Tendência de queda do dólar: duas coisas que podem ficar atrativas

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Parece (“parece”, não é uma certeza, ainda mais em se tratando de câmbio, que gosta de seguir, no jargão da economia, “passeios aleatórios”), que o dólar em queda é uma tendência que vai se confirmando cada vez mais no decorrer dos próximos meses, ou, ao menos, semanas.

Com isso, há duas coisas que podem ficar atrativas.

Eu já havia publicado isso no Twitter, mas não custa repetir:

A primeira é para quem acha que o dólar pode ficar mais barato até o final do ano: prorrogar a data de vencimento dos cartões de crédito.

Em breve quem tem compras em dólar começará a receber “ajustes a crédito” na fatura por conta da cotação mais barata no pagamento do que no fechamento do cartão. Isso ocorreu ao longo de 2016, quando o dólar deu uma trégua, e deverá voltar a ocorrer agora.

A segunda é relacionada à promoção de bônus 3x do Santander:

Se o Santander seguir à risca o sistema da gangorra, quem ficou de fora da última promoção 3x por conta das metas surreais e ao mesmo tempo deixou o cartão na gaveta provavelmente voltará a ter metas razoáveis de compras para bater agora no final do ano.

Juntando isso com a tendência de queda do dólar, essas pessoas poderão ter uma grande chance de maximizar o acúmulo de pontos.

Além de tudo isso, o euro comercial já chegou a encostar nos cinco reais, e hoje já tá na faixa dos R$ 4,22. Viagens para a Europa começam a ficar mais “palatáveis”.

Conclusão

O que pode atrapalhar as duas coisas acima é uma crise nos EUA ou Europa, que pressionaria a cotação do câmbio pra cima, como sempre ocorre quando surgem crises mais fortes lá fora.

Contudo, não deixa de ser interessante essa combinação de fatores para, a se confirmar a tendência de queda do dólar, tentar baratear o custo das compras em moeda estrangeira, e/ou também maximizar o acúmulo de pontos no Santander.

 

Tagged as:
  • Fábio

    Santander já confirmou em quais meses haverá a promoção?

    • Daniel Gadelha

      Eles não informam com antecedência. Espera-se que seja no final do ano.

  • O comportamento do câmbio é totalmente incerto com a realidade que se anuncia. Porém, é melhor do que seria com a alternativa, sem dúvida, do ponto de vista do mercado e financiamento estrangeiro. Entretanto, ainda é incerto pois não se sabe o que esperar do próximo governo em relação às inúmeras variáveis do ponto de vista econômico que possa manter esta estabilização a menor do câmbio frente ao dólar. Isto posto, minha recomendação aos amigos que tem no câmbio fator determinante como limitação para a decisão de viajar ou não é a compra do máximo possível (há inúmeras formas pra isso mas podemos discutir mais o assunto posteriormente) neste momento em que o câmbio se apresenta aparentemente estável e, também, fazê-lo de forma regular mesmo que o dólar volte a subir, cabendo a cada um definir seu limite mensal para garantir um valor médio atrativo e viável para a viagem desejada…

    • Guilherme

      Ótimas dicas! É o famoso preço médio, que é uma das maneiras para controlar o risco cambial.

  • Observando Fato

    Aos leitores,

    Nao vá atras de achismo!
    O comportamento do cambio É TOTALMENTE CERTO num primeiro momento ocorrendo queda ainda maior e testando a barreira dos R$ 3,50. A realidade que se anuncia de reforma na Previdencia, reduçao da maquina pública e equilibrio fiscal com superavit falam nitidamente para cambio menos depreciado. A questao é saber quanto disto sera implantado e em que intensidade serao implantadas. Num primeiro momento com a força da eleicao recente e desgaste menor a aprovacao da reforma da Previdencia é certa. Resta saber quanto na intensidade de economia isto gerará. Se nao aprovar a reforma da Previdencia o governo naufragará.
    Do ponto de vista economico esta tudo MUITO CLARO. A questao é ver se o discurso sera realmente implantado.
    No curto prazo, proximos 6 meses, a trajetoria da moeda norte americana é de NITIDA QUEDA.
    Adie sua compra de moeda ao maximo e proximo da sua data de viagem que ganhará dinheiro.

    NAO VA ATRAS de achismo ignorando fundamentos.

    sds.

    • Cristiano Andrade

      Sem achismo! Sem futurologia, sem tarô, búzios leitura de runas ou borras de café…
      A realidade que se anuncia é incerta (até porque os planos e declarações do futuro presidente foram rasos e muitas vezes contraditórios, sem crítica alguma, apenas constatação ao ler os documentos postados pela campanha e declarações de Paulo Guedes e mesmo do futuro presidente), a expectativa que se anuncia de curto prazo sim é mais certa.
      Eu não apostaria num prazo de 6 meses tão claro assim. isso é futurologia demais.
      Exemplo 1: proposta de Paulo Guedes de privatizações para redução da dívida pública é basicamente um swap de títulos públicos por ações de estatais, em outras palavras é renegociação da dívida pública… sabemos o que acontece no curto prazo quando se renegocia dívida pública (o efeito de fuga de investidores e consequente desvalorização da moeda local). Mas ele apresentou isso e depois houve declarações contrárias… qual seria o cenário? Outro exemplo, sair de um rombo de 100 bi/ano para zerar o déficit em 1 ano como Paulo Guedes anunciou ontem só com um corte muito profundo de despesas públicas, o que inevitavelmente provoca um efeito recessivo de curto prazo (que talvez seja um caminho para construir o longo prazo), mas mesmo que a confiança de agentes econômicos no longo prazo seja grande, não vejo um afluxo de capitais para cá numa economia recessiva (os maiores afluxos de capital para o Brasil foram pós estabilização da moeda em conjunto com privatizações e durante os anos de crescimento econômico e boom de commodities).
      Aposta mesmo, com grande grau de acuracidade é nos próximos 3 meses… em Janeiro veremos as primeiras medidas implementadas, as primeiras votações no Congresso e a condução do governo, da política…
      Há um outro ponto, para voltarmos ao investment grade, serão mais 2 anos (e aí que há um afluxo grande_). Para vermos afluxos de investimentos externos dependeremos de privatizações a grupos externos, algo que demora 1 ano se conduzido a toque de caixa. Pelo que o futuro presidente declarou o capital chinês não é bem vindo, logo teremos que buscar liquidez noutros lados, e aí a questão de liquidez de capitais externos num cenário global de guerra comercial.. sei não…
      Enfim, conselho líquido e certo é que nos próximos 3 meses devemos ter uma cotação favorável… pode cair mais depois, mas pode subir (e só saberemos ao certo quando as primeiras medidas do novo governo forem anunciadas).
      Muito bom o otimismo, e ele entre os agentes econômicos ajuda na profecia auto-realizável (como o pessimismo também), mas pelas suas próprias palavras, mesmo que eu concordasse com o fato de estar muito claro, “A questão é ver se o discurso sera realmente implantado”, aí já um componente de incerteza grande, até porque vimos vários governantes eleitos tomarem medidas antagônicas ao seus discursos ou não tenham tido capacidade de execução de seus planos em grande parte por ter de lidar com mudanças constitucionais não simples.
      Por mim, vou fechar algumas despesas de férias em dólar (passagens, ingressos…) para quitar fatura em dezembro ou até metade de Janeiro. Pode ser que não pegue o melhor dólar, mas especular não é meu forte mesmo…

      • Observando Fato

        6 meses foi utilizado de forma mais livre, como voce mesmo avalia 3 meses o periodo mais certo o que tambem concordo.
        Fato inegavel é que as PROPOSTAS sao todas no sentido de ajustar a economia e isso inegavelmente deprecia a moeda norte americana.
        O cambio é sensivel ao boato e ao fato.
        Neste momento nada ABSOLUTAMENTE NADA leva a supor risco de cambio incerto.
        Eu aguardaria a posse para tomar qualquer decisao de precipitar ou nao fechamento de cambio ou despesas atreladas.
        Isso é especular? Nao sei, acredito num Brasil melhor diante do que vejo.

        • Cristiano Andrade

          Não é polemizar… mas aprender, tem um link para o caderno de propostas?
          Quanto a expectativa, nada leva a supor ao risco de câmbio e nisso concordo, mas enfim se fizer uma restruturação da dívida (que mesmo Paulo Guedes tendo citado eu não acredito) o câmbio desvaloriza na hora! Este fator número 1, se por qualquer loucura houver quebra da estabilidade institucional (a qual não acredito mesmo com os rompantes e discursos menos republicanos da família eleita) o câmbio desvaloriza na hora, se a proposta da reforma da previdência vier com ainda menos impacto do que a colocada em pauta pelo governo atual (e com os compromissos corporativistas com diversas classes de servidores, em especial Judiciário, Legislativo e Militares) não haverá motivo de tanta empolgação.
          A lua-de-mel com mercado tem prazo até expectativas se tornarem ações. Mas falo, sério, quais são as propostas publicadas (eu juro que procurei!), não as expectativas…

          • Observando Fato

            Tambem estou de acordo com suas afirmacoes. O mercado trabalha no boato e no fato. Precifica na expectativa , o que esta ocorrendo agora e agira apos a posse se a expectativa for frustrada. Acredito que Bolsonaro tenha uma margem muito pequena para fugir dessa expectativa, se o fizer daqui 4 anos daremos a resposta no voto! Esse país ja aplicou a lei para 2 ex presidentes que nao estavam dentro da casinha e a maioria do nosso povo nao aceitou a realidade da pratica que a esquerda implantou.

      • 👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼

  • Thaussen

    Pessoal, tenho acompanhado já há algum tempo a cotação e não tem como saber. O mercado normalmente se antecipa as decisões… Acho que ainda esta semana da uma pequena baixada pela vitória do Bolsonaro, mas deve estabilizar pelos R$ 3,75. Um dos indicadores que gosto de utilizar é como estão os gringos comprados de Dólar futuro, e eles estão com muitos dólares comprados. Se houvesse algum risco de o dólar, cair ou despencar, mas isso não estaria acontecendo…

    • Observando Fato

      Thaussen,
      O mercado se antecipa as decisoes como voce afirmou e ja precificou a moeda para a vitoria de Bolsonaro.
      Porem, o mercado ainda nao precificou o discurso do Bolsonaro LIGHT, prevendo respeito a constituicao, as liberdades , etc, etc, e ate que ponto o discurso sera REALMENTE implantado.
      Um Bolsonaro Light com aliancas expressivas levarao a moeda a outros niveis.
      Sua estimativa de R$ 3,75 conflita com informes das consultorias respeitaveis que falavam em R$ 3,65 e algumas ja falam em R$ 3,50.
      Existem valores reais a serem aferidos e talvez o editor do Valores Reias possa nos ensinar algo sobre isso.
      Vejamos o que nos espera. Viva o Brasil!

      • Guilherme

        rsrs… suas análises são precisas, Celso. Eu não tenho mais nada a acrescentar. Faço minhas suas palavras. Abraços.

  • Observando Fato

    DOLAR DESPENCA = R$ 3,58 na abertura!

    • Cristiano Andrade

      E depois sobe… hoje a 3.72.. infelizmente não tenho acesso a informações como o que o Thaussen citou, se investidores externos estão comprados ou não. Por enquanto (de segunda até hoje) toda a flutuação que vimos parece mais atrelada ao ambiente externo do que ao interno.

  • Raul

    Smiles fora do ar o dia todo… alguém tem ideia do que tá rolando?

  • Carlos Telles

    O euro turismo (que é o que importa pra mim) está meio que na mesma da semana passada, 4,34 / 4,36 já com IOF nas casas de cambio do Rio.

  • Carlos Telles

    Ué, acho que a tendencia de queda pelo menos hj não deu muito certo não, euro turismo com IOF sexta estava 4,36 aqui no rio, agora está 4,43. Aguardei, me ferrei.

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