[Guest post] Programa de Milhagem – Quem sou, o que pretendo e as estratégias para obter melhor resultado

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Eis aqui o terceiro guest post do Celso. O primeiro guest post pode ser conferido aqui, e o segundo texto, aqui. Boa leitura! 😀

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Antes de optar pela escolha do(s) programa(s) mais adequado(s) a você, torna-se necessário ser honesto consigo mesmo, para não ser prejudicado no futuro.

  • Você tem total fluência no idioma inglês? Se a resposta for “não”, imediatamente descarte qualquer programa de fidelidade estrangeiro que só emita bilhetes pelo call centerou mesmo re-emissões.
  • Você é viajante frequente?
  • Você viaja somente no Brasil, somente na América do Sul, ou no mundo todo?
  • Tem flexibilidade de datas para voar, ou só pode voar na alta temporada?
  • Viaja na maioria das vezes em classe econômica, ou em classe superior?
  • Sua capacidade familiar de gerar milhas ao ano está abaixo de 50.000, 100.000, 200,000 ou acima de 200.000 milhas?

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Vejamos então as bases para escolha do(s) programas Frequent Flyer no mundo

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Opte pelo programa que melhor atender seus desejos de destino. O que no passado já foi ótimo – Smiles da Varig – hoje é inaceitável. Nunca imagine poupar milhas. Milha aérea conquistada tem que ter planejamento de uso. Entretanto, há alguns fatores que podem lhe ajudar a decidir sobre o melhor programa:

  • 1º. Ter uma tabela de prêmios competitiva e publicada quando comparada com outros programas.
  • 2º. Milhas que nunca expiram, ou que podem ter sua validade renovada ou que podem ter sua validade renovada por custo ínfimo.
  • 3º. Disponibilidade farta para emissão, quer de destino, quer de classes de voo, quer ainda de períodos.
  • 4º. Permitir emissão one way.
  • 5º. Permitir stopover e open jaw.
  • 6º. Ter bons parceiros no programa, e permitir emissão com valores competitivos.
  • 7º. Se você voa longas distâncias, prefira programas que cobram por região; se voa curtas distâncias, opte por programa que cobram por distância.
  • 8º. Se você tem possibilidade de ter muitos pontos, opte por dividir os pontos em mais de um programa, aproveitando assim o melhor de cada um deles. Se tem poucos pontos, concentre tudo num programa só para emitir um prêmio.
  • 9º. Prefira programas que permitam compra de pontos, ainda que seja somente para completar um prêmio.
  • 10º. Pense que seu programa pode ter um parceiro que lhe interesse mais que o programa, por exemplo, se quiser emitir com a Singapore Airlines via KrisFlyer, somente transferindo do American Express antigo sem deságio. Etihad por prêmio barato somente no AAdvantage.
  • 11º. Avalie programas com multiplicadores sem custo. Programas que bonificam com frequência determinadas ações, como compras em parceiros, e bônus adicional significativo sem custo.
  • 12º. Procure programas que permitem emissão via site e call center, com 0800 se possível. Que falem em Português ou Espanhol. Importantíssimo que atendam a ligação em tempo razoável!
  • 13º. Evite, fuja de programas que mudam regras com frequência.
  • 14º. Evite, fuja de programas que não tem tabela fixa e publicada, não caia nessa história de tabela flutuante.

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Muito provavelmente nesta ordem relacionada você poderá alterar algo em termos de prioridade pessoal, mas não sairá muito destas escolhas. Fato importante é que todas estas informações são válidas nesta data, outubro de 2017, e caso opte por algo, verifique antes se ainda continuam válidas. Atente que o futuro da economia do país é incerto no momento, e transferir pontos para programas cujas milhas têm prazo de validade não renovável facilmente é, no mínimo, imprudente.

As estratégias

Para obter o melhor resultado com seus pontos, tenha em mente INICIALMENTE dois fatos: 1. origem/destino e 2. distância entre eles.

Com isto em mente, inicie o primordial para obter o melhor resultado: planejamento!

Ter o destino em mente torna-se fundamental para não ser surpreendido com rota onde não há disponibilidade para emissão com milhas, ou no período que pretende viajar, ou eventualmente disponibilidade num único dia da semana, que encurtaria sua tão sonhada viagem.

A distância entre os pontos ira lhe direcionar a programas que cobram por regiões ou, se voos curtos, a programas que cobram por distancia voada.

Diante disto, entre as opções, você poderá avaliar o que mais lhe interessa.

Vejamos alguns exemplos, em classe executiva (em classe econômica tem maior disponibilidade) – se você for a Dubai (DXB) partindo de São Paulo (GRU):

  • No Smiles, há disponibilidade com a Emirates por inacreditáveis 230.000 milhas, ou por 260.000 milhas com a decadente Air France, ambos one way;
  • No Multiplus da LATAM, na mesma data, o mesmo trecho era oferecido por 159.000 milhas o bilhete one way, numa combinação de voo entre a LATAM e a British;
  • No Amigo da Avianca Brasil, na mesma data, em classe executiva, com a Turkish, o mesmo trecho tem farta disponibilidade por 73.000 milhas.

Diante disto, você pode ter a mesma viagem pagando X milhas, 2X milhas ou 3,5X milhas.

Num novo exemplo, em classe executiva, o trecho GRU-EZE, nas mesmas datas, one way, no Smiles sai a 35.000 milhas, voando com a Qatar Airways; na Latam 35.000 milhas; no Amigo não oferece tal prêmio; e no Executive Club, da British Airways, 15.000 Avios, voando com a Qatar Airways.

Com estes exemplos, você pode observar que, após coletar milhas no seu cartão, o programa que receberá a transferência dependerá do seu destino.

Falsa bonificação por compra 

Há algum tempo, os programas de milhagem estabeleceram, diante do conceito de elasticidade da demanda (post aqui), a venda de produtos com ganhos de pontos APARENTEMENTE muito vantajosos.

Cuidado! Muito provavelmente você está comprando milhas por valor acima do mercado!

A empresa X vende um Televisor 55 polegadas da marca Y por USD 1.000 e lhe dá fantásticos 10 pontos por dólar gasto. Você acumula maravilhosos 10.000 pontos.

Porém, você, desconfiado, usa um robô de busca, e encontra o mesmo produto num concorrente por USD 850.

Desse modo, os carinhosos 10.000 pontos, que valem algo como USD 100, lhe custaram USD 150. Você não ganhou nada e ainda foi penalizado em USD 50.

Podem existir EXCEPCIONALMENTE e PONTUALMENTE promoções que lhe tragam algum benefício, mas isto será EXCEÇÃO!

Não existe almoço grátis!

Para terminar: as regras de ouro 

  • 1 . Antes de transferir seus pontos, avalie a disponibilidade no programa;
  • 2. Se possível, transfira seus pontos com a viagem ao menos em mente;
  • 3. Se previamente souber que o programa irá mudar suas regras, e essas regras não estiverem claramente informadas, NUNCA transfira seus pontos, pois a desvantagem será nítida para o consumidor e, nesse caso, a lei pode não lhe amparar.
  • 4. A melhor milha é aquela efetivamente voada!

A escolha do cartão de crédito.

Dependendo de como você respondeu as questões 2 e 3 feitas acima, e combinando com sua possibilidade financeira, você poderá ter desde um cartão mais simples (gerando menos pontos), até um Black, em casos de viajantes frequentes e mundiais. Isso será uma forma de adicionar muitos pontos na sua conta.

Além de valor de anuidade, e relação de bônus por dólar gasto em despesas, você deve escolher um cartão de crédito que lhe permita transferir ao(s) seu(s) programa(s) de fidelidade escolhido(s).

Em raríssimas situações, muito específicas, cartão de crédito com pague contas pode ser vantajoso, o que detalharei no futuro.

Se você viaja em classe superior, condiciona a escolha do voo com alguma condição adicional, por exemplo, assento flat bed obrigatoriamente? Exclui empresas com catering ruim? Ou qualquer coisa serve em classe superior?

ANTES de escolher o seu programa de fidelidade, e IMEDIATAMENTE ANTES de transferir seus pontos, veja se, no programa, há disponibilidade “rara” ou “ótima” para emissão na rota, classe desejada, tipo de aeronave…. Veja se a disponibilidade é boa, se emite pelo site, ou seja, faça uma PESQUISA antes de transferir seus pontos.

Veja se a companhia lhe interessa. Na Etiópia, o chulé (odor nos pês) é culturalmente um valor, e voos, mesmo em executiva, podem ser premiados com odor do passageiro ao lado quando decola de ADD para outro destino. Isso você aceita? E se na rota desejada o programa só emite com a Ethiopian Airlines? Em outras companhias, você aceitaria voar num velho Ilyushin russo? Você aceitaria voar num monomotor? Você aceitaria fazer conexão do Afeganistão, em Damasco?

Agora o erro mais frequente

FOCAR UNICAMENTE NA PONTUAÇÃO!

Sem dúvida o erro mais frequente é focar unicamente na pontuação para emissão. Numa emissão de A para B, o programa de Fidelidade X cobra 50.000 pontos por trecho one way em classe executiva que é seu objetivo de emissão.

Já o programa de Fidelidade Y cobra 60.000. Você corre para emitir no programa X, entendendo ter levado grande vantagem. Será? Você esqueceu que, no programa Y, o voo é direto com 77W e poltrona flat bed, com a frequência de voos sendo diária. No programa X, o voo é com 738, poltrona recliner, decola às 4 da manhã, tem escala de 6 horas, chega no destino às 2 da manhã, e a empresa faz a rota somente 2 vezes por semana. Por essa diferença, vale a pena essa economia? Para mim não!

Se o leitor tem capacidade de gerar poucas milhas, ele deve emitir no programa X? Se ele não se importa com o relatado acima, sim!

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Próximo post – Análise dos programas de milhagens aéreas nacionais e muitos programas internacionais.

 

  • Albino

    Excelente !

  • adrián

    Excelente Celso. Muy buena nota. Casi te diría emocionante. Da gusto leerte, y de hecho, cuando llegas al final, te quedas con ganas. Felicitaciones.

  • flavio

    “Você tem total fluência no idioma inglês? Se a resposta for “não”, imediatamente descarte qualquer programa de fidelidade estrangeiro que só emita bilhetes pelo call center, ou mesmo re-emissões.”

    Isso não vale para o Victoria da TAP né? hahaha

    • Filipe

      Mas TAP permite emissão pelo site, exceto se utilizar para voar com as parceiras da Star Alliance!

      • flavio

        Foi na emissão de cias da *Alliance que pensei…

        • Observando Fato

          Flavio,
          A TAP emite voo TAP PURO pelo site.
          Os demais via Call Center, um 0800 que voce liga no Brasil e a ligação é transferida a Lisboa.
          Nesse caso lhe atendem em portugues ibérico e caso opte na URA pode ser atendido em ingles.

          sds.
          Celso.

  • Bruno Almeida

    Post excelente! Parabéns!

  • Marcelo Caldas

    Mais um post excelente do Celso, porém com relação a comparação para emissão para Dubai está um pouco desequilibrada, creio.
    Nunca viajei pela Emirates, mas pelo que leio a executiva deles não se compara com a executiva da British, portanto a comparacao de voos para Dubai nao reflete a qualidade das executivas das duas cias.
    Creio que a questão do custo absurdo para resgate em algumas empresas sera abordado no proximo post, bem como quanta “custa esse acúmulo.

    • Observando Fato

      Marcelo, A British tem a 1@ classe que talvez seja uma das melhores executivas. A executiva da Emirates nunca viajei. Tenho voado na First da Emirates que fica no Upper Deck do A 380, e quando voce vai ao bar atravessa toda executiva e compartilha seu uso com os passageiros da Business ( no A 380 há um mini bar exclusivo aos passageiros da FIRST entre os dois spas com bebidas ultra premium ). A comparacao da Business da Emirates seria com a Swiss, com a LH, Qatar, Turkish. Etihad,.onde haveria uma disputa mais equilibrada. Nessa situaçao parece-me que a cobrança de altos premios nao se justificariam pelas diferenca, ACREDITO. Talvez para voce isso nao seja verdade, o que nao esta errado em nenhuma hipotese. sds. Celso.

  • Rafael

    Excelente post!

    Uma sugestão: quando vc fala da capacidade de gerar milhas, acho interessante adicionar também a maneira como essas milhas são geradas, pois é diferente acumular 100k milhas voando de acumular 100k no cartão. Eu considero que existem alguns perfis de FF em função do tipo de acúmulo, por exemplo:

    ACUMULADOR POR VOOS: são aquelas pessoas que fazem muitos voos pagantes, normalmente a trabalho.
    A vantagem desse perfil é ter a opção de acumular milhas em um maior número de companhias (parceiras da cia em que estiver voando) e também conseguir mais facilmente obter status elite.

    ACUMULADOR POR GASTOS EM CARTÃO: são aquelas pessoas que voam pouco (pagando) mas conseguem acumular uma grande quantidade de milhas via cartão de crédito, diretamente e indiretamente (pagamento de contas, quando gratuito e multiplicadores de transferência, por exemplo). É possível ter esse perfil a custo zero ou praticamente sem custo (para quem não paga tarifas de bancos e anuidade de cartões). E é quase um almoço grátis!
    O problema desse perfil é a limitação da quantidade de parceiros dos cartões. Basicamente pode-se transferir apenas para os 4 nacionais mais a TAP e a IB/BC, este último exclusivo pro Santander Esfera. Estou desconsiderando os parceiros do MR do TPC pois não há mais como se obter o cartão raiz.

    ACUMULADOR POR COMPRAS: são aquelas pessoas que compram pontos, seja diretamente pelo programa da cia (smiles e multiplus), via outros programas (km de vantagens, livelo, etc), via assinatura de clubes ou via pagamento de contas no cartão de crédito (quando paga-se um percentual ao banco). Na minha opinião esse perfil só é vantajoso pra quem viaja em classe superior e já esgotou as milhas obtidas pelas duas opções acima.

    ACUMULADOR HÍBRIDO: pessoas que combinam as opções citadas.

    Outra sugestão, para quando for postada a análises dos programas, é montar uma tabela comparativa, por exemplo:

    https://uploads.disquscdn.com/images/0fbe949ad698f2deff4fd45615b847b91028fc3f26038a991998eeb9c28a5f5d.png

    • Observando Fato

      Rafael,
      Aguarde vamos aproveitar muito. O proximo post sera muito elucidativo para todos nos. sds. Celso.

  • Valfrido Silva

    Excelente post! Parabéns!
    Celso, é fácil a emissão pra Dubai na executiva pelo Amigo?
    na tabela deles falam que é 70 k o trecho, mas será que é fácil a emissão pelo call center? Com o bônus de 100% da avianca que aparece direto seria uma pechincha.
    Alguém sabe se o Amigo permite stopover pela aliança? seja em Istambul, Frankfurt ou Zurique?

    • Observando Fato

      Valfrido,
      A emissão GRU- DUBAI OU ABU DHABI que dista do primeiro 180 km., neste momento tem disponibilidade diária com a TURKISH e eventualmente com a SWISS. Eu mesmo tenho nesse momento bilhete emitido com a Turkish para DOHA, em executiva, pelo AMIGO. Sao 70.000 pontos por bilhete, one way, entre America do Sul e Oriente Medio. Uma verdadeira galinha morta…..rsrsrs A emissão pelo call center costuma ser fácil, POREM os funcionários são mal treinados e loucos para dizer que não tem disponibilidade. Se lhe disse isso, desligue e ligue novamente que com atendimento de funcionário treinado aparece disponibilidade imediata. Cuidado que no sentido inverso DXB>GRU cobram pesadas taxas de combustível de qualquer bilhete premio no AMIGO. Meu bônus do Santander na ocasião foi de 150%. Amigo NAO PERMITE stop over, emitindo sempre ponto a ponto.
      sds.
      Celso

      • Valfrido Silva

        Obrigado Celso!
        Então não consigo emitir ida e volta pelo amigo para fugir da taxa de combustível? Só one way?

        • Observando Fato

          Qualquer bilhete internacional com destino Brasil tem cobrança de altas taxas de combustivel (YQ). Sugiro emitir one way, saindo do Brasil e retorno por outro programa que na volta nao carregue taxa de combustivel, caso tenha milhas em mais de um programa. sdsl

          • Valfrido Silva

            Sabe me dizer qual programa brasileiro não cobra a taxa de combustível em emissão para o Brasil? Sei que o Victoria TAP tmb cobra. Pergunto pq estou acumulando no Livelo, então posso escolher para qual programa vou transferir. Obg!

            • Observando Fato

              Sei sim e no proximo post voce ira se deliciar com tudo muito, muito mastigado……rsrsrsrs

  • Muito bom! Parabéns ao Celso e Guilherme!
    Só um adendo, a Avianca oferece sim o trecho GRU-EZE. É possível emitir por 20k o trecho voando Turkish, por exemplo.

  • Guilherme Silva

    Fantástico!

    Meu chará Guilherme, uma sugestão de post: comparação, questões legais e mais infos dos sites que “compram” nossas milhas. Creio que é uma boa opção quando temos milhas a expirar que não vemos muito horizonte de utilização, ou também pra torrar as milhas de programas que nos arrependemos de ter transferido, como no meu caso o Tudo Azul, e no caso de alguns colegas o Amigo.

    • Albino

      Por experiência própria, o Maxmilhas é o que nos paga o melhor valor e o que vende mais rápido.

    • Guilherme

      Sugestão anotada, nobre xará!!!!! Forte abraço!!!

  • Observando Fato

    Albino,
    Aqui esta ocorrendo alguma dissociaçao da lei. Se a taxa YQ pode ser cobrada com amparo legal desconheço. Entretanto, o programa Amigo e Victoria independente de sua nacionalidade operando no Brasil ( TAP opera no Brasil ) sao submetidos as regras das leis brasileiras e disso nao tenho NENHUMA DUVIDA. TAP VICTORIA esta OBRIGATORIAMENTE submetida ao Codigo de Defesa do Consumidor Brasileiro no territorio nacional. Fiquei ate emocionado com a liberalidade da Latam para consigo. Voce é sem dúvida um querido dos Cuetos! So rindo!.

    • Albino

      Como eu disse, o Victoria pode cobrar de voos com origem no exterior. Ele só irá se submeter às regras brasileiras se o voo tiver origem no Brasil, seja só de ida saindo daqui, seja ida e volta com início aqui.
      A partir do momento em que o bilhete tem origem no exterior, o local de emissão desse bilhete (com milhas) se torna Portugal. Portanto, não segue a regra brasileira, mas sim a portuguesa.
      Sou contra o Adicional de Combustível, mas há que se respeitar a legislação/regulamentação da cada local.

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