[Dúvida do leitor] Onde concentrar meus pontos e milhas? (ou é melhor ser um “free agent”?)

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O leitor Cristiano Andrade comentou, há tempos atrás, sobre uma dúvida, que pode ser a de muitos outros leitores do site, a respeito de onde concentrar, para o ano de 2018, seu acúmulo de pontos e milhas.

Em face da relevância do tema, resolvi compartilhar a dúvida na forma de um post, já que as respostas fornecidas pelos leitores podem dar pistas para você mesmo avaliar ou reavaliar sua própria situação individual. Confiram!

………………………….

“Estou aqui pensando o que fazer para o ano que vem, de novo as velhas contas de melhores opções de programas de Fidelidade.

Alguns pontos a considerar sobre o meu perfil:

– Viajo 5x/ano para EUA (costa Oeste) a trabalho em Business

– Concentro maioria de pontos no cartão no TPC

– Viajo pelo menos uma vez por ano com a família para os EUA de férias (tento fazer com emissão com milhas) e outra para outro destino (tento com milhas também)

Alguns pontos a considerar sobre os programas de fidelidade:

– AAdvantage: está quase impossível usar os upgrades nos vôos BR-US, o que era uma das grandes vantagens de me manter EXP com eles, além disso resgate de família voando Business na rota BR-US quase impossível em vôos AA ou parceiras (Latam não é impossível, mas mais fácil)

– Latam: eu tenho uma restrição geral em voar Latam vôos domésticos (não vale muito a pena detalhar), com o fim dos upgrades nas tarifas baixas acho que perde um grande benefício e a emissão de passagem BR-US de Latam tem mais disponibilidade, mas exige bem mais milhas do que a tabela da AA

– Amigo: o acúmulo de pontos nos meus vôos internacionais (para o meu perfil) fica muito baixo e a relação acúmulo-resgate horrível

– Smiles: o grande problema é no resgate, em especial a disponibilidade vaga-lume ou a valores exorbitantes. A vantagem é que dá para acumular em vôos Delta, Aeroméxico, Air Canada, Copa e Aerolineas (vai que tem alguma opção ali rss) e com status ainda dá pra ganhar 100% mais milhas nos 2 primeiros.

– Life Miles: pode ser uma oportunidade interessante em especial se eu começar a concentrar meus vôos para os EUA com eles (mas aí teria que começar a fazer 2 escalas), tem benefícios interessantes para clientes Elite, oportunidades de compras de milhas (nada espetacular, mas até que é bom) e transferência de milhas do Membership Rewards. E ainda a perspectiva de que o programa absorva o Amigo em futuro próximo. Ainda assim é possível acumular nos outros parceiros Star Alliance (Avianca Brasil, Air Canada, United, Copa). Infelizmente não fazem status match, senão estaria quase decidido a migrar.

– BAEC: teve uma desvalorização agora que para as rotas que imagino usar não fazem resgates muito interessantes

– TAP Victoria: é uma opção interessante também mais pelo acúmulo/resgate do que pelos benefícios, voando Star Alliance.

Estou na dúvida entre não entregar minha fidelidade a nenhuma companhia e escolher pura e simplesmente por preço e serviço ou me concentrar no Life Miles.

Algum insight por aí?”

Conclusão

A “disputa” parece estar concentrada entre acumular/concentrar na One World – com destaque para o AAdvantage e o BAEC – ou na Star Alliance – com destaque para o Life Miles e o TAP Victoria.

A balança tende a pesar mais a favor do Life Miles, pois é o programa que unificaria melhor os benefícios do acúmulo de pontos via gastos com cartões de crédito (em função da parceria com o Membership Rewards), com o acúmulo de pontos via voos pagos com dinheiro nas rotas para os EUA (embora com o inconveniente das 2 escalas).

E você, o que acha? Qual sua opinião?

Agradeço ao Cristiano pelo envio da dúvida!

  • Albino

    Lembrando que o Lifemiles possui um diferencial muito importante se comparado ao Victoria: as milhas não expiram, desde que a conta tenha movimentação a cada x meses, o que não é difícil.

    Não tenho experiência com o Lifemiles, desconheço a tabela deles para voos internacionais em parceiros. Mas sei que cobram taxa de emissão de bilhetes e adicional de combustível, quando cobrado pela parceira.

    Eu tenho muita experiência com o Victoria, ele tem uma tabela excelente para essa rota BR-EUA e bônus anuais de transferência. O problema fica nas novas alterações que virão em 2018, ainda a serem divulgadas.

    Smiles acho que está totalmente descartado por causa dos resgates vaga-lumes e montanha-russa.

    O caso da Latam, apesar de terem mudado a regra dos upgrades, ainda continuará valendo para bilhetes emitidos com milhas. Apenas da tabela da própria Latam flutuar muito, tem a tabela dos parcerios (AA, no caso de EUA), que tem um valor fixo.

    AAdvantage pra mim morreu desde que mudou a forma de acumular milhas. Estou com milhas lá esperando um resgate futuro, já que não expiram. Mas não concentraria milhas mais lá.

    BAEC salvo engano recentemente mudou a forma de acumular e/ou resgatar passagens. Não tenho experiência com eles, mas lembro de ter visto essa notícia. É bom tomar cuidado.

    • Cicero Bezerra

      Albino, quais seriam as mudanças na TAP? Se já não bastasse a taxa de combustível se mudarem o programa é capaz de eu me matar … :'(

      • Albino

        Eles mandaram um e-mail para os clientes anunciando que em 2018 iriam fazer umas mudanças pra deixar o programa “mais competitivo”. A primeira mudança já ocorreu, com a implantação do produto Miles&Cash através de uma venda casada, ilegal. Vamos ver o que a TAP nos reserva para 2018.

  • Cristiano Andrade

    Nem sabia que iria virar post.. rsss
    Por via das dúvidas pedi status match no Latam Pass (que vai se fundir com Latam Fidelidade, e assim a partir de abril os pontos Multiplus se somam aos do latam pass e o status mais alto passa a valer, Black no caso).
    Quanta a AAdvantage, no meu perfil até que funcionou. Consegui emissões interessantes em parceiras e no meu perfil de passagens pagas não fui afetado pela mudança para Revenue based. Mas é frustrante não conseguir usar os upgrades (quer dizer, consegui queimar eles numa viagem recém comprada para MCO para Julho/18, porém só nos vôos diurnos).
    Minhas viagens de lazer de 2018 já estão todas emitidas (só essa de MCO foi paga e usei upgrades). Viajarei em Jan/19 e já tenho pontos AAdvantage para emissão (vou torrar tudo!). Então tenho que continuar acumulando nas próximas viagens de lazer de 2019…
    Considerando minhas viagens de trabalho. Pensando em usar as seguintes rotas como opção:
    – Latam : GRU-SCL-LAX-SFO (acumulando no Latam Pass e me aproveitando do status match para Black)
    – Avianca: GRU-BOG-LAX-SFO (acumulando Life Miles e buscando status Diamante por lá…)
    E porque deixar a AA? Porque os preços deles estão proibitivos, e se for voar de Latam, melhor acumular no Latam Pass.

    Ou Free Agent… coloco a mão no bolso para algumas eventuais emissões. Pensando nisso…

  • SwineOne

    Embora esta discussão esteja totalmente fora da minha alçada, gostaria de pontuar algumas coisas.

    1. Para ter verdadeira liberdade de escolher preços, seria necessário escolher dois ou três programas que cobrissem as principais alianças, para crédito das milhas de vôos em cada um destes programas. Uma vez que a escolha seria feita em primeiro lugar pelo preço, a cada momento uma companhia diferente poderia ser escolhida, resultando em milhas pulverizadas entre os programas. O acúmulo passa a ser um “trabalho de formiguinha”, possivelmente levando anos para acumular o suficiente para uma emissão em um dado programa. Com isso, torna-se crucial um programa em que as milhas não expirem, ou tenham validade muito longa (p.ex. 10 anos no Smiles com status Diamante). Também é importante que hajam boas opções de transferência de cartão de crédito (se possível, com gordos bônus) e compra de pontos para completar os resgates. No caso da Star Alliance, parece que o Life Miles é mesmo uma boa escolha, ainda mais levando em conta o ponto levantado pelo Albino das milhas não expirarem. Não sei opinar sobre os demais.

    2. Uma vantagem que vejo em programas como Multiplus e Smiles é ter o backup da transferência para a Accor. Não tem como perder milhas nesses programas — em último caso você transfere para a Accor. Não preciso falar das vantagens da Accor: milhas que não expiram, créditos em euros com precificação direta, proteção contra flutuação de câmbio, deixar de pagar spread de câmbio no cartão e IOF, além das promoções que ocorrem com certa frequência (30% de desconto e café da manhã incluído; acúmulo de 6000, 8000 ou 10000 pontos por 3 a 4 hospedagens). Infelizmente, se o seu destino principal é EUA, o uso da Accor é mais restrito, então é algo a ser considerado. Este ano fiz uma emissão que considero boa no Smiles com a TAP, mas colocando na ponta do lápis, teria sido financeiramente mais vantajoso mandar para a Accor, isto na época em que o Smiles estava com uma promoção de 3:1 para enviar para a Accor. A escolha foi feita colocando algumas questões subjetivas na balança (voar um dos trechos em executiva, já ter bastante pontuação acumulada na Accor, não gastar dinheiro vivo na compra da passagem) que, na minha opinião, compensaram a ligeira perda financeira.

    3. Vou escancarar a minha ignorância aqui e perguntar: dadas as frequentes promoções do Santander de bônus em triplo, não é interessante ter um cartão Santander para usar enquanto as promoções estão vigentes, e usar o TPC o restante do tempo? Como disse, pode ser ignorância minha, mas é possível conseguir algo que remotamente se aproxime dos 6 a 6.6 pontos/dólar que o Santander dá nessas promoções no TPC? Entendo que o leque de parceiros do TPC deve ser bem maior, abrindo espaço para conseguir resgates com menos pontos, mas o importante no final das contas não é emitir uma determinada passagem gastando o mínimo de dinheiro no cartão para obter os pontos necessários? Suponha que você 2 a 2.2 pontos/dólar no TPC. Se uma dada emissão custa 50 mil pontos em algum parceiro do TPC não coberto pelo Santander, e a melhor opção nos parceiros do Santander custa 100 mil pontos, ainda assim você precisou gastar US$ 25 mil no TPC e apenas US$ 16.7 mil no Santander para fazer a emissão, admitindo 2 pontos/dólar no TPC e 6 pontos/dólar no Santander. Lembrando que o Santander envia para a Iberia, e os Avios depois podem ser enviados para a British.

    4. Será que o Membership Rewards vai continuar a existir? Especialmente com a Livelo credenciando novos parceiros de transferências (embora a uma taxa de conversão desfavorável, mas eles certamente vão argumentar que a opção existe, e portanto você não perderia parceiros se o Membership Rewards migrasse para Livelo). Visto que já não é mais possível, pelo que sei, contratar o TPC com Membership Rewards, e com esta manobra da Livelo, vejo que é apenas questão de tempo para o Membership Rewards ser extinto.

    • Guilherme

      Swine, em relação ao item 3, de fato é uma excelente alternativa (sou suspeito para falar…..rsrsrsrs), pois você maximiza o valor dos pontos gerados pelos cartões de créditos.

      Quanto ao item 4, pois é, é minha dúvida também, e acho que eles vão adotar o que já vem fazendo: novos cartões com adesão automática ao Livelo, e manutenção do MR para contratos antigos.

    • Carlos

      Acho a sua sugestão do backup Accor muito boa. Nem que seja para gastar no Sofitel NY ou Motel6 da vida.
      O caso do TPC é uma incógnita, há rumores que todos os cartões passarão para a plataforma Livelo e outro que os cartão Membership serão reassumidos pela Amex ou outra instituição bancária, motivo pelo qual a migração ainda não aconteceu e apenas criaram a opção de transferir pontos para o Livelo. Vamos ver se temos o desfecho em 2018.
      Sobre o Santander, é uma opção interessante mas complicada, embora eu tenha apenas o Santander AAdvantage. O acúmulo de milhas a 6,0 ou 6,6 é fantástico mas, me parece, mesmo que você abandone o uso do cartão fora do período de promoção, sua próxima meta (se atingiu a anterior) provavelmente será maior. E se você passar bastante da meta para aproveitar muito a pontuação triplicada, sua próxima meta será praticamente inatingível. Então você ficaria com um cartão de molho por longos períodos pagando caro (manutenção de conta e anuidade do cartão). Se sua conta é Santander independente do cartão ou se tem algum benefício especial, é tranquilo. Mas este combo TPC/Santander, apesar de ótima complementação, pode sair bem caro.

      • Guilherme

        Tem razão. Esqueci de mencionar os custos muito altos de manutenção da dupla TPC + Santander.

      • SwineOne

        Sou ainda “novo” no ecossistema Santander, tendo pego conta + cartão Platinum há 13 meses atrás, embora já tivesse o cartão Rewards por um tempo antes disso. Só estou na minha terceira promoção de bônus em triplo, e realmente a meta veio meio complicada dessa última vez. O pagamento de boletos no Mercado Pago até o limite grátis de R$ 4000, e em dobro pois uso 2 contas, uma minha e uma da minha esposa que é adicional do cartão, vai ser essencial para bater as metas dessa vez.

        Tinha a impressão que a meta era função dos seus últimos meses de gastos, claro que sem saber precisamente a definição de “últimos”. Pretendia deixar o cartão Platinum de molho e usar o Rewards enquanto não houvesse promoção, garantindo apenas o gasto mínimo de R$ 2000 por mês para não pagar anuidade, tentando empurrar a média para baixo para que a meta não viesse tão alta dessa vez. Infelizmente cometi um erro bobo que deve ter impactado na meta: além de as duas promoções de bônus em triplo deste ano serem próximas (uma terminou em agosto e a outra começou em novembro), houve uma promoção intermediária entre as duas, com milhas Smiles grátis para quem batesse uma meta um tanto alta também. Deveria ter usado somente o cartão Rewards nesse caso, pois excepcionalmente entrava na promoção, só precisava ser Mastercard, pelo que me lembro. Acabei dividindo os gastos daquele mês entre os dois, e com isso acabei não dando folga quase nenhuma ao cartão Platinum antes da definição da nova meta. Mas garanto que dessa vez não irei errar: virou fevereiro para março, gastos contadinhos no Platinum apenas para abater a anuidade até a próxima promoção de bônus em triplo.

        Com relação aos custos, pago meia tarifa do pacote Van Gogh mais básico, portanto cerca de R$ 35, tendo bastado fazer a portabilidade de salário para lá. Já levo o cartão Platinum sem anuidade desde que gaste um mínimo de R$ 2000 por mês, conseguindo 4.5 pontos/dólar durante as promoções. Poderia pegar o Black para chegar aos 6 pontos/dólar também durante as promoções, mas pelo que me lembro, deveria gastar o mínimo de R$ 8000 por mês para não ter anuidade, e fazer isso mês atrás de mês atrás de mês no meu caso me levaria à falência. Há a possibilidade de isenção da tarifa da conta com dinheiro investido no banco; normalmente não invisto em produtos de bancos porque os custos são altos, mas quem sabe com a nova realidade da SELIC a 7% os bancos se vejam obrigados a lançar produtos competitivos, e aí reavalio a situação. De toda forma, vejo que uma mensalidade de R$ 35 para ter um cartão Platinum não é o fim do mundo. Teria que estudar se há alguma forma de ficar com o Black só durante os períodos de promoções, e pelo menos na minha situação conseguiria em geral deixar de pagar a anuidade nestes meses.

        • Bruno Almeida

          “… deveria gastar o mínimo de R$ 8000 por mês para não ter anuidade…”
          Na verdade o valor para isenção é R$ 5000 por mês.

  • Carlos

    Cristiano, se você tiver paciência para aguardar meus próximos guest posts, vai conseguir embasar melhor sua decisão. Fiquei impressionado com as manifestações cometendo os erros clássicos de sempre. Haha, brincadeira. Tem quatro para vir, mas não são exatamente para esta linha, embora possam auxiliar na análise..
    Por
    Minha pergunta é: quão valioso é o status hoje em dia? Se os SWUs da AA são de difícil utilização e os upgrades gratuitos da Latam vão ficar do mesmo jeito, o grande diferencial dos programas se perdeu. Como você costuma viajar em executiva, acesso a sala vip e check-in prioritário também são irrelevantes.
    Pelos programas que está avaliando, também parece ser indiferente os benefícios em voos domésticos (check-in, remarcações, prioridades), ficando, acredito eu, apenas a questão da acumulação maior de milhas.
    Vamos lá, até quanto você aceitaria pagar a mais para fazer um voo que te rendesse mais milhas (One World ou Star Alliance)? Supondo um valor baixo para a executiva internacional: 500 reais. Com esse valor, você consegue comprar, nas melhores condições, 28k milhas no Smiles, Amigo e Tudo Azul (talvez Victória) e 22k no Multiplus, provavelmente muito próximo do que seu status renderia milhas a mais. Será que não vale priorizar o melhor preço ou horário ou companhia ao invés do acúmulo, já que me parece ser o único benefício efetivo do status?
    O Lifemiles eu acharia, em teoria, uma escolha não muito boa exatamente por este fator, o custo para completar a quantidade de milhas é muito maior que em programas brasileiros.
    Por mais que seu perfil de viagens seja relativamente alto, no fim das contas o que você acumularia em milhas se pontuasse em um único programa seria suficiente para emitir quantas passagens grátis? Toda a família ou ficaria alguma por comprar? Qual o valor economizado com as passagens e o gasto a mais com viagens definidas por aliança ou compra de pontos/passagens faltantes?
    Meio complicada esta resposta. Para quem viaja em econômica, vejo clara vantagem no status. No seu, não sei se diluir o acúmulo em Star Alliance (Amigo ou Victória), One World (Multiplus) ou “Sky Team” (Smiles) pode acabar sendo mais vantajoso.

    • Guilherme

      rsrsrsrs…… estou preparando os guest posts nesse exato instante, e podem ter a certeza que vem coisa MUITO BOA por aí.

      Não só do Carlos, mas tenho material também em vias de ser publicado nas próximas semanas do Celso, e de outros leitores que resolveram compartilhar suas experiências com programas de milhagens, de modo que essa alta temporada no MMdM promete…..hehehehe

      Abraços!

    • Cristiano Andrade

      Vou lá respondendo coisas básicas:
      – Vantagem do Status, para mim é mais a questão de maior acúmulo (e há grande diferença entre Gold e Black no Latam ou Gold e EXP no AAdvantage ou Gold e Diamante no Life Miles). Lógico que ouço de amigos que o Life Miles realmente confirma bastante upgrade para os Diamante, inclusive para acompanhantes.
      – A economia nas passagens corporativas eu não posso converter em compra de pontos (tenho um sistema com muita liberdade para emitir as passagens na minha companhia predileta, dentro de um teto de gastos, teto esse que a AA tem ultrapassado bastante ultimamente)
      – As viagens familiares tem uma mistura de passagens emitidas com pontos com algumas pagas (usando ou não upgrades). Esse ano tive as 3 modalidades: emitida integralmente com milhas, emitida econômica e usei Upgrades e outra de uma emissão em Business a preço bem baixo (que juntei com viagem de trabalho então não paguei a minha e só paguei do restante da família). Para 2019 já tenho todos os pontos necessários para viagem de férias de Janeiro, mas teremos mais ao menos uma viagem para EUA e outra regional (Brasil ou América do Sul).
      – com relação ao comentário do Swine sobre o Santander. Santander e Latam Brasil entram na categoria de empresas que eu boicoto por péssimas experiências de consumo com eles. Já cheguei a repensar, mas tem tanto “senão” e o cartão Black não sai automático para não correntista, que não somo tudo isso. Além disso, agora estou acumulando KM de vantagens, então tem a chance de fazer bastante Multiplus naquela promoção de 9 postergações (vou emitir mais 200k esse mês).
      Enfim, tendendo a ser free agent. Fevereiro vou a trabalho de Delta (a tarifa estava ótima) e devo acumular Smiles (que pode ser a opção para emitir para família toda uma viagem doméstica em feriado no limite de 25k por trecho/pessoa, até pensando em 2019 voltar a FEN, ou mesmo Jeri). Vai faltar somar pontos para ir ao EUA que acho que dá para gerar entre cartão de crédito e KM de vantagens.

      • SwineOne

        Já coloquei a minha opinião aqui no blog antes e vou colocar de novo. Acho bobeira essa história de dizer que não faz negócio com uma dada empresa, especialmente quando existe um oligopólio como nesses casos. Francamente, é tudo igual. Uma faz cagada de um lado, a outra faz de outro. Um ano uma está melhor, outro ano é a outra. O que acontece é que de vez em quando você dá o azar de ser alvo da cagada com uma delas, mas igualmente pode dar o azar de ser com a outra. O único prejudicado acaba sendo você mesmo, que fecha as portas para excelentes oportunidades que fariam seu dinheiro render mais. Sugiro repensar a atitude.

        Quanto à “promoção” do KM de Vantagens (que nunca achei tão promoção assim, até pouco tempo atrás você conseguia a menos de R$ 250/10 mil pontos à vontade, e quando as emissões eram provavelmente mais baratas), gostaria de um exemplo de uma emissão que é vantajosa nesse esquema. Sempre achei os valores caros. No meu caso uso apenas o pacote anual de 10 mil km = 10 mil pontos Multiplus que prontamente transfiro para a Accor.

        • Guilherme

          Swine, mas no caso da Latam o problema é a consistência com que os erros ocorrem. Se as experiências de consumo ruim fossem episódicas, pontuais, e temporárias, eu até concordaria com o “perigo da generalização”.

          Contudo, não é o que acaba ocorrendo. Tudo o que é de ruim se concentra nessa empresa. Meus exemplos pessoais também são inúmeros, mas só pra recapitular alguns: voos cancelados sem aviso (e isso eu já dentro da área de embarque, e sem ninguém avisar pra mim); 2 passageiros comprando o mesmo assento marcado; falta de respeito às filas prioritárias no embarque, checkin e recebimento de bagagem despachada (quando aplicável); funcionários com péssimo atendimento, desorientados, deseducados, rudes, grossos e violentos; falta de coordenação motora no serviço de bordo (derramamento de líquidos nas roupas de quem senta na poltrona C ou D), atrasos constantes, pontos de passagens canceladas que demoram para retornar pra conta, demora no reembolso das passagens pagas em dinheiro, call center desorientado que demora pra atender os pedidos etc. etc. etc.

        • Christiano Timotijus Cerniausk

          Uma das vantagens que vejo na compra de pontos no Km de Vantagens é poder emitir para Ásia em executiva (Iberia, British e raramente Qatar) por 110.000 o trecho, o que dá a grosso modo R$ 3000,00 o trecho.

        • Cristiano Andrade

          Oi Swine
          Tendo a concordar contigo em relação a deixar de lado algum fornecedor… quanto a questão do Santander tem a questão de conseguir atingir as metas e também as vantagens que tenho com outro banco (cartão sem anuidade, tarifa reduzida em investimentos, taxas de administração em fundos, isenção de tarifas, taxa de câmbio infinitamente melhor do que o que já tive no Santander, tanto para envio de $ pro exterior quanto para trazer)… enfim, são benefícios que valem (na ponta do lápis) muito mais do que os pontos a mais no cartão.
          Quanto as cias aéreas, em viagens de negócios acabo privilegiando melhor serviço e conforto mesmo, aí a Latam perde de longe das outras nos vôos domésticos, inclusive na questão de atrasos.
          Bom, quanto ao KM de vantagens, uma lógica que tenho é:
          – gasto para fazer 220k (vai dar uns R$6k) para emitir uma ida-e-volta para Oceania em Business, assim mantenho 175k de AAdvantage na mão que podem me gerar 3 trechos BR-US, assim a minha lógica fica sendo ida-e-volta BR-US em Business por R$4k mais ou menos.. nada espetacular, mas valor ainda assim que vale a pena.

  • Joao

    Faça status Match com a delta (você consegue platinum medallion), que também recebe pontos do TPC, tem um sistema de upgrades fantástico é muito transparente e te dá os mesmos beneficiando ser cliente diamante, com exceção do bilhete free.

    • Albino

      A Delta não faz status match. Só challenge.

  • Tarcísio Bezerra

    Excelente discussão aberta.

    Toda vez, que você fala que já fez alguma viagem com milhas, alguém pergunta e ai, qual o melhor programa?

    Porém essa resposta não é tão fácil assim.

    Na minha visão não existe o melhor único, todos são bons e excelentes (falo com base na minha experiencia e utilização, que são os programas nacionais + o Victoria). O que existe é o melhor programa de acordo com seu objetivo.

    A cada viagem que faço, quando volto procuro escolher me próximo destino, e ai começa a busca do melhor programa de pontos, faço a busca para emissão de passagem com pontos no seguintes passos:

    1º Procuro saber qual a taxa média de emissão com milhas para o destino desejado, em diferentes datas, alta e baixa temporada dos programas que tenho possibilidade em pontuar, faço uma tabela com os trecho na linhas e os programas na coluna.

    2º Como a maior parcela do meu acumulo de pontos vem de cartão de crédito, compra em parceiros e clube de milhas, pesquiso quais as ultimas promoções de transferencia de pontos via meu programa de fidelidade (no meu caso Porto Seguro, pela sala Vip, e Livelo BB). Com essa tabela divido o valor das milhas pelas promoções que são facilmente encontradas, se for 100% de bônus divido por 2 a taxa de emissão se for 60% de bônus, faço a equivalência de quantos pontos de fato preciso acumular (contando com a promoção) para poder emitir as passagens.

    3º Como não viajo com muita frequência, algo tipo 4 vezes pro ano sendo 2 com milhas e 2 pagando, finda que o fator companhia aérea não é o fator mais importante pra mim, mas mesmo assim, vejo qual é mais fácil pontuar, contando o mesmo trecho e se a diferença for pouca, opto pela qual tenho preferencia em acumular pontos, mas o fator prioritário sempre é o preço, pra mim.

    4º Com tudo isso em mãos começo a foca sempre e sempre nos pontos, compras, combustível, hotéis, tudo que o programa selecionado me proporcionar, sempre em primeiro lugar pontuar na livelo, já que de lá eu posso multiplicar minhas milhas com o bônus obtido. O combustível findo no premia, que além de não haver taxas, Ipiranga não tem um posto aqui em minha cidade.

    Outros fatores importantes:

    Não transfiro por transferir para aproveitar promoção, minhas milhas ja expiraram e findei não usando ou pagando para reativar, (o pior negócio).

    A cada nova meta (viagem) escolho o melhor programa, que pra mim, já foi a múltiplus quando focava em viagens nacionais, depois passei pro Smiles o qual me permitiu ir para Tailandia e Emirados árabes, por 150k por pessoa, ida+volta (se levar em consideração que transferir com 100% foram 75k). Minha próxima viagem, foquei na TAP a qual vou para dois países, da America do Norte e 3 cidades diferentes (utilizando o stop over e open Jaw, (fora o que vou comprar interno para conhecer) gastei 90k por pessoa em executiva, contando que transferir com 100% de bônus, foram apenas 45k acumulados por passageiro, um preço excelente.

    Tenho flexibilidade em datas, sempre abro uma janela de datas de 60 dias sendo que posso viajar por no máximo 20 dias, o que me permite me adaptar a disponibilidade das passagens, e não que as passagens se adapte a mim.

    Atualmente volto para múltiplus, já que quero ir para Sidney e tem me permitido um bom acumulo com parceiros na sua grande maioria 10 pontos por real.

    Atente e muito a validade das milhas, que as bônus no Smiles pro exemplo alem por 6 meses, mas podemos emitir para 11 na frente, então transfiro hoje, daqui a 6 meses elas expiram, daqui a 6 meses emito passagem para até 11 na frente, ou seja as milhas vale, por 6 meses, porém posso voar até 17 meses depois da transferencia. A múltiplas valem por 2 anos o Victoria, já peguei promoção 100% de validade de 3 anos e outra com validade de 1 ano, os bônus.

    Não pago anuidade de cartão, com PicPay (que você transfere para contas gratuitamente até 800,00 cada conta pode receber até esse valor sem custo algum) E mercado pago (limite de 4 mil para pagar contas, juntando eu e minha esposa isso já vai para 8.000) Somando tudo já tenho um valor de fatura 9.600,00 sem gastar nada desnecessariamente.

    Tomar muito cuidado para não gastar para acumular pontos desnecessariamente, isso pode custar muito caro, faço as contas de quanto pago a mais e quanto ganho de milhas (nos casos de não ser mais barato ou o mesmo valor) coto a milha numa média entre a compra da livelo com promoção 35,00 o milheiro (que caso eu opte por não viajar ou finde chegando próximo do prazo posso vender nos sites que compram milhas).

    Utilizo o oktoplus para gerenciar todos meus programas de pontos e não perder uma milha se quer.

    E sim, é um trabalho de formiguinha, aquela velha história do café se você não tomar café em tantos anos, tera sei lá quanto em tanto tempo. Se você não deixar de acumular milhas em tudo que você possa, em alguns anos, terá muito mais milhas que você poderia ter acumulado, por não ter se atentado aos parceiros.

    Meus principais cartões acumulam 2,2 pontos por dólar gasto.

    Essa tem sido a metodologia que venho utilizado para o meu perfil de acumulo e viagem, a qual tem me permitido muitos acúmulos e muitas viagens.

    • João Alexandre

      Esta questão de qual é o melhor é um dilema, depende do momento, trecho e promocoes

      • Tarcísio Bezerra

        Perfeito João, como esplanei acima, depende da capacidade que você tenha de gerar em cada programa e dos trechos a preços atrativos que ele oferta.

  • Fernando

    Sendo bem honesto.. Gosto muito do Smiles.

    Sei que o preço pra resgatar pra fora do Brasil ta alto e sem opção.. mas diamante ter teto de 25 k dentro do brasil é ótimo.. além disso sempre aproveito promoções pra comprar milhas entre 2 e 3 centavos por milha.. as transferências sempre têm um bônus bem alto tbm..

    Além disso, estou indo de executiva pros eua, 210 mil ida e volta.. Fui ver vôos internos.. iria pagar 1100 reais em 2 vôos internos Delta.. emitindo via Smiles irei pagar 30 mil milhas.. Adoro mto este programa.

    Mas mando milha direto pra Latam também, mas sinto q tem menos promoções e é mais difícil chegar num status alto do programa fidelidade

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