[Guest post] Reflexões geradas a partir de minha experiência com venda de milhas – Parte 1

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Domingo é dia de descansar e de pensar, e de pensar com qualidade.

Por isso, o Carlos nos contempla com mais um post do mais alto nível, onde faz reflexões a partir de sua experiência pessoal com venda de milhas.

Acompanhem!

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O que eu aprendi vendendo milhas?

“Conforme exposto há alguns dias, resolvi vender meus pontos acumulados no Multiplus Fidelidade. Usei para isso o MaxMilhas e, até então, minha experiência com este tipo de empresa era apenas para fazer pesquisas de preços de passagens e verificar os horários, companhias e valores em reais e milhas dos trechos desejados.

Para minha surpresa, 700 mil pontos foram vendidos em apenas 4 dias, e toda a experiência me levou a pensar em uma série de reflexões sobre o atual estado do mercado das milhas, e possíveis desdobramentos.

Para não ficar longo demais, vou separar o texto em dois, começando com comentários sobre a venda das milhas, e complementando, na semana seguinte, com uma análise sobre o impacto deste tipo de serviço sobre as promoções de bônus de transferência de pontos oferecidas pelos programas de milhagem nacionais e sobre o mercado, em geral.

Sobre o uso de empresas de venda de milhas aéreas, ter-me associado na venda fez apenas reforçar minha percepção anterior de nunca utilizar estes serviços para comprar passagens.

Primeiramente, acho desconfortável receber (embora seja necessário) os dados das emissões, com nome, data de nascimento, CPF e itinerário dos compradores. Também acho complicadas estas passagens por envolver a empresa aérea, o programa de fidelidade, a empresa intermediária e o dono da conta. Em caso de alguma falha, o já famoso jogo do empurra será ainda maior.

Mas o principal motivo é econômico. De acordo com a empresa, pelo menos no caso do Multiplus, mais de 98% das emissões gastam 36 mil milhas ou menos. E na ampla maioria das emissões que recebi, a empresa cobrou dos clientes em torno de 40 reais o milheiro.

Por que ter acesso ao conhecimento é importante?

Com certeza, todos que compraram as passagens pelo intermediário das milhas pagaram menos do que custava a passagem emitida diretamente pela empresa aérea. Entretanto, com um pouco mais de informação, ou acesso ao MMdM, estes clientes poderiam ter economizado ainda mais (até 30%) adquirindo, de forma instantânea, as milhas necessárias para estas emissões.

É fácil explicar.

A qualquer momento, qualquer um pode criar uma conta no Livelo, mesmo sem ser cliente BB ou BRA, e fazer adesão a um clube. De 1k a 50k milhas, os clubes suprem esta necessidade.

Se a quantidade necessária for 7k ou 20k milhas, o milheiro vai custar R$ 33. Se for outra, pode-se utilizar a opção pontos + dinheiro e, por R$ 41 o milheiro, comprar até 1,5 vezes mais a quantidade original. Em todos os casos, o custo final vai ser inferior aos R$ 40 o milheiro cobrados pela empresa intermediária.

Se ainda for necessário ainda mais, até 75k consegue-se as milhas imediatamente, associando-se também ao Clube Multiplus 10k e, por R$ 370, ganhando-se na hora mais 10k milhas, bônus de 30% sobre o montante transferido do Livelo e status Gold, o que ainda melhora por oferecer uma bagagem despachada grátis. O milheiro sai a R$ 30 neste caso.

Na simulação mais benéfica, para uma emissão de 36k pontos, a associação ao Clube Livelo 20k juntamente ao Clube Multiplus 10k renderia os 36k pontos, a um custo de R$ 1.020, contra R$ 1.440 cobrados pela empresa mercadora de milhas. Além da economia de 30%, ainda tem-se a vantagem de eliminar os intermediários nas emissões. E ambos os clubes podem ser cancelados, tranquilamente, no mês seguinte ou logo depois da emissão.

Pelo menos no caso do Multiplus Fidelidade, para 99% dos casos, os clientes estariam em melhores condições emitindo as passagens por conta própria, sem a menor necessidade de intermediários. Mas, até aí, isto seria apenas uma questão de desperdício de dinheiro próprio por falta de informação.

O que está acontecendo na prática

O que me espantou, na verdade, foi a velocidade com que as milhas foram vendidas. 700k pontos foram consumidos em apenas 4 dias, e olha que coloquei que queria uma média de 40k pontos por emissão, por causa da limitação do Multiplus aos 25 clientes anuais distintos para emissões de passagens. O valor cobrado, de R$ 27,30, estava acima das menores ofertas.

Se o resgate desta média de pontos se restringe a menos de 2% dos clientes e, ainda assim, este alto montante foi consumido rapidamente, imagine o volume que é gasto diariamente nas diversas emissões menores, que representam uma quantidade muito maior de clientes.

As empresas intermediárias de milhas até poderiam ser uma opção interessante para aqueles clientes que não conseguem utilizar os seus pontos acumulados em cartões de crédito ou voos e acabam trocando-os por conjuntos de xícaras ou simplesmente perdendo-as no vencimento. Seria, neste caso, um uso mais eficiente dos pontos.

Mas, conforme informado pelo próprio fundador da MaxMilhas, apenas 6% dos vendedores se enquadram nesta categoria. “A maioria acumula já pensando em vender”.

É fácil entender esta opção. Com planejamento, atualmente é fácil atingir margens de lucro na casa de 20%, utilizando-se, por exemplo, o Livelo e os melhores bônus de transferência. As empresas faturam ainda em torno de 30% sobre os valores negociados. Mas não é apenas o usuário final destas empresas intermediárias, como demonstrado anteriormente, quem sai perdendo neste negócio.

Quem ganha, quem perde

Com o cada vez mais alto volume de milhas aéreas produzidas e negociadas, está havendo uma reestruturação do setor. Se as empresas de milhas fossem um mercado independente, toda esta expansão estaria sendo comemorada e estariam surgindo novos concorrentes. Até pode vir a ser o caso, visto o sucesso que o Livelo tem feito. Ainda não entendi por que os demais bancos não criaram suas versões próprias.

Porém, como são as companhias aéreas quem são as proprietárias das empresas de milhagem que efetivamente emitem passagens aéreas (exceção às emissões diretas com pontos, implantadas recentemente nos programas dos bancos), a existência do mercado intermediário de milhas lhes é altamente negativa, visto que estão deixando, em volume cada vez maior, de emitir a passagem aérea para vendê-la com milhas, com um lucro muito menor.

O usuário não-profissional das milhas também é prejudicado com as empresas intermediárias, à medida em que o aumento do mercado de milhas tem provocado um aumento nos valores, em milhas, das passagens aéreas.

Temos então, de um lado, os consumidores e as empresas aéreas, com prejuízos, e, do outro, as empresas intermediárias e os mercadores de milhas, com lucro. Em teoria, para a ampla maioria do mercado, estaríamos melhores sem a existência das empresas intermediárias de comercialização de milhas. Porém, este é um mercado, aparentemente, livre, e estas empresas não parecem estar infringindo nenhuma lei, pelo menos de acordo com decisões judiciais.

Na próxima postagem, abordarei os impactos sobre os bônus de transferências, as empresas de milhagem e os bancos.

Qual a sua opinião sobre este assunto?”

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No próximo post teremos a Parte II desse excelente texto, com destaque para as respostas a algumas perguntas: comparado com 2017, as promoções nesse ano estão melhores ou piores? Existe algum banco ou programa de milhagens que aumentou a quantidade de promoções? Como os programas de milhagens estão lidando com todo esse cenário? Não percam!

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Quer aprender mais? Então leia os demais guest posts do Carlos:

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E você, qual sua opinião sobre o assunto?

Agradeço ao Carlos por mais um excelente guest post! 

Tagged as:
  • Daniel Gadelha

    Meus 2 centavos:
    Você vendeu muito barato. Essa quantidade era possível vender por, pelo menos, R$30 cada 1k. Não acredite quando o site do Max diz que o valor da sua oferta está muito alto ou que a probabilidade de venda é baixa. Tudo é manipulado para que você anuncie por um valor menor.

    • Fábio

      Uso sempre o valor de 35 reais o milheiro como referência na hora de escolher entre cash e pontos. Para o Multiplus funciona bem. Para o Smiles nem tanto

    • Igor B.

      Isso msm! Os 15 primeiros lugares, pelo menos, são “sobras” de outras ofertas, uma quantidade muita pequena de milhas e, por isso, tem pouca liquidez. Até a posição 70 ainda consegue vender fácil.

    • Flying_FlyerBBB

      Não tá barato não. Esse valor de 30/35 reais o milheiro era em 2012… hj tá entre 23/29 o milheiro …outros tempos !
      SMJ, no Maxmilhas vc não consegue colocar mais de 29 reais pra vender, o sistema trava

      • Daniel Gadelha

        Atualmente o valor máximo que o MaxMilhas permite anunciar os pontos Multiplus é de R$30.

        • Flying_FlyerBBB

          Exato. Por isso não acho que ESTEJA BATATO. Tá sim, muito dentro do atual mercado.
          Pessoal fica preso no valor de 5 anos atrás.
          Até porque da pra comprar por 269 no km sem muito esforço

          • Daniel Gadelha

            Já tem bastante tempo que o lote de R$269 reais do Ipiranga só está disponível para participantes que nunca transferiram do Ipiranga para a Multiplus.

            • Flying_FlyerBBB

              Não é bem assim. Pra mim aparece, pq fiquei 6 meses sem enviar nada pra lá. 100 km = 10.000 multiplus por 269,00.

              • Daniel Gadelha

                Faz tempo que também não mando. Mas para mim continua indisponível e avisa que é somente para pessoas que nunca transferiram do Ipiranga para a Multiplus. Vou ficar sempre vendo para ver se libera.

                • Flying_FlyerBBB

                  Minha tática é não gerar um ponto sequer no km. Nada mesmo, depois de uns meses eles começam a enviar e-mails com ofertas e que estão com saudades….
                  Sempre deu certo . Kkkkkk

            • Flying_FlyerBBB
              • Tlars22

                Caraca,
                Esse lote de 269 tava mais sumido que cabeça de bacalhau .
                Primeira pessoa que eu vi ser disponibilizado o acesso a ele Rsrs

                • Daniel Gadelha

                  Digo o mesmo rs. Faz tempo que ele não é liberado para mim.

          • Odair Fernandes

            269,00 no KM? Vc consegue? Como? Achei que fosse só uma vez na vida pra cada cpf.

        • Odair Fernandes

          O quê? Eles te impõe um teto pra vender? Eles querem um “mercado livre” mas… só pra eles?

          • Daniel Gadelha

            Sim. Eles colocam um “teto” no seu anúncio sob justificativa de que se for acima desse valor, você não vai conseguir vender. #Absurdo

        • Tchô Mondego

          Está sendo negociado a 31,50 Daniel no MaxM até o Hotmilhas tá pagando isso… Os pontos da LATAM estão valorando a cada dia nesse mercado… Por isso entendo que no dia de sua mensagem estava, de fato, esse valor citado.

          • Daniel Gadelha

            Max está desesperado pois a oferta de pontos Multiplus estão reduzindo. Por isso ele está pagando um pouco melhor.

    • Felippe Der

      Verdade. Vendeu barato. Sou contra vender em sites tipo hotmilhas, Max milhas e etc. Não recrimino quem vende particular ou pelos sites, mas sou contra quem vende por sites por estar inflacionando o mercado que está saturado.

  • Fábio

    Acho pouco pagarem 27,30 por milha. Em minhas simulações na hora de escolher se comprarei uma passagem em dinheiro ou minhas costumo usar um valor da ordem de 35 reais.

    Pessoalmente tenho sentimentos controversos com relação à venda de milhas. Por um lado considero que os pontos nos programas de relacionamento são uma propriedade de cada pessoa, e dessa forma cada um pode dispor deles da forma que achar mais conveniente. Por outro lado minha postura individual é de sempre utilizar esses pontos para meu próprio uso, normalmente viajando, e em casos extremos trocando por produtos caso a validade de algum lote de milhas esteja expirando.

    Concordo com o seu ponto de vista que esse mercado de vendas de milhas inflaciona o valor das emissões, assim como traz consequências danosas para os usuários comuns e as próprias empresas aéreas. Entretanto o principal causador da criação desse mercado paralelo são as próprias empresas, como o caso dos quilômetros de vantagem que poderiam ser transferidos sem limite para contas Multiplus. Ou seja, no impeto de capitalizar no curto prazo as empresas tomam decisões temerárias para sua saúde financeira no médio e longo prazo. Mas enfim, como já falei isso é apenas uma impressão pessoal e posso estar enganado.

  • Jonas

    O que acontece se alguém que comprou passagem no maxmilhas desejar alterar a data ou mesmo cancelar?

    • Henry

      Acho que vai ouvir o mesmo que aqueles caras que usam revólver falam pras pessoas, quando querem levar coisa alheia sem pagar:
      “….Perdeu playboy….”

      • Valfrido

        Vc está bem equivocado, Henry. Quando a pessoa quer alterar datas e só entrar em contato com o maxmilhas e eles alteram normalmente.

        • Flying_FlyerBBB

          O que o Henry disse eh que, se quiser cancelar ou alterar, as taxas vão ser maior que o preço da passagem. Já é assim pagando em cash. Imagina com pontos.

        • Henry

          Realmente eu não entendo…
          Se a pessoa não cedeu a senha para que o Maxmilhas emita as passagens, como é que a empresa vai conseguir alterar a passagem ?? acho que ela vai depender do cara que vendeu as milhas fazer isso…
          Outra coisa tb que não dá muito pra entender é, se é o próprio cara que está fazendo a emissão das passagens, nós sabemos que disponibilidade de assentos é limitada.. aí, a Maxmilhas procura lá com seus robozinhos a disponibilidade de assentos… e entra em contato com o vendedor das milhas…
          Se o cara não emitir logo, periga dos assentos serem preenchidos por outro usuário…

          • Valfrido

            Vc passa a senha pra eles quando vai vender as milhas ai são eles que alteram, vc não precisa fazer nada, caso depois da venda, vc altere a senha eles entram em contato pedindo a nova para realizar a alteração.
            Quando a quantidade de milhas aumentam eles repassam o novo valor pro comprador, caso ele não aceite, a venda e cancelada.

          • Tchô Mondego

            Eu tinha o mesmo pensamento que vc mas Henry, acredite, o negócio é …. só vc “vendo” mesmo. Tudo é bem mastigado, todo seu questionamento é resolvido com um “perdeu/ganhou pleiba” : Passe sua senha e o cartão de crédito e o resto é tudo com eles. A sua única preocupação é de atender o telefone caso a cia aérea te procure. Já fiz algumas emissões para amigos e pessoas próximas e 90% me gerou improdutividade na minha empresa (ainda bem que sou o patrão kkk). Já rolou uma vez de eu ter de convencer a esposa de um “cliente” a embarcar no voo às 23 horas a pedido do próprio marido por razões particulares, desse modo eu atuei como psicologo e não ganhei 1 real pra isso. Alias, ganhei um pouco mais do que se tivesse vendido para as shark’s enterprises. Só pra concluir a história, ela embarcou no avião kkkkkk

            Depois de um certo tempo vai concluindo que é muito mais cômodo ser parceiro deles, vc n tem que lidar com problemas particulares de ninguém ou um amigo torcendo o nariz achando que tá caro sendo que vc nem cobrando dele está. Ainda não tive um problema sequer com nenhuma das 2 enterprises. Recebi os valores em 99% antes da data acordada. Nenhum uso indevido do meu cartão de crédito e tive um lucro mensal entre 10 a 25%. Não preciso trabalhar mais de 15/20 min por dia pra obter esses resultados, passo mais tempo escrevendo aqui ou “ali”, hanging com vcs.

            Errado ou não fui fisgado por esse mosquito. É viciante.

  • Henry

    Carlos….
    Se derem uma lida no Código de Defesa do Consumidor, além da jurisprudência dos tribunais, verão que, as pessoas que colocam suas contas à disposição de um terceiro para comercialização de passagens, deixam de ser consumidores, e passam a condição de fornecedores, e aquelas pessoas lá na ponta final que compram a passagem, passam a condição de consumidores…
    Aí, advinha só o que acontece se o cara que comprou a passagem tem algum problema qualquer nesta história ??
    Ele (o consumidor) simplesmente pode colocar no polo passivo da ação:
    – o cara que vendeu as milhas;
    – a empresa que comercializou em seu nome;
    – o programa de fidelidade que permitiu a “suruba” (meninas/meninos, perdão pelo termo);
    – a cia. aérea….
    Agora, advinha qual dos 4 acima tem maior chance de, EM TERMOS PROPORCIONAIS, ter um maior prejuízo em caso de condenação solidária ???
    O consumidor compra uma passagem na empresa tubarão… por um motivo qq, dá problema com a cia. aérea… o cara perde o voo, e as reservas de hotel, carro locado, etc…etc…
    Facilmente comprova o dano material e o moral é corolário…
    Na hora da execução, o juiz vai mandar bloquear o dinheiro das 4 contas… e vai mandar bloquear o total.. não vai dividir por 4…
    Sério risco da conta do cara que vendeu as milhas ter todo o valor disponível retirado…
    Só depois é que, em função das petições, que as 4 partes pedem pra desbloquear… e se uma delas não tiver saldo (por exemplo a do tubarão), o juiz não quer nem saber….
    Vai decretar que as rés cobrem umas às outras….

    • Joao Joseferreira

      Fake News!

      O consumidor terá seus direitos garantidos com certeza contra a empresa que lhe vendeu as milhas. Com relação a quem era o proprietario das milhas como ele não realizou nenhuma transação com o mesmo o consumidor não pode lhe acionar ou se o fizer responde pelo fato. Cabe somente a empresa que vendeu ao consumidor regressar contra o proprietario das milhas, mas em ação cível e ou eventualmente criminal, e não com direitos de CDC sobre o proprietário. Com relação ao programa de fidelidade, dependendo do que ocorrer, poderá até ter responsibilidade solidaria com a empresa que lhe vendeu as milhas, porém isto não é nem automático e nem sempre ocorrerá em todas as situações. O mesmo vale para a companhia aérea. que em algumas situações pode ser acionada, porém não em todas e muito menos automaticamente como afirmado pelo forista.

      Fake News 2!

      por um motivo qualquer!
      Nossa que afirmação inconsequente!
      O Poder Judiciário não se manifesta, não age, não decide >>>>> por um motivo qualquer !

      Fake News 3!

      Olhem o absurdo que o forista afirma: o cara perde o voo…. >>> Facilmente comprova o dano material e moral é corolário….
      Primeiro que ao perder o voo, já de plano está TOTALMENTE EXCLUIDO RECONHECER DANO MATERIAL muito menos MORAL e que também não é corolário. Sucessão de afirmações falsas. Quem gera o fato, salvo melhor juízo, não pode responsabilizar outrem pelo fato. Isso é cristalino.

      Fake News 4!

      Vejam que absurdo incrível o forista escreve: Na hora da execução o juiz manda bloquear o dinheiro nas 4 contas e vai mandar bloquear o total e não vai dividir por 4.
      Falso.
      Apos a sentença transitada e julgada, não cabendo mais nenhum tipo de recurso, haverá se o juizo assim entender condenação específica. O ou os condenados poderão de imediato pagar VOLUNTARIAMENTE as quantias dando cumprimento a sentença.
      Não o fazendo e o credor acionando pelo cumprimento de sentença o juizo PRIMEIRAMENTE da um prazo para cumprimento da sentenca ( algunas dias ) e em não o fazendo no prazo já estipula multa no mesmo ato decisório, contra o ou os condenados..
      Nesse período cabe ainda embargos a execução por parte do condenado ou condenados
      Apos julgados os embargos, se houverem, conta o prazo determinado pelo juizo.
      Transcorrido esse prazo, acionado o Poder Judiciário o mesmo decreta o bloqueio de contas junto ao BACEN até o valor total da condenação. Em caso de bloqueio positivo ( ou seja, há numerário suficiente para suportar a condenação ) de imediato o juizo determina a liberação dos excedentes independete de petição como afirmado.

      Por fim, o forista afirma: “além da jurisprudência dos tribunais” ( isso é conversa mole! qual jurisprudencia, de que tribunal e onde esta publicado isso, blefe seu! mostre!), verão que, as pessoas que colocam suas contas à disposição de um terceiro para comercialização de passagens, deixam de ser consumidores, e passam a condição de fornecedores,

      Onde está esta jurisprudencia que equipara vendedor de milhas não regularizado ( SEM CNPJ – como agencia de turismo ou similar) a fornecedor?

      Entendo que ao postar as pessoas não podem fazer afirmações que são totalmente distantes da lei e o que é mais grave INDUZIR leitores a erros por fatos que o Poder Judiciário não os reconhece e tratar como unissonas interpretações totalmente particulares da lei e nunca antes reconhecidas pelo Poder Judiciário pátrio..

      Lamentavel!

      .

      • Henry

        Lamentável é o fato de pessoas das empresas interessadas virem aqui defender o indefensável… tentando assegurar ao vendedores uma segurança jurídica que a legislação / tribunais não têm e não terão…
        Pelo seu argumento, basta o cara ser pessoa física, que ele não pode nunca ser enquadrado como fornecedor… se não tem CNPJ não é fornecedor…
        Leia o que eu escrevi:
        …”
        por um motivo qq, dá problema com a cia. aérea… o cara perde o voo, e as reservas de hotel, carro locado, etc…etc…”.
        Eu não falei que o cara perdeu o voo por conta dele, mas sim por “…por um motivo qq, dá problema com a cia. aérea..” e isso é referente a algum problema decorrente da emissão do bilhete com milhas…
        Aí, sim, o cara perde o voo e tudo que ele tinha comprado para usar no destino (hotel, carro, etc etc )..
        Vc fala:
        “…Quem gera o fato”… só que o cara não perdeu o voo porque chegou atrasado, mas sim porque deu qq tipo de problema na emissão do bilhete..

      • Henry

        Quanto a vc dizer que existem prazos para recursos, isto é desnecessário, porque é lei e qq pessoa sabe disso, mas vc acha que a empresa compradora de milhas vai pagar a encrenca voluntariamente ???
        Isto tudo não afasta a o fato do vendedor das milhas ser arrolado no polo passivo da ação..
        Quem vende milhas para que suas milhas sejam emitidas diversas passagens, assume sim a condição do fornecedor…mais ainda se fizer isso com alguma constância e/ou com objetivo de obter lucro…

      • SirNiXXon

        Sei que “crítica ao tom” é um nível de argumentação particularmente baixo, ainda assim, quando se chega com uma agressividade dessas no texto – e sem provocação… Puts!

        Para que tudo isso, meu caro? Você terá mais sucesso em ser ouvido se mantiver uma postura civilizada na discussão. Discordar de alguém não é motivo para adotar postura agressiva.

    • Valfrido

      O comprador da passagem não conhece de quem comprou as milhas, o maxmilhas que faz a ponte. Não entendo muito de direito, mas neste caso, o comprador só poderia acionar de quem comprou diretamente, no caso o maxmilhas, quem vendeu não tem nada a ver.

    • William

      Primeiro ponto: não existe relação de consumo entre quem vende e quem compra porque isso não é exercido de forma empresarial pelo vendedor, o que descaracteriza a relação de consumo defendida no CDC. É a mesma interpretação que se dá quando uma pessoa física vende um automóvel para outra pessoa física. A relação é regida pelo Código Civil e não pelo Código de Defesa do Consumidor.
      Segundo ponto: pra chegar nessa fase aí de execução o cara deve ter sido condenado e com trânsito em julgado, ou seja, já vão longos meses, pelo menos.

      • Henry

        Vamos lá.. Código de Defesa do Consumidor:
        “Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.
        Art. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.”
        Vc quer comparar uma pessoa que vende um automóvel de vez em quando com uma pessoa que vende suas milhas com as quais são emitidas diversas passagens num curto espaço de tempo ???

        • William

          O problema é que agora você está falando em exceções.Você considera o colega que escreveu o post um fornecedor de milhas?
          Quais seriam os parâmetros para aferir se alguém vender acima de XXX milhas em YYY meses é fornecedor? Isso é altamente discutível e dá margem a várias interpretações.
          Caso alguém exerça isso profissionalmente podemos falar em Código de Defesa do Consumidor, mas se você ler novamente o seu próprio post vai ver que foi você mesmo que não fez diferenciação alguma e colocou como se todos aqueles que vendessem milhas fossem fornecedores na forma do CDC.

          • Henry

            Sim… William… vc tem razão.. eu não diferenciei o vendedor que, eventualmente vende suas milhas, para o cara que faz disso um negócio…
            Neste ponto o meu comentário estava incompleto…

  • Henry

    Eu vou esperar a publicação das “Refleções 2 – A vingança”, para externar minha opinião…

    Carlos..
    Fala um pouco mais de como foi o “operacional da coisa”… a sequência..ou seja, vc telefonou, deu sua conta/senha… recebeu a grana toda de vez…. teve contrato entre as partes… enfim… fala mais um pouco desses detalhes….

    • Henry

      Ah… antes de qq coisa, parabéns pelo post…. que falta de educação minha…foi mal….
      Sempre bom vermos colegas usando a razão, sem tentar dourar a pílula, artigo escrito com sinceridade….

    • Carlos

      É relativamente simples. Você cadastra seus dados e quanto quer vender. Pode escolher entre passar as senhas para a empresa ou fazer a emissão por solicitação. Também pode escolher entre deixar seu cartão de crédito disponível para o pagamento de taxas ou não. Pelo menos no Multiplus, só a partir de 90k milhas você pode escolher quantos pontos devem ser usados, em média, por emissão. E nesta semana implementaram uma listagem com os nomes dos passageiros, para facilitar o controle de pessoas distintas. O pagamento é feito em conta bancária, uns 20 dias depois da venda.
      Tive dois problemas com a empresa e mandei mensagem com reclamação nesta semana, estou esperando resposta mas, pelo que já li, são demorados. Teve uma venda que não me creditaram o dinheiro e um débito de taxa no meu cartão de alguma emissão sem o uso dos meus pontos.
      A resposta para esta reclamação vai ser o fator fundamental de avaliação, mas o sistema pode funcionar com precisão ou apresentar falhas, então é mais um aspecto negativo a ser levado em conta.

      • Guilherme

        Carlos, por curiosidade as 700k gastas geraram passagens pra qtas pessoas diferentes?

        • Carlos

          16.

      • Henry

        Obrigado pelos esclarecimentos..
        Mas.. a pessoa que vende suas milhas, além de passar as senhas, ainda tem que usar seu próprio cartão de crédito para debitar as taxas aeroportuárias ??
        Não entendi isso direito.. a pessoa vai vender suas milhas e pra isso ela precisa usar seu próprio cartão de crédito ?? Não é a empresa que compra suas milhas que tem que arcar com os custos da emissão das passagens (taxas aeroportuárias, taxas da cia. aérea, etc etc) ???

        • Carlos

          É opcional, os valores debitados são ressarcidos. Vejo vantagem por acrescer gastos no cartão e, consequentemente, milhas.

          • Henry

            Então, se a empresa tubarão não pagar o cara, além de perder as milhas, o cara ainda fica com o prejuízo de ter pagos as tarifas aeroportuárias ???

        • cFred

          Henry, só pra esclarecer que se as taxas não forem pagas com cartão do titular das milhas provavelmente vai dar problema na hora do checkin. Por isso estas empresas cobram no cartão do dono das milhas e reembolsam o valor ao mesmo.

  • Cainã Lopes

    Nunca utilizei estes serviços, mas aprincípio tenho a mesma opinião.

  • Henrique P. P.

    Muito bom o post e no aguardo da sequencia, que deve ser melhor ainda. Tambem gostaria que fosse melhor explicado os detalhes da venda, como questionado pelo Henry. Parabens pelo post Carlos.

  • Rafael de Araújo Guimarães

    ..

  • Alessandro Rodrigues Nunes

    Vendi 73k milhas na Quinta feira passada, dia 23/08, por R$28,77 o milheiro de milhas Multiplus​ para pagamento adiantado ( que só serão pagas dia 05/09, previsão). Tentei vender com eles umas milhas tudoazul e disseram que não comercializavam, vou tentar a maxmilhas na segunda feira.

  • Pedro Mendes Müller

    eh muita inocencia achar que as companhias aereas vao ficar agindo de forma que tenham menos lucro… eh obvio que eles tem uma equipe enorme pra tomar as decisoes e nao sao bobos nem simplistas..

    e sao as proprias empresas que determinam quantas milhas querem emitir ao mercado….quantas promocoes de bonus querem fazer etc etc… entao, se elas agem de um jeito A ou B, elas planejaram isso. claro que a coisa pode tomar proporcoes que eles nao imaginaram…. mas ai eles sempre poderao tomar novas medidas para voltar a ter controle das coisas.

    e cada empresa adota um posicionamento no mercado e uma estrategia…vejam o tanto que eh diferente a estrategia da multiplus e da smiles….vcs acham que empresas que valem milhoes de reais eles vao ficar dando passos no escuro??? santa inocencia…

    • Flying_FlyerBBB

      Traduz? Pq não capitei a linha de raciocínio!!!!!!!

      • Pedro Mendes Müller

        cada empresa de milhas(livelo, smiles, multiplus etc) eh que decide qual a quantidade de milhas vao emitir no mercado… quantas promocoes farão etc…entao nao faz sentido culpar os vendedores profissionais pela inflaçao das tabelas de resgate nem pela queda da cotaçao das milhas….

        e no na publicacao inicial o cara falou como se as empresas aereas fossem inocentes e nao tivessem tendo lucro com isso…

        • Carlos

          A sua leitura foi equivocada. Acho que concordamos que, para as companhias aéreas, é melhor vender a passagem em dinheiro do que em milhas. E elas não tem prejuízo com as passagens emitidas com milhas, apenas um lucro menor. A questão, então, a ser completada na próxima postagem, são as consequências desta queda de lucratividade sobre o mercado de milhas.
          Agora, afirmar que os vendedores profissionais de milhas não tem nenhuma responsabilidade sobre a inflação das tabelas de resgate também é inocência. Quem emite as milhas são os programas de milhagem, mas até o surgimento dos sítios intermediadores de milhas, eram poucos os usuários que faziam compras elevadíssimas de pontos. Com o aumento deste tipo de cliente, não só todas as tabelas de resgates de passagens nacionais (e internacionais, em sua maioria) passaram a ser dinâmicas, como apareceram limites para concessão de bônus (Amigo e Multiplus), foram diminuídas as promoções (Tudo Azul) ou colocaram teto nas transferências de pontos (Santander). Sobre a queda na cotação das milhas, não entendi a que você se refere.
          Colocar as companhias aéreas com únicas responsáveis por isso seria, exagerando, culpar apenas a indústria alimentícia pela obesidade ou a de armamentos pela violência.

          • Real

            Sobre a queda na cotação das milhas, ele quis dizer que os milheiros estão ganhando menos com este mercado, pois ele literalmente está sendo inundado, com milhares de pessoas o usando como complemento de renda (ou mesmo arrimo de família).

            Um exemplo: era relativamente fácil vender, 3/4 anos atrás, pontos Avianca, a R$32/milheiro. Porém, ultimamente, com as sucessivas promoções de bonificações feitas pela Avianca, nestes últimos meses, aliados aos descontos nas compras de pontos Livelo, fizeram com que o milheiro vendido afundasse ao ponto de R$16,64 (bem abaixo do ponto de equilíbrio, e afetando seriamente o custo de oportunidade), neste final de semana. Fui um milheiros raiz, mas hoje acho um tremendo risco, dado as regulamentações que os programa estão implementando, aliados às restrições cada vez maiores, e uma tênue sinalização da justiça brasileira, em direção contrária às vendas de milhas…tenho uma leve impressão que este mercado sofrerá mudanças drásticas, a curto/médio prazo…

          • Pedro Mendes Müller

            carlos, se as cias aereas nao quisessem que houvesse comercio de milhas em massa, elas simplesmente adotariam novas regras de limitaçao de quantidade de bonus, numero de emissoes de passagens etc…igual a propria multiplus ja fez.

            ” Acho que concordamos que, para as companhias aéreas, é melhor vender a passagem em dinheiro do que em milhas.”….nao dá pra sabermos tudo que se passa nos bastidores das cias aereas…nao dá pra termos certeza se as empresas preferem vender a passagem em dinheiro do que milhas…como eu ja disse, são empresas que valem BILHOES….as estrategias sao muito mais complexas do que a gente pensa…mas tenho certeza que se as empresas quisessem vender mais em dinheiro e menos com milhas, elas ja teriam limitado mais as promocoes, bonus etc….

            as empresas lucram muitos milhoes simplesmente com milhas que vencem a validade e se perdem…. tambem devem lucrar muito com as pessoas que trocam milhas por produtos em geral(eletronicos, utensilios domesticos etc)…

            no dia que a smiles/gol passarem a achar que estao tendo prejuizos com muitas milhas smiles no mercado, pode ter certeza que eles tomarao atitudes para resolver isso. afinal, eles sao os donos das regras…

      • Pedro Mendes Müller

        basta ver a atitude da multiplus…que estava descontente com o comercio desenfreado de milhas e simplesmente implantou regras para coibir isso. se as outras empresas no mercado nao implantam regras do tipo, eh porque, de alguma forma, eh interessante pra elas esse comercio….afinal as empresas nao sao bobas, nem inocentes…no inicio do ano a smiles tava avaliada em 10 BILHOES de reais…e a multiplus vale 5,5 BILHOES….achei isso numa rapida pesquisa no google. entao essas empresas nao vao tomar decisoes aleatorias…entende? eh a estrategia delas.

    • Cyro

      Também não acredito que as empresas aéreas sejam prejudicadas. Aliás, uma dúvida que eu tenho, e agradeço se alguém do setor puder ajudar, para a cia aérea o custo da passagem (ex: taxas e impostos) emitida com milhas é o mesmo que a passagem vendida? Ou há alguma isenção?

      • Pedro Mendes Müller

        otima observacao! sera que eles pagam menos impostos dessa forma….?

  • Vinicius

    Ok! Uma dúvida, há algum grupo em facebook ou em alguma rede social que seja possível comprar as milhas diretamente com pessoas interessadas em vender?
    Pergunto, pq me vi em várias situações que necessitava comprar as milhas e fui obrigado a pagar mais caro seja comprando com a MaxMilhas, seja comprando a passagem. Vocês conhecem algum, claro que envolve riscos. Mas, se você vende a 28 reais o milheiro para a MaxMilhas, pq não vai vender diretamente ao usuário hehehe.

    Outra observação, achei o texto bem redigido, daqueles da gosto ler. Porém, na minha concepção não é tão fácil obter as milhas diretamente com a companhia como antigamente.

    “Se a quantidade necessária for 7k ou 20k milhas, o milheiro vai custar R$ 33. Se for outra, pode-se utilizar a opção pontos + dinheiro e, por R$ 41 o milheiro, comprar até 1,5 vezes mais a quantidade original. Em todos os casos, o custo final vai ser inferior aos R$ 40 o milheiro cobrados pela empresa intermediária.”

    Exclui as pessoas que já possuem Club LIVELO, e aí como faria? Quando não há promoção vigente será 70 reais.
    Outra observação, se você vai utilizar o Pontos + Dinheiro realmente é interessante, mas deve lembrar que você deve ter uma boa pontuação ou pontuação em sua conta. Não adianta isso de vale a pena se você não tem a pontuação, porque essa opção simplesmente não funcionaria. Então não é tão simples assim.

    “Se ainda for necessário ainda mais, até 75k consegue-se as milhas imediatamente, associando-se também ao Clube Multiplus 10k e, por R$ 370, ganhando-se na hora mais 10k milhas, bônus de 30% sobre o montante transferido do Livelo e status Gold, o que ainda melhora por oferecer uma bagagem despachada grátis. O milheiro sai a R$ 30 neste caso.”
    Essa parte eu não entendi.
    369,00 – 10k -> CONFERE!
    Ganha-se “mais” 10k na hora. -> Onde há isso? Não é crítica. É dúvida. Onde está escrito isso?
    Bônus de 30% para transferência da Livelo -> Partimos do princípio que você tem pontuação no Livelo e tem Club Multiplus 10k ativo.
    O milheiro sai a 30 reais, como assim? Poderia explicar como é esse cálculo que dá para comprar a 30 reais?

    Em resumo eu adorei o texto pq levanta várias reflexões, mas pecou na questão de informar que era super simples conseguir os pontos. E é nisso que a MaxMilhas ganha frente ao usuário comum. Você paga mais caro, mas é simples. Você vai ali, cota a passagem, paga mais caro, porém ainda barato frente a uma passagem pagante e recebe sua passagem minutos/horas depois.

    Ah mais tem o KM de Vantagens por 310 reais o milheiro. Sinceramente que complicação. O site é muito bugado tive um problema com eles. Para quem mora no Brasil e pode abastecer nos postos Ipiranga super fácil obter os km, passa todo dia no posto, abastece 31 reais e ganha 200km, em 20 dias terá 4 mil KM. Agora para quem não mora ou não pode fazer isso com o carro, simplesmente não tem opção viável para isso de forma fácil. Há uma opção que você compra km e ganha bônus. OK, você realiza a transação, porém jamais ganhará os bônus no celular, eles simplesmente roubam na cara dura. Aí você compra o KM para conseguir comprar o pacote de 31 reais o milheiro, sai caro no final das contas. Ou seja, já foi fácil e fonte inimaginável de milhas, não é mais. Agora um caso particular que aconteceu, eu precisa completar saldo, como eu tinha uns KM’s resolvi usá-los. Era a melhor opção. Bom na hora de pagar não completou o pagamento com 3 cartões diferentes e o melhor que bloqueou exatamente os 3 cartões usados como suspeita de fraude. Detalhe que eram 3 cartões de diferentes bandeiras e de diferentes emissores. Surreal. Tive que desbloquear na central de cada um.

    Para resumir, na minha opinião as pessoas compram no MaxMilhas pq é mais fácil, do que fazer não sei quantas transações e às vezes nem conseguir. Digo por mim, mesmo com um certo conhecimento em milhas, a única forma que consegui gerar milhas recentemente de urgência foi usando um tal de Multiplica (dentro do site da Multiplus), ele cobra 35 o milheiro de acordo com sua última transferência.

    • Cyro

      Concordo que ter disponibilidade de milhas em vários programas não é vanatajoso pra todos. Um viajante eventual não vai investir em clubes de milhas e deixar o dinheiro parado esperando uma oportunidade. Ainda mais com as mudanças frequentes nas tabelas de resgate. Por causa desses viajantes, e também por emissões de empresas (para funcionários), esse mercado de milhas não vai acabar tão cedo.

    • Rodolfo França

      Ja me perguntei diversas vezes pq nao existe um APP de venda direta de milhas-emissão de passagens entre cliente – cliente.

    • Carlos

      É muito fácil, sim, obter as milhas. Até 75k, se consegue com contas no Livelo e Multiplus. Se você já usou o saldo, de um único mês, em outra emissão, é apenas questão de esperar, no máximo, mais 30 dias pelos novos créditos ou, então, abrir uma nova conta nos programas em nome da esposa, mãe, irmão… E, se você precisa de mais de 75k por emissão, basta esperar dois meses para fazer a emissão, já que, dificilmente, será gasto mais de 150k por trecho (e se for, é questão de planejar o tempo necessário para o acúmulo).
      Vamos à matemática do 30 reais: Clube Livelo 20k (R$ 650) mais Clube Multiplus 10k (R$ 370) mais 30k pontos do Livelo pontos + dinheiro (R$ 1.230) mais 15k do bônus, grátis, do Multiplus. Valor total para 75k pontos: R$ 2.250, ou R$ 30 o milheiro.
      As pessoas compram no Maxmilhas por desinformação, não por comodidade. A adesão aos clubes não levaria mais de meia hora e a transferência de pontos e recebimento do bônus demora menos de 24 horas. Além de economizar dinheiro, é muito melhor fazer a emissão da passagem por conta própria e receber os bilhetes na hora, do que comprar pelo Maxmilhas e esperar a emissão da passagem, que demora de algumas a muitas horas.

  • Pedro Mendes Müller

    bacanas suas informaçoes!! obrigado pela contribuiçao!!

  • Henry

    Eu acho que algumas pessoas deveriam se lembrar sempre que existe uma diferença entre vc ser acionista de uma empresa e você ser usuário dos serviços dessa empresa.
    Vc ter ações do Banco Itaú, é uma coisa relativamente boa, pelo histórico de rentabilidade e pela qualidade da gestão dos negócios do banco…já vc ser correntista, pode não ficar tão satisfeito em relação a preço das tarifas, atendimento, etc etc..
    Mesma coisa podemos falar em relação aos programas de fidelidade…
    Se um programa de fidelidade dá lucro, isto não necessariamente significa que ela é uma boa empresa para os associados no quesito “emissão de passagens”…(ou outra forma de resgate)
    Sucesso nos lucros, não significa felicidade para os associados do programa..
    E o inverso tb pode ser aplicado: se a empresa teve um lucro menor, não significa, automaticamente, que os associados tiveram problemas com emissões de passagens..
    E tem até um fato que o Eloy, lá do… (bem, vocês sabem quem é o Eloy..)
    Ele sempre lembra algo que é pra ser pensado:
    Se um programa de fidelidade está dando lucros generosos aos seus acionistas, PODE SER, que isto seja a base de uma restrição de emissões de passagens..
    De maneira SIMPLISTA, o lucro de um programa de fidelidade é obtido pela VENDA DE MILHAS (seja de que forma for) – PAGAMENTOS PELOS RESGATES ( que podem ser passagens ou outras formas de resgates )…
    E não se esqueçam que, embora, em princípio as informações devem ser consideradas fidedignas, nem sempre o balanço é a real situação da empresa… não se esqueçam de casos recentes na história recente (caso Ike, casos Mardof / Enron, contas de governos etc)…
    Assim, não julguem um programa como sendo bom ou ruim usando como parâmetro o Balanço Patrimonial… deixe isso para seus acionistas…
    Se vc é daqueles que usa o programa para emitir passagens, faça seu julgamento com base nas emissões que vc fez no programa…

  • Excelente reflexão e os comentários são ótimos, engrandecem a discussão.
    Eu vendi 6000 milhas Amigo há 2 anos na Max Milhas. Vendi só porque eram muito poucas, estavam vencendo e eu não tinha pretensão de usá-las.
    Recebi 192,00 reais por essa transação (R$ 32 o milheiro). Na época lembro que optei por não pagar as taxas de embarque (o site que pagou). Foi muito simples: alterei minha senha do Amigo, repassei para o Max Milhas, foram vendidas no mesmo dia, recebi em conta umas 2 semanas depois. Recebi um e-mail que constava os dados do passageiro e da passagem. Achei bem simples, especialmente porque eu zerei minha conta. Não sei se eu me sentiria segura em ter, por exemplo 200 mil milhas e querer vender apenas 50 mil.

  • William

    Um ponto que merece discussão pra mim é o seguinte.
    O mercado de milhas não parece que prejudica aqueles que planejam viagens com antecedência porque 90% das milhas que eu vendo são para emissões próximas (até 10 dias) justamente porque essas passagens possuem alto custo se fossem compradas diretamente na companhia aérea e, portanto, trazem maiores descontos para os compradores de milhas e movimentam mais o mercado..

    • Real

      Tb vejo este ponto, William. O que os viajantes comuns não entendem do mercado de milhas é que este te proporciona encontrar passagens com preços menores, para emissões próximas, onde antes éramos obrigados a aceitar a faconada que as empresas te davam. Óbvio que não é sempre, mas é sim possível encontrar passagens mais em conta, nesta particularidade.

      Aliás, este fator (emissões para datas próximas) tb pode ser vantajoso para as cias aéreas, pois, com esta política de cobrar por tudo, é óbvio que faturarão mais uns caraminguás em despachos, marcações de assento, comes e bebes etc etc etc…além de partirem com aviões com menos poltronas vazias…

  • SirNiXXon

    Poderíamos também entrar na página da Bayer em busca de entender melhor o funcionamento dos pesticidas e agrotóxicos, seus riscos e benefícios.

  • Srta. M

    A única coisa que não entendi do post foi: Como que uma pessoa que se propôs (mesmo que uma vez só) vender uma certa quantidade de pontos/milhas fica tão indignada com a quantidade de pontos vendida em tão pouco tempo, e ainda achar ruim que as pessoas compradoras estejam “perdendo” alguma coisa quando poderiam muito bem ter procurado outros meios mais vantajosos para gerar as mesmas passagens, as quais comprou por meio de intermediários!?

    Eu fico a pensar que se o mercado é livre é justamente por isso, pois existem todo o tipo de público e todo o tipo de demanda a ser atendida. Nem todos podem ser, ou pensar, como você Carlos.

    Só uma dúvida mesmo que me ocorreu, no mais um texto bastante reflexivo.

  • Pingback: Dica do leitor: como *tentar* ser elegível à compra do lote de 10 mil pontos Multiplus por R$ 269 no KM de Vantagens | Meu Milhão de Milhas()

  • Pingback: [Guest post] Reflexões geradas a partir de minha experiência com venda de milhas – Parte 2 | Meu Milhão de Milhas()

  • Lucas

    Boa tarde a todos, sou iniciante no assunto “milhas”, porém pesquisei bastante e gostaria de uma ajuda sincera de vocês, que possuem larga experiência.
    Vou contar o ocorrido: desejo realizar no ano que vem (26/06/19 a 16 ou 18/07/19) uma viagem para Itália. Descobri que meus pais possuem os “Pontos” em seus respectivos cartões de crédito e, decidi pesquisar para escolher qual seria a melhor opção para resgate dos pontos.
    Minha mãe possui 21.000 pontos no Banco do Brasil (em tese, no Livelo).
    Meu pai 25.000 pontos no Santander (Esfera).
    Pesquisando, percebi que a melhor opção era adquirir pelos pontos a passagem de ida (de São Paulo para Milão) pela MULTIPLUS, já que exigem 33.000 pontos. Ocorre que o Santander exige 30.000 pontos para transferir para a Multiplus, o que inviabilizaria. Dessa forma, eu transferiria apenas os pontos de minha mãe (21000) e compraria o restante pela propria Multiplus (12000 pontos X 70 reais a milha = 840 reais). Porém, pelo que li aqui neste post e em outros, NÃO compensa.

    Há a possibilidade de transferir os pontos de meu pai (esfera) para a Azul, Smilles. O mesmo da para ser feito com os pontos da minha Mãe (livelo). Porém, a Azul, Smilles, Avianca e outras exigem um numerário muito grande de pontos para passagens aéreas internacionais (sempre pensando São Paulo – Milão). Giram na casa de 45.000-120.000 pontos, o que inviabiliza muito.

    Outro problema, que no caso eu não esperava, era essa situaçao da emissão do bilhete aéreo pela Latan (caso eu resgate os pontos pela Multiplus). Vi nos comentários que muita gente não vem conseguindo emitir os bilhetes, pois vem dando erros. Isso procede?

    Para a viagem de volta (pretendo vir de Roma para São Paulo), pela Latam é inviavel, já que a passagem está mais de 6 mil reais (ou 100.000 pontos). Nas demais companhias, tambem está bem acima (por ser Julho – alta temporada). Então pesquisei e achei a Max Milhas e, a princípio, achei muito interessante. Afinal, a título de curiosidade: a passagem de ida de SP para Milão na Multiplus está 33 mil pontos; no site da Latam está R$ 3.300,00 e, pela Max Milhas, cerca de R$ 1400,00. A passagem de volta (Roma – SP) girava em torno de R$ 2500,00 – R$ 3000,00. O PROBLEMA, é que pelo visto muita gente acha meio “fraudulento” ou algo do tipo o “Max Milhas”?

    Vi agora, pelos comentários, a possibilidade de assinar o Clube Multiplus 10000 (370 reais) e conseguir os 10 mil pontos, aí só precisaria comprar pelo site os 2000 pontos restantes e, sairia mais em conta. Mas fiquei receoso de realizar todo esse procedimento e no final, não conseguir emitir o bilhete aéreo.

    RESUMO: o texto ficou deveras extenso, peço perdão desde já. Ocorre que estou extremamente perdido sobre como proceder. Na prática tenho os 25 mil pontos do cartão do meu pai (Santander – Esfera) e os 21 mil pontos do cartão da minha mãe (Banco do Brasil – Livelo) e, a princípio a melhor opção era a Multiplus, pois o trajeto de ida da viagem (SP – Milão) está na casa dos 33 mil pontos.

    Gostaria de opiniões sinceras, de como posso proceder, tanto em relação aos pontos que possuo (para qual programa de pontos mandar) e sobre qual passagem adquirir (por qual programa – Latan, azul, smiles [gol]). Se puderem ao menos me dar dicas, ficarei enormemente grato. Talvez, seja mais vantajoso assinar algum desses clubes (livelo ou multiplus) e cancelar no mesmo mês, só para obter a pontuaçao mensal de pontos (é possível? ou eles pegam os pontos de volta?).

    Grato por tudo.

  • Carlos

    Eu estava até te respondendo, mas a postagem sumiu.
    Sobre a pergunta, existem várias respostas possíveis. A melhor solução não existe, depende do momento e da flexibilidade.
    Olhando rapidamente, os melhores preços são com Multiplus: 33k na ida (informado por você) e 54k na volta, saindo de Milão. O ideal seria jogar tudo no Multiplus e completar o que faltar com Livelo e Clube Multiplus, mas o problema é o Santander.
    Uma sugestão: assinar o clube Multiplus 10k e transferir os 21k do Livelo para lá. Com isso, a passagem da ida já está garantida por R$ 370 (21k + 10k + 6,3k de bônus do Clube).
    O problema é a volta. No Smiles e Amigo, vai ser cobrada taxa de combustível, o ideal seria também o Multiplus. Tem disponível MXP-GRU no dia 16/07 a 54k e 50 reais de taxas.
    Não sei qual o tempo que demoraria para chegar nos 30k no Santander e sempre há o risco de subir o valor do resgate.
    Uma sugestão, para resolução imediata, seria então: reservar GRU-FCO, no dia 26/06, no Smiles, a 65k. Emissão sem milhas, pagando 120 reais e você tem até dois meses antes da viagem para quitar. Acompanhe o saldo do Esfera e os bônus oferecidos do Smiles para resolver esta opção, completando com assinatura do Clube Smiles, com bônus, se necessário.
    Para a volta, assinar o Clube Livelo 7k por R$ 230 e receba 14 na promoção de pontos em dobro. Assine o Clube Multiplus 10k por R$ 370, transfira o saldo do Livelo (21 + 14), receba + 10,5 de bônus e 10k do clube, saldo total de 55,5 no Multiplus.
    Cancele os clubes terminada a emissão. No Multiplus não tinha problema e no Livelo, acho que também não, só não ganharia bônus novamente em outras promoções. Mas leia o texto dos regulamentos, pois sempre pode haver mudanças.
    Se o Multiplus vai funcionar, não tem como saber, sempre há risco. Pode tentar testar por telefone, mas o atendimento é ruim e nem sempre o inventário bate.
    Boa sorte.

    • Lucas

      Carlos muito obrigado pelas dicas. Estou pensando seriamente em “garantir” a passagem de ida pela Multiplus (Latam) pelos 33k. Achei interessante isso de assinar o clube Multiplus 10k por um mês. Li os regulamentos, mas não entendi algumas coisas. O certo é assinar tal clube, e depois transferir os 21k do BB (livelo)? Só de assinar já ganho 10k e, os 30% extras incidem sobre os 21k? Vindo da livelo para Multiplus incide esse bonus? Se desse para passar os da esfera (25k) do meu pai, também incidiria esses 30% de bonus?
      Após isso, tentaria emitir o bilhete aéreo ainda esse mês e, depois, já cancelaria o clube? Seria isso?
      Problema mesmo é não conseguir emitir o bilhete kkkkk
      Se eu cancelar o clube sem emitir o bilhete aéreo, acredito que não de problemas para perder os pontos ganhos ne (inclusive o bonus de 30%)?
      Para volta vai ser complicado, não sei quando alcançará os 30k no esfera.
      Quais suas críticas principais para a Max Milhas e assemelhadas? Pelo que reparei, é bem mais prático (fácil), embora seja mais caro.
      Muito obrigado!

    • Lucas

      Se puder dar mais dicas. Grato amigo.

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