Dia de Luto. Aniversário de 10 anos da maior tragédia da aviação brasileira

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Está viva na memória de todos nós, que lidamos com o mundo da aviação, aquela que é considerada a maior tragédia da aviação brasileira: o acidente do voo TAM 3054, em São Paulo, no dia 17 de julho de 2007, que matou 199 pessoas.

De acordo com a Wikipedia:

O voo TAM 3054 (ICAO: TAM 3054) foi uma rota comercial doméstica, operada pela TAM Linhas Aéreas (atual LATAM Airlines Brasil), utilizando um Airbus A320-233, partindo do Aeroporto Internacional de Porto Alegre com destino o Aeroporto de Congonhas. Em 17 de julho de 2007, ao tentar pousar na pista 35L em São Paulo, a aeronave não conseguiu frear, ultrapassou os limites da pista, atravessou a avenida Washington Luís e colidiu com o prédio da TAM Express e com um posto de gasolina da Shell.[8][9][10] Todos os 187 passageiros e tripulantes a bordo do A320 mais doze pessoas em solo morreram.[3][11] É o acidente aéreo com mais mortes na história da aviação brasileira, ultrapassando o voo Gol 1907 e também o mais mortífero envolvendo uma aeronave da família A320 até então, sendo ultrapassado em outubro de 2015 pelo voo Metrojet 9268, com 221 mortes.

Hoje, esse acidente completa 10 anos. O programa Fantástico, da Globo, veiculou uma matéria ontem sobre esse triste episódio da aviação brasileira e mundial.

Anos depois, a TAM virou LATAM, mas continua sendo a cia. aérea mais problemática da aviação brasileira.

Passamos pela vida, e vemos muitos fatos tristes ao longo dela. Pessoas inescrupulosas fazendo “sucesso” à custa do trabalho alheio. Corrupção. Desonestidade. E por aí vai. Mas não há nada pior do que perder vidas.

Assim como no dia da tragédia com o time de futebol da Chapecoense, venho aqui prestar minha solidariedade a todos os familiares que perderam seus entes queridos nesse dia 17 de julho de 2007.

Que Deus console e continue dando forças a todos aqueles que tiveram perdas em suas famílias nesse dia.

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  • O jornalista Nassif apurou que o voo, além de estar lotado (inclusive funcionários da Tam voaram na cabine por falta de assentos), estava com os tanques cheios muito além do necessário (pois o combustível em Porto Alegre estava mais barato que em SP), e aliado a apuração feita pela NatGeo, no programa “desastres aéreos”, que esses fatores indicados por Nassif aliado ao problema do reversor e a falta de treinamento dos pilotos com essa situação (a Airbus já havia determinado que mesmo com o reversor com problemas, os dois manetes deveriam ser ativados para acionar o reversor, senão o computador da aeronave entenderia que era apenas desaceleração de um dos motores), demonstra os erros da apuração judicial feita.
    No fim do programa da NatGeo, eles mostraram que as ranhuras e a chuva não foram o fator chave para o acidente, pois tanto antes quanto depois (até a suspensão dos pousos) pousaram outras aeronaves de mesmo porte.
    Ou seja, o peso acima do recomendado para pouso em uma pista curta juntamente com o erro dos pilotos destreinados, é que foram as causas. A situação da pista foi apenas a cereja de um bolo amargo e azedo. O MP pediu a condenação da ANAC (através da Presidente na época) e do diretor de segurança da Tam, sendo que as provas que foram apresentados eram do CENIPA, que não foi tão aprofundada quanto o da NatGeo. Resultado: até agora, todos absolvidos, inclusive em 2o grau. Hoje se encontra tramitando em graus superiores agora.
    Incrível como um programa de Tv de fora do Brasil (ele é todo em inglês) teve acesso a todos os dados que os outros órgãos tiveram e conseguiram um parecer muito mais profundo do que os feitos pelos órgãos governamentais (Nem a Polícia Federal nem a Aeronáutica chegaram a essas conclusões)… Triste!

    • Guilherme

      Sérgio, grato pelas informações, as quais eu também não sabia.

      De fato, é muito triste todo esse acervo de fatos que você descreveu.

      Abraços

  • Alberto

    Eu morava na região da cabeceira 35 (Jabaquara) de Congonhas em 1996 quando caiu o TAM 402, matando 99 pessoas (três eram moradores do bairro). Eu me lembro ter ficado lívido com o noticiário, e no telefone, o alívio em ouvir meus pais comentando da enorme coluna de fumaça preta, visível do quintal de casa.
    Hoje, ninguém fala daquele desastre terrível.

    Eu lamentaria terrivelmente se o TAM 3054 um dia fosse esquecido como aquele foi…
    Mas talvez eu lamentaria ainda mais se ele continuasse vivo na memória na tristíssima forma atual, familiares ainda inconsoláveis, cheios de rancor, mantendo presos os espíritos dos seus entes queridos naquela praça árida da cabeceira 17.

    Semana que vem, tenho voos pela Latam. Pagos pelo cliente, pois eu preferiria outra companhia que não fosse ela.
    Eu gostaria de embarcar sem pensar nesses dois voos, que terminaram sem que centenas de viajantes como nós chegassem em casa.

    Que Deus ilumine a todas as pessoas que estiveram de alguma forma envolvidas com essas tragédias, trazendo a paz que merecem, e que possamos um dia rezar sem dor por todas elas.

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