[Guest post] Como turbinar aquisição de milhas, e práticas inaceitáveis

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Eis aqui o quinto guest post do Celso, onde ele dá dicas sobre como maximizar o acúmulo de milhas e pontos, bem como tece comentários muito úteis sobre o Pague Contas, Viaje Fácil (onde continua um diálogo muito produtivo com o leitor SwineOne, que começou na caixa de comentários do último post) e compras de milhas em redes hoteleiras, dentre outros assuntos correlatos.

Os textos anteriores do Celso estão enumerados abaixo:

Boa leitura!

Nota do editor: o objetivo dessa série de guest posts não é outro senão o de compartilhar conhecimento, para que todos aprimorem suas decisões relacionadas aos gastos com viagens. Por isso, comentários – endereçados ao autor ou a qualquer outro leitor do site – considerados e classificados, a critério exclusivo do editor do site, como ofensivos, pejorativos ou que, de qualquer forma, conduzam os debates a níveis destrutivos, e não construtivos, serão excluídos, moderados ou modificados, total ou parcialmente, sem prévio aviso.

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Um dos momentos icônicos da minha vida estudantil foi na aula inaugural do meu MBA, onde um diretor da Faculdade de Administração começou o curso com as seguintes palavras:

“We want to receive them with the university spirit and in the search for knowledge it will be fundamental to forget the concepts they carry and open themselves to new knowledge by breaking paradigms. It will clearly benefit students who can absorb new visions of the world.”

Confesso, inicialmente, ter sido surpreendido por visões totalmente contrárias a meus dogmas, e arrasado por ver que muitos dos meus dogmas, tidos como verdades absolutas, eram, na realidade, totalmente errados.

Com o tempo, tornei-me totalmente aberto a novos conceitos, e aproveitei ao máximo o MBA. Questionar faz parte do processo educacional, porém, ao discutir, você não é mais capaz de absorver conhecimento, e coloca o diálogo no tom de confronto de ideias, e passa a querer ter seus dogmas como verdades. Dividir conhecimento é o objetivo nestes posts, decorrente do que é efetivamente vivenciado ao longo de centenas e mais centenas de voos.

Por exemplo, eu não monitorei voos da Qatar Airways em Primeira Classe, eu viajei, e, portanto, vivenciei a experiência.

Isto posto, iniciemos.

Nos primórdios dos programas de fidelidade das companhias aéreas, somente voando poderíamos obter milhas.

Atualmente, voando obtemos milhas. Agora que você já sabe que não existe milha grátis (isso está no campo da fantasia), comece a fazer conta.

Num bilhete round trip, na classe X, a tarifa hipoteticamente é de 1.000 USD, e lhe rende 10.000 milhas.

Na classe Z, o mesmo bilhete é tarifado em 900 USD, e não lhe rende nenhuma milha. Qual bilhete comprar?

Resposta: Depende de sua individual e real necessidade.

Nesse caso, por 100 USD você estaria recebendo 10.000 milhas, e todas as vantagens que um bilhete restritivo lhe impõe (não permite remarcação, bagagem mínima, excesso de bagagem com sobretaxa, não permite marcar assento e por aí vai…).

Digamos que, na classe Z, a tarifa fosse de 800 USD, o que lhe interessa agora?

E se o bilhete custasse 950 USD?

Isso visa mostrar que nem sempre um valor nominal melhor é obrigatoriamente uma compra adequada à SUA NECESSIDADE INDIVIDUAL.

A imensa maioria dos passageiros não emite bilhetes-prêmio com a maioria dos pontos vindos de voos, principalmente nos trechos internacionais.

Dentre outras formas, e significativas, na obtenção de pontos, estão o uso dos cartões de crédito.

Qual é o melhor cartão de crédito, e a melhor bandeira?

Resposta: depende do seu perfil!

Das 3 maiores bandeiras, VISA, MASTERCARD E AMEX, parece-me que a primeira tem uma aceitação mundial levemente superior à segunda.

A terceira tem restrições de uso em muitos países, e pouca aceitação em muitos países.

Particularmente, só tenho Mastercard no momento, e ele sempre me satisfez. Tive muitos Visas no passado que também foram supereficientes.

No post que já publiquei, onde você foi convidado a fazer uma avaliação sincera do seu perfil, ao responder sua capacidade familiar de gerar milhas ao ano, você já pode ter uma ideia do cartão a escolher. Considerando o valor da anuidade cada vez maior, do Gold para o Black:

Gerando poucas milhas, um Gold seria adequado.

Intermediário, um Platinum seria adequado.

Grande gerador de milhas, o Black seria obrigatório.

Na escolha do seu cartão, observe o valor da anuidade, a bonificação por dólar gasto, e os SERVIÇOS AGREGADOS embutidos no valor da anuidade, e os valores de cobertura (seguros em geral).

Se pretende viajar ao exterior, cartões com ampla e alta cobertura para sinistros médicos são obrigatórios.

Observe se os parceiros aéreos de transferência atendem seus desejos, principalmente se for um gerador intermediário de milhas, caso contrário, descarte de início.

O grande gerador pode estar em múltiplos programas, enquanto o pequeno gerador de milhas não tem muitas opções.

Seu cartão ter pague contas em raríssimas situações pode ser vantajoso, e explicarei isto mais adiante.

Erro persistente

Pois bem, hoje você abre o blog Meu Milhão de Milhas e se depara com isto: Promoção de Milhas no Smiles com desconto, por R$ 280 cada 10.000 milhas, mas não é só o Multiplus está oferecendo no mesmo período 10.000 por R$ 350,00 e o Lifemiles R$ 400,00 por 10.000 milhas.

Você, induzido ao erro, corre comprar no Smiles! Acha ter feito um excelente negócio! Balela!

Veja seu erro:

  • Qual é seu objetivo de destino e classe que pretende voar?

Você focou em preço, esquecendo que deve focar no destino e disponibilidade, para só então avaliar o preço!

Num caso hipotético, imaginemos que seu objetivo seja viajar de GRU a AUH (São Paulo – Abu Dhabi) em classe executiva.

Observe o que fez ao comprar milhas Smiles.

No Smiles, essa emissão, com milhas baratinhas, requer um total, por bilhete one way, para emissão SOMENTE com a Emirates (única disponibilidade) de exatas 250.000 milhas, cujo custo total seria de R$ 7.000,00.

No Multiplus, a emissão seria com a Iberia e a British, cobrando exatas 100.000 milhas, cujo custo total seria de R$ 3.500,00.

No Lifemiles, a emissão seria com a Turkish ou Swiss, cobrando exatas 85.000 milhas, cujo custo total seria de R$ 3.400,00.

Logo, ao cair na tentação de comprar milhas baratas, você foi penalizado em 103%.

Seu argumento contrário seria que não podemos comparar a Iberia com a Emirates.

Concordo, mas a Swiss em Business tem produto similar, que jamais justificaria tal sobrepreço por parte da Emirates no Smiles.

Nem estou falando do brinde que o Smiles dá ao passageiro nessa emissão, cobrando uma taxa de combustível (YQ) de 210 USD, aproximadamente. NUNCA FOQUE EM PREÇO.

  • Tem disponibilidade para emissão com milhas?

Imaginemos a mesma situação, agora para o Havaí, em classe executiva. GRU-HNL.

No Smiles, essa emissão, com milhas baratinhas, NUNCA APRESENTA DISPONIBILIDADE, ou seja, suas milhas baratinhas não lhe servirão para conquistar seu desejo.

No Multiplus a emissão seria fracionada com a American Airlines.

No Lifemiles, a emissão seria com a United em bilhete único.

Logo, ao cair na tentação de comprar milhas baratas, você ficou com elas, sem poder utilizar no que gostaria. NUNCA FOQUE EM PREÇO.

Portanto, antes de comprar milhas, tenha em mente seu destino, e a disponibilidade do programa, para emitir com milhas, seu bilhete.

Bem, seu caso não está relacionado acima, ou seja, você sabe o destino, sabe a disponibilidade para emissão, mas precisa rapidamente aumentar seus pontos, o que fazer?

Nesta situação e somente nesta situação, você irá comprar pontos, no programa que lhe oferece o melhor serviço pelo menor prêmio, avaliando a melhor relação custo x benefício, onde os mesmos possam lhe proporcionar maior prazer, o que não obrigatoriamente será mais barato.

Nesse contexto, você também avalia as opções para seu caso, pensando inclusive em bônus sobre os pontos (KM de Vantagens transfere direto sem nunca ter bônus; enquanto que no Livelo, ocasionalmente, aparecem promoções generosas sobre os pontos já comprados).

Vale a pena utilizar o Pague Contas para gerar milhas?

O Pague Contas nada mais é que um sistema de compra indireta de milhas em que seus pontos ficam acumulados na conta do cartão.

Desconheço na Internet uma análise correta, e a consequente resposta à pergunta se vale a pena ou não.

Vamos tentar responder esta pergunta sem parcialidade.

Inicialmente vejamos os cenários existentes:

1. O pague contas por uma tarifa previamente definida em reais irá gerar pontos. O valor do boleto será transformado em USD, e multiplicado por um fator de premiação do nível do seu cartão, gerará pontos na conta do cartão.
2. Quanto mais alto o valor da moeda americana, menor o número de pontos gerados pelo mesmo valor de boleto pago, e vice-versa.
3. Quanto mais alto o nível do seu cartão (black) maior o fator de premiação que, no Brasil, em condições não promocionais, é de no máximo 1,1 pontos por cada dólar pago em Pague Contas (com cobrança de tarifas razoáveis – foram excluídas tarifas exorbitantes). Entretanto, quanto maior o nível do seu cartão, maior a anuidade.
4. Ao utilizar o Pague Contas, o valor efetivo pode ser aplicado no mercado financeiro por 30 dias, ao menos, dependendo de sua disciplina nos pagamentos.
5. Em períodos de crise há natural redução nos preços dos bilhetes aéreos. Fora da temporada os preços são menores.
6. Destinos em rotas com pouca concorrência tendem a ter preços médios mais altos, e pouca ou nenhuma disponibilidade para emissão com milhas.

Diante disto a resposta à pergunta se vale a pena ou não é:

Somente simulando seu caso podemos saber se vale ou não a pena.

O erro mais comum nessa avaliação é a análise estanque, levando à conclusão errônea, em muitos casos. Pague Contas e emissão são como bolsa de valores, o resultado somente pode ser avaliado no momento da REALIZAÇÃO (emissão do bilhete).

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Vou simular minha situação pessoal. Eu tenho um cartão Santander Unlimited Mastercard Black, e nele concentro minhas despesas.

Os pontos por ele gerados têm validade que nunca expiram. Nesta data, no Pague Contas, ele gera 1.1 pontos por cada USD pago em boleto.

O maior valor por boleto que pode ser pago é R$ 3.000,00, pelos quais ele cobra R$ 24,50 de tarifa e 0,0082%/dia de IOF com adicional fixo de 0,38%, totalizando por boleto um valor máximo de até R$ 43,28 e gerando nesta data, com a cotação do dólar hoje no cartão Santander, 1 USD = R$ 3,357, 983 pontos.

A última anuidade deste cartão foi de R$ 816,00.

Vamos simular uma situação real para este momento. Este cartão permite transferir pontos para o programa Iberia Plus, e de lá no Combine My Avios, os pontos podem ser enviados ao programa Executive Club da British Airways. Cada ponto do cartão se transforma num ponto do programa da British.

Vamos simular um bilhete de ida e volta GRU-LHR, em baixa temporada (onde o preço é mais barato), no programa.

Em classe econômica, executiva e primeira os prêmios são de 78.000, 150.000 e 222.000 avios, respectivamente e há disponibilidade na rota.

Os preços dos bilhetes sem taxas são USD 1.495, 3750 e 6426, respectivamente. Nesta data, o valor em moeda nacional corresponde a R$ 5.018,71, R$ 12.588,75 e R$ 21.572.08.

Para obter os prêmios em econômica, executiva e primeira classe nas condições do cartão mencionado são necessários (cada boleto pago gera 983 pontos) 79,34 boletos, 152,59 boletos e 225,83 boletos. O custo máximo desses boletos seria de exatos R$ 3.433,83, R$ 6.604,09 e R$ 9.773,92.

Esse custo deve obrigatoriamente ter incluída a anuidade do cartão, pois sem ele você não realiza a operação (o argumento que utiliza o cartão para outras transações não vale, pois nesse caso a bonificação é superior e não há taxa de compra de mercadorias), logo, a cada um dos valores, acrescentamos a anuidade no valor de R$ 816,00.

Portanto, o custo PRELIMINAR para obter as milhas foi de R$ 5.834,71, R$ 7.420,09 e R$ 10.589,72 e os respectivos pontos estariam na sua conta.

Suponhamos que seu cartão tenha limite que lhe permita pagar 23 boletos por mês. Assim você conseguiria emitir em ao menos 3 meses, 7 meses e 12 meses todos os boletos para os respectivos prêmios. Portanto, seriam R$ 69.000,00 ao mês em boletos. Como ao pagar o boleto você ganha prazo de até 40 dias, façamos uma média de 30 dias onde seu dinheiro aplicado renderia um mínimo de 0,5% ao mês e com isso juros mensais de R$ 345,00 devem ser abatidos dos valores.

Neste caso, teríamos um novo custo para classes econômica, executiva e primeira de R$ 4.799,71, R$ 5.005,09 e R$ 6.449,72.

Porém, esses boletos pagos necessitam do que os milheiros chamam de raquetada, voltando à sua conta do cartão inicial. Uso o Itaú Black e pago IOF de 0,38%. Logo, esse custo mensal de R$ 262,20 deve ser acrescido, assim como a anuidade desse novo cartão, R$ 840,00.

Teríamos, nesse caso, um custo respectivo para os bilhetes de R$ 6.426,71, R$ 8.180,49 e R$ 10.436,12.

*toda esta análise só terá validade de a cotação do dólar frente ao real for a mesma durante todo o período.

……………..
Outro custo a ser computado é que o bilhete comprado gera milhas, e elas têm valor comercial no mercado.

Neste trecho, especificamente, você ganharia 5.896, 17.688 e 29.480 avios (pontos).

Supondo que 10.000 pontos valem no mínimo R$ 350,00 ao compararmos o custo do bilhete-prêmio com o bilhete tarifado, temos que acrescentar no custo do bilhete-prêmio o valor correspondente aos pontos gerados pelo outro bilhete.

Assim passaríamos a ter os seguintes custos por classe no bilhete prêmio, R$ 6.633,07, R$ 8.799,57 e R$ 11.467,92.

…………..
Acontece que algumas variáveis podem ocorrer, e alterar de forma brutal a análise.

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Situação A – Estes valores gerariam os pontos que estão na sua conta do cartão e seu cartão altera a regra de transferência do tipo 1:1 para algo como 1,25:1, antes de você ter todos os pontos. Isso acarretará aumento do custo no seu bilhete-prêmio.

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Situação B – O programa de fidelidade aumenta o valor do prêmio para emitir o mesmo bilhete. Isso acarretará aumento do custo no seu bilhete-prêmio.

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Situação C – Seu cartão faz uma promoção e a transferência é bonificada 1:2 e neste caso você recebe o dobro dos pontos. Isso acarretará diminuição de custo no seu bilhete-prêmio.

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Situação D – O programa de fidelidade promocionalmente diminui o valor do prêmio para emitir o bilhete. Isso acarretará diminuição do custo no seu bilhete-prêmio.

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Entretanto, não ocorrendo nenhuma das condições das situações de A a D e você emitindo agora o bilhete, sua economia na classe econômica não existe, e para gerar o bilhete com pague contas há acréscimo no valor de R$ 5.018,71 para R$ 6.633,07 = + 32,16% mais caro, tornando o pague contas totalmente contra-indicado para esse tipo de emissão.

Já na executiva o custo do bilhete de R$ 12.588,75 cai para R$ 8.799,57 gerando economia de 43,06%.

Finalmente, na primeira classe, de R$ 21.572.08 o custo cai para R$ 11.467,92 gerando economia de 46,83% no valor do bilhete-prêmio.

O custo efetivo final da milha gerada artificialmente pelo Pague Contas somente na emissão poderá ser avaliado, podendo ser menor!

Nesta simulação, com estas condições, é inegável o benefício do pague contas SOMENTE PARA VOOS EM BUSINESS E FIRST. Porém, estamos falando de voo internacional, de longa distância.

Será que se simularmos voo nacional de curta distância e longa isto também é verdadeiro?

Para bilhetes nacionais o pague contas NÃO tem viabilidade de custo.

 

Prática arriscada

Talvez a forma mais barata de compra de milhas em programas internacionais seja através de brookers. Esses brookers são consolidadores de milhas que vendem por preço fixo a quantidade de milhas que você quiser, colocando-as em sua conta. Veja alguns consolidadores abaixo.

Comprar milhas vale a pena?

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Nunca pense em comprar milhas como um investimento, pois o valor das milhas pode ser imensamente desvalorizado. Outro aspecto é que a compra de milhas pode ser em programa que não opere no Brasil e com isso você está totalmente desprotegido em caso de reclamação.

Só pense em comprar milhas de qualquer programa de fidelidade se for IMEDIATAMENTE emitir o benefício. Avalie sempre o custo e o benefício obtido com a despesa efetiva que terá.

Existem inúmeros programas de fidelidade que vendem pontos ou milhas. Companhias aéreas, redes hoteleiras etc.

Vou citar apenas alguns que acho interessantes.

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Onde se pode comprar milhas na Internet?

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O primeiro site e com preço muito vantajoso é este: The Mileage Club

O segundo site e neste é permitido compra ilimitada de milhas é este: Buy Airlines Miles

O terceiro site First Class Flights tem opções interessantes de compra.

Leia detalhadamente as regras dos sites antes de comprar as milhas.

Comprando nestes sites, você conseguiria viajar por preço excepcional.

Acontece que alguns programas vedam expressamente a prática de comercialização de milhas, e auditam contas de clientes.

A Singapore Airlines audita, cancela as milhas e o excluí do programa se detectar tal prática.

A Virgin Australia também.

Há vários relatos dessas duas empresas auditando e cancelando conta de clientes. Nas demais, não se observa relatos.

Apesar de na Internet haver relatos de muitos usuários que teoricamente atestariam a lisura e eficiência do sistema, nunca me arrisquei.

Se optar por esse risco, só valeria a pena se fosse emitir e usar seu bilhete imediatamente, pois se o brookers não debitar seus pontos, você cancela o pagamento no cartão e se debitar já emite o bilhete e voa.

Como sou avesso a risco, não compraria para deixar milhas na conta, vindas através de brookers, por um período, em nenhuma hipótese.

Práticas inaceitáveis

Viaje Fácil do Smiles 

Este tópico específico quero dedicar ao leitor SwineOne, que frequentemente escreve comentários, ao blog, que acrescentam valor aos debates, proporcionando discussões úteis e relevantes para todo o público.

O Viaje Fácil é uma maneira extremamente agradável de fazer os usuários lutarem contra si mesmo, do usuário ser nitidamente prejudicado e ainda o que é pior, o mesmo adorar! e mais o usuário ainda divulga e louva o fato que somente no Smiles existe isso! Vou argumentar com números e fatos.

O Viaje Fácil é, em resumo, a contratação de uma única reserva por vez, com antecedência de até 330 dias, de bilhetes SEM TER MILHAS NA CONTA suficientes, mas que mediante o pagamento neste momento de R$ 120,00 permite bloquear o(s) assento (s) para a emissão, que ocorrer a qualquer momento após ter milhas na conta suficientes o que impreterivelmente deve ocorrer até 60 dias, antes da data do voo, sob pena de ser penalizado com o valor pago inicialmente com imediato cancelamento do bloqueio.

Muito bem, comecemos a mostrar a verdade dos fatos:

Segundo a ANAC, em 2016 o preço médio do bilhete emitido para voo nacional foi R$ 350,00, e o caso extremo foi para decolagens de Rondônia onde o preço médio atingiu R$ 576,00.

Pois bem, como Rondônia é minoritário e todos os posts desta série buscam informar a prática e casuísticas para a MAIORIA DOS USUÁRIOS DOS PROGRAMAS DE FIDELIDADE, excluindo assim todas as situações peculiares, considerando o que ocorre com a maioria, ilustraremos todos os exemplos.

SwineOne, num país cuja inflação anual é menor que 3%, você aceita como razoável que, para obter um direito que já possui, seja acrescido um custo de 35%?

Imagine que gostaria de emitir GIG-JPA, cujo custo efetivo hoje foi de R$ 449,31 (acima da média).

Ainda assim, você acrescenta um custo adicional ao seu bilhete, que já tem direito de emitir ao cumprir as regras, de aproximadamente 27%.

Na emissão nacional o acréscimo ao valor do bilhete é altíssimo e Viaje Fácil é inaceitável!

Viaje Fácil na emissão internacional.

SwineOne, você vai casar e decidiu comprar o vestido da sua noiva na minha loja, para sua futura mulher. Eu lhe digo que, para confeccionar o vestido, você terá que entrar no Programa das Noivas. Você aceita.

Eu lhe imponho, como condição, que somente após depositar o valor total de R$ 100.000,00 eu lhe confecciono o vestido de sua noiva. Você aceita.

Além disso, lhe informo que a capacidade de confeccionar é limitada e será de 5 vestidos por mês, e quem pagar primeiro os R$ 100.000,00 usa uma das 5 vagas, até o limite total do mês. Você aceita.

Pois bem, você junta o valor faz o depósito na conta do Club com muita antecedência, e vem marcar para confeccionar o vestido do casamento, e eu lhe digo que todas as vagas já foram preenchidas.

Você em principio fica nervoso, mas aí descobre que o João pagou R$ 120,00, que não existiam no momento que você entrou no Programa, e por essa nova taxa, adquiriu o direito de ter o vestido da noiva dele feito sem ter depositado os R$ 100.000,00 que você efetivamente depositou.

Você aceitaria isso? Por quê? Porque isso é quebra de contrato! Discriminação de pessoas dando direitos a quem não possui mediante pagamento de taxa!

A Constituição Federal diz que todos somos iguais perante a lei.

No meu entender, qualquer usuário que tiver conta anterior ao Viaje Fácil e entrar na Justiça contra o Smiles no Juizado Especial Cível, ganhará emissão por ordem judicial, independente de disponibilidade, além de eventual dano moral, pois o programa é regido pelo Código de Defesa do Consumidor, que impede a aplicação unilateral de cláusula restritiva de direito ao consumidor.

Ao criar o Viaje Fácil, disfarçadamente ele garante bloqueio antecipado a quem não tem os pontos suficientes, em detrimento de que tem, e ainda impõe tarifa para isso.

Pratica discriminação dos usuários do programa e rompe o pilar FIDELIDADE X EMISSÃO, criando alavancagem que sua fidelidade pode não ser nunca recompensada com emissão.

Rotas de alta demanda, GRU-JFK, GIG-CDG, teriam sua disponibilidade praticamente nulas frente à alavancagem prévia, considerando que o número de assentos para emissão com milhas é limitado.

O programa Viaje Fácil dá a quem não tem direitos, pois ainda não tem milhas suficientes, benefício unicamente ao fornecedor do serviço, pois a emissão para qualquer usuário ocorreria, só que agora com ganho adicional ao fornecedor de R$ 120,00. Cláusula excessivamente penosa ao consumidor. Isso parece-me, salvo melhor juízo, ilegal.

Outro fato é que, em nenhum momento, está escrito que manterão a taxa de R$ 120,00.

Se a partir de amanhã eles criarem a taxa check in fácil só para o bilhete emitido com milhas?

Você paga R$ 100,00 e entra na fila prioritária. Você aceitaria?

E se eles decidirem aplicar taxa de combustível de 210 USD em bilhete emitido com milhas em voos da Emirates partindo do Brasil para todos os outros voos? Você aceita isso? E se, E se, E se, você suporta bem insegurança jurídica? Vá de Smiles!

O programa Viaje Fácil rompe o elo da confiança onde, tendo os pontos, haveria provável emissão para uma nova relação: pagando uma taxa, bloqueamos o lugar para quem não tem os pontos, e você ainda terá tempo para juntá-los enquanto quem tem os pontos fica a ver navios!

Antes de continuar, vou citar duas pesquisas.

A primeira vem de fonte americana, que confesso não me lembro no momento.

Ela identificou que os passageiros americanos estariam propensos a aceitar até, disse “até”, USD 99 de despesas extraordinárias no check in.

Acima desse valor, o custo afasta o passageiro da companhia em viagens futuras.

Logo, ainda existe elasticidade de demanda a ser preenchida.

Veja que já cobram pela primeira mala despachada (não seja ingênuo de acreditar que a tarifa diminuiu para quem só viaja com bagagem de mão..) e por aí vai….

A segunda pesquisa é conhecida de todos, e ao perguntar ao viajante brasileiro qual é o primeiro fator na escolha para a compra do bilhete, como resposta temos: 1º PREÇO, por 64% dos passageiros.

Dessas duas pesquisas podemos extrair que:

  • Da primeira pesquisa: Teremos que arcar com elasticidade de demanda e custos adicionais a serem implantados pelas companhias nacionais em valores que eles já devem estar pesquisando.
  • Da segunda pesquisa: a maioria foca em preço, ou seja, aceita qualquer porcaria, porque, entre outros fatores:
  • Tem baixa escolaridade e mudou do ônibus para a aeronave na low cost no passado,
  • Tem baixo poder aquisitivo,
  • Viaja em rotas mais curtas onde a qualidade do serviço não implicaria em brutal diferença,
  • Nunca foi educado para procurar melhor RELAÇÃO CUSTO X BENEFÍCIO,
  • …..

Quem defende o Viaje Fácil não tem foco na cidadania e, como Narciso, levou vantagem, já vale.

Vejamos o que diz a lei,

CAPÍTULO VI do Código de Defesa do Consumidor

Da Proteção Contratual

SEÇÃO I

Disposições Gerais

Art. 47.

As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor.

Art. 48.

As declarações de vontade constantes de escritos particulares, recibos e pré-contratos relativos às relações de consumo vinculam o fornecedor, ensejando inclusive execução específica, nos termos do art. 84 e parágrafos.

SEÇÃO II

Das Cláusulas Abusivas

Art. 51.São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que:

IV – estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem (grifo meu) exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a equidade (grifo meu);

X – permitam ao fornecedor, direta ou indiretamente, variação do preço de maneira unilateral (grifo meu);

XIII – autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato, após sua celebração (grifo meu);

XV – estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor;

  • 1º Presume-se exagerada, entre outros casos, a vantagem que:

II – restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato, de tal modo a ameaçar seu objeto ou equilíbrio contratual;

III – se mostra excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a natureza e conteúdo do contrato, o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso.

30

  • 4º É facultado, a qualquer consumidor ou entidade que o represente, requerer ao Ministério Público que ajuíze a competente ação para ser declarada a nulidade de cláusula contratual que contrarie o disposto neste Código, ou de qualquer forma não assegure o justo equilíbrio entre direitos e obrigações das partes.

Agora o Smiles tem uma parte que esta sim está bombando, bombando mesmo!

Trata-se do Viaje Difícil – nele você percebe como é difícil emitir com o Smiles.

Hoje, pesquisei a disponibilidade para emitir em JULHO de 2018, na rota GRU-CDG, entre os dias 1 e 31, inclusive.

A fantástica disponibilidade encontrada nesta rota que tem 2 voos diários com a Air France, foi: em classe econômica por 110.000 milhas por passageiro 13 datas, em executiva 5 datas por 180.000 milhas, com a Emirates em econômica por 190.000 milhas em 6 datas e em executiva 290.000 milhas 7 datas com a Air Canada em econômica em 8 datas por 90-130.000 conforme os voos, com a KLM em econômica por 110.000 milhas em 4 datas e em executiva em 3 datas por 200.000 milhas, com a Delta em econômica por 110.000 milhas em 1 data.

A disponibilidade com a Air Canada implica em voo de mais de 30 horas em classe econômica, com a Emirates em ao menos 27 horas e com a KLM ao menos 17 horas. Os prêmios a serem pagos são exorbitantes na Emirates.

Desse modo, bilhete de verdade, temos em 13 datas em econômica e em 5 datas em executiva, o que convenhamos configura disponibilidade fantástica a 260 dias do embarque. Como será a 180 dias do embarque?

Por 87.500 milhas o AAdvantage lhe oferece bilhete em executiva!

SwineOne, temos ainda outros aspectos muito interessantes que talvez você não tenha observado.

Ao bloquear com o Viaje Fácil o valor de 100.000 milhas é fixo, não sendo mais alterado.

Se a rota for objeto de promoção e houver um desconto de, digamos, 50% no prêmio, você foi penalizado em 50.000 pontos.

Bom aí, vem alguém e diz “eu cancelo a emissão e perco os R$ 120,00 e emito com milhas”.

Falso, você não tem as milhas e mesmo assim sai no prejuízo.

Tem o outro lado, você espera uma super promoção para, juntamente com sua capacidade de gerar milhas, completar o valor, e a super promoção não vem, tem o outro lado onde a compra de milhas com desconto para colocar na conta não aparece, e você ou arca com custo alto ou perde o bloqueio.

Há a possibilidade de aparecer uma promoção com bônus de 50% e você transfere todas suas milhas e, logo em seguida, quando não tem milhas em volume significativo, aparece promoção com bônus de 100%.

Vou dar um exemplo pessoal que realizei hoje dia 29 de outubro de 2017.

Alguns acham o máximo um bônus de 100% no Smiles, ou a compra de milhas com 50%, com o lote de 10.000 milhas a R$ 350,00.

Pois bem, irei a Singapura. Hoje comprei, em 3 contas do KM de vantagens, numa promoção, 220.000 pontos. A promoção era 1km= 100 pontos Multiplus, onde o milheiro tinha taxa de transferência de R$ 25,90 que inclusive poderiam ser pagas em 12 vezes, sem juros. Gastei R$ 5.698,00.

Com esse valor posso emitir one way, 2 bilhetes, no Multiplus entre GRU-SIN, cuja disponibilidade é imensa em todos os voos.

Se for comprar no Smiles com 50% de desconto, teria 10.000 milhas por R$ 350,00.

GRU-SIN nas mesmas condições e em todas datas próximas da viajem custariam no Viaje Facil (280.000 milhas), R$ 9.800,00. Viaje Difícil!

Se o leitor é afeito a disputas judiciais, não está preocupado com práticas comerciais amparadas em transparência e na lei, não busca dar o melhor valor possível as suas milhas, o Smiles seria um caminho.

Um outro leitor, José Torrejais, disse que o Smiles é conhecido como programa Picareta, Tiers, 171, ……

Já ouvi esse tipo de comentário inúmeras vezes, e isso é tudo que não desejo no meu relacionamento comercial com terceiros. Quero reciprocidade na seriedade contratual, e nisso posso afirmar que o Smiles está muito longe de me dar essa segurança.

Busco melhor relação custo/benefício, e nisso o Smiles na média NUNCA está entre os líderes, e segundo José Torrejais, é o pior programa do mundo.

SwineOne, quero agora ouvir seus argumentos também. Continua adorando o Viaje Fácil?

Nota: o blog está aberto e receptivo a todos os leitores que queiram expor seus argumentos, de forma mais detalhada, completa e precisa, na forma de um guest post. De qualquer forma, a caixa de comentários continuará sempre aberta à continuação dos debates, dentro dos parâmetros da civilidade e do debate de ideias, conforme explicado no início do post.

 

Poupança de pontos
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Compra de pontos nas redes hoteleiras valem a pena?
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Resposta imparcial a esta pergunta também depende de seu caso específico, e somente simulando a situação real podemos aferir a vantagem. Citarei duas situações que entendo valer a pena.

Imagine que você irá a Sydney – NSW – próximo do Reveillon, onde as diárias da rede hoteleira explodem em valor, em função da procura e ele inclusive aceitam reservas pagas por um número mínimo de dias, independentemente de sua estadia.

Você que ficar num hotel confortável, lá e nesse período. Como as diárias pagas em pontos tem valor fixo, conseguindo uma rede que lhe vendesse pontos, com promoção de desconto, sem black out dates para uso dos pontos, teria inclusive feito um hedge para evitar a disparada dos preços.

Mas isto existe? Sim, neste caso a rede IHG, do hotel Intercontinental oferece todas estas condições. A compra nesta rede em outras situações pode não ser tão favoráveis.

Rede Accor – Neste caso ao transferir pontos para a rede que podem ser gerados através de parceiros (HSBC, Multiplus….), possibilidades de troca de pontos que podem ser usados em todas as despesas do titular da conta no hotel, pagar inclusive locações de veículos em alguns países etc.

A compra de pontos nas redes hoteleiras pode funcionar como mecanismo de hedge, fixando a cotação da moeda estrangeira. LEMBRE-SE que os programas podem mudar regras, e a consequente desvalorização das suas milhas pode ser muito intensa.

A titulo de curiosidade, o Mileage Plus da United acaba de divulgar nova tabela onde alguns prêmios na STAR ALLIANCE a partir de data futura terão acréscimos de ate 67%, MUITO ALTO!

Conclusão

Logo no primeiro post, escrevi sobre Stevie Jobs e o encantamento e Bill Gates o predador.

Um dos mais renomados economistas americanos e ganhador do Nobel de economia, Paul Krugman, detalha as empresas do futuro num celebre ensaio.

Segundo Krugman, no futuro teremos 2 tipos de empresas apenas, as que buscam excelência e as predadoras. Ou seja, quem não buscam excelência ou for predador desaparecerá do mercado.

O longo ensaio demonstra em detalhes como chegou a essa conclusão. Segundo ele, a Apple estará no futuro, pois encanta seus clientes e a Microsoft como predadora, também estariam. Seria como o Pão de Açúcar no Brasil e Wal-Mart. Como a Singapore Airlines ou a Qatar e de outro a Ryanair ou a Easyjet.

Neste cenário, segundo Krugman não ha lugar para GOL e LATAM, a menos que mudem seu plano de negócios drasticamente.

Na gestão Kakinoff, se não estou enganado, tirando o balanço do ultimo trimestre, nos 17 trimestres anteriores a GOL apresentou prejuízo, sendo inclusive socorrida pelo Smiles com aporte para alavancando diminuir prejuízo.

A LATAM maior empresa da América Latina, vem apresentando resultados medíocres frente a seu porte.

Vale lembrar que nenhuma das duas enfrenta concorrente do Golfo em larga escala, senão já teriam sucumbido há tempos.

…………….

Próximo tema: você escolhe! Sobre qual tema você gostaria que o Celso escrevesse? Trip reports? Mais dicas sobre programas de milhagens? Como programar uma viagem de acordo com um destino específico? Deixe seu comentário: aquele tema que receber a maior quantidade de pedidos será o tema do próximo guest post.

  • Rafael

    Eu gostaria de ver um post como foco em quem obtém milhas exclusivamente de cartões de crédito, sem comprá-las, se pagar boletos e sem voar pagando.
    O Celso poderia escrever falando sobre o Esfera, já que o cartão dele é do Santander, considerando as promoções frequentes desse programa e as cias as quais ele envia os pontos, considerando somente os pontos por gastos no cartão. E, se outro leitor quiser, poderia fazer algo similar sobre a Livelo.

    • Guilherme

      Um voto para o Esfera e Livelo.

    • Nuno

      Apoiado! Esfera e Livelo!

  • Zinho Nense

    sem palavras. Fantástico!

  • Rafael

    E se for escrever sobre como ir a um destino usando milhas, sugiro a Oceania (em classe superior) pois já existe muito material sobre EUA e Europa disponível …

    • Guilherme

      Ótimo. O Celso tem bastante conhecimento sobre a Oceania.

    • Nuno

      Estamos todos em sintonia, é? Também concordo! Diferença em programas que cobram separado para austrália/NZ e as ilhas do pacífico; preços por milhas voando direto vs quebrando a cobrança mesmo em programas diferentes; preço via Oriente Médio/Europa vs via EUA; possibilidade de open-jaw e stop-over… Já fiz as minhas pesquisas mas tenho experiência zero!

  • NT

    Celso, parabéns pelo post.

    Sei que não é uma prática recomendável, mas há um programa que eu considero interessante a “poupança” de milhas, o Victoria da TAP, ao contrário dos programas nacionais, que no meu caso, os saldos estão quase todos zerados, rs.

    Só não entendi o que quis dizer com “No Multiplus a emissão seria fracionada com a American Airlines.”
    Como seria essa emissão fracionada? Falando em Multiplus, enquanto estava emitindo algumas passagens por telefone, o atendente me informou que a AA era a parceira que era a mais em conta, sendo que um trecho em executiva para América do Norte era encontrado frequentemente por 72.000 pontos, ou seja, menor que o valor da tabela (75.000).

    Aproveitando o gancho, eu sugiro uma série de posts sobre o planejamento para determinados destinos, como por exemplo a Oceania, Asia, ou até mesmo o Havaí, cuja classificação regional difere entre os programas de milhagens.

    Abraço e boa semana!

    • Guilherme

      Muito boa a sugestão. Um voto pra Oceania, Ásia e Havaí (Havaí esse que é cheio de diferenças entre os programas de milhagens). Oceania com 2 votos até agora (NT e Rafael).

    • Observando Fato

      NT,
      O TAP Victoria foi por longos anos meu programa principal.
      Exceto se estiver equivocado no período que tive milhas la não me lembro de mudanças de tabela ou regras de forma a prejudicar o associado.
      Particularmente, devo ter emitido mais de 40 bilhetes com eles e não tenho nenhuma queixa muito pelo contrario. Sempre foram corretos.
      Entretanto, a TAP junto com a Iberia, disputam o pior serviço rumo a Europa entre todas.
      Emissao fracionada na rota seria o pagamento de dois prêmios para atingir o destino.
      A LATAM também adotou tabela flutuante, comunicando previamente, o que não deixa de ser nítido prejuízo ao associado.
      Sds,
      Celso.

  • NT

    Celso.

    Tenho uma outra sugestão pra você. Algo que muitas pessoas me perguntam é: onde que é melhor pomtuar voo tal com a cia X? Não seria interessante um post elencando as possibilidades de acúmulo em voos das cias nacionais? Por exemplo, aqui neste blog eu mesmo recebi uma dica de um outro leitor que indicou acumular na british/iberia os voos da LATAM.

    Um abraço.

  • Willian Vinicius Buss

    Ótimo post!! Indo na direção do post, faço uma viagem na classe econômica em dezembro pela Ethiopian para a Tailandia. Nessa classe, consigo pontuar em poucos programas, os melhores que vi foram: Miles&Smiles (Turkish – 100%) ou MileagePlus (United – 50%). O que me recomendam? Obrigado!!

    • Guilherme

      Ethiopian faz parte da Star Alliance. Já pesquisou quanto pontuam no Victoria e Amigo? Mesmo que esses programas pontuem menos, em relação aos programas da UA e TK, é mais fácil complementar os pontos, com cartões de crédito, p.ex. O foco não deve ser apenas o programa que pontua mais, mas sim o programa em que você consegue ter mais facilidade de acumular os pontos, considerando o contexto e outras variáveis, como facilidade de complementar os pontos para um resgate em mente. Lembre-se: o ótimo é inimigo do bom. Abraços!

    • Observando Fato

      Supondo que seja brasileiro com residencia fixa no Brasil, a sugestao do Guilherme é totalmente correta.

  • Pâm Maciel

    Olá! Tenho uma dúvida… Gostaria de saber se ao pagar boletos através do meu banco (inserindo o código de barras no APP) eu consigo ganhar milhas? Senão, qual seria a forma correta de ganhar milhas pagando boletos? Obrigada!

    • Guilherme

      Olá, Pâm, na verdade, é preciso pagar os boletos usando um cartão de crédito Santander. O Celso pode inclusive fazer um tutorial básico de como usar o Pague Contas, já que, em raríssimas situações, como ele bem disse, é possível tirar proveito disso. Um voto para o Pague Contas, portanto. Abraços!

      • Pâm Maciel

        Obrigada pela ajuda, Guilherme! Então, eu não uso Santander.. eu tenho conta no Banco do Brasil. Logo, qual seria minha opção através deste banco?

        • SwineOne

          Pode tentar o aplicativo do Mercado Pago.

          • Pâm Maciel

            Humm, eu tenho o aplicativo do mercado pago, pois vendo coisas no mercado livre. Como eu juntaria milhas assim? Apenas pagando os boletos por la? Nunca usei ele para isso, por isso a minha dúvida. Obrigada pela ajuda.

            • SwineOne

              Sim, é possível pagar boletos no cartão usando o Mercado Pago, sem tarifa até um limite de R$ 4000 por mês (embora acredite-se que essa mamata não demora a acabar, então aproveite enquanto é tempo). Você pontua no cartão como em qualquer outra compra, pode aproveitar promoções com metas de gastos, etc., enquanto que geralmente os serviços de Pague Contas dos bancos, como o Celso indicou no post, tem uma tabela diferenciada (leia-se: pior) para estes serviços, e muitas vezes estão excluídos de promoções.

              • Pâm Maciel

                Ah, que bom saber disso! Muito obrigada pela ajuda!

    • Observando Fato

      Nao opero com o BB, mas outros leitores poderão lhe ajudar. Talvez surja um post no futuro sobre pague contas. sds. Celso.

  • Rodrigo Rieger Maia

    Celso, conforme debatemos no ultimo post, eu continuo defendendo os resgates em Primeira Classe da Qatar pelo Smiles. Esse trecho entre CDG-BKK por 120k milhas vale muito a pena. Vale a pena inclusive utilizar o Viaje Facil. Eu vou esperar a Black Friday (se deus quiser vao oferecer novamente desconto em todos os parceiros) e emitir para o ano que vem. Se o desconto for 30% igual ao ano passado, o bilhete vai sair por 84k!!! Claro que depende da promo que vier, mas esses trechos Qatar são muito vantajosos ainda no Smiles. Para a Europa eu ja descartei o programa a tempo…

    • Também estou estou aguardando a mesma promoção para a Black Friday desse ano.. 😛

  • Cristiano Andrade

    Oi Celso
    Tenho uma lista bem grande comentários, baseados muito em minha experiência de negócios e na experiência como consumidor. Há mudanças muito claras de estratégias de negócios no decorrer do tempo, e isso muda bastante a percepção de cada companhia.
    Começo falando pela Latam, que nasceu aqui como TAM, conquistou mercado com serviço muito acima dos concorrentes e programa de fidelidade simples e direto (na época do Cmte Rolim, quando o TAM Fidelidade emitia uma bilhete prêmio a cada 10 vôos realizados), mas o que os fez conquistar mercado e ajudar Varig. Vasp e Transbrasil a irem pro buraco foi o serviço, pontualidade, atendimento. Ser Fidelidade vermelho na época fazia até parar avião no pátio para você embarcar! Com a transição para uma nova gestão cada vez menor familiar e cada vez mais direcionada a corte de custos, os serviços foram se tornando cada vez piores, os passageiros frequentes tendo cada vez menos benefícios, e com a aquisição pela LAN a situação degringolou de vez. Hoje a Latam tem o pior índice de pontualidade, tem o menor espaço entre as poltronas e um programa de fidelidade que não é a “oitava maravilha do mundo”, apesar de superior ao Smiles e Tudo Azul (e não me sinto capaz de comparar com o Amigo).
    Já a Gol entrou no mercado como um Low Cost tupiniquim, fez um movimento de poucos serviços agregados e “impressão” de preços mais baixos. Devido a inúmeros fatores (compra de aeronaves e rotas da Varig, passivos adquiridos, fim dos descontos recebidos da Boing etc etc) a empresa passou a ter um negócio com baixa geração de fluxo de caixa e maior custo financeiro (mesmo com lucro operacional, consecutivos prejuízos depois de juros e impostos). A virada, ao que parece, se deu numa guinada tanto de serviços quanto no Smiles. Eu me “recusava” a voar de Gol até um ano atrás, quando por uma questão de comodidade de horário fiz um trecho longo doméstico (SLZ-GRU) e resolvi dar mais chances a companhia. A comparação de serviços e pontualidade com Latam e Avianca deixa claro para mim que a Gol resolveu cuidar do serviço, o app é mais eficiente, o serviço de embarque, o espaço entre as poltronas, wifi a bordo, etc) e a facilidade de atingir a categoria máxima (Diamante) que lhe dá acesso a poltronas ligeiramente mais confortável, bagagem despachada e prioridade de embarque e entrega de bagagem (notem que a Latam aboliu a prioridade de bagagem em vôos domésticos).
    A Azul é para mim a empresa com melhor serviço, e ainda tinha a vantagem da operação dos Embraer 190-195 com configuração 2-2 (vantagem que deve desaparecer com a frota sendo renovada com os novos Boing 737) e o serviço de snacks que é bem superior as outras 3. A desvantagem da Azul para muito paulistas é sua operação concentrada em Viracopos (o que acho conveniente no meu caso). Hoje priorizo Azul e Gol pelo serviço, simples assim. Os programas de fidelidade de ambos são inferiores ao Latam Fidelidade na maioria dos casos, ms como costumo dizer, há pérolas escondidas em ambos. Sempre falo de Fernando de Noronha pela Azul (emiti GRU-FEN-GRU por 24 mil pontos), Buenos Aires no Smiles (emiti GRU-EZE em Business da Qatar por 15 mil pontos mais de uma vez) e Flórida na Azul (emiti VCP-MCO-VCP em vôo direto em Business uma vez com 150 mil pontos e outra VCP-FLL-VCP por 120 mil pontos).
    Meu vôos internacionais tento concentrar voando One World e acumulando no AAdvantage…. mas alguns complementos de viagens precisam ser feitos com o Smiles, Tudo Azul ou Latam Fidelidade (juntando milhas voadas da Azul ou Smiles com pontos dos cartões ou raramente comprados em todos eles).
    Como sempre, comece definindo o seu destino, estude as possibilidade de emissão e só depois defina o programa que usará para emitir, estratégias de acúmulo etc
    Se você quiser ir para Fernando de Noronha não adianta juntar pontos do Latam Fidelidade, se seu objetivo é ir para África do Sul os Smiles é inútil, se quer ir para Ásia esqueça o Tudo Azul… enfim, só alguns exemplos de exclusões.
    Hotéis: tudo depende do tipo de hotel e quarto que pensa em reservar. A grande vantagem da Accor é que pode aplicar o crédito em qualquer hospedagem como desconto, mas lembre-se que a cobertura nos EUA é muuuuuito ruim e em muitos países é limitada a hotéis Ibis (se você viaja com crianças, o tamanho do quarto pode ser um problema). Como pontua bem o Celso, os pontos podem servir como hedge. Já no IHG ou Hilton há muitas restrições a uso em apartamentos premium… Aí não vale a pena como hedge, eu aplico o conceito das milhas aéreas, só compro se precisar de um “restinho” para emitir uma reserva já disponível.
    Continuo então escolhendo as cias aéreas, hotéis e programas de acordo com o seguinte:
    1 – Melhor serviço de acordo com minhas necessidades (já passo muito tempo viajando e voando, isso vem antes de qualquer eventual bônus de um programa de fidelidade)
    2 – Conveniência de horários ou localidade
    3 – Programas que retornam melhor relação de custo-resgate de acordo com meus objetivos de viagem
    Depois disso eu complemento com pontos de cartões de crédito e, muito eventualmente, compra de pontos (inclusive os KM de Vantagens).

    • Observando Fato

      O genial Cmte Rolim, um dos grandes administradores deste pais, administrou uma TAM que foi se desfigurando ao longo do tempo, e como você mesmo diz, cada vez mais direcionada a corte de custos, os serviços foram se tornando cada vez piores, fugindo do encantamento e não sendo predadora. Agora, uma outra empresa que não tem nada a ver com a TAM assumiu o controle de tudo.
      A Gol entrou no mercado como um Low Cost e se transformou numa Low service e Full Fare.
      A Azul é tudo o que comentou.

      No final, você diz,

      1 – Melhor serviço de acordo com minhas necessidades (já passo muito tempo viajando e voando, isso vem antes de qualquer eventual bônus de um programa de fidelidade), UFA!
      2 – Conveniência de horários ou localidade
      3 – Programas que retornam melhor relação de custo-resgate de acordo com meus objetivos de viagem
      Depois disso eu complemento com pontos de cartões de crédito e, muito eventualmente, compra de pontos (inclusive os KM de Vantagens).

      Exatamente, a melhor estratégia! Sds. Celso.

  • SwineOne

    Celso,

    Agradeço a menção no seu post, e acredito que foi posta uma discussão que está sendo de benefício para todos os leitores, e principalmente, uma discussão civilizada e sem ofensas, no campo das ideias e não nos ataques pessoais. Vou aceitar o desafio que você colocou para emitir minha opinião sobre o Viaje Fácil após ter lido os seus argumentos. Caso o Guilherme queira transformá-la em um guest post, fique à vontade.

    Primeiramente, o argumento principal que foi colocado, se compreendi corretamente, que é o fato de prejudicar quem tem milhas em relação a quem não tem, é impecável e devo admitir que era algo que não havia pensado. Tentarei argumentar que é sim algo prejudicial ao programa, mas na minha opinião apenas a longo prazo. Também concordo e assino embaixo com a ideia de ser algo que vai contra a própria noção de programa de fidelidade ao penalizar os clientes fieis — o que tentarei argumentar é que você deve deixar de enxergar o Smiles como um programa de fidelidade, e ao fazer isso, o Viaje Fácil se torna de repente vantajoso (pelo menos antes dos efeitos maléficos do Viaje Fácil a longo prazo se materializarem). Já adianto que, para tanto, vou tomar emprestado uma analogia do mundo das finanças, devemos usar a parábola do Sr. Mercado do Benjamin Graham e Warren Buffett.

    Antes de prosseguir, vou deixar claro a minha realidade e meus objetivos como consumidor de passagens aéreas e, por consequência, de programas de fidelidade. Primeiro, não sou um viajante frequente. Nunca viajo a trabalho, e minhas viagens a lazer (pelo menos de avião) são raras. Fora as viagens de férias com destino internacional a cada 1-2 anos, faço quando muito uma viagem por ano — fiz uma esse ano, e tenho uma programada para o ano que vem, que a princípio será a única. Meu principal meio de acúmulo de milhas é através do cartão de crédito mesmo, e eventuais promoções, como o Clube Livelo a R$ 9,90 que chamei a atenção há alguns dias, e a troca de 10.000 km por 10.000 pontos Multiplus a R$ 139 via KM de Vantagens, que só pode ser feita uma vez por ano. Sou a princípio contra a assinatura de clubes de milhas, exceto por tempo limitado, e aqui volto ao exemplo do Clube Livelo, onde como eu mesmo coloquei no post feito aqui, pretendo sair após exatos 8 meses, que é o ponto ótimo para pagar o menor valor por milha possível. Sempre uso o programa da Accor como métrica de comparação para garantir um bom valor das milhas adquiridas: se não encontrar uma boa emissão, mando para a Accor, e só aproveito algum tipo de promoção para adquirir milhas se o envio para a Accor no programa relevante (2.5:1 no Livelo, 3:1 no Multiplus, 3:1 passando para 4:1 no Smiles) garantir a aquisição de créditos a um valor pelo menos 10 ou 20% mais barato que a cotação atual do euro. Portanto, dentro do meu perfil, vejo que o próprio conceito de “programa de fidelidade” não existe — eu mando os pontos do cartão para quem for mais vantajoso no momento, sem fidelidade a qualquer programa.

    Além disso, com relação aos meus objetivos de viagem, devo deixar claro: preço, mesmo que à custa de conforto e bom serviço. Defendo firmemente a opinião que, se vou passar 20 dias na Europa, não ligo de sofrer um pouco no avião viajando de classe econômica, mesmo que seja por uma companhia com serviço ruim, se é o que precisa ser feito para viabilizar a viagem. É uma necessidade: só tenho condições financeiras de viajar caso encontre excelentes promoções; se não encontrar, não viajo naquele ano e ponto final. Já viajei com a Turkish para CDG via Istambul (inclusive dormindo uma noite em Istambul custeada pela Turkish num ótimo hotel) pagando R$ 1400 ida e volta por passageiro (com taxas). Outra compra memorável foi uma viagem de ida e volta para Paris, com stopover de uma semana em Nova York, por R$ 1750 por passageiro (com taxas). Até hoje, nunca fiz uma viagem em executiva ou primeira classe. Por último, devo deixar claro que nunca emiti nenhum trecho internacional com milhas — estou com uma emissão em aberto no Viaje Fácil, que inclusive já juntei os pontos necessários e só falta pressionar o botão de quitar (e que será minha primeira viagem com trechos em executiva), então pode ser que minha falta de experiência esteja pesando aqui.

    Agora que você tem condições de entender qual a minha visão de mundo em relação a viagens, vou começar a colocar a minha opinião.

    Quanto a usar o Viaje Fácil em passagens nacionais, seu argumento é que encarece demais. Se este fosse o único argumento (e não é — vejo que a questão de prejudicar os clientes fieis do serviço ainda se explica), vejo que ainda há muitas situações em que ele seria vantajoso. Conforme o regulamento do programa:

    “6. Cada bilhete emitido com o Viaje Fácil, seja o trecho do voo de ida ou de ida e volta, contará como 01 (uma) emissão com o Viaje Fácil, independentemente da quantidade de passageiros. O Participante poderá emitir por meio do produto Viaje Fácil 02 (dois) bilhetes por vez, ainda que receba mais de uma comunicação e esteja em mais de uma base selecionada pela Smiles. Cada Bilhete poderá contemplar até 09 (nove) passageiros, conforme regras de emissão já estabelecida pela Smiles e suas parceiras Aéreas.”

    Ora, se eu posso em teoria emitir até 18 trechos (ida e volta vezes 9 passageiros), o custo é de cerca de R$ 6 por pessoa, nada exorbitante. Tudo bem, falar em 9 passageiros é forçar a barra, mas uma família típica (pai, mãe e 2 filhos) já são 4 passageiros, e multiplicado por 2 trechos, dá 8 trechos a R$ 120 — R$ 15 por trecho. Continua não sendo nada exorbitante. Porém, é óbvio que você deve garantir que está ganhando alguma coisa com isso: sua economia deve ser maior do que isso ao usar o Viaje Fácil, e claro, você não deve dispor dos pontos da conta ainda, até porque se dispuser, o Smiles não permite usar o Viaje Fácil. Acredito que não é difícil encontrar situações onde isto seja verdade, especialmente se você encontrar uma boa promoção como o Smiles faz de vez em quando. Lli outro dia sobre alguém que emitiu um vôo de Congonhas para Porto Seguro por 7000 milhas Smiles ida e volta em alta temporada e em dias da semana que normalmente seriam desfavoráveis para emissões baratas — você não acha uma boa emissão? Será que não compensaria os R$ 15 extras por pessoa e por trecho no exemplo que eu dei? Dentro da minha realidade, minhas viagens de férias são sempre com a minha esposa, e não temos filhos, então a taxa real seria de R$ 30 por pessoa e por trecho, mas ainda assim vejo que compensaria. Já com relação às viagens internacionais, onde mesmo numa boa promoção estamos falando em gastar no mínimo R$ 3000-3500 para duas pessoas, os R$ 120 respondem por apenas 3.5% – 4% do valor da passagem, então vejo que é um bom compromisso.

    Mas vamos ao seu argumento principal: “Ao criar o Viaje Fácil, disfarçadamente ele garante bloqueio antecipado a quem não tem os pontos suficientes, em detrimento de que tem, e ainda impõe tarifa para isso. Pratica discriminação dos usuários do programa e rompe o pilar FIDELIDADE X EMISSÃO, criando alavancagem que sua fidelidade pode não ser nunca recompensada com emissão.” Reforço que não tinha visto por este lado, e concordo plenamente que o que você disse é verdade. Do ponto de vista da teoria econômica, concordo que esse programa deve ser prejudicial tanto para os clientes como para a própria companhia. Me parece que o que acontecerá, como consequência natural do que você mesmo apontou, é que todas as boas emissões serão garantidas via Viaje Fácil, e com isso muitos clientes ficaram a ver navios, restando a eles apenas emissões mais caras. Ao não ver mais vantagem no programa, começarão a priorizar outros programas de fidelidade, prejudicando por sua vez o próprio Smiles. Para não perder a clientela, o Smiles se verá obrigado a manter as políticas de altos bônus, e possivelmente até mesmo aumentá-los.

    O cerne do meu argumento parte do fato que isso só prejudica os clientes verdadeiramente fieis ao Smiles: o tipo de pessoa que, havendo viagem da Gol e da Latam, e com diferenças pequenas na tarifa, vai escolher a Gol para pontuar o Smiles; que favorece uma emissão internacional com um parceiro da Gol e credita suas milhas no Smiles; que assina o Clube Smiles independente de boas promoções e possivelmente que até compra milhas quando surgem estas promoções como forma de “poupança” (que, sinceramente, vendem as milhas Smiles por um valor muito maior do que valem — no mercado de negociação de milhas, o bloco de 10.000 milhas Smiles vale em torno de R$ 150 como verifiquei recentemente, invalidando todas as supostas promoções de compra de milhas, e isto sem falar na falta de educação financeira de um sujeito que paga caro por milhas para fazer poupança).

    Como reagir a esta situação? Muito simples: PARE DE TRATAR O SMILES COMO UM PROGRAMA DE FIDELIDADE. Ser fiel a ele apenas deixará você em desvantagem, dada a inflação dos resgates. Inclusive, para mim que viajo pouco e não preciso creditar as milhas em nenhum programa de fidelidade, é ainda mais fácil de falar isso. E ora, o que devemos fazer então? Neste momento, vou reproduzir a analogia do Sr. Mercado trazida do campo das finanças, concebida originalmente por Benjamin Graham e popularizada por Warren Buffett:

    “Let us close this section with something in the nature of a parable. Imagine that in some private business you own a small share that cost you $1,000. One of your partners, named Mr. Market, is very obliging indeed. Every day he tells you what he thinks your interest is worth and furthermore offers either to buy you out or to sell you an additional interest on that basis. Sometimes his idea of value appears plausible and justified by business developments and prospects as you know them. Often, on the other hand, Mr. Market lets his enthusiasm or his fears run away with him, and the value he proposes seems to you a little short of silly.

    If you are a prudent investor or a sensible businessman, will you let Mr. Market’s daily communication determine your view of the value of a $1,000 interest in the enterprise? Only in case you agree with him, or in case you want to trade with him. You may be happy to sell out to him when he quotes you a ridiculously high price, and equally happy to buy from him when his price is low. But the rest of the time you will be wiser to form your own ideas of the value of your holdings, based on full reports from the company about its operations and financial position.”

    Em analogia ao “investidor inteligente” de Benjamin Graham, o que deve fazer o “milheiro inteligente”? Assim como o investidor inteligente, deixa seu dinheiro (milhas) no banco, e periodicamente contempla as ofertas feitas pelo Sr. Mercado (Smiles). Quando o Sr. Mercado estiver fora de si e oferecer uma barganha (uma emissão a um excelente valor), o investidor inteligente compra as ações (faz uma emissão via Viaje Fácil) — e melhor ainda do que o caso do investidor inteligente, o milheiro inteligente pode se alavancar, comprando com dinheiro (milhas) que ainda não tem, e o melhor de tudo: com uma taxa irrisória. Se o Sr. Mercado nunca oferecer uma barganha, você deixa seu dinheiro em uma aplicação mais conservadora como renda fixa — e o milheiro inteligente manda para outro programa mais previsível, que efetivamente recompense sua fidelidade, inclusive com pontos que não expiram como fazem muitos programas. Este é o cerne do meu argumento. Nunca mantenha pontos do Smiles, nunca mande pontos para o Smiles a menos que tenha um objetivo bem definido em que isto faça mais sentido do que mandar para um programa concorrente, nunca compre pontos ou assine o Clube Smiles a menos que isso faça sentido financeiro FRENTE À PASSAGEM QUE VOCÊ JÁ EMITIU COM O VIAJE FÁCIL! Essa é a parte importante: você não precisa se preocupar se as milhas que você está creditando no Smiles não se desvalorizarão posteriormente, pois você já sabe quanto a sua emissão custará, e toda a análise pode ser feita em cima disso, sem incerteza nenhuma do que reserva o futuro, pois você congelou o preço da emissão. E se, em último caso, você encontrar uma boa oportunidade em outro programa de fidelidade (ou mesmo no próprio Smiles), você pode simplesmente deixar expirar a sua emissão do Viaje Fácil. Você perdeu apenas os R$ 120, os quais, para uma emissão internacional de ida e volta para um casal ou família maior, é irrisório.

    Se você quiser ser realmente conservador, você só fará emissões pelo Viaje Fácil que, mesmo sem promoções de bônus, já sejam vantajosas ou ao menos saiam no zero a zero. Aqui podemos pegar emprestado também o conceito de margem de segurança defendido por Benjamin Graham e Warren Buffett. Mas lembre-se que o Smiles tem um histórico robusto de fazer excelentes promoções e com bastante frequência, então não vejo perigo em contar com pelo menos uns 50% de bônus de milhas ao longo de um horizonte suficientemente longo (digamos, pelo menos uns 2 meses). Se puder esperar ainda mais, bônus como 80 ou mesmo 100% são perfeitamente factíveis. Claro, ninguém garante que ocorrerão, mas aí vai de cada um decidir o risco que quer correr, e aqui também gostaria de voltar a um ponto que já coloquei lá em cima: “Para não perder a clientela, o Smiles se verá obrigado a manter as políticas de altos bônus, e possivelmente até mesmo aumentá-los.”

    Há uma série de outros pontos que gostaria de colocar aqui, mas já me estendi demais no tamanho deste comentário, e vou interromper por aqui.

    Mas só gostaria de resumir tudo em poucas palavras: vejo que o Viaje Fácil apenas cria mais oportunidades para boas emissões, desde é claro que você tenha esta mudança de mentalidade de não tratar mais o Smiles como um programa de fidelidade, e sim como o Sr. Mercado de Benjamin Graham e Warren Buffet.

    Aguardo ansiosamente suas considerações a respeito do que expus, e mais uma vez agradeço pela excelente série de posts, onde tenho tido a oportunidade de aprender muito.

    • Dorgival

      Caros SwineOne e Celso, e demais leitores:
      Eu tenho argumentos que fariam um texto muito grande para defender minhas posições. Vou tentar ser conciso.
      Eu não gosto de defender programa de fidelidade porque as pessoas pensam que sou fanboy de alguma companhia ou mesmo que trabalho para cia aérea.
      Pra mim e para minhas necessidades, o Smiles tem se mostrado útil. Tenho conseguido bons resgates.
      Problema é que os bônus valem apenas 6 meses. Então juntar pontos é fácil, mas tem de gastar logo (pra mim 6 meses é “logo”). Se você confia numa promoção passada e resolve juntar pontos, pode ser que tenha de gastar antes dos 6 meses e neste momento descobrir que as emissões estão caríssimas.
      Para esclarecer minha situação específica eu viajo a partir do nordeste, eu consigo programar minhas férias com certa facilidade e viajo a lazer, sem destino específico (quero conhecer todos os lugares).
      Isto posto, o viaje fácil é uma ferramenta de muita utilidade. Eu já perdi de emitir passagens porque não tinha os pontos suficientes.
      Cabe lembrar que gerar milhas Smiles é relativamente fácil. Enquanto escrevo este texto recebo por email promoção de transferência entre contas com 200% de bônus, o que faz a milha custar R$ 25 o lote de 1000. Nada é perfeito e as milhas transferidas passam a valer só 1 ano. E pelo clube dá para obter 10.000 milhas por R$ 300. Então no prazo de 60 dias para juntar as milhas pode ser fácil juntar as que faltam (pelo menos até agora tem sido).
      Discordo que cria uma desvantagem com outros usuários, pois as promoções para acúmulo de milhas são tão frequentes que concordo que o programa não é de fidelidade, e sim um programa de acúmulo de pontos. Vejo como uma taxa que faz a empresa aumentar mais um pouco os seus ganhos.

    • Observando Fato

      O argumento principal que foi colocado é o fato do Programa não cumprir a relação contratual perante a lei arrumando subterfugio para sempre levar vantagem indevida frente ao consumidor (filiado). Trata-se de nítida insegurança jurídica no cumprimento do contrato.
      Veja o que disse: >o Viaje Fácil se torna de repente vantajoso (pelo menos antes dos efeitos maléficos do Viaje Fácil a longo prazo se materializarem). Quanto a usar o Viaje Fácil em passagens nacionais, seu argumento é que encarece demais. Se este fosse o único argumento (e não é — vejo que a questão de prejudicar os clientes fiéis do serviço ainda se explica), vejo que ainda há muitas situações em que ele seria vantajoso.Acredito que não é difícil encontrar situações onde isto seja verdade, especialmente se você encontrar uma boa promoção como o Smiles faz de vez em quando. Li outro dia sobre alguém que emitiu um voo de Congonhas para Porto Seguro por 7000 milhas Smiles ida e volta em alta temporada e em dias da semana que normalmente seriam desfavoráveis para emissões baratas — você não acha uma boa emissão? Será que não compensaria os R$ 15 extras por pessoa e por trecho no exemplo que eu dei? Dentro da minha realidade, minhas viagens de férias são sempre com a minha esposa, e não temos filhos, então a taxa real seria de R$ 30 por pessoa e por trecho, mas ainda assim vejo que compensaria. Já com relação às viagens internacionais, onde mesmo numa boa promoção estamos falando em gastar no mínimo R$ 3000-3500 para duas pessoas, os R$ 120 respondem por apenas 3.5% – 4% do valor da passagem, então vejo que é um bom compromisso. é que todas as boas emissões serão garantidas via Viaje Fácil, e com isso muitos clientes ficaram a ver navios, restando a eles apenas emissões mais caras. Ao não ver mais vantagem no programa, começarão a priorizar outros programas de fidelidade, prejudicando por sua vez o próprio Smiles. Para não perder a clientela, o Smiles se verá obrigado a manter as políticas de altos bônus, e possivelmente até mesmo aumentá-los.Em analogia ao “investidor inteligente” de Benjamin Graham, o que deve fazer o “milheiro inteligente”? Assim como o investidor inteligente, deixa seu dinheiro (milhas) no banco, e periodicamente contempla as ofertas feitas pelo Sr. Mercado (Smiles). Quando o Sr. Mercado estiver fora de si e oferecer uma barganha (uma emissão a um excelente valor), o investidor inteligente compra as ações (faz uma emissão via Viaje Fácil) — e melhor ainda do que o caso do investidor inteligente, o milheiro inteligente pode se alavancar, comprando com dinheiro (milhas) que ainda não tem, e o melhor de tudo: com uma taxa irrisória. Se o Sr. Mercado nunca oferecer uma barganha, você deixa seu dinheiro em uma aplicação mais conservadora como renda fixa — e o milheiro inteligente manda para outro programa mais previsível, que efetivamente recompense sua fidelidade, inclusive com pontos que não expiram como fazem muitos programas. Este é o cerne do meu argumento.< Discordo, você continua cometendo o erro clássico, quer focar na oferta e não no prévio conhecimento do destino e disponibilidade para só aí, avaliar se a oferta contempla seus desejos. Essa tática visa as milhas baratinhas que nunca poderá usar!
      Você continua – nunca compre pontos ou assine o Clube Smiles a menos que isso faça sentido financeiro FRENTE À PASSAGEM QUE VOCÊ JÁ EMITIU COM O VIAJE FÁCIL! Essa é a parte importante: você não precisa se preocupar se as milhas que você está creditando no Smiles vão se desvalorizarão posteriormente, pois você já sabe quanto a sua emissão custará, e toda a análise pode ser feita em cima disso, sem incerteza nenhuma do que reserva o futuro, pois você congelou o preço da emissão.E se, em último caso, você encontrar uma boa oportunidade em outro programa de fidelidade (ou mesmo no próprio Smiles), você pode simplesmente deixar expirar a sua emissão do Viaje Fácil. Você perdeu apenas os R$ 120, os quais, para uma emissão internacional de ida e volta para um casal ou família maior, é irrisório. Bom, nesse caso Maluf é santo, pois hoje só vemos roubo de bilhões!
      Se você quiser ser realmente ser NARCISO só fará emissões pelo Viaje Fácil e que se danem os outros! Aqui podemos pegar emprestado pesquisas do tipo todo brasileiro condena os políticos ladrões, mas ao responder uma pesquisa, 82% afirmaram que se tivessem opção de roubar em contratos públicos o fariam. A hipocrisia da nossa sociedade é alarmante.
      Quero terminar sem NENHUMA INTENÇAO DE LHE MAGOAR, mas mostrando meu sentimento sincero, do meu íntimo – Para alguns leitores as práticas de relacionamento segundo pilares claros e baseados na lei ficam em segundo plano, frente a vantagem pessoal, independentemente de ser sua vantagem produto de prejuízo alheio.
      Abraço. Celso.

      • cFred

        Celso, você veladamente está chamando o cara de Ladrão, é isso mesmo ? Se você teve problemas com a Smiles ninguem tem nada com isso, se você foi prejudicado acione a justiça e resolva-se com eles, vir aqui e descaradamente ofender quem tem opiniões contrarias as suas é algo que deveria pensar, não 2 mais 200 vezes antes de fazer. Não vou nem mais discutir o tema pois tenho minha opinião formada e nenhum dos seus argumentos vai muda-la, mas não posso ficar calado diante do que falou e que me sinto, mesmo sem ser citado nominalmente, bastante ofendido com suas palavras. Aprenda a respeitar as opiniões alheias e, principalmente, seja humilde, pois seu extremo conhecimento sobre o tema debatido não o faz melhor que ninguem aqui, mas sua arrogância faz muito mal a vários leitores do site, basta ver os comentários deste e do seu último post. Guilherme, me desculpe o desabafo mas realmente estou bastante chateado com as palavras ditas pelo Celso.

        • Ludo Diniz

          Não consigo entender a ilegalidade no Viaje Fácil.
          Acho que ele deveria ter um prazo menor, tipo 20-30 dias, para a pessoa remeter as milhas dos seus cartões e emitir. Mas aí é a minha opinião, não a lei.

          Como foi dito, o Smiles não é um programa de fidelidade. Apenas para quem voa e tem os benefícios Ouro/Prata/Diamante pode ser assim considerado. Com relação às milhas ele não é faz tempo, vide as variações constantes nos preços das passagens.
          Voltando ao Viaje Fácil. Neste final de semana mesmo estava vendo uma viagem para Europa em absurdos 97.500 milhas para quem é Clube Smiles. Mas o Smiles estava dando 70% de bônus, então bastaria enviar 58.000 milhas. Esse seria o custo real. Inferior ao cobrado pelo Multiplus e não localizada em nenhum outro programa, por se tratar da semana entre o natal e ano novo. Acabei não comprando a passagem, mas se fosse, eu iria usar o Viaje Fácil para garantir enquanto enviava as milhas do meu cartão para o Smiles. E tendo o Clube sequer pagaria os R$ 120,00. Portanto, não vejo como algo ruim e não recomendável de maneira alguma.
          Claro que se você espera ter essas milhas ao longo de 6 meses pode não compensar, afinal, pode não conseguir alcançar – ou pior gastar mais apenas para ganhar as milhas. Mas se: a) as milhas estão lá no cartão e basta enviar; b) a passagem é para um futuro e esperá-se um bônus para economizar pontos; c) faltam 1 ou 2 faturas para completar os pontos; d) está para cair o bônus do Santander; não vejo razão para não usar. Principalmente se a emissão está vantajosa para o passageiro (pode ser um voo bom, a data perfeita, uma promoção exigindo poucas milhas).

          Milha é para ser usada e não poupada. Se estava com as milhas lá paradas no Smiles (1º erro) e queria usar muito para uma data/destino específico e não o fez assim que o voo entrou no sistema (2º erro) a culpa é do usuário e não do Viaja Fácil. Até porque acredito que a grande maioria das emissões não são feitas através do Viaja Fácil e se o são é por curto prazo, para se aguardar as milhas serem transferidas do cartão.

          • Observando Fato

            Ludo,

            A ilegalidade no Viaje Fácil consiste em dar direitos a quem não os possuía, mediante pagamento de taxa ao fornecedor do serviço.

            >Como foi dito, o Smiles não é um programa de fidelidade.<
            Nesse caso você deve avisar o pessoal, pois eles se divulgam como o maior programa de fidelidade do Brasil.
            
Voltando ao Viaje Fácil. Neste final de semana mesmo estava vendo uma viagem para Europa em absurdos 97.500 milhas para quem é Clube Smiles. Mas o Smiles estava dando 70% de bônus, então bastaria enviar 58.000 milhas. Esse seria o custo real. Inferior ao cobrado pelo Multiplus e não localizada em nenhum outro programa, por se tratar da semana entre o natal e ano novo. Acabei não comprando a passagem, mas se fosse, eu iria usar o Viaje Fácil para garantir enquanto enviava as milhas do meu cartão para o Smiles. E tendo o Clube sequer pagaria os R$ 120,00. Portanto, não vejo como algo ruim e não recomendável de maneira alguma.
            Aqui você esta partindo para o campo do risco, pois INUMERAS vezes o Smiles da bônus de transferência e logo em seguida aumenta muito mais a tabela. Ou seja, anula o bônus!
            
O que me parece claro, NÃO ME REFERINDO A VOCE, seria o sentimento de alguns leitores que inacreditavelmente aceitam e desviam do foco da ilegalidade, pois ao levar vantagem indevida tudo vale.
            E ainda não me referindo a você, o post tinha mais de 15 programas de fidelidade sendo avaliados, mas parece que somente o SUPER SMILES DIAMANTE tem valor. Curioso. Nenhum leitor teceu qualquer comentário a nenhum dos outros programas. Porem, esse maravilhoso Smiles Diamante ganhou vulto…rsrsrs
            Se o Smiles lhe agrada meus respeitos. O que buscamos aqui ao dividir conhecimento e mostrar outra visão que muitos não se atentaram ou que muitos se atentaram e não concordam.
            Algumas pessoas tem dogmas intransponíveis, outras o conservadorismo. Faz parte de condição humana a resistência a mudança em qualquer situação, tanto para você como para mim.
            Sds,
            Celso

            • Paulo

              Não entendi onde você diz “Aqui você esta partindo para o campo do risco, pois INUMERAS vezes o Smiles da bônus de transferência e logo em seguida aumenta muito mais a tabela. Ou seja, anula o bônus! “. Se ele reserva com o viaja facil o valor das milhas já está garantido

              • Observando Fato

                Nesse trecho do texto nao diz respeito ao Viaje Facil. Falamos das ofertas de bonus de transferencia que foram por inumeras vezes seguidas de aumento de premio sem comunicacao previa, alterando unilateralmente o contrato, cuja pratica foi objeto de acao do Ministerio Publico.
                Sds.
                Celso

            • Ludo Diniz

              Celso,
              A questão Viaje Fácil ter tido tamanha notoriedade foi o fato de você ter classificado como uma pratica inaceitável, como se quem o usa comete um crime.
              E veja, foi colocado no título da matéria, dividindo a manchete com a forma de turbinar a aquisição de milhas. Quem jogou o assunto como principal da matéria foi você.

              Prática inaceitável é burlar as regras do sistema para ganhar milhas. Fazendo reservas/compras em sites parceiros que dão milhas e por alguma brecha liberam elas antes de se concretizar a venda. Ou no caso do Santander que libera as milhas no momento da compra, passar um valor alto em algo reembolsável e depois cancelar a compra, só que nesse meio tempo usou as milhas.

              Nada disso foi tratado no texto.

              Sobre a forma como você vê a ilegalidade:
              1º é uma opção dada a todos, basta pagar ou usar o voucher do clube smiles;
              2º praticamente todos os programas vendem milhas, que é uma forma de “dar direitos a quem não os possuía, mediante pagamento de taxa ao fornecedor do serviço.”;
              3º os preços em milhas (assim como os em reais) podem sofrer variações no mesmo voo, dia e classe, sendo comum um passageiro da ponte aérea RIO-SP pagar um valor X e o do lado pagar 5X, porque era o valor disponível quando adquiriu a passagem.

              Quanto ao 2º, existem milhares de exemplos não só na industria aérea como em outros setores.

              btw, não o Smiles não está entre os meus programas principais, meu foco é Multiplus e Avios e nos meus cartões são Esfera, Livelo e Porto Seguro.

              • Observando Fato

                Ludo,
                Uma leitura atenta do texto demonstra que entendo o Viaje Facil como pratica inaceitavel, e a interpretacao que ~como se quem usa comete u;m crime~ nao tem apoio na leitura do texto e nem penso desta forma.
                Foi tratado no texto, de forma absolutamente clara a rutura UNILATERAL do contrato, a qual voce nitidamente nao quer e ira enxergar.
                Aproxime-se da verdade nas suas afirmacoes.
                Nao e verdade que a opcao foi dada a todos. Quem entrou no passado NAO EXISTIA VIAJE FACIL. Logo a ADESAO teve clausula unilateralmente alterada o que tal contrato nao permite.
                A seguir, voce forca a barra com fato estranho ao Viaje Facil, Vender milhas e MUITO diferente de criar TAXA para bloquear expectativa de direito alheio.
                Continua forcando a barra falando de compra de bilhete pago! Comprar bilhete e contrato entre partes, MUITO DIFERENTE DE CONTRATO DE ADESAO.
                Note que tanto voce como todos que foram por esse caminho nao conseguem embasados na lei justificar o fato que com um artificio e beneficiando-se de TAXA criou-se num CONTRATO DE ADESAO uma maneira de dificultar a emissao, para nao dizer impossibilitar para muitos filiados.
                VIAJE FACIL consiste em clausula que DESEQUILIBRA unilateralmente o contrato para quem entrou no programa ANTES DELE EXISTIR! A quem ADERIU DEPOIS, ou seja, sabendo de suas regras, a ADESAO nao foi desrespeitada.

                Sds,
                Celso

      • SwineOne

        Celso,

        Permita-me resumir o argumento que permeia o seu post e este seu comentário em resposta ao meu: não devemos aproveitar algo vantajoso se é um comportamento que, coletivamente, é contraproducente. Existe uma expressão em inglês para isso, que infelizmente não sei como traduzir: “tragedy of the commons”.

        Em muitas situações, sou um árduo defensor do seu ponto de vista. Sou o tipo de cara que não estaciona em vaga de idoso ou vaga de deficiente, e se vejo alguém fazendo errado, já vou criar confusão com a pessoa. Gente estacionada em fila dupla ou trancando cruzamento na rua, eu meto a buzina, e assim por diante. Mas note: todas elas são contravenções do código de trânsito. Nessa situação vejo claramente uma tentativa de uma pessoa fazer algo que traz vantagens para si, à custa dos demais.

        Acontece que esse não é o caso do Smiles. Trata-se de um relação de consumo livremente pactuada entre o cliente e o Smiles. Se o cliente não gostou, como ostensivamente é o seu caso, basta não participar. Aí você fala em insegurança jurídica, descumprimento de contrato, desrespeito ao código de defesa do consumidor, etc. (não obstante isso ser a norma no Brasil, veja os contratos das companhias de eletricidade no governo Dilma). Pois bem, aqui vou deixar transparecer a minha predileção pela escola austríaca de economia: deixe o governo de fora disso, e permita ao mercado precificar as consequências do Smiles mudar as regras a todo mundo. Na minha opinião, a menos que o Smiles cancele uma passagem que você já emitiu ou coisa do gênero, a justiça não tem que se meter. “Ah, mas eu acumulei milhas quando tinha farta disponibilidade para emitir um certo trecho a X e hoje a disponibilidade é limitada e custa X + 30%!” Ora, azar o seu! Se você comprou dólar quando estava a R$ 4 achando que ia pra R$ 5, 6 e agora caiu para R$ 3, azar o seu que quis especular, agora você vai querer jogar a culpa em alguém e, sei lá, processar o governo? Você aceitou um emprego onde ganhava X e podia comprar um certo conjunto de coisas, mas a inflação corroeu esse valor e pela crise não teve reposição — você vai processar o governo? A última coisa que precisamos é do estado regulando mais a economia, pois o único efeito que isso tem é o de sempre piorar as coisas.

        Vale repetir: numa situação de insegurança como o Smiles se colocou, o mercado precifica jogando as milhas Smiles para baixo, como inclusive já vem ocorrendo há anos. É bem possível que ocorra exatamente a mesma coisa agora com o Viaje Fácil, fazendo as milhas Smiles caírem de preço mais ainda. E outra coisa: se eu não aproveitar a vantagem que o Viaje Fácil me dá, ALGUÉM VAI APROVEITAR. O protesto silencioso de não usar o serviço, infelizmente, só me fará perder excelentes oportunidades.

        Isso não significa que estou abraçando o Viaje Fácil incondicionalmente, que não vou olhar as ofertas de outros programas, que sempre vou encontrar uma forma de emitir no Viaje Fácil, etc. Nada disso! Na minha caixa de ferramentas para fazer o melhor uso das minhas milhas adquiridas a muito custo, vou ter sim o Smiles com Viaje Fácil como uma das ferramentas que não terei pudor algum de usar quando necessário. Agora, sem dúvida, pelas consequências que você expôs para a existência do Viaje Fácil, na forma de redução de disponibilidade, etc., uma coisa que não farei mais é enviar milhas para o Smiles para especular, pois o risco delas se desvalorizarem é grande. Pois então, se estiver com milhas para expirar no cartão e não tiver nenhuma boa emissão em mente, o que vou fazer? Procuro na minha caixa de ferramentas outro programa de Fidelidade com F maiúsculo (coisa que o Smiles não é, como eu e você sem dúvida concordamos), que tenha uma tabela de resgates fixa e de preferência pontos que não expiram, e mando para lá. O Smiles fica relegado à posição de um programa com o qual você não simpatiza e nunca vai ser a sua primeira opção, mas você não deve deixar de verificar de vez em quando se não tem uma boa oportunidade. E o Viaje Fácil te dá plena oportunidade para isso: você não precisa mandar pontos adiantados para lá; não precisa correr o risco de ter uma boa emissão hoje, mandar os pontos para lá e no dia seguinte descobrir que o custo da emissão aumentou. Ora, você emite com o Viaje Fácil e envia de acordo com a sua conveniência, é muito simples.

        Não sei até onde a nossa discussão continuará sendo produtiva. Claramente existem diferenças filosóficas intransponíveis entre eu e você, por exemplo com relação às leis básicas da economia e o papel da interferência do estado na mesma. Acredito que ao invés de fazer a discussão escalar cada vez mais e chegar a um ponto de troca de ofensas, podemos simplesmente concordar em discordar. O que posso dizer é que nenhum dos seus argumentos me convenceu a mudar de opinião, se o Smiles for usado da forma que eu sugeri (ou seja, deixando de tratá-lo como um programa de fidelidade).

        • Rodrigo Rieger Maia

          SwineOne, gostaria de parabeniza-lo por usar argumentos tão realistas para redigir esta resposta. Eu concordo 100% com sua colocação, chega de deixar o governo controlar tudo! O mercado deve ser livre e todos devemos ser esperto e aproveitar as oportunidades! Parabéns mais uma vez pela sua colocação…

        • Cristiano Andrade

          Concordo em gênero, número e grau. Explicou bem melhor do que eu tentei há pouco.

        • Observando Fato

          ok.

      • Cristiano Andrade

        Celso
        Até entendo seu argumento, mas acredito que as comparação são inequívocas. Compra sem NF, compra de produtos roubados ou piratas implicam em crime ou contravenção (dependendo do caso).
        O caso do Viaje Fácil e seu uso especulativo implica em egoísmo, ainda que dentro das regras.
        Assim você argumentar que a pessoa A ou B está focando em seus interesses pessoais de curto prazo e entender que é correto ou não dentra da escala moral de cada um, mas daí a comparação com crimes como receptação de produto roubado ou fraude fiscal vai uma grande distância.
        Pagar por prioridade é prática comercial comum e legal nas mais variadas indústria (inclusive nessa de milhagem), há pessoas que pagam para ficar no camarote de um show, há quem pague para ter o direito de reservar um assento antes do check-in (hello BA), há quem pague a mensalidade do semparar para não pegar a fila do pedágio, há quem pague Clube Livelo para ter bônus extras de transferências de milhas. Em todos esses casos ainda a empresa que comercializa tais benefícios os abre a todos os clientes. Há casos ainda em que a empresa só abre a possibilidade de pagar por estes benefícios a clientes que considera especiais (acesso a algumas agências bancárias para clientes de alta renda, por exemplo, fugindo de filas no caixa). E quando o show do seu artista predileto abre venda antes apenas para clientes do cartão de crédito X? E o fulano que comprou milhas usando crédito do cheque especial (usando sua lógica ele não tinha dinheiro para comprar)? E os resgates reduzidos para clientes Black no Latam Fidelidade? A rigor muito mais restritivo o acesso do que o Viaje Fácil. Os casos de tratamento diferenciado por políticas comerciais dos mais diversos produtos e serviços é gigantesco.
        Sinceramente acho bem difícil argumentar em juízo que Fulano foi tratado de maneira diferente de cicrano, pior ainda num como o Viaje Fácil a oportunidade está aberta a todos.
        E como felizmente ainda vivemos em ambiente democrático e de mercado minimamente livre, o consumidor tem sempre a oportunidade de deixar de consumir, o que pode vir a ser o impacto negativo para o Smiles casos realmente a equação de valor percebido pelos consumidores não seja compreendida como positiva.
        Reforço, pode até considerar EGOÍSTA a emissão via Viaje Fácil, mas a comparação com os crimes citados vai além da conta.
        Mas pense bem na quantidade enorme de assimetrias de acesso a serviços pelas mais variadas razões nas mais diversas indústrias, a postura é a mesma?
        Sinceramente, não me sinto atraído a usar o Viaje Fácil, mas sei que a ferramenta está lá, se precisar poderei usá-la dentro da lei, dentro das regras e dentro do acesso que está dado a todos, o mesmo vale a outros que fazem uso do mesmo. E claro que há um incentivo ao uso do Viaje Fácil, ainda mais com os pontos bônus tendo prazo de validade tão reduzido, melhor emitir antes e juntar depois, já que a probabilidade de passagem prêmio estar disponível novamente é baixa e a probabilidade de altos bônus de transferência serem repetidos é alta… E novamente, a regra é clara e disponível a todos.
        Como vi que a discussão tomou outro rumo, achei que um contraponto seria rico ao debate.
        Sem ofender, mas discordando…

        • SwineOne

          Faço minhas as suas palavras. Coloquei uma resposta mais abaixo, mas acredito que você tocou em uma série de pontos (e adicionou muitos exemplos) que eu, por desconhecimento ou pressa, omiti. Agradeço por defender o ponto de vista que, na minha opinião, é o mais razoável.

        • Observando Fato

          Cristiano,

          Os exemplos foram citados no intuito de arguir se aceita praticas ilícitas. Caso não aceite praticas ilícitas não pode aceitar contratos com descumprimento, com discriminação de pessoas, etc. 


          O Viaje Fácil não esta dentro das regras, e não se trata de egoísmo. Salvo melhor juízo configura nítido descumprimento contratual.

          Pagar por prioridade é prática comercial comum e legal nas mais variadas indústrias, ENTRETANTO o que ocorre aqui e outra situação> Alterar o contrato unilateralmente em detrimento de alguns consumidores mediante o pagamento de taxa ao fornecedor não prevista inicialmente.

          Todos os demais exemplos que cita não se aplicam a uma relação de filiação com equilíbrio para ambos os lados. Seus OUTROS exemplos estão embasados em fatos que o Codigo de Defesa do Consumidor não proíbe expressamente).
          
Seu contraponto enriquece o debate, mas respeitosamente discordo.
          Sds,
          Celso

          • Cristiano Andrade

            Os T&C do Smiles são explícitos quando dizem que podem sofrer alteração unilateral a qualquer momento, logo não há quebra contratual.
            Aliás, eles não tem tabela fixa, os valores de resgate são flutuantes, logo uma inflação também não configura regra contratual.
            O contrato não tem discriminação de pessoas, ele deixa a opção disponível a todos!
            Já que fala de “nítido descumprimento contratual”, gostaria de uma referência jurídica mais abalizada, uma referência mais sólida de jurisprudência ou algum parecer mais técnico. Na minha limitada sabedoria jurídica me parece longe de quebra contratual, talvez as regras do Smiles (como de outros programas) contenham cláusulas abusivas, o que é outra coisa, tornando sua interpretação um pouco mais complexa. A alteração unilateral não é em detrimento de alguns, já que a opção ESTÁ DISPONÍVEL a esses alguns ao mesmo tempo, diferentemente de exemplos que dei (emissão com desconto do Black Fidelidade não está disponível a todos, também foi uma alteração unilateral que pode prejudicar outros, até porque também tem abertura de disponibilidade antes dos demais).
            Mas sério, claramente não se convencerá ou aceitará outro ponto de vista. Nos meus exemplos alguns estavam prejudicados em favor de outros, gente que não possui o cartão A ou B, gente sem status no programa, gente que não paga taxa de marcação e nem sempre a opção está disponível a todos, no caso do Viaje Fácil a opção está disponível a todos! Onde está a discriminação aí? Quem não tem acesso ao Viaje Fácil, quais são os excluídos? Basta pagar a taxa!

            • Observando Fato

              Cristiano,

              Os T&C do Smiles são explícitos quando dizem que podem sofrer alteração unilateral a qualquer momento,

              Esta clausula não e nem anulável, ela e nula. Nenhum contrato permite alteração unilateral a qualquer momento, muito menos em detrimento do usuário.

              A etimologia da palavra contrato: pacto entre duas ou mais pessoas, que se obrigam a cumprir o que foi entre elas combinado sob determinadas condições.

              Se eu não combinei a mudança unilateral, não pode ser COM+TRATO.

              Logo, há nitida quebra contratual.

              
Aliás, eles não têm tabela fixa, os valores de resgate são flutuantes, logo uma inflação também não configura regra contratual.

              Exatamente, porem você desconhece que fizeram isto do dia para noite e o MINISTERIO PUBLICO, ajuizou ação Civil Publica e liminarmente conseguiu cancelar tal pratica e a Justiça determinou que usar tabela flutuante implicaria em comunicação com antecedência aos filiados. O que foi feito e só então a tabela ficou flutuante.

              
O contrato não tem discriminação de pessoas, ele deixa a opção disponível a todos!

              Claro, mas a discriminação e outra! A discriminação consiste em MEDIANTE PAGAMENTO DE TAXA AO FORNECEDOR dar direito a um que não possui no momento, em detrimento de outro que possui.
              
Quem aceita programa com tabela flutuante, desconhece o mercado. Independente de SUPER SMILES DIAMANTE, o próprio Multiplus tem essa filosofia implantada, e agora o Amigo já começou. Tabela flutuante no BRAZZIL, só rindo.

              Sds,
              Celso

              • Cristiano Andrade

                Celso, desculpe, mas já está beirando a INSANIDADE
                Pena que não dá para desenhar, mas vou tentar.
                Linha do Tempo:
                01/11/2017 – Smiles publica disponibilidade de passagem GRU-MCO no dia 01/02/2018por 50 mil pontos
                01/11/2017 – Fulano reserva a passagem e paga a taxa do Viaje Fácil já que possui apenas 10 mil pontos na conta
                01/11/2017 – Cicrano possui 50 mil pontos na conta, mas não reserva a passagem porque vai esperar
                01/11/2017 – Beltrano possui apenas 20 mil pontos e não paga o Viaje Fácil, logo não reserva
                Conclusão 1: OS 3 TIVERAM ACESSO, APENAS 1 FEZ A RESERVA
                01/12/2017 – Não existe mais disponibilidade GRU-MCO no dia 01/02/2018
                01/02/2018 – Fulano completa o saldo e passagem que estava em reserva é emitida
                01/02/2018 – Cicrano busca a disponibilidade e não encontra, logo não reserva nem emite
                01/02/2018 – Beltrano completa o saldo para 50 mil pontos, procura a disponibilidade e não encontra, logo não reserva, nem emite
                01/02/2018 – Fulano procura outra passagem, já que quer levar um filho, procura a disponibilidade e não encontra
                Conclusão 2: NENHUM DOS 3 ENCONTROU DISPONIBILIDADE, NENHUM DELES FEZ RESERVA

                Note que no mesmo momento os 3 tiveram acesso, NÃO HÁ DISCRIMINAÇÃO DE NENHUMA DELES! OS 3 TEM ACESSO AO INVENTÁRIO!

                NÃO HÁ DETRIMENTO DE NINGUÉM. O ACESSO AO INVENTÁRIO DAQUELE QUE POSSUÍA SALDO CONTINUOU EXISTINDO, LOGO NÃO HOUVE DETRIMENTO DELE!

                Celso, sobre as cláusulas abusivas em relação a alterações unilaterais, acredito que você vai deixar de usar muitos produtos e serviços. Provável que quando o Facebook lhe envia novos T&C você fax o que? Afinal é uma alteração UNILATERAL de contrato. E quando o banco lhe envia o novo contrato de serviços, outra alteração UNILATERAL, você cancela a conta e o cartão, né? Ahh, maravilhas como hotmail, gmail, os T&C do MS Office, novidade para ti: todos tem atualização UNILATERAL dos T&C. Ahh, e a AppStore, iTunes ou Google Play, esses você também não usa, né? Adivinha, alteração UNILATERAL de T&C. Tem mais, seus programas de milhagem prediletos, Latam Fidelidade, Amigo Avianca, Lifemiles, Victoria TAP, AAdvantage, SkyMiles, TODOS eles alteraram UNILATERALMENTE os T&C, ahh, e a tabela dinâmica virou regra quase geral seja em terra Brasilis ou na gringolândia (agradeça a Delta pelo lançamento da “inovação”), seja em cias aéreas, seja em hotéis. Tem mais, e o UBER quando alterou os T&C e criou uma taxa de cancelamento de corrida de forma UNILATERAL, você deixou de usar, né? Humm, você foi vender um carro no Webmotors, mas fazia tempo, então descobriu que UNILATERALMENTE os T&C também foram alterados… Você não vai usar os serviços de nenhuma dessas empresas, não é mesmo? Cuidado com as contradições.

                Sobre a tabela flutuante, aceitar ou não continua dentro de encontrar ou não sweet spots, como regra geral a tabela fixa só é respeitada no inventário de cias parceiras (que em geral possui inventário limitado). Talvez pelo Smiles não ser exatamente o programa de milhagem da Gol e sim uma empresa a parte, não exista uma gestão de tabela fixa. Amigo e Latam Fidelidade utilizam tabela flutuante para emissão de passagens próprias, mas fixa em parceiros, o mesmo com relação ao Life Miles, AAdvantage, Sky Miles etc… sim, há exceções ainda, mas a tendência é que a tabela flutuante seja mais e mais adotada mundo afora. E aí que meu “mantra”se aplica mais ainda: earn and burn! Milhas e pontos são ativos em constante depreciação!

                Ahh, pagamento de taxa para segurar uma reserva é prática adotada por AA, United, Delta, Air France, BA… deixará de usar os serviços de todas?

                • Muito bom, @cristianoandrade:disqus.

                • Observando Fato

                  Cristiano,
                  Seus conhecimentos juridicos nao tem amparo na lei. Pretende discutir baseado em outros fatos que nao se aplicam a um programa de filiacao. e ignoira que CONTRATO DE ADESAO a lei trata de forma diferente que contrato entre partes.
                  Sds,
                  Celso

                  • Rodrigo Rieger Maia

                    Celso, você esta parecendo o politicamente correto… é simples, se o smiles fizer sacanagem existe o juizado especial e pronto. Agora para de tentar convencer que estamos cometendo um crime ao usar o viaje facil, ninguem aqui foi convencido disso. Ninguem esta prejudicando o outro ao usar uma ferramenta que a propria empresa fornece. Será que o problema do Brasil será resolvido se todos deixarem de usar o viaje facil? Claro que não, entao vamos gastar energia em outras coisas porque ninguem aqui esta cometendo crime ao utilizar esse beneficio.

                  • Bruno

                    Celso, o seu erro é tentar a qualquer custo desvalorizar e desqualificar o Smiles, você (sempre de forma impessoal) precisa conceituar o programa e elencar pros e contras, só isso. Pra mim o Smiles é um programs de oportunidades e oportunistas e virou uma espécie de casino, sem se assumir jogo de azar, você tem que ter muita sorte pra conseguir um bom resgate, e essa atividade sempre tem um viés de máfia, ele se utiliza de duas ferramentas: prática de phishing e marketing de emboscada, o phishing ocorre a cada promoção insustentável (a da semana foi reduzir o prêmio do voo e com a reserva de hotel repor a mesma qualidade de milha) e com isso o consumidor olha e por impulso transfere milhas pra lá vendo um benefício gigante, já o marketing de emboscada funciona quando o usuário localiza o prêmio dos sonhos mas a quantidade de milhas é muito alta e ele precisa de tempo pra alcançar e no meio do caminho tudo foi em vão, e como em todo ambiente malicioso vem o viaja fácil (oportunidade para o oportunista) porque devem ter percebido que o filiado não acredita no longo prazo, não assina mais clubes altos por conta do risco e assim o viaja fácil permite que você se aproveite do programa sem se deixar ser usado, isso não configura a meu ver violação legal (quando eu comecei a acumular tinha uma expectativa e foi frustrada pelo aumento do prêmio) ter espectativas não é ter direito, portanto quando se trata de Smiles, USE OU SERÁS USADO

                    • Observando Fato

                      Voce mostra exatamente o que ocorre. Tudo que nao desejo é ser tratado com marketing de emboscada. Tudo que nao desejo é ficar olhando sem parar o monitor para ver se o Carneiro existe enquanto outros voam. Simples e objetivo, se tenho milhas, desejo emitir, tem disponibilidade, tenho direitos que devem ser honrados. So isso nada mais.
                      Sds,
                      Celso.

    • Joseli Araujo

      SwineOne, já lia seus comentários com bastante atenção e agora pronto, com mais ainda!! Seu perfil de viajante e milheiro é igual ao meu viajo em casal, sempre estou em busca de preço, mesmo em detrimento de conforto durante a viagem ( com exceções claro) e também não sou viajante frequente, posto isso li tanto o post, como suas considerações com bastante atenção e concordo com você, eu não tenho NENHUM programa de fidelidade, guardo minhas milhas no cartão de crédito e só transfiro em promoções muito boas e com emissão em vista. E aí pode ser qualquer companhia, inclusive a Smiles, tenho duas viagens ano que vem já pagas com milha eu e meu esposo, pela gol e as emissões foram mais baratas que as outras companhias depois de MESES juntando e observando o custo!

  • Luis Ghivelder

    Me parece útil usar o viaje fácil do Smiles apenas para garantir a passagem antes de transferir os pontos do cartão. Já me aconteceu de uma passagem estar disponível num momento e não estar mais 2 horas depois. Ou a passagem parecer disponível, mas ao concluir a emissão da erro. Então não quero transferir pontos para o Smile e correr esse risco. Prefiro pagar R$ 120 como um seguro, e depois de garantida a passagem eu transfiro os pontos quando quiser.

    • SwineOne

      Excelente forma de ver o Viaje Fácil: como um seguro. Nas diversas vezes que escrevi a respeito, não cheguei a colocá-lo desta forma, mas acho que capturou muito bem uma de suas utilidades.

      • cFred

        Na realidade o viaje fácil se assemelha muito a opção no mercado de ações, você compra o direito de comprar a ação pelo preço oferecido.

  • cFred

    SwineOne tamo junto. Celso, sua treta com a smiles deve ter sido muito grande. Há 2 maneiras de convencer alguém a a aceitar o que queremos, uma é através de argumentos e a outra através da força, e pra você me convencer que o viaje fácil é ruim vai ter que me bater muito, pois com seus argumentos não tem como, vou aproveitar e falar os meus, acho difícil, mas quem sabe consigo te convencer. vamos lá, com números e fatos:

    Primeiro argumento seu: SwineOne, num país cuja inflação anual é menor que 3%, você aceita como razoável que, para obter um direito que já possui, seja acrescido um custo de 35%?

    Primeiro argumento meu: Você fez o cálculo usando o preço médio da passagem, deveria utilizar o valor média em milhas, não adianta querer comparar o preço em dinheiro com o preço em milhas, não há base para esta comparação, mas vamos imaginar que houvesse. Ninguem vai utilizar o viaja fácil para emitir uma passagem que esta na média do preço, só vamos utilizar esta ferramenta se o preço estiver abaixo da média então não faz sentido falar em preço médio.

    Segundo argumento seu: Você terá que entrar no Programa das Noivas. Eu lhe imponho, como condição, que somente após depositar o valor total de R$ 100.000,00 eu lhe confecciono o vestido de sua noiva. Você aceita.

    Segundo argumento meu: Não existe esta condição, você não precisa ser do clube smiles para utilizar o viaja fácil. Além do mais você também tem o mesmo direito do João de pagar os mesmo R$ 120,00 para ter o vestido. Mesmo que você tenha entrado no clube quando não havia esta opção, agora você a tem. Seguindo seu pensamento vou a um restaurante e peço um^prato que custa R$ 100,00 e descubro que na mesa ao lado um outro cliente pagou R$ 50,00 no peixe urbano pelo mesmo prato, segundo você estou sendo lesado e tenho que chamar a policia ou entrar na justiça contra o restaurante pois, segundo a constituição todos somos iguais perante a lei.

    Terceiro argumento seu: O programa Viaje Fácil dá a quem não tem direitos, pois ainda não tem milhas suficientes, benefício unicamente ao fornecedor do serviço, pois a emissão para qualquer usuário ocorreria, só que agora com ganho adicional ao fornecedor de R$ 120,00. Cláusula excessivamente penosa ao consumidor. Isso parece-me, salvo melhor juízo, ilegal.

    Terceiro argumento meu: Se aparece a oportunidade de emitir uma passagem com um preço em milhas muito bom e eu não tenho as milhas, mas posso aproveitar a oportunidade de reservar a passagem e de juntar as milhas para emiti-la mais tarde é um benefício do fornecedor ? Como assim ? Se o vendedor me dá a oportunidade de comprar algo e pagar em 90 dias é um benefício para ele ? Você fala que “a emissão para qualquer usuário ocorreria”, como pede garantir ? Quem te garante que aquele preço vai estar novamente disponível quando tiver as milhas ? E posso te dar um exemplo que esta ocorrendo comigo neste momento. Em uma das últimas promoções da Smiles reservei por 35000 milhas um trecho Toronto x Rio, hoje o mesmo trecho esta em 45.000 milhas, fiz um mal negócio ? Paguei R$ 120,00 por um desconto de 10.000, foi realmente ruim ? Além do fato que ao emitir a passagem vou receber 4.000 milhas de volta.

    Outro paragrafo que quero contestar é quando você diz “Quem defende o Viaje Fácil não tem foco na cidadania e, como Narciso, levou vantagem, já vale.”

    Todos nós criticamos quando os programas de fidelidade criam dificuldades, seja aumentando os valores de resgaste, seja dificultando o ganho de pontos, quando algum finalmente trás algo de bom, sei que você não acha o emite fácil bom mas vamos lá, você vem criticar. Por favor, deixe que cada um decida se vale a pena ou não utilizar a ferramenta, achar que quem utiliza um beneficio não tem foco na cidadania é um pouco forte demais, não acha ?

    Como você brilhantemente disse no inicio do post “melhor é obrigatoriamente uma compra adequada à SUA NECESSIDADE INDIVIDUAL”, então a realidade de cada um pode ser diferente da sua, nem por isso quem o faz é um escroque da humanidade.

    Esta é minha opinião, qualquer coisa que esteja a minha disposição e eu possa optar entre utilizar ou não é valida. Então, para mim, o Viaja fácil é uma das melhores oportunidades ofertadas por qualquer programa de fidelidade.

    • Muito bom, @disqus_sbJrTtrpsv:disqus! Eu parei de ler o texto depois do: “-Por exemplo, eu não monitorei voos da Qatar Airways em Primeira Classe, eu viajei, e, portanto, vivenciei a experiência”.

      Há um grupo de quase 300 pessoas no WhatsApp (Milhas para Todos) onde o assunto do almoço de hoje foi esse post e a prepotência do autor. Muitas pessoas deram suas opiniões no grupo e não se sentiram a vontade de comentar aqui (por que será).

      Então quer dizer que se eu encontrar o trecho CDG > DOH > BKK (tão falado por aqui) por 100k (como esteva no meio do ano) eu não devo usar o Viaja Fácil e sim aguardar o preço subir para 120k para realizar a emissão?? Perfeito! Muito boa a dica!! -https://uploads.disquscdn.com/images/9dfcbe845a0dcdd0d8437321e926c5d58fc0ccf0433a6b60250e3cd704753f53.png

      • cFred

        Isso ai Lorenzo, acho que todos deveriam se manifestar sobre o post. Voce viu a resposta que ele deu pro swisse ? chamou o cara de ladrão, não deu pra ficar calado tive que responder.

        Me coloca neste grupo do whatts.

        abraços.

        • Me manda um e-mail com o telefone que eu vou pedir o administrador para adicioná-los.. @disqus_sbJrTtrpsv:disqus @disqus_23XsAn2mz3:disqus Tem um grupo de milhas em geral e outro só da Livelo. Meu email é lorenzofirpe (é Gmail)..

          • cFred

            Valeu Lorenzo, te mandei o tel por email. Abraços.

          • Ivan Aguiar

            @lorenzofirmino:disqus acabei de enviar um email para você com meu número de telefone para adicionar no grupo “Milhas para Todos” caso seja possível, muito obrigado pela atenção e ajuda!

          • Deborah Almeida

            te mandei um email com meu numero,abç

      • Ivan Aguiar

        Oi @lorenzofirmino:disqus gostaria de participar desse grupo do WhatsApp (Milhas para Todos), você tem informação de com quem devo falar para fazer parte do grupo? Grato pela atenção, Ivan.

  • Viajante

    Aprendendo muito com os posts e com as discussões, valeu Celso e valeu comentadores!

  • Cicero Bezerra

    “Porém, esses boletos pagos necessitam do que os milheiros chamam de raquetada, voltando à sua conta do cartão inicial.”

    Celso,

    Primeiramente parabéns pelo post. Seus posts além de uma aula estão dando uma boa movimentada nas discussões e servem de aprendizado para todos.

    No mais, não sei se foi falha minha mas não ficou claro/ não entendi o conceito de raquetada. Seria possível explicar um pouco mais?
    Abs,

    • Observando Fato

      CICERO, o pague contas funciona como um sistema duplo, no minimo. Voce tem que ter dois cartoes que apresentem pague contas. Do cartao A voce paga X reais de antecipacao de fatura do cartao B. Imediatamente, paga com o cartao B os mesmos X reais de antecipaçao de fatura do cartao A, de tal forma que os mesmo valor vai de A para B e de B para A zerando a os debitos ( isso é a raquetada), porém com pagamento de tarifa pelo uso do pague contas mas ficando com as milhas.

      • Cicero Bezerra

        Então:

        1) dificilmente vale a pena para cartões que não pontuem em programas fortes;

        2) dificilmente se pagará para emissões que não sejam em cabines Premium.

        • Observando Fato

          Cicero,
          Nao sei o que chama de programas fortes, mas aparentemente a resposta seria sim.
          a 2 sim tambem. sds.

          • Cicero Bezerra

            Me expressei mal. Com fortes quis indicar programas com tabelas atratativas e estabilidades de resgate (Avios, AA, e outros)

            • Observando Fato

              Sem duvida.

  • Filipe

    Esperava mais do post!
    É notório o vasto conhecimento no assunto mas o post ficou extremamente extenso e pouco objetivo ao focar em refutar a opinião do outro leitor mencionado.
    Enfim, além de gastos nos cartões, qual são as melhores formas de acumular milhas? Quais as melhores estratégias?
    Vamos focar no que funciona.
    Pessoas que tem milhares de milhas (talvez milhões), foram adquiridas somente com gastos em cartões? Não acredito.

    • Joseli Araujo

      Muito bom é isso que eu penso!! Tenho certeza que as pessoas que juntam milhões de milhas não fazem isso só com cartões ou viajando, mas ninguém diz como faz né? Um post sobre isso sim iria bombar!!

  • Eu acho que seria muito bacana um post com as melhores emissões de cada programa nacional (Azul, Multiplus, Smiles e Amigo)! Esses programas têm sweet spots diferentes e o conhecimento do Celso só irá engrandecer o post!!

    • Cristiano Andrade

      Olha… seria um post bacana, um bem colaborativo. Acho que por destinos seria a melhor maneira de fazê-lo

  • SirNiXXon

    Muitos dados, muita informação valiosíssima! Infelizmente, ambos estão meio perdidos no meio de um texto que, em partes, se torna excessivamente convoluto e se carrega de opiniões e julgamentos de valor travestidos de critérios objetivos. Também peca no tom em diversos pontos.
    Uma pena. Tem muito trigo aí, mas tem que saber separar do joio.
    De qualquer forma, agradeço fortemente ao autor, Celso, por dedicar seu tempo à comunidade – a intenção conta bastante.

  • Albino

    Não é só BB… clientes Livelo (sem ser BB) ganham 70% de bônus, conforme letra a do item 3:

    3. Será concedida bonificação de:
    a. 70% (setenta por cento) para Participantes que realizarem transferências a partir de 1.000 (mil) Pontos Livelo para o Programa Amigo Avianca, creditados em até 15 (quinze) dias úteis do fim da promoção;
    b. 80% (oitenta por cento) para Participantes Banco do Brasil Exclusivo que realizarem transferências a partir de 1.000 (mil) Pontos Livelo para o Programa Amigo Avianca, creditados em até 15 (quinze) dias úteis do fim da promoção; e
    c. 100% (cem por cento) para Participantes Banco do Brasil Private e Banco do Brasil Estilo que realizarem transferências a partir de 1.000 (mil) Pontos Livelo para o Programa Amigo Avianca, creditados em até 15 (quinze) dias úteis do fim da promoção.

    Em tempo, acho que o regulamento está equivocado ao calcular os bônus:

    4. A bonificação descrita nesta promoção tem limite máximo de 500.000 (quinhentos mil) Pontos. Caso o Participante transfira mais de 500.000 (quinhentos mil) Pontos Livelo para o Programa Amigo, o bônus descrito no item 3 será creditado até o limite aqui definido.
    EXEMPLO: Participante transfere para o Programa Amigo Avianca 700.000 (setecentos mil) Pontos Livelo durante o período da promoção.

    4.1. Este participante receberá bônus de 350.000 (trezentos e cinquenta mil) Pontos caso se encontre na condição do item 3.a deste Regulamento;

    4.2. Este participante receberá bônus de 400.000 (quatrocentos mil) Pontos caso se encontre na condição do item 3.b deste Regulamento; ou

    4.3. Este participante receberá bônus de 500.000 (quinhentos mil) Pontos caso se encontre na condição do item 3.c deste Regulamento.

  • GILMAR

    Leitura de qualidade e competência, fornece sabedoria e condições de aprendizado financeiro. Parabéns, de novo, de novo….

  • Paulo

    Pela lógica do Celso, se eu parcelar uma passagens estou agindo errado, pois não tenho o dinheiro e estou tomando a frente de outras pessoas que tem.

  • Joao Alberto Barros da Silva

    Celso, como ser membro do Velocity da Virgin Australia se apenas residentes de países da Oceania podem se registrar? Pelo menos foi essa informação que apareceu quando eu estava preenchendo o formulário.

    • Observando Fato

      Exato. Essa exigencia voce pode colocar o endereco de um hotel. De um Google, escolha uma rede hoteleira, um hotel e preencha com os dados. Estou assim ha anos no programa sem qualquer problema. Sds.

      • Paulo

        Assim vc infringe o T&C, onde diz que apenas moradores de lá podem se registrar. Ainda está mentindo, pode isso???

        • Observando Fato

          Paulo, desconheço a lei Australiana. Há uns nove ou dez anos, quando me filiei, enviei um e mail a Virgin e eles me orientaram que poderia colocar o endereço da casa de um parente. Informei que nao possuia parentes vivendo na Australia. Eles me responderam que poderia colocar o endereço do hotel na data que estivesse la. Questionei que nao residiria lá e fui informado na epoca que o programa nao exigia residencia FIXA na Australia, inclusive cidadoes de outros paises onde a Virgin Australia opera tambem sao filiados. Seria uma politica semelhante a Hertz que so permite locacao em site estrangeiro se no momento da reserva seu IP estiver no pais do site de locaçao. Exemplo.> Brasileiro, tem que locar obrigatoriamente no site .com.br. Se locar no site .com.uk que costuma ser mais barato no balcao a Hertz pode refutar a reserva. Se Brasileiro, mas reservar a partir de uma maquina num hotel britanico a reserva é honrada. Na duvida e para nao ter problemas, se entender necessario envie e mail a Virgin que lhe orientarao.
          Eu so uso o programa para transferir milhas para a Singaore Airlines. Nunca emiti com eles.

          Sds,
          Celso

  • Observando Fato

    Nesse caso, lembre-se que o Mileage Plus, essa semana informou aumentos em muitos premios e em alguns casos de ate 67% em rotas Star Alliance. Iria de Miles and Smiles da Turkish – a Star Alliance member.
    A titulo de curiosidade, hoje o Flyng Blue da Air France divulgou muitas modificacoes que ocorrerao no programa em 2.018.
    sds

    • Willian Vinicius Buss

      Obrigado, vou de turkish mesmo!

  • Jony Nossol

    Galera!

    Estou com dificuldade para emitir passagem em executiva para o Canada pelo Victoria Tap.
    Alguém tem alguma dica de algum programa com boa disponibilidade e preço para o Canadá?
    Valeu, abraço

    • Observando Fato

      Canada onde?
      Se for destino operado pela American, o AAdvantage, a LATAM, o Executive Club, o Qantas FF.
      Se for destino outro, Aeroplan da Air Canada.
      Alguns destinos podem ser contemplados com o Mileage Plan da Alaska Airlines.

      Com isso ja consegue sua emissao. Outra dica, avalie aeroportos perto do destino que pode facilmente conseguir emitir.

      sds
      Celso

      • Deborah Almeida

        Os trechos da smiles estão 50 mil o trecho pela air canada, eu acredito que seja um preço ok, devido a facilidade de bonificações que o smiles dá

      • Jony Nossol

        Calgary ou Vancouver. Mas pode ser em Seattle pela proximidade.

        • Observando Fato

          Para Calgary o AAdvantage tem disponibilidade, o Executive e o Qantas FF.
          Para Vancouver no passado emiti facil com a Air Canada via TAP. Nao tenho certeza, mas em executiva a Air Canada so liberava assentos para emissao com milhas em voos de segunda e terca. Tente. O lounge deles no Pearsons em Toronto e muito bom.
          Vancouver com a Alaska emiti facil!.
          sds,
          Celso

    • Cristiano Andrade

      Jony
      Já emiti GRU-YYZ-GRU em Business usando Victoria TAP, mas a sacada foi emitir com 10 meses de antecedência e ter flexibilidade de data já que não tinha disponível todos os dias na semana que eu viajei. Outra coisa, em geral só aparece um assento em Business.
      Como eu fiz: pesquisei no site da ANA e liguei na central da TAP Victoria já com data e vôo exato.

      • Jony Nossol

        Valeu Cristiano.

  • Muito bom o post do Carlos @crmaximo:disqus! Excelente.

  • Celia Regina Bocci da Silva

    Post excelente, discussão muito rica!
    Uma das coisas que sempre levo em consideração em relação ao cartão de crédito também é a anuidade. Uso atualmente o Black do Itaú e não pago anuidade.
    Acho que despesa com anuidade é sempre um desperdício…

  • Guilherme

    Concordo com os 2 pontos de vista sobre o viaje fácil…
    mas se formos pensar fundo, cliente fiel é aquele que acumula milha voando e não transferindo ponto do cartão (caso da maioria)…
    por essa ótica, os que não usam o Viaje Fácil, mas emitem passagem com os pontos do cartão, estão tirando assentos dos clientes realmente fiéis (aqueles que voam)

    • Deborah Almeida

      olha eu faço parte do clube smiles e esse ano achei uma promoção imperdivel de rec pra miami por apenas 22 mil, e ai nao tinha o valor completo, fui lá e fiz o viaje facil, acho que tem q ter sim, tem q se diferenciar de outras companhias aéreas, apesar que esse ano mudou muita coisa, o valor não são mais os mesmos do inicio do ano, achava rec – nyc por 35 pela delta, hj em dia os voos delta sumiram e so aparece copa airlines, agora tá voltando aos poucos, tirei a maioria das contas, diminui meu plano e estou na livelo, esperando bonificações e o melhor custo x beneficio de alguma companhia pra o destino q quero ir, eu só to na smiles mesmo pq o air canada ainda compensa, mas se aumentar, devo sair de vez.

  • AAraujo

    Algumas considerações sobre tudo o que foi escrito:

    – Sou ex-Clube Smiles, ex-Cartão de Crédito Smiles, só não cancelei o Smiles propriamente dito por não ter custo para mantê-lo;

    – Nunca usei o Viaje Fácil, e não acredito que usarei tão cedo;

    – Achei os argumentos do Celso a respeito do Viaje Fácil bastante interessantes, inclusive poderia até concordar com ele, se não fossem alguns pequenos detalhes;

    – O Viaje Fácil não é um produto recente. Ele foi lançado em julho de 2016, com o nome de “Emissão sem Milhas” e rebatizado em 2017 como “Viaje Fácil”. A época faria todo o sentido este tipo de questionamento, hoje entendo que não faz mais, por um motivo simples: ele foi estendido para TODOS os clientes Smiles, ou seja, mesmo se eu tiver as milhas, eu posso ter a opção de pagar os R$120 e fazer a reserva, utilizando as milhas que tenho para outro resgate;

    – O Celso alega (com certa razão) que o Viaje fácil “dá direitos a quem não os possuía, mediante pagamento de taxa ao fornecedor do serviço”. Ora, Clube Smiles dá direitos a quem não os possuía, mediante pagamento de taxa ao fornecedor do serviço. Seguindo a mesma lógica, quem concentrava gastos em um cartão de crédito com anuidade alta poderia se sentir prejudicado, já que bastava entrar no clubinho para conseguir milhas com mais facilidade? E a compra de pontos? Também não está dando direitos a quem não possuía, em detrimento ao cliente fiel, que só voa Gol? Todas essas novidades foram implementadas de forma unilateral pelo Smiles, sem aviso prévio, que de certa forma desvalorizou as milhas de quem só voava pela empresa. Não lembro de ter lido nenhum questionamento a respeito;

    – Outro argumento que foi utilizado foi a questão da cidadania. A pessoa sabe que está levando vantagem, mas mesmo assim usufrui do Viagem Fácil (lembrando que todos tem acesso ao benefício). Logo, entendo que não devo mais utilizar fila preferencial no check-in, ou a prerrogativa de embarcar na frente de outros passageiros, pois não estarei sendo cidadão, uma vez que eles chegaram no aeroporto e/ou na porta de embarque antes de mim;

    – O Celso tem todo o direito de criticar o programa Smiles por visar unicamente o lucro, por criar “benefícios” que privilegiam alguns em detrimento de outros, inclusive de achar quem usa o Viagem Fácil está tendo alguma vantagem, pois emite a passagem sem ter milhas. No entanto, achei as comparações extremamente infelizes. Fazer uma comparação entre de um comportamento que na visão dele é “imoral” com práticas notadamente “ilegais” foi deselegante, para dizer o mínimo.

    Por fim, se fosse emitir uma passagem internacional pelo Smiles ou se fosse emitir passagens para várias pessoas na mesma reserva, fatalmente utilizaria o Viaje Fácil, mesmo tendo as milhas no momento. O custo de deixar a reserva expirar (R$120), é muito menor do que o custo de cancelamento de uma passagem internacional ou do que o custo de cancelamento de várias pessoas. No “pior” cenário (emissão efetiva das passagens) ainda receberia algumas milhas de volta.

    Abraços,

    • Observando Fato

      AAraujo,
      
Sua manifestação, embasada, merece reconhecimento e concordo com as afirmações. Isto sim, ajuda a todos, construindo novos conhecimentos não afirmações desconexas com o cerne do problema.
      Veja o que disse:
      – O Viaje Fácil não é um produto recente. Ele foi lançado em julho de 2016, com o nome de “Emissão sem Milhas” e rebatizado em 2017 como “Viaje Fácil”. A época faria todo o sentido este tipo de questionamento, hoje entendo que não faz mais, por um motivo simples: ele foi estendido para TODOS os clientes Smiles, ou seja, mesmo se eu tiver as milhas, eu posso ter a opção de pagar os R$120 e fazer a reserva, utilizando as milhas que tenho para outro resgate;
      VOCE ESTA ABSOLUTAMENTE CORRETO. Ao escrever um texto você raciocinando em linhas gerais, mas já que alguém inteligente, não engenheiro de obra pronta se manifestou, no caso você, tenho que admitir sua TOTAL RAZAO.
      No Contrato por Adesão, onde o proponente estabelece unilateralmente TODAS AS REGRAS (companhia aérea, no caso) cabe a outra parte livremente aceita-lo ou não.
      Muito diferente de afirmações feitas sem nenhum conhecimento jurídico, mas querendo impor seu desconhecimento, alguns se manifestam.
      A lei trata de forma diferente o contrato por adesão, para permitir equilíbrio maior entre as partes, e no caso de relação de consumo os pilares não podem ser quebrados. Um tipo de contrato de adesão muito conhecido são os planos de saúde. A lei veda inclusive o rompimento do contrato por parte da operadora, exceto em situações especificas.
      Voltando ao caso em tela, existem 2 grupos de filiados ao Smiles. O grupo 1 que já era filiado ANTES do Emissão de Milhas e o grupo 2 que aderiu EXPONTANEAMENTE, após a emissão de milhas, já sabendo desse mecanismo. Para o segundo grupo talvez a justiça tenha uma interpretação de que como o Viaje Fácil, foi previamente informado e por trata-se de adesão não configura irregularidade. Disse talvez, não tenho certeza disso.
      Com relação ao primeiro grupo, a quebra de contrato criando o Viaje Fácil e nitidamente ilegal. Não é permitido no contrato de adesão mudança de nenhuma regra, exceto por concordância expressa das partes e ainda assim que não venha gerar desequilíbrio contratual. Lembrando que estamos numa relação de consumo.

      Você continua,
      – O Celso alega (com certa razão) que o Viaje fácil “dá direitos a quem não os possuía, mediante pagamento de taxa ao fornecedor do serviço”. Ora, Clube Smiles dá direitos a quem não os possuía, mediante pagamento de taxa ao fornecedor do serviço. Seguindo a mesma lógica, quem concentrava gastos em um cartão de crédito com anuidade alta poderia se sentir prejudicado, já que bastava entrar no clubinho para conseguir milhas com mais facilidade? E a compra de pontos? Também não está dando direitos a quem não possuía, em detrimento ao cliente fiel, que só voa Gol? Todas essas novidades foram implementadas de forma unilateral pelo Smiles, sem aviso prévio, que de certa forma desvalorizou as milhas de quem só voava pela empresa. Não lembro de ter lido nenhum questionamento a respeito;

      AAraujo se com o Viaje Fácil o programa não segue a lei, acrescentar outros aspectos parece-me ate redundante.

      Você continua,

      – Outro argumento que foi utilizado foi a questão da cidadania. A pessoa sabe que está levando vantagem, mas mesmo assim usufrui do Viagem Fácil (lembrando que todos têm acesso ao benefício). Logo, entendo que não devo mais utilizar fila preferencial no check-in, ou a prerrogativa de embarcar na frente de outros passageiros, pois não estarei sendo cidadão, uma vez que eles chegaram no aeroporto e/ou na porta de embarque antes de mim;
      Estes seus exemplos acima não são validos pois não são contrato de adesão. Ao comprar um bilhete você negocia preço segundo níveis de conforto e terá maior conforto que mais remunera, via de regra. Isso consiste na essência do capitalismo. Trata-se de contrato entre partes.
      A pessoa que compra Windows pirata, sabe que esta levando vantagem, mas só critica o Geddel, porem quando compra produto de origem suspeita nesse caso pode. Isso esta na hipocrisia da sociedade brasileira.
      Você continua,
      – O Celso tem todo o direito de criticar o programa Smiles por visar unicamente o lucro, por criar “benefícios” que privilegiam alguns em detrimento de outros, inclusive de achar quem usa o Viagem Fácil está tendo alguma vantagem, pois emite a passagem sem ter milhas. No entanto, achei as comparações extremamente infelizes. Fazer uma comparação entre de um comportamento que na visão dele é “imoral” com práticas notadamente “ilegais” foi deselegante, para dizer o mínimo.

      Eu não fui feliz? Fui deselegante? Peco desculpas, talvez pudesse ter tido argumentação mais adequado. Porem, observe que não existe nada embasado, só criticas sem nenhum fundamento,….

      No fim você diz,

      Por fim, se fosse emitir uma passagem internacional pelo Smiles ou se fosse emitir passagens para várias pessoas na mesma reserva, fatalmente utilizaria o Viaje Fácil, mesmo tendo as milhas no momento. O custo de deixar a reserva expirar (R$120), é muito menor do que o custo de cancelamento de uma passagem internacional ou do que o custo de cancelamento de várias pessoas. No “pior” cenário (emissão efetiva das passagens) ainda receberia algumas milhas de volta.

      Ou seja, você se une aos que aceitam transacionar com empresas que tem praticas, digamos para ser elegante, longe de um follow up dos mais recomendados.

      Eu fico me questionando se para uma pessoa com argumentos como você, sensata, um follow up de praticas não tão recomendado por parte de uma empresa não tem tanta importância, o que o individuo da classe C,D,E,F…. pensa.

      Os valores individuais dentro dos membros de nosso povo estão muito mais distantes do que imaginava inicialmente. Não sei se tanta pluralidade e boa ou ruim. Só sei que me espantei.

      Abraço.

      • AAraujo

        Celso, muito obrigado pelo retorno. Concordo com parte de suas argumentações, em outras partes tenho minhas discordâncias. O meu objetivo não era o de criar (mais) uma discussão, e sim apresentar um outro ponto de vista. Que bom que você entendeu isso.

        Só queria esclarecer um ponto: quando eu escrevi “se fosse emitir uma passagem internacional pelo Smiles…”, era um cenário hipotético, talvez devesse ter escrito algo como “para uma pessoa que quer emitir uma passagem internacional pelo Smiles…”. Como escrevi no começo do texto, já cancelei o meu Clube Smiles e o meu cartão de crédito Smiles. Nunca digo “nunca”, mas hoje o Smiles está no final da minha lista de prioridades.

        Um abraço,

        • Observando Fato

          Acredito que seja bem por ai.
          sds.
          Celso

  • Fernando Schmitz

    Boa noite Celso. Primeiramente parabéns pelo post.

    Se poossível, gostaria de saber como funciona o pagcontas do Itaú Black, citado em seu post: Paga apenas 0,38% de iof e mais nada? Gera milhas? Qual o limite de valor do boleto?
    Hoje faço meus pagamentos de contas através do Santander Master Black e a “raquetada” com o do bradesco (que para mim nao é muito viável).

    Obrigado.

    • Observando Fato

      Fernando,

      Meu cartão A e um SANTANDER unlimited Mastercard e meu cartão B e um ITAU Mastercard Black.

      Note que esta explicação so vale no sentido de A para B, no inverso NÃO.

      O cartão A permite pagamentos de boletos de contas desde que do mesmo titular. Esse pagamento esta limitado ao valor máximo de R$ 3.000,00 por boleto. Para isso, o Santander lhe cobra um valor fixo de R$ 24,50 por boleto, independente do valor, MAIS IOF de 0,38% fixo (por se tratar de operação de credito, MAIS e 0,0082%/dia de IOF ate a data da efetiva quitação do debito, totalizando por boleto um valor máximo de até R$ 43,28 (caso entre a data do pagamento da conta e o fechamento da sua fatura decorra 30 dias—procure pagar imediatamente antes do fechamento da fatura que pagara menos IOF) e gerando nesta data, com a cotação do dólar hoje no cartão Santander, 1 USD = R$ 3,357, 983 pontos. O Santander permite por dia pagar R$ 3.000,00 em cada um dos seus canais (internet banking, terminal eletrônico na agencia, caixa dentro da agencia e na superlinha). Assim, você querendo pode pagar ate R$ 12.000,00 por dia por cartão ( os adicionais tem os mesmos direitos, com isso multiplica o limite a pagar, porem limitado ao limite total do cartão de credito no mes) Gero um boleto do ITAU que tem sempre a mesma numeração, e pago R$ 3.000,00 em datas sucessivas ate o limite que desejo. Tiro 1 centavo no valor de cada boleto para que o sistema não identifique como boleto já pago=duplicidade. Com isso, pago ate R$ 11.999,94 por dia se quiser. (So uso o cartão do ITAU para raquetada).
      Fiquemos no exemplo de 5 boletos, você entendera porque.
      48 h depois do pagamento do boleto, ele entra na conta do cartão ITAU como antecipação de pagamento, gerando credito.
      Uma vez gerado credito faco a operação inversa pagando com o credito do cartão B um boleto do cartão A.
      O Itau permite, desde que da mesma titularidade, pagamento de boletos unitários de valor ate R$ 15.000,00. Cobra por boleto 0,38% de IOF mais juros de ( não tenho certeza ) 2,99%. Como já tenho o credito na conta do cartão o juros nunca e cobrado e so pago o IOF pois trata-se de operação financeira. Se vou pagar mais que um boleto no ITAU do cartão A no mesmo dia, também vou tirando 1 centavo dos subsequentes. O Itau permite pagamento de boletos também ate o limite de credito do seu cartão.
      O RUIM – o pague contas do ITAU não gera mais milhas de uns anos para ca! Nada de milhas.

      So que existe um trabalhinho adicional e chato para isso.

      Enquanto a fatura do ITAUCARD tem numero fixo a do Santander não.

      Nesse caso você precisa gerar a fatura do Santander num arquivo JPG e edita-la, após entrar neste site colocando a data de efetivo pagamento e o valor (limitado a R$ 3.000,00) o que lhe gerara o código correto da fatura.

      http://www.vbardella.com.br/boleto/

      Pronto, na data com o cartão B pague o A.

      Ficou claro?

      Sds,
      Celso.

      • Jopsss

        Muita gente pagaria por essa aula. Parabéns. Sabe me informar as tarifas do tpc? Faça um post sobre o assunto.

        • Observando Fato

          Jopsss,

          Nao opero com AMEX e infelizmente desconheço essa informaçao.

          sds.
          Celso

  • Observando Fato

    Daniel,

    Tanto um site como outro tem funçoes semelhantes. Voce coloca origem e destino e no site lhe é informado quanto cada um dos programas listados

    cobram para emitir o bilhete com milhas numa determinada classe. Mero informativo, nada mais.

    sds,

    Celso

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