[Guest post] Os 6 principais erros cometidos pelos iniciantes do mundo das milhas e pontos

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Carlos nos brinda com mais um excelente guest post, onde faz considerações oportunas sobre os principais erros cometidos pelos iniciantes do mundo da milhas e pontos.

Confiram! 😀

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“Li uma postagem no The Points Guy que achei interessante, a respeito de erros relacionado a milhas.

Apesar de indicar que seriam erros de novatos, até mesmo os mais experientes podem incorrer em falhas parecidas, embora em um grau mais complexo de uso.

De qualquer forma, resolvi adaptar o conteúdo para o mercado brasileiro, e ver a opinião dos demais leitores a respeito do assunto.

1. Acreditar que todas as milhas ou pontos possuem o mesmo valor

Mil pontos no Smiles valem o mesmo que mil pontos no Multiplus Fidelidade, Amigo Avianca, Tudo Azul, AAdvantage, Livelo, Accor Le Club?

Obviamente que não, embora qual seria a taxa de câmbio entre um programa e outro vai depender de como os pontos serão usados. Se para passagens nacionais e dependendo de onde a pessoa mora, a taxa seria uma. Se for para passagens internacionais na econômica a taxa de câmbio já seria diferente, se for na executiva também. Os pontos vão ser vendidos ou usados em reservas de hotéis, a taxa também é outra. Todas as opções anteriores, a taxa de câmbio teria uma flutuação praticamente diária em função das frequentes mudanças nos programas de milhagem e parceiros.

Vou dar uma opinião altamente subjetiva de como avaliaria os programas citados anteriormente se fosse usá-los apenas em resgastes nacionais, considerando que sou baseado em BSB e meu padrão de viagens: Livelo > Amigo > Multiplus > Tudo Azul > AAdvantage > Smiles > Le Club.

Se fosse somente para resgates internacionais na executiva, a ordem seria: Livelo > AAdvantage > Multiplus > Amigo > Le Club > Smiles > Tudo Azul.

E no geral, considerando as várias possibilidades de uso, minha avaliação é: Livelo > Multiplus > Amigo > AAdvantage > Le Club > Smiles > Tudo Azul.

2. Não entender como funcionam parcerias e alianças aéreas

Fiz uma viagem paga com a TAP. Onde acumulo as milhas que ganharei?

A opção mais simples é sempre com o programa da própria companhia, que seria o Victoria TAP. Mas a empresa também faz parte de uma aliança global, chamada Star Alliance, que engloba 28 empresas aéreas. Isto significa que há outros 27 programas de milhagem onde também se poderia acumular os pontos.

E a empresa também é parceira de mais 6 empresas aéreas/programas de milhagem, incluindo Tudo Azul e Smiles.

Ou seja, um simples voo na TAP pode acumular pontos em 34 programas de milhagem! (existem limitações e diferenças quanto ao acúmulo dependendo da classe tarifária da passagem e do programa, mas isto já é uma questão um pouco mais avançada).

Ou então, tenho pontos no Multiplus e quero fazer uma viagem para a Europa. Quais são minhas opções?

Além da própria Latam, existem as empresas integrantes da aliança One World. Voando para a Europa, também seria possível ir de British ou Iberia (ou até de American ou Qatar, fazendo escala nos Estados Unidos ou Qatar, mas a um custo mais alto). E ainda tem os parceiros individuais, como Lufthansa, Swiss, Air China e Turkish. Considerando apenas voos diretos, com o Multiplus para a Europa são sete empresas possíveis (embora saber como pesquisar vagas nestas empresas já é uma tarefa mais avançada, e nem sempre as empresas que são listadas como parceiras podem ser efetivamente usadas no resgate de passagens).

Para quem está começando, é bastante complicado lembrar ou entender todas as opções, mas até quem já está acostumado pode se esquecer de algumas opções. Por exemplo, lembrar que existe a S7 Airlines para voos na Europa pelo Multiplus ou que o AAdvantage é parceiro da Gulf Air (a parceria termina neste dia 30) e poderia ser uma opção de voo da Europa para o Oriente Médio pelo Bahrein são possibilidades que normalmente passam batidas.

3. Transferir pontos antes de confirmar disponibilidade de passagem

Devido à cotação do dólar e da pontuação dos cartões de crédito, acumular pontos em compras no cartão é uma longa tarefa. Mas você finalmente atinge a quantidade de pontos que viu na tabela do seu programa favorito e transfere seus pontos para fazer uma desejada viagem. Só que quando vai tentar fazer a emissão, não acha qualquer vaga para as datas que gostaria e fica com seus pontos sem uso no programa de milhagem.

Portanto, somente transfira seus pontos se tiver confirmado a existência da vaga, de preferência com algumas datas alternativas para o caso da preferida sumir entre o tempo de transferência do cartão para o programa de milhagem. Há sempre o risco envolvido de sumirem as vagas, então é melhor usar programas que oferecem mais oportunidades de uso se a sua preferência primária desaparecer.

Algumas transferências funcionam quase instantaneamente, como no Multiplus Fidelidade, outros demoram alguns dias, como no Amigo Avianca. E no caso de bônus de transferência, a demora pode ser de semanas.

Em relação a esta última opção, eu ainda acrescentaria um erro mais específico do mercado nacional, que seria transferir seus pontos sem um bom bônus de transferência. É possível ter uma ideia de média dos bônus e de sua frequência nessa matéria aqui.

Ao mesmo tempo, também acrescentaria como erro (que pode afetar mais os novatos mas que também atinge os experientes de vez em quando) ver um ótimo bônus de transferência e enviar os pontos para o programa sem saber para que usar, e quando surgir uma necessidade de viagem descobrir que o programa utilizado foi uma péssima escolha e que um concorrente teria sido opção muito superior.

4. Falta de organização

O tópico americano é mais forte neste quesito, por existir diversos bônus de cartões mediante gastos, score para pedir cartões, juros mínimos ou inexistentes para pagamento de faturas de cartão de crédito  e também por cada cartão ter uma pontuação diferente de acordo com a categoria da compra.

Mas para nós, eu colocaria duas questões: lidar ou lembrar de datas de expiração de pontos, principalmente quando se tem diversas contas e ainda se faz uso (ou gerenciamento) de contas de familiares. Para quem usa o Smiles com seus bônus de apenas 6 meses de duração, isto é fundamental.

Eu indicaria o uso do Award Wallet para monitoramento das contas e até mesmo para lembrar de saldos pequenos em programas menos usados.

Um outro ponto seria fazer compras de produtos ou hospedagem pela internet sem verificar as possibilidades de acúmulo extra de pontos nos programas de milhagem, tanto em condições normais quanto quando há pontuações bonificadas de até 20 pontos por real gasto.

O Albino é um grande especialista neste assunto e já indicou diversas oportunidades publicadas no MMdM (aqui).

5. Perseguir status

Isto não me parece ser muito coisa de novato, já que para conseguir algum status em programas de companhias aéreas ou hotéis é preciso algum volume de uso e espera-se que quem faça esse uso com frequência tenha pelo menos um conhecimento razoável de como funcionam os programas.

Mas eu colocaria um erro, que cometia até um tempo atrás, neste tópico, embora seja um pouco misturado com o anterior: sempre que me hospedava em hotéis, tinha preferência por ficar em hotéis das maiores redes com programas de fidelidade (IHG – Intercontinental, SPG – Starwood, HGP – Hyatt, HH – Hilton, Le Club – Accor) e fazer a reserva diretamente em seus sítios eletrônicos, já que reservas feitas em sítios de terceiros (hotéis.com, booking.com…), normalmente, não rendem pontos nos programas.

Se meu volume de estadias fosse alto, isto não seria necessariamente um erro, já que poderia render algum status em alguma rede, embora, normalmente, apenas os status máximos são mais relevantes.

Mas como as estadias eram poucas e divididas entre as redes, os pontos que acumulava eram, em sua maioria, pouco relevantes. A reserva nos sítios de terceiros acumulando pontos em Multiplus, Amigo, Livelo e até Smiles daria um retorno bem mais útil que os pontos nos programas dos hotéis.

6. Ter medo das anuidades dos cartões

Tópico totalmente americano, já que os cartões costumam oferecer uma série de benefícios que demonstram a mesquinharia existente no mercado brasileiro. Apenas dois exemplos:

  • Cartão Visa Hyatt: anuidade de U$ 95. Oferece uma estadia grátis anual em qualquer hotel na categoria 1 a 4 no programa Hyatt, o que já paga a anuidade. Mas ainda tem 40k pontos de bônus ao gastar U$ 2k nos primeiros três meses, que garante pelo menos uma noite em qualquer hotel da rede (incluindo os Park Hyatts e Grand Hyatts) ou duas na maioria dos hotéis.
  • Cartão Chase Sapphire Reserve: anuidade de U$ 450. Pode parecer muito, e é, mas o cartão oferece U$ 300 de reembolso em compras de categoria viagens, já baixando significativamente o valor da anuidade, fora 50k pontos após gastar U$ 4k nos primeiros 3 meses, Priority Pass Select, U$ 100 de crédito para gastar no Global Entry ou TSA Pre-Check…

No mercado nacional, o mais próximo que temos é o cartão de crédito Visa Infinite Smiles, que cobra anuidade de R$ 1.092 (~U$ 312), mas oferece check-in preferencial na Gol, mala grátis e 30k milhas no Smiles (equivaleria, com muita boa vontade, a 5k pontos do Chase). Ok, essa foi brincadeira. 😉 São pouquíssimos os cartões que justificam sua anuidade.

Um dos únicos que, na minha opinião, mais do que justifica sua anuidade é o Porto Seguro Visa Infinite. Com gastos mensais acima de 6k reais, a anuidade do cartão fica em R$ 600 (~U$ 170), pontuando 2,2 e oferecendo Priority Pass (PP) Prestige para o titular e até quatro adicionais, sendo que não são cobrados o acesso de convidados neste PP.

Outra possibilidade seria bancar a anuidade de cartões mais caros (Gold para Platinum, Platinum para Infinite/Black) devido à quantidade de pontos a mais que se pode ganhar, mas isto vai depender do volume de gastos de cada um. Pagar 200 reais (de um Gold para Platinum) a mais para ganhar mais 5k pontos pode ser razoável, já que subindo na escala do cartão também há outros benefícios adicionais.

Ou mais 500 reais de um Platinum para Black/Infinite, ganhando mais 46% de pontos (de 1,5 para 2,2) e benefícios adicionais também pode ser interessante, mas sempre depende do volume de gastos de cada um.

Conclusão

Bem, foi isso. Parte do que funciona no mercado americano não se aplica ao nacional e, de qualquer forma, o MMdM está mais para usuários experientes do que iniciantes, mas isto é impressão que tenho e o Guilherme pode ter uma visão diferente. Mas faltou algum erro mais comum do mundo das milhas?”

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Eu concordo com a listagem acima, e reforço alguns pontos, como o erro #5, já que muita gente persegue status, gasta uma dinheirama, pra no ano seguinte não usar nenhum benefício daquele status, que só fez a pessoa gastar tempo e dinheiro.

Quer aprender mais? Então leia os demais guest posts do Carlos:

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E você? Que item acrescentaria à lista? Já se identificou com algum desses erros acima enumerados? Deixe um comentário, e participe!

Tagged as:
  • Maikon

    Parabéns Carlos excelente post.

  • SwineOne

    Carlos,

    Gostaria de fazer uma consideração a respeito do primeiro ponto, e obviamente depende do seu padrão de hospedagens e preferência de hoteis, mas apenas colocando do ponto de vista da “taxa de câmbio” dos programas, na minha opinião 1 ponto Le Club é mais valioso que qualquer outro. É claro que apenas olhando as conversões do Livelo/Smiles/Multiplus para o Le Club, que sempre ficam na faixa de 2,5:1 a 4:1, já há indícios que isto de fato é verdade. Por exemplo, embora não acompanhe os resgates em executiva na Multiplus, digamos que com 100.000 pontos eu fizesse uma viagem ida e volta em executiva, para os EUA ou Europa. Os mesmos 100.000 pontos Le Club valeriam 2.000 euros em hospedagem, ou cerca de R$ 9.000 considerando o euro do cartão de crédito. Creio que não seja uma tarefa impossível encontrar uma tarifa em dinheiro, em executiva, por um preço igual ou um pouco menor que esse.

    Note que a comparação não é 100.000 pontos Multiplus que viram 33.333 pontos Accor. Mas sim, já que o primeiro ponto se trata do valor relativo dos pontos em diferentes programas, vejo que o justo seria comparar 100.000 pontos Multiplus e 100.000 pontos Le Club. Inclusive, não sei se para o Multiplus existe a opção, mas é possível transferir do Le Club para alguns programas aéreos — sei que a Iberia é um deles. Mas vejo que seria loucura fazer essa transferência a uma taxa 1:1, quando 2.000 pontos Le Club (que rendem 40 euros em hospedagem) viram só 2.000 Avios, que podem ser comprados a 19 euros na promoção recorrente do Groupon. Imagine então transferir a 1:1 para o Multiplus: 10.000 pontos Le Club valem 200 euros ou cerca de 900 reais, enquanto até pouco tempo atrás era fácil comprar 10.000 pontos Multiplus a pouco mais de R$ 200, e ainda hoje não deve passar dos R$ 300. Já que trata-se de um artigo para iniciantes, alguém poderia ler o que você escreveu e achar que isso seria uma boa troca, quando eu vejo que é a pior coisa que o sujeito pode fazer.

    Portanto, no meu ranking pessoal, apenas considerando o valor de 1 ponto em cada programa, alteraria para algo como Le Club > Livelo > Multiplus > Smiles (não uso os demais programas).

    • Maria Isabel

      Eu discordo. Atualmente considero o PIOR uso disparo de pontos investir na Accor! Hospedagem usando pontos não acumula nada de pontos, e o pior, a maioria das tarifas baratas você NÃO pode pagar usando os seus pontos. Existem casos que a tarifa mais barata que você pode usar pagando pontos seja até 50% mais cara! É o pior investimento que alguém pode fazer com os seus pontos! Eu tenho um saldo considerável na Accor e me arrependo amargamente do dia que investi nessa rede!!! Não existe nada pior que ela para uso de pontos!!! Hoje a melhor opção é voar executiva ou vender os pontos e com o dinheiro reservar seja promoção direto accor ou nos sites em épocas de grandes bônus de acúmulos de pontos. Só para

      • SwineOne

        Acho que você não entendeu o ponto que foi feito. Evidentemente, assim como nos demais programas, você precisa analisar as melhores emissões. A questão que coloquei em discussão é o valor de 1 ponto Le Club comparado a 1 ponto Livelo ou 1 ponto Multiplus ou 1 ponto Smiles. Suponha a seguinte situação hipotética: o Ponto Frio está fazendo uma promoção onde cada R$ 1 em compras pode se transformar em 1 ponto Le Club, ou 1 ponto Multiplus, ou 1 ponto Smiles. Qual você escolheria? Sinto muito, mas se você disser que não prefere 1 ponto Le Club, é porque sua amargura com o programa superou em muito a sua racionalidade.

        Pode até ser que não seja possível pagar tarifas baratas com os seus pontos (eu particularmente nunca encontrei essa restrição, e sempre que viajo me hospedo em hoteis Accor, mas vamos assumir que seja verdade). Como o Le Club tem um valor fixo de seus pontos (2.000 pontos = 40 euros), diferentemente dos programas de fidelidade aéreos (pelo menos os listados) que estão todos com uma tabela flutuante, isso se torna uma grande vantagem, na medida em que a Accor não pode jogar o preço em euros da hospedagem na estratosfera, como fizeram os programas de fidelidade, pois se isso ocorresse os hoteis ficariam vazios e eles teriam que fechá-los. O fato de eles concorrerem com todos os outros hoteis nas cidades onde estão disponíveis acaba obrigando que eles mantenham os preços na média, em relação ao serviço oferecido, e então um ponto Le Club sempre terá um certo valor mínimo, sem grande flutuação. Será que o mesmo pode ser dito de alguém que acumulou milhas Smiles há, digamos, 5 anos atrás, se comparado a alguém que acumulou pontos Le Club no mesmo período? A pessoa consegue fazer emissões remotamente similares no Smiles com a pontuação adquirida na época, se comparado ao uso que a pessoa pode fazer dos seus pontos Le Club hoje? É absolutamente evidentemente que não.

        • Maria Isabel

          Todo programa tem o seus resgates bons, até mesmo o azul ou Smiles que é péssimo. Nesses últimos 2, em geral, são resgates nacionais em alguns destinos específicos. Accor não. Você está fadado a receber maximo 40 euros = 2000 pontos. Não existe nada além disso, além da restrição de tarifas em diversos hotéis da rede (No Brasil, eu diria que a restrição e imensa, no exterior é menor, mas ainda existe). Então vamos aos cálculos:
          10.000 pontos leclub = 200 euros (algo próximo a 850 reais)
          10.000 pontos Livelo – você pode mandar com 100 a 116%, como ocorreu multiplus. Se enviar a multiplus na última promoção – 21.160. Se vc for platinum latam, você pode tem um retorno vendendo de 620 reais. Não é o melhor que a accor a princípio, porém ao pagar com os seus pontos acabou o seu retorno. Você poderia ter reservado nas promo SMILES 5x, podendo ficar até graça ou com desconto de 30 a 90% a depender hotel. E ainda teria faturado as milhas da reserva hotel. Ainda sem mencionar a questão de que nem toda melhor tarifa pode ser paga com pontos
          Azul, Smiles são ruins, mas se tivesse pego bônus 90% – teria virado 19.000 pontos que poderia ter virado de 4 a 5 resgates nacionais, que a depender cidade podem custar em torno de 200 reais cada um
          Amigo você teria 20.000 pontos, que poderia ser resgatado em 2 trechos nacionais Sudeste-Nordeste que facilmente ultrapassam 700-800 reais

          Isso considerando que fosse fácil vc conseguir 1 ponto accor como é fácil conseguir 1 ponto SMILES ou Azul ou amigo ou multiplus

          Sabemos muito bem que a conversão atual não é essa. 30.000 pontos Multiplus valem 10.000 pontos Accor. Agora você preferir “desperdiçar” 30.000 pontos multiplus por meros 200 euros, que não irá dar nenhum retorno, considero um belo de um erro. No mercado paralelo, essas milhas valem fácil 900 reais. E ainda você iria acumular pontos hospedagem

          Já no 40.000 pontos SMILES valem 10.000 pontos accor. A milha SMILES não vale nada para voar com as parceiras, porém existem ainda bons resgates voar GOL. Eu consigo resgatar fácil 10 a 12 trechos ponte área com essa quantidade que valem muito mais que 1000 reais, mesma na tarifa promocional…

          Seu raciocínio seria válido se fosse possível mandar 1 ponto multiplus para 1 ponto Accor (como eu aproveitei e sim naquela época era o melhor negócio). Agora, na conversão 3:1 ou 4:1 não vejo vantagem nenhuma em mandar pontos do cartão para empresas milhas e depois mandar accor. Agora se você acumular os pontos accor se hospedando ou através de promoções da rede accor, sem sombra de dúvidas, os pontos tem o seu valor sim, podendo ser melhor do que os das nossas empresas, mas somente nessas condições. Comprar pontos Livelo e mandar accor ou pontos cartão acumulado com compras, considero um péssimo negócio pelo motivos já explicados

          • SwineOne

            OK, concordo que pode não ser o melhor uso dos seus pontos mandar 30.000 pontos Multiplus para 10.000 pontos Accor. Pessoalmente, faço isso, mas isso vai do meu perfil específico. O que quis chamar a atenção para o Carlos é que não seria legal passar a impressão para um novato que 1 ponto Le Club vale menos que 1 ponto Multiplus, senão o sujeito poderia achar que está fazendo uma barbada ao usar uma opção de transferência (a qual suponho que existe) de pontos Le Club para Multiplus a uma taxa de conversão 1:1. Todo o meu raciocínio foi baseado nesta ideia, de simplesmente tentar estabelecer que, dada uma oportunidade de ter, ao mesmo custo, 1 ponto Le Club ou 1 ponto Multiplus (ou Livelo ou Smiles), é melhor optar por 1 ponto Le Club.

            • Maria Isabel

              Sim, concordo. Cada caso e um caso. Eu já fui muito fã da Accor, mas hoje estou dando valor muito mais ao IHG. No exterior a restrição tarifas e menor e pode haver algum benéfico. Só um conselho: se você precisa gastar dinheiro (comprando pontos Livelo ou mandando km multiplus), estude um pouco o programa IHG. No começo não achava ele muito bom, mas a cada vez mais tenho sido fiel a ele. E as promoções milhas extras são muito melhores do que Accor. No Brasil ele é muito pequeno, mas no exterior a sua presença e bem mais acentuada

            • Bruno Almeida

              Apenas como esclarecimento a conversão LeClub -> Multiplus segue a seguinte regra: Conversão mínima: 4.000 pontos Rewards = 2.000 pontos Multiplus

    • Carlos

      Justo, pensei nos pontos no Le Club apenas no resgate de passagens aéreas, não pela possibilidade de uso em hospedagem.
      As minhas reservas, quando viajo sozinho, faço pelo Visa ou Amex pelos benefícios adicionais dos cartões. Já em família, tenho usado e gostado bastante do AirBNB. Na pior das hipóteses, pelo mesmo preço que ficaria um quarto simples com duas camas de casal, fico em um apartamento de dois quartos mais sala e cozinha. Além do gigantesco upgrade em termos de conforto, frequentar supermercados para compras de café da manhã e jantar é uma ótima experiência cultural e uma grande economia financeira. Viajando com crianças, para elas é muito cansativo ficar o dia inteiro fora turistando, então parte do dia é gasto na hospedagem e o espaço adicional dos apartamentos faz bastante diferença.

      • Guilherme

        Carlos, bastante interessante essa sua observação do AirBnB.

        Na viagem que cancelei, cujo destino era Europa, a única opção viável de viagem, em termos de planejamento financeiro, era justamente o AirBnB, pelos motivos citados por você, especialmente a possibilidade de “frequentar supermercados para compras de café da manhã e jantar”.

        Adiciono ainda o fator localização, já que há muitas acomodações muito bem localizadas, a preços extremamente competitivos.

  • Abner Luiz

    OFF TOPIC

    O KM DE VANTAGENS ESTÁ NOVAMENTE COM A BONIFICAÇÃO DE 30 DE BÔNUS. Porém dessa vez você recebe apenas metade dos Km de vantagens de volta.

    • Maikon

      A multiplus e o Km está cada vez mais restringindo a compra de pontos, definitivamente será que tem algum louco
      que continua pagando R$ 369,00 de mensalidade no club multiplus.

      • Maria Isabel

        Não compensa de jeito nenhum! O custo esta muito alto, você precisa ter muito km, pois agora vc perde 50% dos seus km na transferência e a multiplus está seguindo caminho do SMILES está facilitando o acúmulo de pontos, o que o invariavelmente irá resultar em aumento de preços e menor disponibilidade. A menos que você já tenho um resgate em mente, não faça poupança na multiplus de maneira alguma, ou poderá ficar com um belo elefante branco como são os atuais herdeiros do SMILES que querem viajar para o exterior e não conseguem

      • Adriano

        Oi tudo bem apareceu um louco (EU)kkkk.
        Maikon tudo vai do perfil,eu acredito que pra mim vale a pena na verdade pago os R$369,00 recebo 10K o que hoje valem cerca de R$270,00 .
        Sendo assim tenho um delta de R$100,00 que ja recupero transferindo 100k de KM tendo um bônus de 30K com custo R$3100,00 tenho 130K ou seja a milha sai a 0,023 um ótimo preço.
        e não e só isso ainda acho vantajoso o bônus de 30% dos parceiros este mês mesmo aproveitei uma promoção com a natura onde consegui 18 pontos multiplius a cada real gasto.

        • Carlos

          Cada um tem seu perfil. Minha única ressalva em relação ao Clube Multiplus 10k é que o valor é caro se a única vantagem é o ganho dos pontos. Os 30% a mais são excelentes, mas para isto poderia se assinar apenas nos meses em que for ocorrer alguma transação mais significativa, entrando e saindo do clube após a conclusão das mesmas. A não ser que todo mês se faça compra de Kms ou transferências de pontos, aí o clube seria muito bom.

          • Adriano

            Concordo Carlos é que atualmente (sei que vou ser crucificado por isso mas vamos la) estou usando o cartão Black do multiplus já que o primeiro ano me deram isenção da anuidade, sendo assim estou ganhado 3,25 pontos por dólar o que acho vantajoso pois e difícil ter promoção pra multiplus por mais de 50%

  • lissandro dauer

    Gostaria da opinião dos colegas em relação a troca de cartão,atualmente tenho o Bradesco Visa Platinum e estou insatisfeito com a pontuação (míseros 1 ponto por dolar) ainda mantenho o cartão devido ao alto limite e também a possibilidade de conseguir isenção devido aos gastos,nos dois últimos anos foi difícil devido a nova politica do Bradesco.Minha esposa tem o Nubank e usa bastante sendo que não vale a pena aderir ao rewards,estou pensando em mudar para o Elo grafite que pontua 1,7 por dolar e solicitar um adicional para esposa desta forma concentraria o gasto dos dois e pontuando mais que atualmente,o que acham dessa alternativa?

    • Carlos

      Eu não conheço muito bem as opções disponíveis, mas colocaria duas premissas: a maior pontuação possível; na plataforma Livelo (melhores e mais frequentes bônus de transferência) ou Esfera (este último por causa das promoções de pontuações dobradas ou triplicadas, conforme a meta de gastos). Se a isenção com um platinum que pontua apenas 1,0 já foi difícil, imagino que com o grafite vai ser ainda pior, entrando a questão de avaliar se os gastos com a anuidade justificam os ganhos adicionais.
      Os cartões Elo me parecem oferecer boas pontuações, um pouco acima dos concorrentes. Minha única observação é que, em viagens internacionais (ou compras ou reservas internacionais), a sua aceitação pode ser baixa, o que inviabilizaria tê-lo como única opção disponível.

      • lissandro dauer

        Obrigado Carlos.
        Para viagens internacionais manteria o nubank que é sem anuidade,creio que em relação a aceitação do Elo melhorou muito,com certeza em relação a anuidade do Bradesco a dificuldade irá continuar,sem contar a cobrança do adicional,o que no Santander dependendo do cartão não cobra,achei interessante o Dufry Platinum que pontua 1,5 não cobra adicional e os pontos não tem prazo de validade.

        • Albino

          Porque não o Elo Nanquim que dá 2,2 ponto por dólar, além de uma série de benefícios ? Escuto falar que a anuidade é fácil de negociar.
          O Santander Dufry só é gratuito no primeiro ano. Minha esposa tem e estou esperando fazer um ano pra ver como vai ser a negociação da anuidade.
          O Nubank realmente não presta para gerar milhas. Talvez sua maior vantagem seja a antecipação de pagamentos parcelados.

          • lissandro dauer

            Albino
            O nanquim pede uma renda que não tenho (20.000)
            No Bradesco estou no segmento exclusive.
            Em relação ao Dufry mencionei isenção em relação ao adicional no caso não é sempre isento?

            • Albino

              Verdade, li errado. Desculpe.
              Sim, os adicionais são isentos e a os pontos não expiram.

              • lissandro dauer

                Tranquilo,obrigado pela atenção.

  • Carlos

    Sim, conforme escrevi, passei a utilizá-los ao invés de reservar direto com a rede do hotel. Mas, normalmente, pesquiso primeiro o que tem disponível e preços no Amex FHR e Visa Luxury Collection. Se algumas das opções me interessar, fecho com eles mesmo pelo benefícios (café da manhã, upgrade, late checkout, crédito de US 100 ou 25). Se não tem nada ou estão muito caros, aí passo para Hotéis, Booking ou quem estiver dando o melhor bônus nos parceiros.

  • Rafael

    Com relação ao item 1, eu gosto de precificar todas as minhas milhas em R$ para ter uma ideia aproximada de quanto eu tenho.
    Utilizo cotação seguinte, que considero os valores mínimos que posso extrair dessas milhas/pontos:

    Livelo e Esfera = R$0,04 visto que vão dobrar de valor quando transferidas;
    Smiles, Multiplus e TudoAzul = R$0,02 pois é o valor que costumo economizar quando as uso ou as vendo;
    Amigo = R$0,03 pelos mesmo motivo acima;
    TAP = R$0,05 visto que consigo economizar pelo menos uns R$5000 ao emitir RT aos EUA em executiva com essas milhas;
    IP/BEAC = R$0,05 economia que essas milhas me proporcionam ao emitir passagens em trechos curtos;
    AAdvantage = R$0,035 ainda não emiti nada com esse programa, por isso não sei se precifiquei direito, mas é uma referência;
    Pontos Le Club = E$0,02 por motivos óbvios.

    Dessa forma, hoje eu sei que possuo pelo menos R$30 mil em “ativos de viagens”

    O que acham dessa cotação que eu uso?

  • Carlos

    O FHR normalmente tem hotéis mais caros (Park Hyatt, St. Regis, Conrad…) e costuma ter opções de 3 ou 4 dias com 1 dia grátis; o VLHC tem opções intermediárias, com a vantagem do preço e reserva serem feitos online. O FHR, pelo menos, está mostrando o preço no sítio americano para alguns períodos, mas sempre é o equivalente à diária standard disponível nos hotéis (mesma coisa para o VLHC).
    Um lado bom é que estas diárias são sempre canceláveis e, em quase metade das reservas que fiz, próximo à data da estadia a tarifa dava uma abaixada, então eu fazia uma nova e cancelava a antiga.

  • Tarcísio Bezerra

    Os cartões de crédito da Porto Seguro, só oferecem 3 adicionais, não mais 4, quem já tem, já tem, que não tem, não pega mais.

  • Carlos

    Outra postagem americana que se aplica bem ao contexto nacional: https://onemileatatime.boardingarea.com/2018/05/11/reasons-you-shouldnt-use-airline-credit-card/.
    Motivos para não ter cartão de crédito de companhia aérea:
    . Os pontos do programas de milhagem aérea sofrem desvalorização;
    . Cartões de crédito de companhia aérea não oferecem flexibilidade;
    . Pontos que são transferíveis (cartões de crédito tradicionais) possuem, de vez em quando, bônus de transferência.
    A única parte não aplicável é relativa aos bônus de categoria, já que lá a pontuação dos cartões varia de acordo com o tipo de gasto (viagem, suprimentos, restaurantes, combustível…).

    • Guilherme

      Muito bom! Lembro que, nos meus primórdios no mundo das milhas e pontos, concentrava tudo no TAM Itaucard……é mole?

      Ainda bem que evoluí……rsrs

      • Carlos

        Mas talvez não fosse uma opção ruim na época. Meu primeiro cartão de que eu fui titular foi um Real Platinum que pontuava 1,5, em 2005. Naquela época, eu era um completo analfabeto de milhas, então pagava muita coisa no débito e não me lembro de quais eram os parceiros, se eram só Tam Fidelidade e Smiles (provavelmente da extinta Varig).
        Não existia bônus de transferência naquela época mas o dólar era baixo, então um cartão pontuando 1,5 na época é o mesmo que um pontuando, atualmente, em torno de 2,7. E a tabela do Fidelidade, que me lembro, era bem razoável. Em 2008, para Am. do Norte era 20k, 40k ou 50k (Y, J ou F) e Europa, 30k, 50k e 60k, respectivamente.

        • Guilherme

          Verdade! Bons tempos aqueles. Eu inclusive tinha guardado na carteira uma tabelinha dos resgates de pontos voando TAM, que recebi junto com o TAM Itaucard Platinum, era realmente esses valores pequenos. E a cotação do dólar…. nem se fala, R$ 1,71, R$ 1,63….

          Achava o cartão o máximo, era quase preto, um design bonito….. mas era uma luta pra conseguir juntar pontos, não tinha essa facilidade que temos hoje, com clubes, vendas diretas pelos programas, KMs etc.

          • Carlos

            Fui dar uma olhada nas cotações do dólar para o dia de hoje. Em 2004, era R$ 3,10, em 2005, R$ 2,47, em 2006, R$ 2,09, em 2007, 2,02, em 2008, maravilhosos R$ 1,69, em 2009, R$ 2,05, em 2010, ótimos 1,78, em 2011, R$ 1,61!, em 2012, R$ 1,95, em 2013, R$ 2,02 e em 2014, 2,22.
            Ou seja, tivemos um longo período com o dólar com média de 2 reais. Equivale, novamente, a um cartão de 1,5 pontuando 2,7 hoje ou um de 2,2 pontuando 4,07. O bumerangue do Santander existia de forma permanente na época. O fato de não acumularmos tantas milhas devia ser a falta de estratégia ou uma situação financeira menos favorável, limitando os gastos no cartão (no meu caso, ambas as opções).

            • Guilherme

              Ótima recapitulação, Carlos. No meu caso também, ambas as opções.

              A torcida é para que, ao longo da próxima década, o dólar volte a patamares mais razoáveis, na faixa de R$ 3 “baixo”, ou, na melhor das hipóteses, na faixa de R$ 2.xx.

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