[Guest post] A passagem por Munique rumo à Lucerna, Suíça. Parte 2.

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 0 Flares ×

Dando continuidade à série de guest posts sobre os relatos de 32 dias viajando pelo mundo, cuja primeira parte pode ser lida aqui, o Celso aborda, nessa parte 2, os fatos que ocorreram em sua passagem por Munique, rumo à Lucerna, bem como a viagem de carro até Lucerna, e dicas e impressões sobre a Suíça.

Uma das coisas mais interessantes dessa série, como todos já devem ter percebido ao ler os guest posts anteriores, é que, como não são posts patrocinados, o único compromisso do Celso acaba sendo o compromisso com a verdade dos fatos.

Portanto, não esperem textos recheados de floreios e rodeios, elogios forçados, relatos falsamente positivos para agradar “patrocinadores”, mimimis, selfies em poses constrangedoras em frente a espelhos de academia de hotel, e outras baboseiras que não refletem a realidade do viajante comum, e servem mais para inflar o ego das pseudo-subcelebridades que infestam as redes sociais, do que qualquer outra coisa. O foco do blog sempre foi, é e será centrado em ajudar você a viajar melhor utilizando suas milhas e pontos.

Para a produção do conteúdo dos guest posts que nós publicamos, tanto do Celso quando do Carlos, Albino, Leandro Esteves e de diversos outros leitores, consomem-se quantidades consideráveis de horas na montagem e revisão dos textos, e seleção das fotos e imagens.

Portanto, trata-se de um esforço colaborativo voluntário feito por mãos coletivas, cujo principal intuito é compartilhar conhecimento, e ajudar outros leitores a terem uma melhor experiência de viagem, através dos relatos dos erros e acertos, fornecimento de dicas e prestação de outras informações, que têm potencialidade para serem úteis no planejamento de sua própria viagem.

Trata-se, assim, de um relato independente, imparcial e objetivo, mas com pitadas de bom humor, feito de viajante comum para viajante comum.

Os erros servem como aprendizado, para que você não os cometa, se eventualmente for para os mesmos locais. E os acertos, é claro, podem e devem ser repetidos e espelhados, pois evitam muita dor de cabeça (vide o procedimento de imigração na chegada à Alemanha, como terão oportunidade de observar).

O post de hoje é especialmente útil para quem vai viajar para a Alemanha e a Suíça, com dicas relevantes sobretudo para os procedimentos de chegada e imigração na Alemanha, e dicas de compras e de passeios na Suíça.

Mas o destaque vai mesmo (ao menos na minha opinião) para os cuidados que se devem ter ao fazer locação de veículos na Europa, especialmente com a Sixt, na Alemanha – e que se aplicam a qualquer locação de veículos, em qualquer parte do mundo.

Acompanhem!

…………………………………………

* todas a informações contidas nesta série de artigos são válidas em maio de 2018.

** salvo ressalva expressa, TODAS as empresas citadas são mera referência, e não indicações. Muitas vezes, elas refletem  a experiência única do autor, o que não o habilita a indicá-las. Entretanto, todas as escolhas, no momento da contratação, não continham referências desabonadoras das mesmas.

Procedimentos (rigorosos) de imigração na chegada à Alemanha

“Em Doha, fomos do hotel, localizado em West Bay, ao aeroporto, em 30 minutos. A Turkish Airlines usa, no aeroporto de Doha, o Orix Lounge, que é mediano, mas estava bem cheio. Inclusive, no YouTube, há vários filmes do lounge.

Por volta das 2 horas da manhã, decolamos num A321 da Turkish Airlines, rumo a Istambul, e, após 6 horas de conexão, voamos num outro A321 rumo a Munique.

Em Istambul, novamente estávamos no lounge mundial da Turkish Airlines (que pode ser muito distante, dependendo do portão de embarque que seu avião utilizar), no aeroporto de Ataturk.

Essa sala VIP oferece, durante à noite, opções espetaculares, as quais não se mantêm durante o período da manhã.

No período da noite, ela é tão deslumbrante como o lounge Al Mourjan, da Qatar Airways, em Doha, mas, pela manhã, é inferior.

Pois bem, após descanso na suíte do lounge, onde, aliás, o sinal do WiFi não pega, fomos ao segundo voo, rumo a Munique.

Ambos os voos – DOH-IST e IST-MUN – tinham aproximadamente 4 horas cada.

Chegamos ao aeroporto de Munique.

O aeroporto Franz Joseph Strauss (MUC) sempre costuma ser eleito um dos dez melhores aeroportos do mundo, e merece destaque pela excelente sinalização, conforto etc.

Ao chegar, porém, uma surpresa, o oficial da imigração alemã exigiu INÚMERAS confirmações para conceder o direito de entrada.

Ele solicitou as reservas impressas de hotéis, o bilhete eletrônico de volta ao Brasil, o bilhete de saída da Alemanha para a Espanha, a comprovação da capacidade financeira, o seguro de saúde (Schengen) etc.

Como eu tinha tudo impresso, ele me concedeu, no final, o visto de entrada.

Nota: nesse meu atual passaporte, tenho, ao menos, uns vinte vistos de países diferentes e, mesmo assim, o oficial da imigração decidiu me dificultar ao máximo o ingresso.

Foi importante de bate pronto fornecer tudo o que ele ia solicitando.  E, considerando que Istambul pertence à Europa, mas a Turquia não faz parte do Mercado Comum Europeu, tivemos que passar pela imigração.

Problemas com a locação na Sixt, na Alemanha

Rapidamente pegamos nossas malas, e de táxi fui buscar o Jaguar locado na loja de Sixt em Freising, perto do aeroporto, e cuja locação do mesmo carro, no mesmo período, se realizada na mesma empresa mas loja do aeroporto, ficaria 200 € mais cara.

A loja está muito mal sinalizada, e dificulta demais sua localização.

Ao chegar ao balcão da loja, apresentei meu cartão Sixt Platinum, e fui informado que não dispunham do Jaguar, mas, em contrapartida, ganharia um upgrade para o BMW 420D, o qual não conhecia.

Trouxeram o carro, fui até o veículo, e notei que era um carro de 2 portas, esportivo, e bem baixo, além de sujo.

Ao fazer o checklist do carro, noto que o para-choque dianteiro esquerdo estava raspado.

Voltei à loja, e fiz o atendente retificar o contrato, que assinei como estando o veículo em perfeito estado.

NOTA: em dezembro de 2016 em Beverly Hills, e aluguei, na mesma Sixt, uma BMW X5. O veículo me foi entregue após assinar o contrato, que assumia o veículo em perfeito estado. A perua estava encostada numa parede e, ao movimentá-la para fazer o checklist, socorro! A lateral da BMW X5 estava TODA, TODA ralada! Voltei furioso na loja, e só não falei umas boas para não dar BO. CUIDADO AO LOCAR VEÍCULO NA SIXT, não sei se é relaxo dos funcionários, ou má fé, para depois, ao retornar o veículo, lhe cobrarem pelo dano pré-existente como se você fosse o causador.

Voltemos à atual locação.

Como estava com 3 malas grandes, mais duas 2 malas de mão, esse carro era tudo de ruim. Mas, como não tinham outra opção, aceitei.

Ao ligar o carro, o tanque tinha pouco mais de ¼ de combustível, e o contrato falava que estava cheio.

O que fiz?

Voltei novamente à loja (só que dessa vez errei!).

Ao conversar com o mala do Johnston, ele simplesmente disse que colocaria no sistema que o carro estava com ¼ de combustível no tanque, e que poderia devolver nas mesmas condições. Errei!

Deveria exigir nova retificação do contrato, que é impresso em alemão e inglês.

Mas quem erra, depois tem que tentar corrigir o problema que isso causou, e saberão mais adiante…

A viagem de carro da Alemanha para a Suíça

Pois bem, imediatamente partimos rumo à Lucerna e, no vidro do carro, havia uma informação que a velocidade era limitada eletronicamente em 210km/h.

A saída de Munique rumo à Lucerna encontra muitas obras na pista. O mesmo ocorreu na minha volta a Munique partindo de Zurique por outra estrada.

Na Alemanha, quando a velocidade é limitada nas estradas, seu limite é de 130km/h, exceto se sinalização diferente existir.

Entretanto, inúmeros trechos têm velocidade ILIMITADA.

Em nenhum momento ultrapassei os 180 km/h, mas me mantinha à direita, pois muitos veículos trafegavam em velocidade muito mais alta.

Tanto na Alemanha como na Suíça as estradas são impecáveis, mas, na Suíça, há muitos radares nas estradas e, acima de 120 km/h, a multa é salgada.

Rapidamente chegamos à fronteira, e trafegar na Suíça exige a compra de um selo, o Vignette, que, colocado do lado de dentro do para-brisa do veículo, permite trafegar por qualquer estrada da Suíça durante o ano, pagando-se pelo selo 40 CHF (francos suíços).

O selo pode ser comprado pela Internet, ou mesmo na fronteira.

Eu arrisquei que o carro locado teria o selo, e não o comprei.

Porém, eu fiquei tão irritado com a imigração e a Sixt que, ao chegar na fronteira, parei no posto metros à frente e, na loja de conveniência, comprei o Vignette.

Contudo, quando chegamos a Lucerna minha mulher percebeu que atrás do espelho do carro no vidro dianteiro já havia um selo de 2018!

…………………………

Antes de continuarmos, gostaria de compartilhar algumas informações que nunca vi na Internet sobre atos de terrorismo:

  • A quase totalidade dos atos terroristas não ocorre aos sábados, domingos ou feriados;
  • A quase totalidade dos atos terroristas ocorre antes do meio dia, ou, em número muito menor, após às 8 da noite;
  • A quase totalidade dos atos terroristas ocorre em grandes centros urbanos;
  • Países com história de atos terroristas, via de regra, são vítimas de reincidência;
  • Locais relacionados à religião ou a estações de transporte são alvos mais frequentes de terrorismo.

Com isso, evito todas estas condições ao máximo.

…………………………

Voltando à viagem.

Apesar da Suíça estar relacionada com ferrovias panorâmicas muito glamourizadas, optamos por viajar de carro pelas magníficas paisagens do país, com flexibilidade máxima de roteiros, horários e velocidade da viagem, e não nos arrependemos.

Já estava iniciando a noite, quando chegamos na linda Lucerna.

Impressões sobre Lucerna

Lucerna foi uma surpresa pela sua beleza. Turistas lindas em toda parte, e uma atmosfera de encantamento pairava no ar.

Fomos nos hospedar no Ibis Styles Luzern City, onde recebemos, pelo meu cartão Le Club Accor Platinum, um upgrade de quarto, para um… hiper master mega minúsculo apartamento.

Hotel limpo, com café da manhã simples e bom incluído.

Tenha em mente que, na Suíça, um hotel cinco estrelas verdadeiro existe em poucos lugares, e o custo da diária em apartamento não será inferior a USD 800.

Se o hotel for termal, prepare-se para mais de USD 1.000.

Quando tiver a classificação do hotel, tire uma estrela, e terá uma avaliação mais adequada do que está adquirindo.

Nesse Ibis, estacionar o carro NA RUA a cada 24 horas custava 22 CHF.

Sobre a Suíça

A Suíça é um país ma-ra-vi-lho-so, disputando com o Canadá em beleza natural, e muito, muito mais bonito, que a Nova Zelândia (veja minhas impressões sobre a Nova Zelândia aqui).

A diferença talvez seja o custo, onde a Suíça não é para qualquer turista, e para os que não estão dispostos a pagar por tudo preços acima da media internacional. O encantador Canadá é mais barato que a média internacional.

Conhecer a Suíça é ir a Zurique, sua maior cidade, e, em NENHUMA rua, mesmo da periferia, encontrar qualquer papel no chão.

Conhecer a Suíça é ir de leste a oeste, de norte a sul, e não encontrar NENHUMA gota de urina no chão do banheiro, mesmo que público.

O suíço ignorante fala ao menos 3 idiomas, alemão, alemão-suíço e inglês. Os cultos ainda falam francês e italiano. La você não encontra esses manos pichando, muito menos monumentos públicos.

O suíço o recebe com elegância, é prestativo e amistoso. Talvez somente o povo de Cingapura ame tanto seu país como o suíço.

Nesse país tudo funciona, a prestação de serviço é sempre espetacular, mas o custo também é sempre acima da média internacional.

Comprei para presentear um Canivete Vitorinox, que é fabricado em Lucerna. No país, os preços são os mesmos em todas as lojas. O preço do canivete variou apenas 1 CHF em todas as lojas que perguntei, e isso vale para todos os produtos que imaginar.

Nos postos de gasolina (combustível aqui é mais barato que na Alemanha), as lojas de conveniência são uma atração à parte.

Claro que não tem Diet Dolly, chocolate Garoto e sanduíche de mortadela. Todas as lojas formam uma atração à parte, e são excepcionais. Os preços são os normais cobrados na cidade.

Os supermercados Migros e COOP estão por toda parte, e neste último, ao pagar as compras, os funcionários ainda lhe dão alguns bombons Lindt.

Lucerna oferece várias atrações, sendo que o Monte Rigi e o Monte Pilatus são os destaques. Optamos pelo primeiro.

A visita ao Monte Rigi inicia-se num passeio de barco lindo pelo lago Lucerna, indo até a estação de Weggis ou Vitznau.

O monte permite subir por uma ou outra de tal forma que terá vistas distintas.

Se voltar por Weggis, parte do trecho será com o teleférico de vista deslumbrante.

A subida por Vitznau é com o trem de cremalheira mais íngreme do mundo. Reserva com antecedência pela Internet é importante.

Se procura uma padaria deliciosa para pegar comidas pra levar durante a viagem, a Beck Koch AG, perto da Ponte da Capela, vale a pena.

Veja o centro histórico com seus afrescos, o Leão de Lucerna, o Jardim Glacial e todo circuito turístico que é interessante.

Por falar em museu na Suíça, não espere a grandiosidade do Louvre, do Museu Solomon R. Gugeenheim, do Museu de História Natural de Nova York, do MoMa etc.

O Museu de Transporte Suíço, dentro das suas limitações, tem distração para umas 2 horas, com muitos meios de transporte interessantes. Vale a visita.

Se gosta de um jantar romântico, fomos ao restaurante Weinmark, do Hotel de Balances, e estava ótimo.

………………………………..

No próximo post: Conhecendo Interlaken, Berna, Vevey, Lausanne e Zurich. Parte 3.

………………………………..

Quer aprender mais? Então leia os demais guest posts do Celso:

E você, já viajou para a Suíça? Gostou? Já teve perrengue com aluguel de veículos no exterior? De que tipo?

 

  • SwineOne

    Realmente a Suíça é um lugar maravilhoso. Estive esse ano na região do lago de Constança, visitando um amigo em Friedrichshafen (terra dos zeppelins e da empresa do setor automotivo ZF). Cheguei lá via Zurique, que fica razoavelmente próxima. Aproveitamos para atravessar para a Suíça e visitar a montanha Säntis, subindo até o topo de teleférico. Peguei o pior frio da minha vida, no final de fevereiro, e que segundo meu amigo, era um frio incomum até para eles. Estranhamente, no topo da montanha, por falta de vento no dia, senti menos frio do que na região do lago.

    O nível de civilidade é outro mesmo. Num supermercado na Suíça, você pode acoplar um leitor de código de barras ao seu carrinho, e você mesmo escanear os itens, ao invés de passar os itens no caixa. Quando é que isso iria funcionar no Brasil?

    Porém, é um lugar muito caro mesmo. Já estive em Nova York e em Paris, mas foi ali que me senti pobre de verdade. Se um dia o câmbio cair pela metade novamente, provavelmente estará no topo da lista dos lugares que gostaria de visitar novamente.

  • Cainã Lopes

    A Suíça é demais!! Concordo com quase todos os elogios que se façam, porém tenho alguns pontos contra, além do custo, claro. Nas duas vezes que estive no país tive algum tipo de problema, e muito em função do povo.
    Na primeira vez tínhamos o Global Pass que incluía boa parte dos trens europeus, sendo que quando um trem não fazia parte, o app da Eurail indicava. Utilizamos o passe na Itália, Alemanha, Dinamarca, Suécia e Noruega sem problema algum, seja no app ou no atendimento nos trens. Já na Suíça os problemas começaram. Ao mostrar o passe a atendente disse que ele não era válido naquele trem. Questionei mostrando o app, que ao selecionar aquela rota em específico não indicava nenhuma restrição, ela informou que o app estava errado. Após alguns minutos de conversa ela ofereceu pagarmos 50% do valor, eu e minha esposa aceitamos pois era um trajeto curto, de baixo valor. No dia seguinte pegaríamos mais alguns trens, sendo que um deles seria similar a este e já imaginei que teriamos problemas novamente. Chegamos mais cedo na estação para conversar e nos confirmaram que esta outra rota também não fazia parte e que o app tinha problemas. Desta vez não aceitamos, falei que deveriam arcar com o problema, uma vez que o erro era deles (deles ou da Eurail) e que havíamos utilizado o app no planejamento das viagens. Esta atendente até que foi simpática mas disse não ter muito o que fazer pois o trem que pegaríamos era de uma empresa privada (o Glacier Express para Zermatt. Independente dos problemas e valores, esse lugar vale muito! Se Deus permitir ainda volto lá.). Para ajudar ela escreveu um bilhete em alemão para que entregássemos ao responsável no trem. De fato ele falava muito pouco inglês. Iniciava as frases no inglês e poucas palavras depois não entediamos mais nada do que parecia ser alemão. O bilhete não adiantou muita coisa e ele permanecia pedindo nossa passagem. Como a conversa não ia adiante ele nos deixou para resolver depois de cobrar os demais passageiros. Quando retornou falou por um tempo pelo radio enquanto eu e minha esposa continuamos sem entender nada, tensos, sem aproveitar nada da paisagem fenomenal que passava ao lado. Nem a câmera tirei da mochila. Enfim entendemos em meio a muitas palavras em tom grosso um GO TO ZERMATT. E acho que nesse ponto faltavam uns 20 minutos para chegar. Como a única forma de chegar e sair da cidade é com este trem, teríamos que passar pela mesma situação na volta, mas em prol de uma viagem tranquila acabamos pagando as passagens mesmo.
    Em nossa segunda visita ao país novamente tivemos problemas em um trem. Comprei 4 passagens pela internet, direto no site da SBB, de Milão para Genebra, sendo que 3 passagens estavam com um preço muito bom, e uma paguei normal. Na Italia não tivemos problema algum, porem quando o trem entrou na Suíça trocaram os funcionários e passaram novamente nos vagões. Para nossa surpresa o novo fiscal indicou que as 3 passagens baratas não eram validas. Questionei dizendo que foram compradas diretamente no site, conforme o ticket mostrava, e que na Italia ja haviam conferido mas ele continua dizendo que não era válido, que o valor estava muito baixo, como se eu tivesse culpa sobre o valor que o site deles vende as passagens. Ele acabou chamando outro funcionário que liberou.
    Com estas situações fiquei com a impressão que eles tem uma certa dificuldade em lidar com imprevistos. Posso ter tido azar, mas por enquanto em duas visitas foram dois problemas.

    • Observando Fato

      Cainã,
      Com relação aos passes há uma imensa gama de informações na net que em alguns trens como o Glacier Express há cobrança de suplemento pelo bilhete. Não tenho certeza, pois pesquisei há algum tempo, mas se não estiver enganado são 22 francos por bilhete/trecho.
      Se o site da empresa que adquiriu (Eurorail?) informa que o mesmo está incluso no passe, simplesmente scaneie a informação envie ao seu cartão informando o descordo comercial e solicite o estorno dos valores. Caso tenha pago em espécie ( possuindo recibo), envie e mail a Eurorail e muito provavelmente (se tiver direito) o valor será estornado.
      Eu não tive esta experiencia, pois minha viagem foi de carro.
      Sds
      Celso

      • Cainã Lopes

        Realmente Celso, no próprio site da Eurail indicava que rotas turísticas como Glacier e Bernina nao estavam inclusas permitindo apenas desconto. Inicialmente nem iriamos ate Zermatt, porém com as pesquisas acabei encontrando horários de uma rota que o app não indicava restrição. Pensei que nos horários em que isso acontecia se tratava de um trem diferente, não turístico, afinal era a única lógica que explicava a diferença e sendo a única opção de transporte público entre Visp e Zermatt (um trajeto de 50min) achei razoável que fosse assim. Erro de principiante em sua primeira viagem. Isso aconteceu em 2015 e meu prejuízo foi em torno de 63 CHF.

        Mas o que mais me chamou atenção no ocorrido, somado a nova situação que tbm relatei ocorrida em 2017, foi a falta de cortesia por parte dos fiscais suíços principalmente após erro deles(ou de seus parceiros).

        É claro que estes detalhes não tiram o brilho do lugar. Inclusive o primeiro erro me levou a conhecer Zermatt e o Matterhorn que com certeza valem muito mais do que o pequeno prejuízo que tive.

        • Observando Fato

          Cainã, bem de encontro ao seu relato leia o ultimo post dessa serie quando for publicado e verá que nossa sensação é a mesma. sds, Celso

          • Cainã Lopes

            Certo Celso, ficarei no aguardo. Abraço!

  • Guilherme

    Estive recentemente em Zurique.. A Suíça realmente impressiona pela organização e civilidade, e pelos preços beeeem salgados haha
    A imigração na Alemanha foi a mais rigorosa que passei entrando na Europa , com pedidos de passagens para os lugares que iria.. talvez tenha a ver com o alto fluxo imigratório de refugiados…
    Das locadoras de carro, não existe uma perfeita, terão as menos piores..

    Um mês atrás aluguei um carro na sixt da Itália e ocorreu tudo bem.. O funcionário era mt prestativo, não me empurrou nenhum seguro (fiz por fora) e todos danos estavam detalhados no check list.. A devolução foi feita sem transtornos

    Pra ter menos chance de tomar um golpe acho q as maiores locadoras são as com melhor expectativa (sixt, hertz, europcar, etc)

    • Fleco

      Bom dia Guilherme, como que voce fez um seguro por fora?

    • Observando Fato

      Guilherme,
      Sempre faço um check list rigoroso do veículo no momento da entrega.. Fotografo carro sujo, entregue molhado , entregue no escuro como já ocorreu comigo em Sharjah…..
      Meu cunhado tomou um conta de USD 2.500 numa locação na Hertz de um dia onde foi do aeroporto a garagem da casa de sua irma e voltou ao aeroporto no dia seguinte. A Hertz alegou que os danos ao veiculo ocorreram durante a locação de 1 dia. Pagou sem choro, nem vela!
      Para não ser outra vitima, FOTO!
      sds,
      Celso

      • Leandro Esteves

        Tive problemas em Lisboa com a Sixt também. Alugamos uma Mercedes V250 e os vidros estavam com 3 marcas de pancada de pedrinhas. O atendente na retirada do veículo informou que estava tudo relatado e disse que não precisaríamos nos preocupar. Mesmo assim filmei e fotografei tudo. Durante a viagem, os pequenos danos começaram a abrir e viraram uma rachadura de uns 15 cm no vidro, provavelmente por conta das variações de temperatura, pois tinha regiões muito quentes e outras muito frias. Imediatamente mandei e-mail pra sixt que me tranquilizou dizendo que nada seria cobrado. Ao realizar a entrega, o atendente não quis fechar o contrato e lançou uma despesa de 920 euros, informando que seria analisado e possivelmente cancelado. Voltei ao balcão e novamente me disseram que o vistoriador provavelmente teria feito o relato por precaução. Eis que 3 semanas depois, recebo um e-mail da sixt me dizendo que havia sido analisado e que eu deveria pagar 1200 euros pois não se tratava de dano pré existente e o seguro contratado tinha franquia de danos de até 3 mil euros, ou seja, seguro só cobriria os valores superiores aos 3 mil euros da franquia. Fiz um e-mail gigante, com todas as fotos, cópia do email que mandei a sixt, nome de todas as pessoas que me atenderam e relatando todo o ocorrido e respondi ao que me foi enviado. 1 semana depois me devolveram dizendo que reanalisaram e que nada seria cobrado. Portanto, minha dica é SEMPRE registrar TUDO. Não confiem no papo dos atendentes, registrem tudo e sempre entrem em contato POR ESCRITO quando algo ocorrer. Outra coisa que sempre faço é ligar para o cartão pedindo pra agilizar a liberação do bloqueio após a entrega do veículo e sempre que tem esse tipo de problema, fazer o bloqueio temporário do cartão e redução do limite do mesmo ( No Way por exemplo é facílimo fazer isso ) para evitar que uma cobrança não reconhecida seja feita pela locadora.

        • Observando Fato

          Leandro, exatamente isto que voce fez, e se a Sixt fugir das normas de boa pratica comercial o Juizado Especial Civel corrige rapidinho. Inclusive com devolução em dobro do valor que indevidamente lhe foi arbitado. sds. Celso.

        • michel perrin

          Se pesquisar na Internet vai descobrir que a Sixt é famosa por aplicar golpes de danos pre-existentes. São centenas de reclamações. Pessoalmente, na Irlanda, aluguei na Sixt com franquia 0. Paguei por isso mas gato escaldado… Ao devolver o carro, o atendente me assinalou um dano (10 cm profundo) e me diz que não ia fechar o contrato. Sorri. Pedi para ele prestar atenção ao fato que minha franquia era nula, e que consequentemente eu não ia pagar pelo dano . Imediatamente retirou a observação. Conclusão: o próximo cliente cairá no conto.

          • Observando Fato

            Michel, entao minha suspeita parece fundamentada. Bom saber, ficarei ainda mais atento. Obrigado. Celso.

  • Lucas

    A imigração na Alemanha costuma a ser a mais rigorosa e desconfortável entre todos países europeus. A minha “pior” imigração tb foi em Munique. Aonde já na saida do avião te pedem documentos.

    • Observando Fato

      Bom saber, em Frankfurt não é assim.
      sds,
      Celso

  • SirNiXXon

    Ótimos posts! Só não indico essa de ficar andando de carro na Suíça, é muito mais legal pegar um Swiss Travel Pass e rodar o país todo de trem 🙂

    • Observando Fato

      Quem segue sua sugestão de pegar o Swiss Travel Pass só faz elogios aos passeios. Parece ser fantástico mesmo. sds. Celso

  • SwineOne
0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 0 Flares ×