Enquete: em que categoria do orçamento doméstico você enquadra os gastos com compras de milhas e pontos?

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Introdução

Uma das bases para ter uma vida financeiramente equilibrada é organizar, alimentar e manter uma boa planilha de orçamento doméstico, onde estejam registrados todos os gastos realizados mensalmente.

Isso inclui, por óbvio, os gastos com compras de milhas e pontos. Controlar e monitorar os gastos com essas despesas é fundamental para não deixá-los se apropriarem de uma fatia exagerada de seus gastos totais, e, assim, comprometerem sua estabilidade financeira.

Se antigamente nós “comprávamos” essas moedas digitais indiretamente, por meio de pagamento de contas nos cartões de crédito, hoje sabemos que a maneira economicamente mais eficiente de fazê-la é por meio das compras diretas, cujo valor unitário da milha/ponto seja atrativo.

Esse atratividade varia de um programa de milhagens para outro, mas, no geral, se situa numa faixa de 2 centavos de real por milha/ponto (R$ 200 por blocos de 10k), com pequenas variações para mais ou para menos dependendo do contexto, da promoção e do programa.

Hoje são os leitores quem farão o post, já que a dúvida reside sobre em qual categoria de gastos vocês enquadram tais gastos.

Compras diretas de milhas e pontos: despesas financeiras, viagens ou transportes?

E vou começar dando meu próprio exemplo.

Embora eu faça um registro detalhado de todos os meus gastos, em planilhas personalizadas, nos últimos 11 anos consecutivos, foi somente a partir de meados dessa década é que passei a prestar mais atenção nesse item.

Em 2013, quando as compras diretas de milhas e pontos passaram a ter valor mais atrativo, eu comecei a classificá-las no segmento de Despesas Financeiras,. Havia uma linha, dentro dessa categoria, para o registro dos gastos com anuidades dos cartões de crédito, outra linha para o registro de gastos com tarifas bancárias etc., e também uma linha para os gastos com compras de milhas e pontos.

Fazia isso como uma decorrência natural do fato de que os gastos com tarifas por meio de pagamentos de contas nos cartões de crédito eram, por definição, gastos para otimizar o fluxo de pagamentos, sendo os pontos gerados a partir de tais operações apenas um sub-produto da operação financeira.

Mantive essa categorização dentro do item “despesas financeiras” em 2014 e também em 2015.

Porém, de 2015 para 2016, eu refleti melhor sobre esses gastos, e parei para pensar no seguinte: os gastos com compras de milhas e pontos, na verdade, são uma antecipação de gastos com passagens aéreas, que eu utilizo para baratear o custo das viagens.

Por exemplo, você compra 20 mil milhas no Smiles na esperança de que os utilize para viajar pagando menos do que se comprasse uma passagem aérea em dinheiro. Ou você compra um pacote de 10 mil Avios no Groupon espanhol com o objetivo declarado de utilizá-lo para viajar para a Europa na Iberia ou na British. E você faz um estoque de milhas e pontos acumulados em suas contas de milhagens justamente para gastar menos do que gastaria se comprasse as passagens em dinheiro.

Logo, era mais “lógico” que tais gastos fossem categorizados no segmento de Viagens.

Então, em 2016, a minha planilha de orçamento doméstico sofreu uma reestruturação importante: a linha dos gastos com milhas e pontos saiu da categoria de Despesas Financeiras e foi para a categoria de gastos com Viagens. Essa categoria abarca vários outros sub-itens destinados exclusivamente aos gastos que realizo com viagens, ao lado de gastos com diárias de hotéis, alimentação, mercados em viagens etc.

Em 2017, eu mantive essa mesma estruturação, mas, nos últimos meses, eu estive refletindo melhor, já com vistas a preparar a planilha para o ano de 2018.

Pense comigo: você compra milhas e pontos para viajar – e sobre isso não há qualquer dúvida. Mas eles são componentes, por definição, para custear o serviço de Transportes – no caso, o transporte aéreo.

Eu, pelo menos, não uso minhas suadas milhas e pontos para qualquer outra coisa que não seja para comprar passagens aéreas.

Conclusão – novas reflexões

Daí veio a dúvida: não seria o caso de, para o ano de 2018, reclassificar os gastos com milhas e pontos para a categoria de Transportes?

Nessa categoria de gastos, atualmente, eu registro todos os gastos relativos não só às despesas com deslocamentos terrestres, ou seja, por meio de carro (combustível, lavagem, estacionamento, provisão para despesas anuais de seguros e tributos, custos de manutenção/conserto, e provisão para despesas do futuro carro), mas também eu registro todos os gastos relativos às despesas com transporte aéreo em sentido estrito, o que inclui gastos com tarifas aéreas (nos casos em que eu compro as passagens em dinheiro), e taxas de embarque (computadas separadamente do custo das tarifas das cias. aéreas, e computadas separadamente também do custo das milhas e pontos), e outros serviços do transporte em si, como compras de assentos especiais, compras de franquias de bagagem etc.

Logo, ainda que os gastos com milhas e pontos sejam destinados a provisionar despesas para os gastos com passagens aéreas destinadas, muitas vezes, a viagens, faria mais sentido reclassificar tais gastos na categoria de Transportes, tendo em vista não só que tais gastos não se realizam somente na categoria de viagens, mas também pelo fato de passagens aéreas serem, por definição, gastos realizados para garantir deslocamentos – transporte – aéreos, mesmo que o dinheiro para custeá-las seja proveniente de compras diretas de milhas e pontos.

Eu sei que as viagens implicitamente pressupõem um gasto financeiro com transporte. Não existe viagem sem transporte. A questão principal aqui não é essa, mas sim tentar organizar melhor as categorias de gastos dentro do orçamento doméstico.

……………………….

A minha dúvida é, e esse é o motivo da enquete de hoje: e vocês, como classificam esses gastos comprando milhas e pontos? Em que categoria do orçamento doméstico vocês os enquadram: em transportes ou em viagens? Ou em outra categoria autônoma? E por quê?

  • Sérgio Monção

    Eu separo a categoria de viagens exclusivamente para viagens de lazer, e dentro dela incluo a despesa com compra de milhas/pontos. Essas são as contas que uso na categoria Viagens: Alimentação, Compra de Milhas/Pontos, Compra de Moedas, Compras em Viagens, Estacionamentos, Hospedagens, Locações de Veículos, Passagens Aéreas, Passeios e Transportes.

  • Leandro

    Categoria Viagens, subcategoria Deslocamento/Transporte. Assim eu consigo diferenciar os gastos de transporte diário com o gasto específico de uma viagem ajudando, assim, a saber “quanto custou a viagem”.

  • Leandro Esteves

    Eu tenho classificado após o uso das milhas. Antes disso é uma despesa financeira, uma vez que não tenho utilizado a milha somente para viagens, mas também pra aquisição de combustível ou qualquer outra coisa que empate ou até tenha alguma pequena perda. Explico o porquê disso. Milhas qualificáveis. Tenho comprado milhas Livelo ou netpoints em grande quantidade quando tem promoção com grande desconto e depois transfiro para o Smiles ou azul, ganhando milhas qualificáveis. Mesmo que empatando o preço de compra, tenho a vantagem de ganhar pontos no cartão pela compra no crédito e as milhas qualificáveis da transferência. Esse ano comprei 300 mil milhas entre Livelo e netpoints e consegui transferir com bônus de 100% na Livelo pro Smiles e 40% no netpoints pra Smiles e tenho torrado em coisas que empate meu preço de compra. Dois meses atras peguei um notebook que saiu até um pouco mais barato que se eu comprasse direto na loja e com essas transferências parcelei meus gastos em 10x na compra de pontos e ainda virei Diamante no Smiles, com todas as vantagens, inclusive uma passagem grátis ao ano, que amortiza um pouco do custo se você resgatar pontos tendo uma leve perda no resgate.

    • HAROLDO AZEVEDO RODRIGUES

      Como vejo muito falarem por aqui que não é vantagem utilizar milhas para resgatar por produtos (e via de regra não é mesmo!), pensava que era só eu que fazia isso. Entre Multiplus, Dotz e Smiles já resgatei quatro celulares (valor acima de R$1.000,00 cada), aparelho de som, Video Game Nintedo Wii, Smart Tv 32 polegadas, muitos livros, secador de cabelo e mais recentemente fone de ouvido e uma geladeira com valor de mercado em R$2.000,00. Procurando nas promoções a gente sempre acha uma boa oferta. Utilizando a geladeira como exemplo, a qual resgatei há uma semana pela Smiles, fazendo as contas, entre o que gastei comprando milhas e o valor destas pelo resgate da geladeira, a mesma me saiu por R$1.490,00, sendo que no mercado custa de R$2.000,00 em diante. Levo em consideração principalmente que as transferências dos pontos/milhas me qualificam na Smiles. Hoje sou Ouro, mas antes do final do ano chego a Diamante também. Estou apenas aguardando mais uma promoção de transferência com 100% de bônus da Livelo para a smiles. Um detalhe importante, nos meus cálculos não levei em consideração as milhas que caem direto na Smiles pelo meu cartão Smiles Platinum. Agradeço a todos pela oportunidade de pela primeira vez me expressar aqui, visto que sou leitor assíduo do “Meu Milhão de Milhas”, acessando-o pelo menos umas três vezes ao dia, visto que não leio apenas os posts, mas também todos os comentários.

  • Investidorpb

    Tudo depende do perfil de cada um. Existem pessoas que adquirem milhas para resgate imediato de passagem aérea (Perfil A). Existem outros perfis que aproveitam a oportunidade de uma promoção para adquirir milhas e pontos para uso futuro, como é o caso do Guilherme (Perfil B). E existem pessoas que adquirem milhas e pontos para venda, aproveitando uma distorção de preços para lucrar com a atividade (Perfil C). Eu me enquadro entre os Perfis B e C.

    Entendo que milhas e pontos, por terem valor e lastro em passagens aéreas, devem ser tratadas como “moeda digital”.

    Eu não classifico essa despesa em absolutamente nenhuma categoria. É como adquirir moeda estrangeira com a perspectiva de viajar algum dia ou com certa regularidade. Inclusive você pode levar a moeda e voltar com um bom volume. O que quero dizer é que a classificação só pode ser feita após o uso efetivo da moeda, tais como alimentação, transporte, aquisição de bens etc.

    A mesma coisa ocorre com as milhas e pontos. Eu faço minha contabilidade em um programa no qual eu crio uma “Conta Smiles”, “Conta Livelo, “Conta Multiplus” e assim por diante. Ao adquirir, vamos supor, 100k milhas Multiplus a R$ 2.800,00, eu lanço uma transferência, na mesma data de vencimento do meu cartão (pois pago com meu cartão de crédito), da minha “Conta do Banco” para “Conta Multiplus”. Se resgato uma passagem por 10k pontos, vou na “Conta Multiplus” e lanço a despesa na categoria “Viagem” e subcategoria “Passagem Aérea”. Se resgato um telefone celular por 50K pontos, lanço a despesa como “Equipamento Eletrônico”. E assim sucessivamente. Por sua vez, se vendo 10k pontos por R$ 300,00, eu transfiro 280,00 pra “Conta do Banco” e lanço como “Receita”, na mesma conta, o lucro de R$ 20,00.

    Assim tenho absoluto controle do que ocorre.

    • SwineOne

      Cheguei meio atrasado aqui, mas gostaria de deixar a minha opinião.

      A solução do Investidorpb é (novamente, enfatizo que se trata da minha opinião) a “correta”. Milha é uma forma de dinheiro, e deve ser classificada como tal. Você pode usar para trocar por passagens, por diárias de hotel, por créditos de combustível, por produtos, vendê-las em sites especializados, e assim por diante. Quando você fizer uso da milha, aí sim você classifica na despesa que você usou.

      Pode até ser que, via de regra, você só troque por passagens aéreas, mas digamos que você descobre que 1.000 pontos no Multiplus vão vencer este mês. Você não tem nenhuma emissão em mente, ou saldo para tanto. Aí você descobre que pode mandar isto para a Ipiranga na forma de créditos de combustível, ou para a Accor para pagar por hotéis. Você não vai deixar os pontos vencerem de graça, é claro. Mas também não seria correto lançá-lo como uma despesa puramente financeira, ou despesa de viagem (pelo menos não como passagem aérea).

      Assim como o Investidorpb, tenho um programa que me permite criar diversas contas para cada ativo que eu tenho (financeiro ou não), e fazer transferências entre eles. Com o programa da Accor, sigo exatamente o que faz o Investidorpb, pois a Accor tem uma taxa de conversão muito bem definida de pontos para dinheiro (€0.02 por ponto), facilitando a marcação a mercado destes pontos. Puramente por preguiça minha de pensar numa boa solução de marcação a mercado para os demais programas de fidelidade, não faço o mesmo com os outros (Multiplus, Smiles, Km de Vantagens, Livelo, Santander, etc.) Nesse caso, tenho uma categoria chamada “Milhas” onde faço tanto operações de crédito como de débito, mas admito que não é a forma correta de fazer. Vou ver se em algum momento crio coragem de criar as contas e estabelecer alguma regra de marcação a mercado de cada uma, mesmo que não seja absolutamente fidedigna, para não fazer mais essa gambiarra de criar uma categoria chamada “Milhas”.

      Dito isto, provavelmente ainda teria que haver uma categoria para lançar um crédito de milhas, por exemplo ao pagar uma fatura de cartão e receber os pontos correspondentes. Mas nesse caso, poderia ser interessante espalhar os créditos por várias categorias. Por exemplo, se ganhei pontos na Accor por me hospedar em um hotel da rede, lançaria como um crédito na categoria de hotéis, tratando-a como se fosse um desconto na tarifa do hotel. Se ganhei no Multiplus com uma viagem na TAM, lançaria como crédito na categoria de passagens aéreas, pelo mesmo raciocínio. Se ganhei no cartão, poderia ter uma categoria Cartão e subcategoria Milhas (o correto, correto mesmo seria ter um lançamento correspondente a cada compra que fizesse no cartão, mas aí complica excessivamente). E assim por diante.

      • Joao Alberto

        Qual é o programa que os colegas usam?

        • SwineOne

          O que eu uso é para Mac e o iOS, e chama Banktivity (http://iggsoftware.com).

          • Joao Alberto

            Muito obrigado!

        • Investidorpb

          Uso o programa da Sage. Sage Financeiro Pessoal. Não é web. É software mesmo. Aproveitei uma promo e comprei uma licença definitiva. Uso desde 2012.

  • Joao

    Boa reflexao, como alocar estes gastos!

  • EMERSON CALIL

    Guilherme

    A Azul esta com status challenge

  • Tiago

    Como bem detalhou acima, o investidorpb, fácil entender onde lançar a compra de milhas: uma vez que elas não se enquadram na categoria despesas financeiras (vc estaria utilizando o conceito de maneira completamente equivocada, pois não terão um fim em si e não são custos embutidos em operações financeiras), nem viagens, ou muito menos transportes (pq ainda não foram utilizadas), a única solução possível é lançá-las na categoria “investimentos”, uma vez que vc ainda irá resgatá-las para compra de passagens. Milhas são dinheiro convertido em “moeda aérea”, com valor intrínseco e “redeemable” (resgatável). Eis tua resposta.

    • gilmar

      Concordo com o Tiago, além disso posso revendê-las.

    • Tupinikim

      Eu concordo, pois considero como um “investimento”, no caso como uma compra de moeda (como euro ou dólar). Contando que irá gastar na melhor cotação, tanto em passagem, quanto em bens.

  • Carlos

    Guilherme, tem nova promoção vendendo Avios a E$ 0,11 ou ~R$ 0,045 (com IOF) até o limite de 100k: http://loyaltylobby.com/2017/08/28/british-airways-buy-up-to-100000-avios-at-1-1-euro-cents-each/.
    Você sempre posta promoções do Avios aqui, mas qual o uso que costuma fazer? Eu consigo imaginar alguns usos que já fiz, principalmente vôos curtos, em que o preço tanto em econômica ou executiva ficam bem interessante, tipo MEL-SYD ou CAI-AMM. Também GRU-MAD na executiva da Ibéria (sairia em torno de 2k reais).
    Mas acho o potencial um pouco limitado, embora possa ser desconhecimento meu. Por exemplo, vôos nacionais da Latam não funcionam, pois elas só liberam assentos promocionais para o Avios e, nestes casos, a passagem comprada em reais sai mais barata. Vôos na Europa ou saindo de lá também não valem, já que as taxas de combustível deixam a emissão com pontos também em desvantagem.
    No final, seria útil para vôos curtos na Austrália, Ásia, EUA e Oriente Médio (voando Qantas, American, Cathay, JAL, Jordanian, Qatar…). É isso?

    • Guilherme

      Oi Carlos, desculpe a demora em responder!

      É sim, você acertou, a maior parte dos Avios são para rotas regionais de curta distância – trechos intra-Europa, principalmente.

      Mas eu costumo utilizar bastante para as rotas Brasil-Europa, voando Iberia.

      Uma das facilidades dos Avios é a sua parceria com o Le Club, além da possibilidade de transferências de dois cartões de crédito brasileiros.

      Abraços!

  • Gilberto Martins dos Santos

    Quando tento fazer uma simulação dentro do Brasil ou saindo daqui aparece essa mensagem”It is not possible to book online flights or upgrades, departing from Brazil, using Avios or Gold vouchers. Please call your local contact centre to do this.”, ou seja , mais burocracia para emitir os bilhetes né ? Irei ter que fazer igual o “Amigo” da Avianca para achar disponibilidade ?

    • Carlos

      Faça uma pesquisa internacional qualquer e depois altere para a que você quer.

  • Gabriel

    Também considero o gasto com milhas como investimento. Quando de fato utilizo as milhas, faço um rastreamento para verificar o custo delas (algumas são pagas, mas outras sem custo, como no caso de bônus ou compras em e-commerce), e assim consigo mensurar o valor real da passagem emitida com pontos, de modo a entrar na conta da viagem pelo valor correto.

  • Vanderley

    Guilherme, o smiles tá com uma promoção para clientes BB transferência com até 70% de bônus mais cupom 30% OFF para qualquer emissão com Smiles.

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