidade também. Se as pessoas não conhecem as melhores opções, elas têm que estudar, ir atrás… pesquisar… este blog é um belo exemplo de como isto dá certo! Somos todos estudiosos, não estamos aqui por acaso.

            Seria interessante também que a educação financeira fosse lecionada nas escolas.

  • Tlars22

    A PARTIR DE 2020 .
    E vcs acreditaram nisso ? Rsrs
    Muita coisa pode rolar até la …

    • Guilherme

      rsrssrsr….. yes, we believe….or not…..rs

      • Guilherme OFF TOPIC Latam GRU-TLV – 33k no Multiplus

  • Assolini

    Essa possibilidade já existe hoje: cartões das cooperativas de crédito usam o dólar do dia da compra, mas o melhor é que o spread é de 0%. Ele só não escapa do IOF.

    Os melhores cartões do país são os que mais cobram spread nas compras no exterior (Porto e Santander, quase 6%). Somado ao IOF, você terá quase 13% de acréscimo numa compra. Um roubaço.

  • SwineOne

    Pessoal, cheguei atrasado, mas vou deixar a minha opinião.

    Bola fora do Guilherme dessa vez mesmo, com essa sugestão sobre padronizar os spreads. Infelizmente, aqui na América Latina estamos tão acostumados a viver sob a religião do Deus Governo — onde, ao invés de “Deus proverá”, temos que “o governo proverá”. Acabamos caindo nesse reflexo instintivo de, ao ver algo de errado, clamar para que o governo intervenha na economia com o objetivo de corrigir. Porém, na realidade foi a própria intervenção do governo que nos colocou nessa situação. São milhões de leis, agências reguladoras, fiscalização corrupta, etc., que faz com que apenas os maiores sobrevivam (e, naturalmente, estes que nadam no dinheiro). Vejam o mercado bancário dos EUA; há literalmente milhares de pequenos bancos regionais lá, uma concorrência muito maior do que vemos aqui. Lá não existe nenhuma lei limitando as taxas cobradas pelos bancos, só que ao invés dos consumidores serem explorados pelos bancos, eles tem taxas anuais que muitas vezes se comparam, ou são até menores, que a taxa equivalente mensal nossa (certamente é o caso do cartão de crédito).

    O correto, então, ao invés de pedir que o governo intervenha mais, é pedir que o governo comece a retirar estas amarras que desestimulam (ou, para ser mais incisivo, proíbem na prática) a concorrência com os grandes bancos. Aí sim o spread vai cair — e não no grito, na canetada, na truculência, mas de forma saudável e natural. Até porque, se implementarmos tabelamento de lucro de um lado, o banco vai precisar compensar a perda em outro lugar que esteja menos regulado. Não existe almoço grátis nessa situação.

    Vejam o que aconteceu com os investimentos no Tesouro Direto: até o ano passado ou retrasado, você era obrigado a abrir conta em uma corretora para conseguir taxa zero. Hoje todos os grandes bancos estão com taxa zero. Estamos começando a ver também fundos de investimento e previdências privadas com taxas de administração menos criminosas nos bancos. E para isso acontecer, não precisou que o governo passasse nenhuma lei. Simplesmente, a educação financeira dos novos investidores fez com que eles, percebendo que estavam sendo explorados pelos bancos, debandassem para as corretoras (como foi o meu caso: o grosso do meu patrimônio está na XP, o que ficou no Santander é apenas o “capital de giro” do mês para pagamento de contas, etc., da ordem de 1% do meu patrimônio, variando bastante ao longo do mês). Com isso, os bancos precisaram equalizar as condições com as corretoras para parar de perder mercado. Alguém acredita que uma forma melhor de resolver o problema teria sido o governo baixar um decreto obrigando a zerar a taxa no Tesouro Direto?

  • Renato Carvalho

    Isso não muda muita coisa, o que mudaria seria o usar o dólar comercial para a conversão.

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