Alerta! Multiplus Fidelidade limitará, por conta, o resgate de passagens aéreas para até 25 pessoas distintas no período de 12 meses, sob pena de suspensão ou exclusão definitiva do programa!

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Eis o comunicado que recebemos dos estimados leitores Leandro, Amanda, Felipe Costa e Carlos Telles, que estão sempre atentos às novidades do mundo das milhas e pontos:

“Acabei de receber um e-mail da latam com limitações nos regastes para no máximo 25 pessoas num período de 12 meses a partir do dia 9 de agosto.

“Gostaríamos de informar que desde o dia 9 de maio, foram implementadas alterações no programa LATAM Fidelidade com o objetivo de cuidar e oferecer mais segurança a você, nosso cliente frequente e fiel.

A principal mudança refere-se ao resgate de passagens aéreas na rede Multiplus que, agora, será limitado para até 25 pessoas distintas no período de 12 meses.

A nova regra assegura que o programa continue investindo em novos benefícios aos clientes, além de garantir a sustentabilidade de um programa que reconhece quase 15 milhões de clientes Fidelidade.

Em acordo com os órgãos reguladores, importante ressaltar que a regra entra em vigor a partir do dia 9 de agosto de 2018.”

Quem violar tais regras está sujeito à suspensão ou exclusão definitiva do programa, nos termos do novo regulamento.

Conclusão

O comércio de milhas é fortemente explorado no Brasil por inúmeras empresas, sendo as mais conhecidas a Max Milhas e a Hot Milhas.

Se o Multiplus Fidelidade fizer valer o cumprimento dessa regra – e acho que vão, já que se deram ao trabalho de enviar um email específico falando só sobre isso – as empresas que comercializam milhas aéreas poderão começar a ter queda de receita (“poderão”, já que é difícil imaginar alguém conseguir emitir passagens com pontos para 25 pessoas diferentes em um ano).

E nada impede que Tudo Azul, Amigo Avianca e Smiles sigam pelo mesmo caminho.

Resta tentar entender os motivos que estão levando a Multiplus a fazer isso. O que estaria por trás disso? Alguém arrisca um palpite?

Agradeço ao Carlos Telles, Amanda, Felipe Costa e ao Leandro pelo envio do alerta!

  • Diogo

    Resta saber se eles vão cumprir o regulamento e parar de vender milhas seja pela própria Multiplus ou km de vantagens. Se querem ser uma empresa de fidelidade não podem vender a fidelidade.

    • Albino

      Concordo plenamente. Meu pensamento é que deve existir um equilíbrio entre as partes. Se eles podem vender, os clientes também podem. Se eles querem proibir os clientes de venderem, que também não vendam mais. Quero ver se eles vão parar.

      • Anderson Cunha

        Independentemente disso, se deixarão de vender ou continuarão, acredito que haverá um recuo considerável no fluxo de pontos encaminhados para o Multiplus. Mesmo as pessoas que não comercializam pontos ficarão receosas, na medida em que, a qualquer momento, essa empresa pode mudar mais uma vez as regras, prejudicando-as.

        • Albino

          Concordo, mais uma vez

  • Luis

    Pelo menos está tramitando no senado uma lei que permite a venda de milhas.
    Ufa! Mais um direito e benefício do consumidor.

    • Fbianco

      Nunca ouvi falar. E me arrisco a dizer que nunca será aprovada. O lobby das empresas aéreas é infinitamente maior que das comercializadoras milhas, que são praticamente irrelevantes e de questionável regularidade.

  • Tarcísio Bezerra

    O que motiva é simples: quando você tem a opção de vender as milhas, cai muito mas muito o número de milhas expiradas, e ai vai boa parte do lucro dessas empresas.

    • Anderson Cunha

      Motivo certeiro. Eles querem é receber o dinheiro dos compradores para que esses não consigam utilizar os pontos depois. Esquema mais do que criminoso. Só que vão dar com os burros n’água porque agora bilhões de pontos deixarão de ser enviados para o Multiplus.

      • Albino

        Imagina quanto de dinheiro eles vão “embolsar” bloqueando contas das pessoas ?
        Apropriação indébita ? Furto ? Processo neles.
        Querem dar uma de AAdvantage…

    • Albino

      Exatamente. Tb ia escrever isso. Querem aumentar o número de milhas expiradas

  • Wagner Faverão

    Eu acredito que eles estão dando um tiro no pé. Se eles acham que a venda de milhas – que você comprou – interferem negativamente no programa de fidelidade, eles deveriam barrar também a venda desses pontos, deles mesmo primeiro e depois do Livelo, por exemplo, pois lá podemos comprar até 2 milhões de pontos por ano, o que pode virar, com bônus, de 3 a 4 milhões de pontos nos programas de fidelidade. Fora KM de vantagens, etc. Se eles permitem tudo isso é porque eles ganham muito com isso e não faz sentido proibirem a comercialização de algo que você comprou. Aqui no Brasil as cias aéreas deitam e rolam e os programas de fidelidade também já estão fazendo isso há algum tempo.

  • Diego

    Vendem a gente compra paga e não é nosso… ? é no mínimo estranho para não dizer estelionato.

  • Lucas

    Concordo plenamente com o comentário de todos. Se querem ser uma empresa de fidelidade pura. Não vendam milhas a rodo no atacado.
    A receita da multiplus vai despencar com essa restrição.

    • Anderson Cunha

      Importante enfatizarmos que, aqueles que destinaram centenas de milhares de pontos para esse programa e acham que poderão ter problemas com a restrição nas emissões de bilhetes aéreos, têm até 9 de agosto para emitirem passagens ainda fora da regra draconiana. O blog poderia até colocar um cronômetro no alto da página, com contagem regressiva, para ajudar os leitores.

      • Guilherme

        Muito boa a dica!

    • Leonardo

      Só se eles estão apostando que muitas dessas milhas vão caducar. Mas acho difícil que essa seja uma realidade.

  • Joao Tavares

    Não vejo ninguém comentando sobre a legalidade ou não da suposta “regra”

    • Anderson Cunha

      É que a maior parte das pessoas já não tem confiança na justiça brasileira. Independentemente de ser algo legal ou ilegal, a voz do mais forte prevalece: de acordo com o resultado da pesquisa CNT/MDA divulgada hoje, 8,8% consideram o Judiciário ótimo e bom; 88,3% pouco ou nada confiável. Além disso, 90,3% dos entrevistados, acham que a Justiça não trata todos de maneira igual.

    • Albino

      Não sou advogado, então evito entrar em detalhes técnicos sobre a legalidade das coisas.
      Porém, pelo que conheço, em todo contrato (o serviço de pontos e passagens é um contrato, apesar de não ser assinado) deve haver equilíbrio entre as partes.
      Portanto, esse novo regulamento está desequilibrado, punindo e prejudicando radicalmente o cliente em benefício do programa.
      Além disso, como eu já falei, aonde está o equilíbrio se você pode comprar deles uma coisa e depois não pode vender ?
      Ainda que fosse alegado que os pontos de cartões não são comprados, mas ganhos, o programa permite a compra de pontos. Então se eu comprei ele é meu e posso fazer o que quiser.

      Obs: quem quiser pode entrar com um processo pedindo que se dê o direito de fazer o que quiser com suas milhas, seja emitir para mais de 25 pessoas ou vendê-las, sob pena de multa diária em caso de bloqueio ou exclusão do programa. Consultem seus advogados.

    • Carlos

      Estas discussões legais são intermináveis, cada advogado tem uma opinião diferente, cada juiz, desembargador e ministro decide do jeito que quiser.
      Do ponto de vista prático, acho a mudança razoável. O comércio de milhas ainda é permitido para se livrar de saldos que não darão para ser utilizados, só limitou a utilização da plataforma como um ambiente de revenda profissional das milhas. Mais de 25 pessoas distintas por ano só vai usar quem utiliza o Multiplus como uma plataforma comercial de venda de passagens, e neste caso acredito ser do interesse dos demais participantes do programa coibir este tipo de atividade.
      Do ponto de vista de direitos, não sei se apenas porque comprei posso fazer o que quiser. A passagem aérea eu compro mas não posso revendê-la. Pela lógica, eu comprei o assento e deveria poder revendê-lo para quem eu quiser ou simplesmente mudar o nome de quem vai viajar, ou não ter qualquer nome como em uma passagem de ônibus interestadual.

      • Joao Tavares

        Em outro blog que também acompanho uma pessoa chamada Thais werneck, por sinal, nome bem sugestivo (quem vê as propagandas na tv sabe pq) fez um comentário que me pareceu sensato e mostra que nem sempre quem emite pra mais de 25 terceiros está comercializando profissionalmente suas milhas. Como eu acredito que existam diversos casos diferentes e específicos creio que deveria haver uma forma maks razoável de controlar o comércio que não atinja tb principalmente quem não comercializa. Abaixo deixo a cópia do comentário da Thais:

        A questão não é ser contra ou a favor. É ser justo ou injusto, o senso de justiça se mede com a régua da lei. Hoje a legislação da forma que é, torna nula essa alteração que a latam esboça fazer. Se há interesse por parte da empresa em proibir o comércio das milhas por ela geradas, se faz necessário a mudança da legislação ampla o que implica em custo e trabalho muito maior do que uma mera alteração de um tópico de um regulamento que para todos os efeitos está sob a sombra de uma lei que também rege interesses muito maiores do que um simples comércio de milhas. Por este motivo não vai funcionar como eles dizem que será. Agora para você veja como mesmo que você pegalmente válida a alteração feita pela latam ela seria injusta, veja a minha situação, tenho uma empresa com pouco mais de 255 colaboradores, atuamos em 16 estados brasileiros e diariamente preciso enviar colaboradores para treinamentos, negociações, eventos e afins para os mais diversos estados brasileiros, atualmente economizo cerca de 40% no custo de transporte aéreo comprando milhas do Km de vantagens e emitindo passagens com milhas para os meus funcionários. De forma que se a alteração se tornasse real eu nao poderia ter essa economia pois só poderia emitir pra 25 funcionários por ano. O que nem de longe me atende. Aí eu lhe pergunto, eu vendi minhas milhas pra alguém? Não, ainda que seja um DIREITO meu eu nãi vendi, pelo contrário eu compro! E a norma me prejudicaria, tornando-a pra mim, injusta.

      • Albino

        Na verdade não, Carlos. É porque aqui o Guilherme só publicou o conteúdo do e-mail, que só fala sobre essa regra das 25 pessoas distintas. No regulamento completo diz:

        1.10 A partir de 09 de agosto de 2018, serão suspensos e/ou excluídos definitivamente do Programa todos os Participantes que venham a infringir as regras deste Regulamento, bem como utilizem de má-fé, fraude ou ardil no Acúmulo de Pontos e/ou no Resgate de Benefícios, sem prejuízo de arcar com as respectivas responsabilidades civis e criminais.

        1.10.1 Uma vez que não é possível descrever todas as hipóteses de infração às regras deste Regulamento e utilização de má-fé, fraude ou ardil ao Programa e/ou à Rede Multiplus, abaixo algumas situações meramente exemplificativas:

        (a) as práticas ilegais ou contrárias às disposições deste Regulamento;

        (b) a conduta e/ou o uso irregular, inadequado ou suspeito que contribua para ocorrência de fraudes e/ou utilização indevida no Acúmulo de Pontos ou Resgate de Benefícios;

        (c) o Resgate de Benefícios do Programa em favor de 25 (vinte e cinco) ou mais terceiros distintos, a qualquer título, a cada período de 12 (doze) meses;

        (d) a negociação com terceiros sob qualquer forma da compra e venda de passagens aéreas

        (e) fornecimento de informações falsas ou inexatas para a realização de transações do Programa;

        (f) fornecimento a terceiros do Número Multiplus, da Senha de Acesso e/ou Senha de Resgate; e

        g) outras hipóteses não elencadas no presente item, mas identificadas como irregulares e contrárias ao funcionamento do Programa e/ou da Rede Multiplus.

        1.10.2 Na ocorrência das hipóteses elencadas acima, a LATAM poderá suspender o Participante por um período de 06 (seis) meses ou, a depender da gravidade da situação, excluí-lo automaticamente do Programa. Em caso de reincidência o Participante poderá ser excluído definitivamente da Rede. A penalidade será aplicada tanto ao Participante que praticou quaisquer dos atos acima, quanto ao Participante que o auxiliou ou contribuiu para a prática, em violação ao disposto neste Regulamento.

        Veja que a letra C proíbe qualquer tipo de venda e a letra F proíbe o fornecimento dos dados da conta Multiplus a terceiros, o que, por si só, é mais uma absurdo pois proíbe, inclusive, a pessoa de fornecer o número Multiplus, por exemplo, à funcionária da Latam no ato do check-in para pontuar sua passagem.

        Ou seja, qualquer prática de venda está, mais uma vez, sendo coibida, sendo o cliente novamente ameaçado.

    • Brasileiro Curioso

      Escrevi uma pequena análise jurídica sobre o caso. Está aguardando a moderação do Guilherme.

  • Pingback: Multiplica: Multiplus agora permite comprar pontos com pontos transferidos de cartões de crédito: R$ 35 a cada mil pontos | Meu Milhão de Milhas()

  • Cristiano

    Minha irmã, que não é muito íntima do mundo das milhas, ao ler esse email me disse: ferrou, agora vai ficar impossível emitir passagens, é isso? Ela achou que só 25 pessoas por ano poderiam emitir passagens. Relendo o texto, até que ele permite essa interpretação. kkkkk

    • Guilherme

      rsrsrsrsr……já fiz a edição do título! Valeu, Cristiano!!! 😀

  • Bruno Araujo

    Era o que faltava pra me despedir do Clube Morteplus!

    • Guilherme

      rsrssrrs

  • Carlos

    Uma possibilidade para explicar a mudança do Multiplus:
    https://uploads.disquscdn.com/images/fe6e58247067dd9bdaf4dc586158a6059357307b0cfef6b71fd1582fede5242b.jpg https://uploads.disquscdn.com/images/417a36863726c98091b7b24db4728bc85fe9b85bfb958610e18eb2356405ea9f.jpg
    Em relação ao trimestre anterior, houve um aumento de 3,2% na quantidade de pontos emitidos e um aumento de 3,3% na quantidade de pontos resgatados. Ou seja, o incremento da emissão de pontos foi 100% efetivo para conversão em resgates, o que não é nem um pouco interessante para a empresa, já que diminui seu lucro. E estes 3% a mais foram direcionados para resgates em passagens nacionais.
    Minha leitura: o balanço do trimestre foi no período do lançamento do Clube Multiplus (que é ignorado no balanço, não entendi o porquê, já que é um dado altamente relevante para a compreensão dos números) e ocorreu a dobradinha com o Km de Vantagens, podendo fazer a geração de pontos por valores bastante vantajosos para o cliente. Isto correspondeu ao aumento de 3% dos pontos emitidos. O aumento de 3% de pontos resgatados é diretamente ligado com o aumento de 3% em passagens nacionais. Todos estes números estariam casados, os pontos adicionais resgatados em passagens nacionais seriam de sua venda através de Maxmilhas e congêneres. Por isso a mudança do Multiplus em relação à bonificação do Kms e à proibição do comércio dos pontos.

    • Guilherme

      Ótimo. Pode ter a ver com isso mesmo!

  • Lucas Alves

    Boa tarde Brasileiro Curioso!

    Você saberia me orientar no sentido de qual ação eu poderia impetrar na justiça, em prol de obter meu direito de alienar minhas milhas? Existe algum instrumento gratuito, neste sentido?

    Digo isso pois imagino que não possa entrar com uma ação nos juizados especiais, dado que estes requerem um valor a ser vinculado à causa, correto?

    De antemão, obrigado!

    • Albino

      A meu ver, você pode colocar o valor da causa no valor da multa diária que você pedir. Mas não sou advogado, é apenas o que eu faria.

  • SirNiXXon

    Cara, eu devo ser muito alien mesmo. Assim que vi o título pensei “nossa, finalmente uma notícia boa!”, e aí venho ver a revolta geral rolando nos comentários…

    Pra mim ficou bem claro uma coisa: a LATAM está “indo atrás” dos *grandes* vendedores de milhas. Aqueles caras que vivem disso, que exploram o sistema ao máximo e que acabam inflacionando e prejudicando a nós, usuários comuns, que juntamos nossas milhas para nós mesmos viajar, não como profissão. E, pra mim, isso é uma coisa MUITO positiva. Significa menos pressão para a companhia subir a tabela de pontos para o resgate de passagens. Significa mais disponibilidade de bilhetes pra gente.

    Emitir bilhetes para 25 pessoas por ano? Mais de duas por mês? Já é um limite muito acima do razoável, em minha sincera opinião. Mas acredito que esse número não venha do nada, deve ter uma pesquisa por trás que definiu o melhor “ponto de corte” para a relação custo/benefício entre coibir a ação dos vendedores de milha profissionais e a menor restrição aos usuários normais.

    • ViniciusVSG

      Seria justo se as milhas tivessem validade pernamente. Mas o que querem mesmo é obter mais lucro com milhas expiradas, já que não é possível vender.
      Se as milhas tivessem validade permanente, não cobrassem nada para renovar milhas expiradas, ai sim seria justo.

      • SirNiXXon

        Olha, essa história de que a mudança da Latam é ruim porque vamos perder as milhas que estão expirando e que eles querem lucrar com milhas expiradas não faz sentido.

        – Primeiro porque existem diversas formas se aproveitar/gastar milhas que estão expirando sem ser o resgate em bilhetes.
        – Segundo que nós ainda podemos emitir passagens para 25 pessoas por ano! Isso é só umas dez vezes mais do que o necessário para qualquer pessoa normal se livrar das suas milhas que esteja expirando e realmente não queira transformá-las em outros prêmios.

        – Terceiro que se alguém tem, em um ano, uma quantidade de milhas expirando suficiente pra comprar passagens para mais de 25 pessoas, então convenhamos que essa pessoa muito provavelmente é algém que viaja MUITO. Talvez até passe mais tempo viajando que em casa. Então essa pessoa não vai ter problemas com milhas expirando, ela pode trocar em passagens pra si mesma, já que viaja tanto.
        – Em último caso, se essa pessoa tem uma quantidade tão grande de milhas expirando E não é uma grande viajanta, quer dizer que essa pessoa sai comprando milha e gerando milha por aí intencionalmente com o propósito de vender – e é exatamente pra coibir esse tipo de prática que a regra foi criada.

        Sim, pode existir casos raros, excessões, que realmente sejam pessoas normais prejudicadas com a regra – eu não consigo conceber, mas tudo é possível neste mundo. É uma pena, mas essa minoria hipotética e ínfima realmente será prejudicada em prol de se atacar uma prática extremamente prejudicial tanto à empresa como (e aí é o que realmente me importa) os viajantes normais (como eu explico no meu comentário acima).

        • ViniciusVSG

          1) Embora seja possível resgatar pontos em outros produtos, uma batedeira Kitchenaid que custa R$1.529,00 nas Casas Bahia ( mesma loja que entega à Multiplus ) custa 92.500 milhas, ou seja, é como se você vendesse suas milhas por 0,016 centavos… Qualquer site de venda de milhas compra por 0,023 a 0,025. Trocar por qualquer produto que não seja passagem é MUITA ingenuidade, p/ não dizer outra coisa.

          2) Um trecho custa a partir de 4.500 pontos, ou seja, 25 trechos para 25 pessoas custam a partir de 112.500 pontos. Qualquer pessoa que tenha gastos altos em um cartão e acumular pontos obtidos no Km de vantagens, viagens compradas na Latam, lojas parceiras, aluguel de veículos e outros chegam a 112 mil milhas com facilidade, especialmente com os bônus na transferência de pontos, como a que o Santander Esfera faz todos os anos ou a própria Mutiplus. Ou seja, é mais fácil do que parece obter 112,5k milhas e emitir passagens para mais de 25 pessoas quando pensamos em vender, 25 parece um número grande, mas é apenas 2 passagens por mês + um títular.

          3) Além disso, não é todo mundo que vai passar o ano todo contando as milhas e vendendo. Tem muita gente que possui mais de 112k milhas acumuladas em 2 ou 3 anos e precisa se livrar delas. Vende-las em sites como MaxMilhas e Hotmilhas é uma alternativa MUITO melhor do que deixar elas expirarem ou resgatar um valor absurdo de milhas em produtos que estão superfaturados, e conforme disse ali em cima, é mais fácil do que parece emitir bilhetes para mais de 25 pessoas quando pensamos em vender.

          Conforme disse, seria super a favor da decisão se anunciassem que as milhas não vão mais expirar ( nem cobrar para ” ressuscitar” elas ) ou que valeriam um valor justo na troca por outros produtos, mas a decisão tomada prejudicou apenas o lado do consumidor, sendo sim uma maneira de obter mais lucro. Caso o objetivo não fosse obter lucro, então que parassem de fazer as milhas expirarem depois de um tempo ( e cobrar para “ressuscitar” elas ). Se realmente quisessem acabar com a inflação no mercado de milhas, iriam atrás de quem usa fraudes, deixariam de vende-las no site para associados por preços menores do que as passagens compradas e tudo mais.

          • SirNiXXon

            Vinicius, apesar de você usar bons e sólidos argumentos, tem um problema central na sua argumentação:

            a) sim, acumular 112k em pontos pode não ser uma tarefa tão difícil, mas *deixar expirar* 112k pontos por ano? Só com gastos normais no cartão e acúmulo com parceiros? Não só isso seria algo incomum, como também aponta para uma falta de organização do proprietário dos pontos. Lembremos que os pontos do cartão já possuem sua validade de dois anos ou mais, e que essa validade é renovada por no mínimo mais dois anos. São, no mínimo, quatro anos pra se organizar e gastar esses pontos – o que mesmo para aqueles que têm um trabalho mais restriro em termos de folga, significa quatro férias e diversos feriadões. E isso é no mínimo, poque vários cartões dão validade maior que dois anos – e caso o proprietário dos pontos saiba que vai precisar de um tempo a mais para duração dos pontos, ele tem a opção de assinar o Clube Múltiplus e ganhar um ano a mais para os pontos a partir da assinatura. Sim, os pontos acumulados com parceiros duram menos, mas ainda dá um bom tempo pra organização.

            Destaco também que você pegou o exemplo mínimo ideal para justificar sua argumentação. Sim, a venda dos mais de 25 bilhetes-prêmio pode ser no valor mínimo de 4500 pontos, mas ela pode incluir bilhetes internacionais de mais de 100k, ou outros nacionais de 15k ou 20k, possibilitando um escoamento muito superior aos 112k por ano.

            b) Você toca num outro ponto relevante quando menciona “acumular pontos
            obtidos no Km de vantagens”. Kms de Vantagem, apesar dos termos usados,
            nunca foi uma relação de mero acúmulo de pontos, de troca, é uma ação de *compra*
            de pontos. É compra de pontos com um desconto mediante o preenchimento
            de certos pré-requisitos, mas é uma compra. E se o cara tá comprando
            pontos pelo Kms de Vantagem e esses pontos estão expirando, a solução é
            incrivelmente simples: parar de comprar. Pronto, resolvido o problema!

            c) Se tudo acima ainda for insuficiente, há a troca por produtos. Você está correto ao dizer que ela não possui a relação perfeita de valoração dos pontos, mas é uma alternativa aceitável diante da perda deles.
            Claro que quem compra pontos e esperava vendê-los mais caro depois está chateado com essa atitude da Latam, porque ela foi feita justamente pra coibir esse tipo de ação. Não é uma questão de prejudicar o consumidor por ganância pura, é uma questão de manter a saúde do programa. A exploração do mercado de milhas, não com o objetivo de viajar, mas com a intenção de obter lucro, é uma ação que prejudica todo o sistema e a grande maioria dos usuários, pois ela
            limita a disponibilidade de assentos disponíveis para todos e inflaciona
            os bilhetes-prêmio. E veja que ainda assim, o cara que faz isso em pequena ou média escala pode continuar fazendo! Por isso que no meu post original digo que a Latam pegou leve nessa regra, que 25 pessoas por ano já é algo além do razoável.

            Considerando tudo isso, sustento o que eu disse: não faz sentido essa história da expiração dos pontos para se colocar como contrário às novas regras sob a perspectiva de um usuário regular, pois ele não corre o menor risco de ser prejudicado – muito pelo contrário, tende a ganhar, na medida em que ajuda a conter contém a inflação e escassez de disponibilidade dos bilhetes-prêmio.

            • ViniciusVSG

              SirNiXXon, concordo em partes, mas vamos colocar alguns pontos em questão:
              1) Não acho que seja falta de planejamento, mas não são todos que podem se planejar com facilidade, ou mesmo pretendem usar os pontos. Por exemplo, você possui 112k pontos parados no Santander Esfera ( que já estão para expirar ), quando passar p/ Multiplus terá 2 anos para utilizar, mas caso você não pretenda utilizar, poderá perder os pontos se não vende-los ou fazer mal negocio em trocar por um eletrônico, eletrodoméstico. Se você acumula isso todos os anos, terá que resgatar pelo menos 1x ao ano.

              2) Concordo plenamente contigo, é muito difícil o caso especifico de emitir apenas passagens de 4500 milhas, mas o exemplo de 112k milhas foi apenas um exemplo, tem gente que facilmente chega a 400k no ano somando-se tudo. Além disso, a maior parte das passagens compradas no MaxMilhas são passagens econômicas p/ pessoas que precisam economizar. Uma passagem de SP até Uberlândia ou SP até RJ por exemplo, que chegam bem perto desses 4500 pontos.

              3) Não acho que os Kms de vantagens estejam inflacionando o mercado de milhas, o custo de venda de milhas em sites como MaxMilhas chega até R$ 0,025 , enquanto o custo para transferir do KM de vantagens é bem maior ( vide tabela abaixo ), apenas não coloquei o custo 10k por R$ 129 porque esse resgate é limitado 1x por ano.

              No meu caso, essa mudança não afetou, nunca emiti passagens para mais de 25 pessoas, mas certamente outras pessoas serão afetadas. Acho que seria justo se houvesse algum beneficio para os clientes, mas não houve.

              https://uploads.disquscdn.com/images/4ecd1d720026c6f688b5e2ae2a82cb1e1037807c7eafe793231d66151551b77d.png

            • ViniciusVSG

              SirNiXXon, concordo em partes, mas vamos colocar alguns pontos em questão:

              1) Não acho que seja falta de planejamento, não são todos que podem se planejar com facilidade, ou mesmo vão usar os pontos. Por exemplo: você possui 112k pontos parados no Santander Esfera ( que já estão para expirar ), quando passar p/ Multiplus terá 2 anos para utilizar, mas caso você não pretenda utilizar, poderá perder os pontos se não vende-los ou fazer mau negocio em trocar por um eletrônico, eletrodoméstico. Se você acumula isso todos os anos, terá que resgatar pelo menos 1x ao ano, inevitavelmente .

              2) Concordo plenamente contigo, é muito difícil o caso especifico de emitir apenas passagens de 4500 milhas, mas o exemplo de 112k milhas foi apenas um exemplo, tem gente que facilmente chega a 400k no ano somando-se tudo. Além disso, a maior parte das passagens compradas no MaxMilhas são passagens econômicas p/ pessoas que precisam economizar. Uma passagem de SP até Uberlândia ou SP até RJ por exemplo, que chegam bem perto desses 4500 pontos.

              3) Concordo, deveriam acabar com a compra de pontos por Kms de vantagens e talvez até pelo próprio site da Multiplus, especialmente com os “clubes” que geram até 10k pontos/mês pela taxa de 359 ( se não me engano ), acho que a balança deveria ser justa: Se não querem que as pessoas vendam os pontos, então eles também não devem vender ( as vezes por um custo menor do que a própria passagem ).

              No meu caso, essa mudança não me atingiu, nunca emiti passagens para mais de 25 pessoas ( quase sempre utilizo minhas milhas comigo mesmo e por ser cartão co-branded da Multiplus, elas não expiram ) e considerei uma decisão correta sim, porém discordo totalmente no momento, já que a empresa não retirou NADA do lado dela, apenas retirou do lado do consumidor. Acho que seria justo se houvesse algum beneficio para os clientes, como dar validade maior aos pontos, parar de cobrar para “reviver” as milhas e tudo mais, mas não houve, simplesmente deram canetada e ficou por isso. Além disso, não acho que isso reduzirá a inflação no mundo das milhas, já que pessoas mal-intensionadas continuarão a gerar milhas em várias contas… Mas vamos ver qual será o resultado né.

  • Odair Fernandes

    .
    A VISTOSA CASA DA LUZ VERMELHA À BEIRA DA ESTRADA.

    Um cafetão montou seu prostíbulo à beira da estrada.

    Com placas majestosas de neon, anunciou seus serviços, promoções, clube de fidelidade, venda com desconto de “vale-transa”.

    Agora quer fazer acreditar que a culpa é de seus frequentadores pela “putaria desenfreada que estaria corrompendo a sociedade, disseminando doenças venéreas, destruindo lares por atrair e desvirtuar homens casados, chefes de família, blablablá”.

  • AntonioC

    Alguém aqui judicializou a mudança das regras no que toca ao fim da bonificação do clube Multiplus no km de Vantagens que aconteceu em abril?

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