[Guest post] Relatos de 32 dias viajando pelo mundo, surpresas, erros e acertos. Parte 3: Conhecendo Interlaken, Berna, Vevey, Lausanne e Zurique.

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Domingo é dia de viajar e, como de costume, estamos trazendo ao blog mais um capítulo da série Relatos de 32 dias viajando pelo mundo, surpresas, erros e acertos.

Os dois capítulos anteriores estão nos links abaixo:

Nessa terceira parte, o Celso traz suas impressões sobre as cidades de Interlaken, Berna, Vevey, Lausanne e Zurique.

Acompanhem!

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* todas a informações contidas nesta série de artigos são válidas em maio de 2018.

** salvo ressalva expressa, TODAS as empresas citadas são mera referência, e não indicações. Muitas vezes, elas refletem a experiência única do autor, o que não o habilita a indicá-las. Entretanto, todas as escolhas, no momento da contratação, não continham referências desabonadoras das mesmas.

“Saímos de Lucerna rumo à nossa nova base, Interlaken. Lucerna impressiona pelo nível social dos seus turistas e pela beleza da sua paisagem. Rumamos à Interlaken pela estrada A8, onde nos hospedaríamos no Hotel Royal St Georges Interlaken, hotel da rede Accor, onde tenho nível Platinum no programa de fidelidade Le Club.

Interlaken

Ao chegar ao hotel, fizeram um upgrade para a suíte Royal.

A suíte, com uns 80 metros quadrados, retrô como todo hotel, combinada com um excelente café da manhã, transformaram a estadia em algo muito agradável.

O staff é educado e amistoso.

Amanheceu o dia e rumamos ao TOP OF EUROPE, na estação de JUNGFRAU a 3.454 metros de altura, o pico mais alto da Europa.

Certifique-se exatamente do endereço da estação de partida – GRINDELWALD, sabendo que existe outra GRINDELWALD GRUND para gerar confusão.

Com dois trens você atinge o topo.

O passeio entre ir e voltar deve lhe consumir ao menos 4 horas. Vá MUITO bem agasalhado, pois lá é frio o ano todo.

Comprar ingresso antecipadamente é importante, principalmente em alta estação.

Mas, se o clima não lhe ajudar, poderá ver somente gelo, pois é muito alto, como foi o nosso caso.

Encontramos alguns malucos esquiadores que iriam descer o morro. Louco há em todos os lugares.

O dia estava nublado e, a partir de determinado ponto, não vimos mais nada, somente geleiras.

Custo do passeio, perto de 200 CFH (~ USD 203,50), ó dó!

Interlaken é uma pequena cidade interiorana da Suíça, onde você nota nítida diferença com o público de Lucerna.

Entretanto, em toda a Suíça os serviços são excelentes, mas caros. Minha esposa fez uma escova no cabelo num salão de rua simples, e o custo foi 80 CFH (aproximadamente USD 81)!

Ao voltarmos do pico, fomos ao Café Runft, um café com ótimos pratos e uma mini sobremesa que surpreendeu minha mulher, que teve muita dificuldade para dar conta do doce, e isso com a minha ajuda, de tão colossal que era a iguaria!

Rumamos à Berna, capital da Suíça.

Berna

Berna foi lar de Albert Einstein antes dele se mudar para os Estados Unidos, e lá ele desenvolveu a Teoria da Relatividade.

Visite o belíssimo Museu Albert Einstein (e não a casa), onde toda sua história de vida é contada.

Berna tem, no seu centro, lojas extremamente sofisticadas e confeitarias deslumbrantes.

Minha esposa, amante do babá ao rum (Vaserin na Suíça), deliciou-se.

Em Berna fala-se alemão, e tudo pode ser encontrado, de armações de Óculos Tag-Heuer a protetores de pé dos mais variados materiais para longas caminhadas.

Aqui as ofertas são imensas, mas o preço é alto comparando-se com o Brasil.

O Rio Aare circunda o centro, cuja parte histórica é Patrimônio da Humanidade.

Lausanne

Seguimos agora rumo à nossa nova base, Lausanne.

Ao pesquisar hotéis, nada me encantou em Lausanne, e a rede Accor tinha somente dois Ibis com avaliação ruim de hóspedes.

Em Montreux havia um Fairmont, caro, que não tinha disponibilidade na época da viagem.

A opção que me pareceu interessante foi um hotel conveniado à rede Accor, o Modern Times Hotel, em Vevey, um 4 estrelas. Todas essas cidades estão muito próximas umas das outras.

Como o Guilherme adora um perrengue, vejam este:

Ao chegar ao hotel, apresentei meu cartão Le Club Accor Platinum, solicitando os benefícios da categoria: upgrade de quarto, welcome drink etc.

Eis que a funcionária do checkin candidamente informa que eles não são mais parceiros da Accor.

Aí eu disse:

Bem, quando fiz a reserva eram, e o fiz pelo site da Accor, portanto, cabe a vocês honrarem o que foi contratado.

Ela, por sua vez, respondeu:

Infelizmente, não posso.

Então eu disse:

Por gentileza, chame seu supervisor.

Moral da história: não honraram nada! Mas ganharam uma caprichadíssima avaliação no Trip Advisor, no detalhe.

Diante do perrengue, solicitei que o maleiro levasse minhas malas ao apartamento.

Resposta:

O Sr. mesmo pode transportá-las, pois não dispomos de maleiro!

Ai já abusaram! Comecei a tirar uma…. rsrsrs

Please, tell how many stars have this hotel, not in the sky…..

Are you sure about this rating?

Imagined much, much less!

Lá fui eu, naquele BMW de 2 portas, tirar aqueles baús da felicidade que carregávamos! rsrsrsrs

Mostrei meu descontentamento, e todo dia tinha na nossa cama, ao retornarmos, um bolo de amêndoas delicioso.

O hotel oferecia estacionamento gratuito, e uma máquina com água mineral gelada, com e sem gás, no corredor (até água na Suíça é caro).

Amanheceu o dia, e fomos a Lausanne, construída sobre 3 montanhas que, na base, tem o Lago Genebra. No lado oposto estão os alpes franceses vistos no horizonte.

Uma das atrações é o Museu Olímpico, onde ladrões como Nuzman tinham assento na gestão do comitê.

A visita ao Museu mostra a história dos Jogos Olímpicos, sendo uma visita agradável. No interior do Museu tem um café – Tom Café, muito elogiado na Internet. Não provamos nada de espetacular.

No centro da cidade há somente pedestres, e a Pont Charles Bessières é pitoresca pelo fato de carros usarem sua pista superior, e trens do metrô a pista inferior.

O chocolate em barra como conhecemos e comemos hoje foi criado pela Nestlé, em Broc, cuja divisão top fabrica os chocolates Cailler.

No Brasil, talvez a marca de referência do chocolate suíço seja a Lindt.

Entretanto, o mais sofisticado chocolate suíço, e aclamado pelos nativos, é o da Laderach, que, nesta loja de Vevey, ministra cursos em vários idiomas para você se tornar um chocolatier!

Tendo interesse, procure na Internet. O chocolate é espetacular.

Vevey

Vevey é uma pequena, deslumbrante e encantadora cidade. Lá viveu Charles Chaplin, e os habitantes locais o homenageiam em muitos pontos.

Nos finais de semana, há um mercado de rua no centro em Vevey, semelhante à nossa feira, com produtos locais deliciosos, e tudo que provamos era maravilhoso, inclusive os pães. Atração imperdível.

Por falar em pães, a Suíça não se resume a queijo e chocolate diferenciados: seus pães variadíssimos são muito saborosos.

Lavaux é descrito como segredo da Europa.

Vinhos raramente apresentam-se em listas fora da Suíça, devido ao tamanho pequeno da área, o mais produzido é o Pinot Noir.

Provamos os melhores vinhos da região na Rivaz Lavaux Vinorama, e o vinho sinceramente está longe de um francês médio.

De Lausane parte o trem do chocolate, rumo à Broc, onde você conhece a fábrica da Nestlé, degusta chocolate, assiste filme da história da criação do chocolate em barra, com tour em vários idiomas, reservando pela Internet.

Estávamos de carro, e aproveitamos de Broc fomos a Gruyere, no mesmo dia, degustar queijos e fondue.

Na Maison de Gruyere, você faz um auto tour com fones, e conhece e assiste a produção dos queijos em horários pré-determinados. Reserve.

Há loja com vendas de produtos e um restaurante com opões muito gostosas.

Auberge de la Halle, foi nossa escolha para degustar um founde. Feito com queijo Gruyère e o mais suave Vacherin, que são especialidades da região. Comemos fondue, fifty-fifty, com ambos, e vinho branco. Muito bom.

Clique aqui se não conseguir abrir o vídeo

Enquanto jantávamos, do lado de fora do restaurante, contemplava o céu. Lembrava-me de um show de Seal que assisti em Melbourne.

Nessa altura da viagem, já tínhamos percebido do acerto que foi a escolha dos destinos, e a road trip que nos agradava. A mente começara a ficar sempre olhando o céu, como na canção onde a Lua seria a única luz na noite.

Em Gruyere pode-se visitar o Museu HR Giger, criador de Allien e muitos outros monstros do cinema, estando exposto o Oscar que Giger ganhou. Ao lado há o Bar Giger com design inovador. O museu pago não me agradou.

Deixamos Vevey, um local lindo no sul da Suíça, rumo a Zurich no nordeste.

Zurique

Iríamos nos hospedar no Swiss Hotel Zurich.

Zurich é uma cidade pobre em termos de atrações turísticas, e mesmo seu museu de arte não é nada deslumbrante.

Está entre as mais caras cidades da Suíça. Para os chocólatras, há até uma Lindt Outlet Store para “pisar na Jaca”, imensa.

O lago Zurich, onde os aclamados passeios de barco ocorrem, a nós não nos cativou.

O Markthalle de Zurique Oeste abriga barracas de comida, e, no edifício principal do mercado, vendem-se queijos artesanais suíços, carnes curadas etc. Local agradável.

No Great Market Hall há uma praça de alimentação linda, e oferece contadores de café e barracas de supermercado para desfrutar de bebidas, sanduíche gourmet, ou doces.

A maior loja de departamentos da cidade é a Jelmoli. Lá há uma extensa food court, maravilhosa.

Se você aprecia padarias, o melhor de Zurich você encontra aqui: Ass-Bar GmbH.

Se você aprecia cafés, duas ótimas opções são essas, Café Schober e Balthazar Café.

A sede da FIFA, com seu museu, é um passeio pelo templo do futebol, bonito, bem cuidado, e que dura umas 2 horas.

Lá reinaram corruptos com Havellange, Blater, Valchhi…..Como toda atração turística, é cara.

Na Suíça, prepare-se para atrações turísticas com custo individual de 20 a 200 francos por pessoa (o franco equivale a 1,1 USD).

Fomos almoçar na Brasserie Johanniter. Restaurante com porções fartas da culinária suíça, mas sem glamour. Um mata fome médio.

Da primeira vez que fomos a Zurique, não foi possível ir na Confiserie Sprüngli, conhecida e venerada por seus macarons ”Luxemburgerli”.

No térreo, há doces e chocolates e, no mezanino, há a confeitaria. Embora, verdade seja dita, ela seja uma confeitaria muito superior à média, nisto os franceses ainda são imbatíveis.

Na Cidade Velha, Niederdorf, há vários pontos turísticos, e delícias culinárias, com ruas belas e icônicas na área.

De dia, explore a Old Town, e passeie pelas belas ruelas coloridas.

Era hora de pegar o carro rumo a Munique.

Don’t close your eyes!

Clique aqui para assistir o vídeo direto no YouTube

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No próximo post: de Munique a Barcelona retornando a São Paulo – final.”

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Quer aprender mais? Então leia os demais guest posts do Celso:

E você, já viajou para a Suíça? Fez algum passeio descrito nesse post? Que outras dicas teria para alguém que pretendesse viajar para a Suíça?

  • Afonso Leibanti

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