[Guest post] Reflexões sobre a incorporação da Multiplus Fidelidade pela LATAM

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Ontem, a LATAM anunciou a intenção de incorporar a Multiplus, comprar todas as ações em circulação no mercado, e encerrar de vez a empresa como entidade de capital aberto.

Vejam o comunicado:

“Santiago, Chile, 5 de setembro de 2018 – A LATAM Airlines Group SA (“LATAM”) (NYSE: LTM; IPSA: LTM) anunciou hoje que sua afiliada consolidada TAM Linhas Aéreas SA (“LATAM Airlines Brasil”), não pretende renovar ou estender seu acordo operacional (o “Contrato”) com a Multiplus SA (“Multiplus”), sua afiliada de coalizão de fidelidade, após 31 de dezembro de 2024. Simultaneamente, a LATAM Airlines Brasil anunciou sua intenção de oferecer a aquisição de todas as ações ordinárias da Multiplus que as afiliadas da LATAM não possuem atualmente (“Delisting Tender Offer”) e, posteriormente, delistar a Multiplus do Novo Mercado B3 no Brasil e cancelar seu registro.

Contexto

Desde a associação de negócios da LAN e TAM, em 2012, as afiliadas do LATAM Airlines Group têm operado dois programas de passageiro frequente separados e distintos.

 No Brasil, o LATAM Fidelidade (programa herdado da TAM) é operado pela Multiplus SA – uma empresa brasileira independente e administrada de forma independente – sob contrato exclusivo de 15 anos, assinado entre a TAM Linhas Aéreas e a Multiplus, está em vigor desde 1º de janeiro de 2010. A LATAM detém indiretamente uma participação de 72,7% na Multiplus; o restante é negociado no Novo Mercado B3 no Brasil desde seu IPO, realizado em 2010 – antes da associação de negócios da LAN e da TAM – e sob o código de negociação MPLU3.

 Separadamente, o LATAM Pass – sucessor do programa LAN Pass da LAN – é o principal programa de passageiros frequentes na maioria dos nossos mercados de língua espanhola. O LATAM Pass é totalmente de propriedade da LATAM e operado internamente pela empresa e atualmente tem 14,7 milhões de associados.

A LATAM Airlines Brasil é a principal rede de companhias aéreas no Brasil, com mais de 40% dos assentos por quilometros disponíveis (ASKs) e quase 6 vezes mais ASKs internacionais do que o concorrente mais próximo no país, além de oferecer acesso a malha aérea da LATAM que é líder da indústria na América do Sul e fortalecida por acordos bilaterais com companhias aéreas parceiras internacionais e fortes laços com a aliança oneworld. Como resultado, a LATAM Airlines Brasil oferece a mais completa oferta de resgates de companhias aéreas para passageiros frequentes no mercado brasileiro.

No entanto, apesar dos esforços coordenados da LATAM, da LATAM Airlines Brasil e da Multiplus, essa força inerente ao produto não foi suficiente para reforçar a liderança da Multiplus no mercado brasileiro de pontos de fidelidade, cada vez mais competitivo. Apesar de vários aditivos ao contrato que buscaram restabelecer a competitividade (incluindo, mais recentemente este ano, reduções médias de 5% nos preços domésticos de passagens e de 2% nos preços dos tickets internacionais oferecidos à Multiplus), a participação de mercado da Multiplus continuou sem evoluir.

Como resultado, a LATAM Airlines Brasil notificou ontem o Conselho de Administração da Multiplus que não pretende renovar ou prorrogar o Contrato após 31 de dezembro de 2024. No futuro, a LATAM Airlines Brasil pretende administrar seu programa de fidelidade de passageiros internamente, proteger os yields de passageiros da companhia aérea e obter flexibilidade total na gestão de sua estratégia de receita.

Nesse contexto, a fim de minimizar os custos de transição e atrito para todas as partes interessadas, o LATAM Airlines Group decidiu apoiar a LATAM Airlines Brasil na busca da aquisição completa da Multiplus. O LATAM Airlines Group e a LATAM Airlines Brasil acreditam que essa é a solução mais viável para os atuais desafios da Multiplus (que seriam exacerbados após o término do contrato) e minimiza o impacto para os acionistas minoritários da Multiplus. Além disso, essa transação permite à LATAM Airlines Brasil aumentar os benefícios para todos os passageiros do LATAM Airlines Group.

O programa de passageiro frequente é um ativo estratégico para o grupo de companhias aéreas e uma fonte central de valor que diferencia a LATAM de outras operadoras. A aquisição da Multiplus e sua total integração à rede da LATAM, juntamente com o LATAM Pass, criarão o que a LATAM estima ser o quarto maior programa de passageiro frequente e de fidelidade do mundo (medido pela quantidade de clientes) e consolidará o relacionamento do Grupo LATAM com os 21,1 milhões de clientes na Multiplus. Os pontos dos clientes da Multiplus e benefícios de resgate permanecerão intactos, e os parceiros comerciais da Multiplus se beneficiarão de melhorias em aquisição de clientes, retenção e compartilhamento de carteira.

Esta transação deve gerar benefícios significativos à LATAM Airlines Brasil e para a LATAM, incluindo sinergias de eficiência, receita incremental de passageiros, geração de valor de CRM e de análise de dados, fortalecimento da consistência e do posicionamento da marca, bem como uma experiência aprimorada e simplificada para os clientes da Multiplus.

A decisão da LATAM Airlines Brasil é consistente com as transações recentes no setor e com a estratégia de modelos in-house de negócios de passageiros frequentes das maiores companhias aéreas globais – incluindo os parceiros da LATAM na oneworld.

A transação

A transação abrangerá um processo de oferta pública (a “Oferta”) da LATAM Airlines Brasil pelo equivalente a aproximadamente 27,3% do capital social em circulação da Multiplus (o free float mantido por investidores minoritários públicos) e o subsequente cancelamento do registro da Multiplus como companhia aberta na CVM – a autoridade reguladora brasileira de valores mobiliários – e da exclusão da Multiplus do segmento de listagem Novo Mercado (“Exclusão de registro”), de acordo com as leis e os regulamentos corporativos e de valores mobiliários brasileiros.

O momento do lançamento da Oferta está sujeito à aprovação prévia pela CVM da documentação regulatória necessária. A LATAM Airlines Brasil espera arquivar a referida documentação até o início de outubro.

Assim que a Oferta for lançada, a LATAM Airlines Brasil estará em posição de declarar a Oferta bem-sucedida, e procederá à Exclusão, ao atingir pelo menos dois terços de aceitação daqueles que têm registradas as suas ações para a Oferta, conforme estipulado na Instrução 361 da CVM. Para capturar rapidamente as sinergias projetadas, a intenção da LATAM Airlines Brasil é incorporar a Multiplus na LATAM Airlines Brasil no prazo mais breve possível após concluir o processo de Exclusão de registro.

A LATAM Airlines Brasil anunciou um preço de compra pretendido de R$ 27,22 por ação, o que representa o preço médio ponderado da ação medido pelo volume de dividendos da Multiplus nos últimos 90 pregões. O preço de compra pretendido representa um prêmio de 11,6% sobre o preço da ação de R$ 24,40 da Multiplus no fechamento do mercado ontem e implica uma aquisição total aproximada de R$ 1,2 bilhão (~ US$ 289 milhões) para todo o free float de 27,3% Multiplus.

O LATAM Airlines Group realizará uma teleconferência na quarta-feira, 5 de setembro de 2018, para fornecer mais detalhes sobre este anúncio. A teleconferência será realizada às 14h (hora de Santiago e São Paulo)”.

……………………..

O Celso produziu um excelente comentário contendo reflexões sobre toda essa celeuma. E, como de costume, resolvi transformar esse comentário em mais um guest post. Confiram!

…………………..

UM DIA DE GRANDE MUDANÇA NO MERCADO

1. O fato

“O grupo LATAM informou que não renovará seu contrato com a Multiplus a partir de 2.024. Ofereceu ágio de 11,6% na recompra de todas as ações, seguida da retirada da afiliada da Bolsa.

a) Na prática o impacto dessa decisão inviabiliza a empresa de imediato, ao investidor pelo menos, deixando no médio prazo o mico de uma empresa que ninguém ira se relacionar.

b) Não entrando no mérito das justificativas para o fato, vale ressaltar que a Multiplus tinha capital aberto e a LANPASS é toda da LAN, ou melhor LATAM.

c) Uma sucessão de fatos ruins na evolução recente da Multiplus, o que talvez tenha contribuído para a decisão, reconhecendo que a empresa não consegue ser líder de mercado.

d) Outros players melhores posicionados, LEIA-SE AMIGO! tem perspectivas muito melhores.

Prepare-se para esquecer a palavra MULTIPLUS no seu relacionamento como programa de fidelidade.

2. SMILES

Grandes problemas aqui.

A ideia de terceirizar a uma outra empresa do mesmo grupo a emissão de bilhetes-prêmio, QUANDO tem essa nova empresa abertura de capital, num primeiro momento gera um ativo significativo (o SMILES vale mais que a GOL). Porém, juntamente com esse ativo de imenso valor inicial, começam conflitos de interesse irresolúveis.

Os acionistas das empresas terceirizadas querem mais e mais resultado nos balanços, o que nem sempre pode ser obtido, ou ainda pode ser obtido com práticas que geram imenso descontentamento dos usuários. É nesse diapasão que essa terceirização no longo prazo é fadada ao insucesso. Observem que a AIR CANADA fez proposta pública de recompra do AEROPLAN por CAD 2,2 bilhões.

Mas aqui os complicadores são maiores.

a) O mercado conviveu com trimestre a trimestre recebendo previsões ultra otimistas do CEO da GOL que teriam resultado positivo de X,Y e Z. Nessa sucessão de projeções, sempre o resultado era negativo, e aportes e mais aportes eram feitos. Num deles a DELTA AIRLINES exigiu como garantia parte do SMILES e não ações da GOL.

b) Os analistas de mercado há anos não recomendam compra de ações da GOL pelo fato da maioria significativa das receitas ser em real, e as despesas em boa parte estão atreladas ao USD.

c) O follow up recente mostra trimestre a trimestre que aumento da moeda americana impacta severamente o resultado da empresa, gerando deficit gigantesco, com ocorreu em passado recente.

d) Em exercícios passados, o deficit era artificialmente diminuído com alavancagem, fazendo o Smiles adiantamento de, por exemplo, R$ 1 bilhão para compra de bilhetes futuros. Como o balanço é por regime de caixa, no exercício o prejuízo diminuía R$ 1 bilhão, mas a obrigação fica para o próximo exercício.

e) No atual exercício, os prejuízos da GOL são crescentes, e o câmbio vem deteriorado o real ainda mais. Devemos assistir um demonstrativo de balanço em outubro referente ao acumulado no primeiros 9 meses, muito, muito RUIM.

f) O Smiles, na contra-mão da história, apresentou no último exercício o maior lucro da sua história, contrariando inclusive o resultado da Multiplus.

g) Esse resultado do Smiles, e suas práticas, são sistematicamente conhecidos dos leitores do site.

3. O futuro

E agora…

h) Você acredita que o Smiles irá socorrer a Gol novamente?

i) Você entende que, ao socorrer a Gol, seu resultado diminui, logo, acredita que, de outubro em diante, poderemos ter IMENSAS promoções de transferência bonificada em 100% ou mais, incluindo inclusive o SANTANDER?

j) Você não acredita que eles seriam capazes de aumentar brutalmente a tabela após essas transferências super bonificadas, de tal forma que o bônus seria anulado pelo aumento de tabela?

Conclusão e recomendações

O programa AMIGO vai ficando como única opção nacional, e essa concentração é péssima ao consumidor.

Avalie filiar-se num programa internacional estável, familiarize-se com suas regras, e TENHA UMA NOVA POSIÇÃO NO MERCADO.

No dia de hoje esse mercado mudou!

sds,
Celso”

………………………………

Eu nunca gostei da Multiplus e considero a LATAM brasileira a pior empresa de aviação do país.

Dentro desse contexto, achei interessante a confissão de culpa da LATAM, admitindo o fracasso da tentativa de tornar a Multiplus a líder do setor, diante de tantas ações desastrosas perante o consumidor, conhecidas de todos nós, e que se intensificaram particularmente no decorrer desse ano de 2018.

Quanto ao futuro, acho que o programa de milhagens da LATAM vai ficar cada vez pior, tal qual a própria cia. aérea.

E você, o que pensa a respeito?

Agradeço ao Celso por mais um excelente guest post!

  • NT

    A notícia de hoje apenas ratifica a minha decisão (e de diversas pessoas) em não acumular mais nada no Fidelidade.
    Atualmente está sendo uma verdadeira batalha gastar os pontos em resgates com as parceiras (sem um sistema decente e com funcionários despreparados que nem sabem o que é Oneworld), imaginem quando ocorrer um possível aumento de tabela (e tudo indica que isso ocorrerá em breve).
    Vamos precisar de muita sorte e paciência.
    :/

  • Carlos

    Eu acho que esta decisão da Latam não tem nenhuma relação com o consumidor. Piorar o programa e promover desvalorizações, isto já tem sido feito e poderia continuar sendo sem qualquer mudança acionária. Se a Latam é a controladora do Multiplus, todas as decisões tomadas pela empresa de milhagem nos últimos anos (cartões de crédito, clube, tabelas) foram de acordo com a gestão da Latam. Não dá para justificar este movimento por uma má gestão do Multiplus.
    Acredito mais em duas possibilidades: algum contrato de gaveta, quando da compra da TAM pela LAN, em que a família Amaro teria alguma influência maior sobre Multiplus do que Latam, engessando ou bloqueando decisões que a Latam gostaria de tomar.
    Ou seguindo o que foi apontado na reportagem do Estadão de um mês atrás (https://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,bancos-colocam-em-duvida-renovacao-de-contrato-entre-multiplus-e-latam,70002408291), ter relação com questão fiscais e de gestão, principalmente em termos de carga tributária e do não pagamento de impostos sobre o lucro quando as duas empresas (aérea e de milhagem) estão sob o mesmo guarda-chuva, uma dando prejuízo (a aérea) e outra lucro (a de milhagem).
    Este caso é diferente da Air Canadá, que vendeu seu programa de milhagem para outra empresa (e acabou de comprá-la de volta), e da Aeroméxico, cujo programa é uma parceria com a mesma empresa que administrava o Aeroplan e detém 48,9% da empresa de milhagem.
    De qualquer forma, é provável que a empresa Multiplus seja liquidada o mais rápido possível, muito antes do final do contrato, em 2024, e seja simplesmente estendido o Lanpass para brasileiros.
    Sobre investir em programas estrangeiros, do ponto de vista da estabilidade e qualidade, é realmente mais seguro. Mas, pessoalmente, as possibilidades atuais no mercado brasileiro são tão mais vantajosas que no estrangeiro que eu acho que vale a pena o risco e a pior qualidade dos programas nacionais. São também poucas as possibilidades de empresas estrangeiros. Se não me engano, temos o Victória para a maioria dos cartões de crédito, mas este não é o menor exemplo de estabilidade. No Santander, temos o AAdvantage com seu cartão exclusivo e Ibéria no Esfera. E no Livelo, temos mais opções, mas todas com deságio.
    Pegando os bônus de transferência mais comuns e também os deságios existentes, a vantagem dos “arriscados” é gigantesca. Basicamente, Victória e Amigo dominam a tabela com os melhores preços. O histórico do Victória já é conhecido. E do Amigo, também acredito em mudanças no curto prazo. Se você pesquisar os voos próprios da Avianca Brasil, para Nova Iorque, na aba de mesmo nome no sítio do Amigo, vai ver que os preços são muito maiores que na aba Star Alliance.
    Enfim, daqui a seis meses a situação poderá ser bem diferente, mas, por enquanto, eu continuaria utilizando os programas nacionais.
    https://uploads.disquscdn.com/images/a93eafa6a69279a021a881c16df7e5dd77daa646ea00123b1fbe087c4f567ad6.jpg

    • Henry

      Sim Carlos…
      Vc tem duas empresas distintas: uma dá lucro e paga impostos.. a outra prejuízo… se fosse uma unica empresa, o prejuízo de uma atividade (cia. aérea) seria usado para compensar, do ponto de vista de apuração fiscal, o lucro da outra atividade (programa de fidelidade)… no final, certamente o pagamento de impostos seria reduzido e até mesmo poderia ser zerado…
      Tem-se ainda o detalhe de uma coisa importante nos dias de hoje: CONCEITO DE MARCA…
      Não tem muito sentido a LATÃO continuar gastando grana para divulgar a marca Multiplus e fazer o mesmo para a marca LATÃO…
      Junta tudo com o mesmo prefixo: LATÃO e LATÃOPASS….no final, o nome LATÃO é reforçado…..

      • Exatamente. Posicionamento de mercado. Mas não descarto o contrato de “gaveta” do Código Pinochet de dominação global…

    • Já fui top na Azul também. Deixei de voar ali, também, da noite para o dia. Engraçado como ninguém fala do Tudo Azul! 😂😂😂 Não faço ideia do que passa na cabeça desses caras… 🤷🏻‍♂️🤷🏻‍♂️🤷🏻‍♂️

  • Fábio

    Acho hilario o comunicado frisar que a matriz chilena irá “ajudar” a filial brasileira a comprar a Multiplus

    “Nesse contexto, a fim de minimizar os custos de transição e atrito para todas as partes interessadas, o LATAM Airlines Group decidiu apoiar a LATAM Airlines Brasil na busca da aquisição completa da Multiplus.”

    Aposto com vocês que a empresa brasileira dá muito mais resultado que a chilena, inclusive a daqui está pagando leasing de novas aeronaves que foram emprestadas para a empresa de lá, enquanto latas velhas fazem trechos importantes por aqui.

    • Eu NUNCA entendi aquela história de que o “valor” de mercado da LAN Chile era maior que o da TAM… Tipo, 10 vezes mais aviões e 10 vezes mais gente voando. Como assim?!?

      • Fábio

        Sem falar que o mercado brasileiro é altamente fechado, o que dificulta a concorrência melhorando os resultados da aéreas

  • Muita gente mete o pau (com razão) na Multiplus / LATAM.

    Pelo menos pra mim, a parceria nos últimos 18 meses foi excelente, Tive por 12 meses um cartão Black gratuito que gerava 2,5 / USD (depois disso ficou insustentável manter) e aliado com algumas promoções do Clube, consegui acumular milhas suficientes para emitir alguns trechos nacionais, um trecho Europa-BR e um BR-Oriente Médio-BR, esses internacionais todos emitidos pelo site, com muita oferta de disponibilidade, com a parceira BA, por quantidades bem razoáveis de milhas (Europa 40k e Oriente Médio 45k o trecho).

    Eu também abandonei o barco da Multiplus, porque acabou não sendo mais vantajoso depois que torrei as milhas, mas creio que hoje ainda existem muitas opções excelentes de emissão (Europa e Oriente Médio com a BA/IB e América do Norte com a AA).

    • Observando Fato

      Bruno,
      Observe que até o Rei do Perrengue, o Guilherme, não gosta da Multiplus.
      Se ele tivesse açoes da Multiplus nos proximos 20 anos iria sugerir nao voar na LATAM em nenhuma hipotese……………kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      • Guilherme

        rsrsrsrsrsr….

    • Lee

      De fato, no presente ainda se pode extrair valor da Multiplus, mas o futuro é que é nebuloso. Mas como futuro é coisa que não deve (ou não deveria) existir para milheiro, o certo é acumular e já usar, assim você fez. Também fiz boas emissões até o ano passado, antes desses novos planos que me espantaram de lá.

    • Tem sim. Por isso confesso que estou meio abismado com todo esse excesso de rancor da galera. Quisera “nossa” TAM ser uma Lufthansa! Mas sejamos justos, também não é mais a mesma TAM que se aproveitou (junto à GOL) da falência da Varig…

  • Daniel Gadelha

    Cadê o perfil da Multiplus para comentar no post?

    • Fábio

      Eles só comentam em blogs e sites onde pagam jabá! Creio que são persona non grata por aqui! =)

      • Perdigão

        Ainda bem.

      • Ricks007

        Ricks007

        • Eu vi também. Foi sobre noticiar como ideia propria, sem citar fonte. Tomou um coice daqueles.

    • Henry

      Só nas cidades que ficam na Jabá Island é que os eles dão as caras… tipo o OMP, Os Melhores Desatinos,

  • Flying_FlyerBBB

    Tenho pra mim, que é hora de quem puder gerar milhas na Latam via Multiplus é a hora, eu acho que se tornaram valiosas num *futuro*. É arriscado? – é sim! – Mas creio que o programa vai restringir/dificultar o acumulo, logo as milhas lá creditas podem ser uma estratégia a longo prazo de utilizar o programa com certa facilidade de acumulo com valor razoável. Se pegar o lote do km-269, ai fica lindo!

    • Flying_FlyerBBB
      • Lee

        Também recebi esse email e acho que foi uma espécie de “não entrem em pânico!”, já que a notícia deve ter repercutido mais negativa do que positivamente.

    • Lee

      Talvez tenha razão, mas eu não arriscaria. Nunca tive direito a esse bendito lote também.

    • Também acho uma atitude interessante. Aos invés de abandonar o barco, levar todo os saldo espalhado que se tiver pra lá. Se as coisas continuarem como estão, estaremos no lucro visto que mesmo com uma futura fusão com o LanPass, os preços ali estariam mais suscetíveis a reajustes o que os nossos, que já são na os caros que aqueles…

  • Gilberto Gomes

    Há muito tempo, certo dia, eu disse a uma atendente da TAM, que o destino de uma empresa que trata mal seu cliente é a bancarrota e que a TAM estava nesse caminho. A empresa não tem deixado de se esforçar, e muito, para ser a pior do Brasil. Dá no que deu.

    • Há muito tempo falei a mesma coisa da Varig… Foi quando deixei de voar lá. E olha que eu já era Diamante…

  • GILMAR

    Celso, parabens. Brilhante texto.
    Prefiro qualquer plano nacional antes do Smiles. O Smiles esta fadado a quebra junto com a Gol, com pessimo atendimento e site amador .com gestores que desejam prejudicar seus clientes.

    • Beto Junior

      Concordo que a Smiles tem varios problemas. Mas o site deles definitivamente não é um deles. Dos programas de fidelidade é o que tem o melhor Site/TI.

    • Ressalvas em sua fala, colega: o processo de emissão e gerenciamento de passagens (inclusive cancelamentos e reembolsos) no Smiles é atualmente o melhor do país. O que #ode lá é o preço das passagens…

      • GILMAR

        Fico feliz em saber que funciona pra algumas pessoas, estamos com reclamacao aberta desde o dia 19.08 solicitando reembolso…e nada.rss

  • Laerte de Oliveira Junior

    Essas ‘promoções’ apenas para clientes selecionados não deveriam existir!!! Ou fazem pra todos, ou não fazem!
    (nunca fui ‘selecionado’ em nenhuma do Santander-Multiplus)
    Alguém aqui já foi?

  • Leandro Esteves

    Minha principal dúvida é a seguinte: Tenho 200 mil pontos na multiplus, será que aguardo ou mando tudo ou boa parte pro Le Club Accor, que ao meu ver, com o dólar na casa dos quase 5 reais, é o melhor resgate lá da multiplus?

    • Carlos Telles

      To quase fazendo isso também, tá 3:1 ?

      • Leandro Esteves

        Sim. Está 3:1. Eu consegui esses pontos naquela bumerangue que deu cerca de 100% de bônus indireto e tinha comprado os pontos com 50% de desconto. Então o custo de gerar 40 euros pra mim foi de R$ 105,00 ( 6000 Multiplus X R$ 0,0175 de cada ponto ). Considerando que o euro nas reservas online está em R$ 4,75 isso me dá um crédito de R$ 190,00 ou seja 85 reais de lucro a cada 6000 pontos Multiplus. Meu medo é aparecer algo bom na Multiplus e eu não ter pontos lá ou eu passar pro Le Club e rolar alguma mudança lá também, visto que já estou com cerca de 100 mil pontos no Le Club.

        • Olha, minha opinião, mesmo que empírica, é que a migração em massa para outros programas vai provocar o deságio no custo beneficio desses e inflacionamento nos demais concorrentes nacionais. Ainda não vejo motivo pra alarde nesta decisão da empresa aérea voltar a ter a total propriedade de seu programa de fidelização.

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