American Airlines elimina voo direto para Belo Horizonte, cancela trecho Rio-Dallas, e corta várias rotas que envolvem Rio e São Paulo, incluindo voo diurno para Miami e (pasmem!) frequência permanente GIG-JFK

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Segue notícia do Pan Rotas (fonte aqui):

A American Airlines deixa de voar de Belo Horizonte a Miami a partir de 21 de agosto, desiste da rota Rio-Dallas a partir de 19 de dezembro e corta frequências envolvendo tanto Rio quanto São Paulo, também no segundo semestre.

Segundo a aérea, a economia brasileira não se recuperou tão rápido como previsto, mas o compromisso com o País, para onde voa há 28 anos, se mantém firme. “Ainda voamos ao Brasil mais do que qualquer outra concorrente norte-americana, com 59 voos semanais”, justifica a American, em comunicado.

Confira:
BELO HORIZONTE (CNF)
– Cancelamento do voo a Miami a partir de 21 de agosto.

SÃO PAULO (GRU)
– Cancelamento do voo diurno a Miami a partir de 21 de agosto (ainda há dois voos na rota);
– Redução de cinco para quatro voos semanais a Los Angeles a partir de 19 de dezembro.

RIO DE JANEIRO (GIG)
– Redução para cinco voos semanais a Nova York (JFK) a partir de 21 de agosto, e depois apenas voos no inverno norte-americano, encerrando de vez em 16 de março de 2019. A partir de então, GIG-JFK será feito apenas sazonalmente;
– Cancelamento do serviço direto a Dallas a partir de 19 de dezembro.

Conclusão

“O compromisso com o País, para onde voa há 28 anos, se mantém firme”. Que compromisso? De prestar um serviço cheio de falhas e alvo de críticas constantes dos passageiros? Compromisso de voar com aviões velhos e ultrapassados?

Come on, American, vocês podem fazer melhor. Ou não!? 😛

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  • rkimwb

    A redução de LAX-GRU é de 7x semana para 4x, e não de 5x. O vôo se tornou diário há um tempo. Nesses 3 dias que ela deixará de vir pra GRU, a AA vai voar de LAX para EZE.

  • Cristiano Andrade

    Oi Guilherme…
    Vou fazer o papel de “advogado do diabo”, e olha que meio que desisti de levar minha lealdade para AA esse ano. Minha análise das mudanças:
    1. GRU-LAX – eles fizeram um movimento de dividir as frequências para LAX entre GRU (4 frequências semanais) e EZE (3 semanais), o que não é de todo ruim, ainda mais que voltaram ao 777-300 (saindo o 787-800) aumentando a quantidade de assentos.
    2. GIG – eles não conseguem acertar a demanda por lá, colocaram e tiraram JFK, colocaram DFW (agora vão tirar…). Tem um ajuste fino, até 16/03 muito pode rolar e eles voltarem com algo se houver demanda.
    3. CNF – já peguei esses vôos e sempre tentei entender a lógica deles, nunca peguei com muita ocupação, eles tem que manter uma base operacional a mais, agora entrando concorrência da Azul…
    No total não achei de todo ruim, mas eles vão deixar aberta a porta para Avianca, Azul e Delta crescerem.

    Quanto a 2 pontos:
    – Aeronaves velhas – todas passaram por retrofit (até os 767 que faziam CNF e os 757 de BSB). Os 777-200, 777-300, 787-800 e 787-900 tem o melhor hard product na conexão entre BR e US e as aeronaves tem média de idade menor do que as de Latam, Delta e United. Não acho que o problema sejam aviões velhos e ultrapassados…
    – Serviço Ruim: especialmente inconsistente! Pode ser ótimo e pode ser desastroso… já passei pelas 2 situações e não me parece que irão mudar isso tão cedo.
    – Compromisso com o país: apesar de tudo eles ainda tem a maior oferta na ligação direta entre BR e US e eles estão com um projeto de grande investimento do centro de manutenção em GRU, não acho que seja uma perda de compromisso com o país a redução de oferta, apenas que estão olhando prazos curtos no ajuste de oferta e não estão dispostos a baixar preços (e vão perder share e clientes)

    • Guilherme

      Olá, Cristiano, grato pelas observações!

      De fato, eles estão tendo problemas em fazer os ajustes de ofertas. Tomara que a concorrência aproveite a brecha pra tentar se posicionar melhor no mercado.

    • Lucas

      Boa análise. Só não faz muito sentido GRU-LAX voo com ótima ocupação. Para que redirecionar para outro país?
      Único voo que temos direto para Costa oeste. Deve ter coisa escondida (incentivo governamental argentino)
      Quanto a aeronave nunca entendi pq o 777-300 ia para Dallas e 787 para LAX. A demanda pela costa oeste sempre foi maior.
      Miami tá com oferta de demanda mesmo.
      Quanto ao Rio não sei avaliar, mas mesmo com violência é o principal ponto turistico do País.

    • Davi

      Você saberia dizer por qual tipo de retrofit o 757 de bsb, vulgo sucatão, passou? Fiz esse voo há 2 anos e não imaginava que um voo internacional poderia ser tão ruim (tanto no soft quanto no hard).
      Por causa disso, meus pontos AA são para as parcerias ou, se precisar voar de AA saindo do Brasil, me deslocarei para SP

      • Cristiano Andrade

        olha.. na econômica não tem muita mudança (ou nenhuma, exceto tomadas na Main Cain extra e WiFi). Na Business é muito parecida com a transcon (JFK-LAX ou JFK-SFO) com lie-flat, mas o sistema de entretenimento individual é um tablet (igual do 767). Longe de ser a melhor opção, mas já é uma grande evolução.

  • Observando Fato

    Doug Park foca em resultado, mesmo que sacrificando share. Entendo situacoes diferentes na noticia. A reducao da oferta tambem esta associada a joint venture entre AA e LATAM. Com isso rotas nao rentaveis ou com menor rentabilidade podem ser operadas pela congenere.
    GRU-MIA esta hiperofertado.
    A situacao do RJ fala por si so. Inseguranca , empobrecimento da populacao e o orcamento do estado deficitario ate pelo menos 2.022. Ninguem pode prever futuro promissor para voar nesse destino.
    A propria Qatar cancelou a abertura da rota e abriu CODE SHARE com a IB para o destino.
    A cidade mavavilhosa, com todo seu imenso explendor, sucumbe aos delinquentes disfarcados de politicos.
    Celso.

    • Guilherme

      Verdade, Celso. Quanto ao RJ, não dá pra negar a mega crise que vem atingindo fortemente o Estado já há algum tempo. Certamente isso tem repelido investimentos estrangeiros.

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