Você não vai morrer se viajar em classe econômica. O exemplo da brasileira herdeira de uma fortuna de USD 1,3 bilhão que voou de Orlando para Guarulhos, na LATAM, na classe econômica…

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Sinceramente, me dá náuseas quando eu ouço alguém dizer que preferia ficar em casa a viajar de classe econômica (só por isso); que ficaria doente se tivesse que viajar na classe econômica; que passaria mal e morreria de vergonha se tivesse que andar na classe econômica, e outras babaquices, típicas de filhinhos de papai, netinhos de vovô rico, playboyzinhos mimados, ou pessoas que nunca precisaram trabalhar na vida.

Aeronave

Essa verdadeira demonização da classe econômica faz parte de uma cultura estimulada pela forte propaganda da indústria da aviação, da qual fazem parte, por óbvio, as empresas de aviação, que tiram o grosso do lucro dos assentos que vendem na business, mas que também é incentivada nas redes sociais, onde ostentação, exibicionismo e vaidade aparecem que nem areia no Deserto do Saara.

E é lógico que é muito mais glamouroso você postar uma fotinha no Instagram mostrando que está na classe executiva, do que na classe econômica, right? Você receberá muito mais likes e curtidas.

Eu inclusive acho que esse gasto exagerado de dinheiro em viagens luxuosas parece ser mesmo, para a geração Y (ou X, ou milleniuns, enfim, a geração “nova”) o que os gastos com carros representavam para as gerações mais antigas. Ou seja: drenadores de riqueza.

Para se contrapor a tudo isso, imagine que você fosse herdeira de uma fortuna de mais de um bilhão de dólares, e tivesse que encarar um voo comercial noturno na LATAM de mais de 8 horas de duração, entre Orlando e São Paulo. Em classe econômica. Toparia?

Patrícia Abravanel, filha do lendário Sílvio Santos, topou. E aparentemente sem problema algum. Vide nota publicada no UOL:

“Filha de Silvio Santos, Patricia Abravanel chegou ontem (12) de manhã dos Estados Unidos, onde passou férias. A apresentadora, como se pode ver na foto que ilustra esta nota, viajou de classe econômica, como a maioria dos mortais do voo JJ 8087 da Latam, de Orlando a Guarulhos. Na verdade, Patricia tinha bilhete na classe executiva, mas adiou a viagem em uma semana e perdeu o privilégio. Para embarcar no último sábado na classe executiva, teria que desembolsar uma boa diferença”.

Conclusão

Ao que tudo indica, ela sobreviveu ao voo. 😉

A fortuna de Sílvio Santos foi estimada em USD 1,3 bilhão pela Forbes (link aqui).

E não é só ela quem toparia – como efetivamente topou – viajar na econômica.

Carlos Brito, CEO da AB Inbev, a maior empresa fabricante de cerveja do mundo, e multimilionário, é outro que não se importa em viajar de classe econômica. Aliás, parece que ele só viaja na classe econômica (link aqui).

Eu acho que existe um certo “desvirtuamento”, uma certa inversão de valores, quando o assunto é viagens. No Brasil e no resto do mundo, muitas pessoas acabam dando muito mais atenção ao meio de transporte do que à viagem em si, ou seja, às experiências no local de destino, que acabam meio que ficando em segundo plano. É muito provável que uma viagem de avião numa cabine de primeira classe ou executiva seja mais confortável (em tese), mas se isso não vier a acontecer, também não é o fim do mundo.

Na blogosfera financeira, acho que o Corey, o Frugal Simple, e o SoulSurfer (Pensamentos Financeiros), se enquadram nesse grupo: pessoas que poderiam tranquilamente pagar viagens de luxo a cada mês, mas que preferem vivenciar outras experiências mais enriquecedoras quando o assunto é viagem.

Fica aqui a reflexão. 😉

obs.: comentários sujeitos à moderação.

  • Werthman

    Sinto muito mas eu não gosto.

  • William

    Concordo com quase tudo.
    Só não concordo quando diz que viajar como “mochileiro de verdade” vale mais do que qualquer champagne servido em avião.
    Cada um que ganhou o dinheiro trabalhando por conta própria tem o direito de gastar como bem quiser e no que achar que tem valor.
    Essa nova onda de discussão sobre “raiz x nutella” trouxa a tona o tema: viajante raiz x viajante nutella.
    Eu praticamente só viajo de econômica e depois que consegui o meu emprego atual nunca mais dormi em hostels porque não gosto de dividir quarto.
    Isso me faz menos viajante do que o outro que vai pra Mongólia e dorme em acampamento?
    Isso torna minha viagem menos interessante?

  • Renato C

    Ocorre algo muito interessante na classe média: as mesmas pessoas que gostam de “gastar” dinheiro e “ostentar” ficarão ofendidíssimas se vc chamá-las de ricas, irão rapidamente se defender da “ofensa”.

    Quer dizer… o despudor em gastar é proporcional ao pudor em se admitir (ou ser chamado de) “rico”.

  • Daniel

    Definitivamente, acho que houve abordagem equivocada no post…

    Viajo apenas de executiva e nunca postei nada em redes sociais, tampouco saí ostentando ao comentar com outros ou tirei fotos… não sou filhinho de papai ou playboy, mas apenas um trabalhador que tem altura considerável (e tamanho lateral..rsrs) e viajo de business para obter maior conforto para não perder o primeiro dia de viagem ao chegar ou ao retornar.

    Acho que taxar as pessoas da forma como o foi feito é temerario. Nunca o considerei uma pessoa que ostentava quando há anos postou suas viagens em business… muito menos que “quebrou” quando deixou de postar tais viagens. Não o fiz, e nem cogitei tal, pois quem sou eu para taxar alguém.

    Há pessoas que ostentam? Há… mas há pessoas que ostentam viajando de econômica também ostentam…

    E há pessoas que viajam de econômica e jantam em restaurantes caríssimos ou ficam em hotéis com preços proibitivos. Estão errradas? Não. O dinheiro é delas é façam o que quiserem…

    De minha parte, fica o lamento pelo blog, hoje, ter contribuído com os haters da internet que, provavelmente, são aqueles que passam olhando feio para quem está sentado na business.

    Por fim, a notícia é clara: ela comprou bilhete em business e, por mudanças de horários, teve de viajar na animal… até eu, que viajo de business (e só viajava de animal até ler sites nacionais e internacionais que me ensinaram a voar de business sem gastar tanto), se tiver de mudar de voo, aceitarei um downgrade.

    • Guilherme

      Daniel, não “taxei” ninguém do que quer que seja. Apenas coloquei um *contraponto* a aquilo que considero uma excessiva “horrificação” da classe econômica. 😉

      Eu mesmo publico – e continuarei publicando – tarifas excelentes em classe executiva, pois isso é de interesse das pessoas que queiram gastar melhor seu dinheiro.

      Eu já publiquei diversas promoções de pontos e milhas para viajar em classe executiva, e continuarei publicando, pois isso é de interesse de boa parcela do público do blog. Inclusive publiquei recentemente uma dica dada por você, que ajudou concretamente outras pessoas. São “pontos realizando sonhos”, e nada melhor e mais gratificante do que fazer isso.

      Eu cogito até publicar reviews de classe executiva, como fazem com maestria diversos blogueiros nos EUA e na Europa, como o OMAAT, o TPG e o Head For Points, pois existe um interesse das pessoas em saber como são esses produtos “na vida real”.

      Estarei ostentando se o fizer? Não, pois acho que existe uma linha divisória bem nítida que separa os reviews feitos com o objetivo de mostrar o produto, daquelas publicações feitas com o objetivo primário de ter foco na pessoa que faz o review. São coisas absolutamente distintas. Quem já conhece um pouquinho desse mundo sabe distinguir perfeitamente. 🙂

      Enfim, o ponto central do texto não é rotular pessoas ou classes de serviços, mas sim fazer um contraponto para reflexão: que viajar em classe econômica não é o fim do mundo. E trouxe o exemplo de uma pessoa bilionária (ok, herdeira de bilionário) para provar essa tese. Só isso. 😉

      • Daniel

        Perfeitas suas ponderações….

        Mas, como dito, quando se lê o texto inicial, aparenta-se que viajar de business seria quase que um “pecado”… vide um dos comentários postados após seu post.

        Hoje em dia, infelizmente, a internet e a ocultação dos autores de posts gera inúmeros haters… e lendo seu post, este pode se tornar um campo fértil para tais pessoas.

        Não demonizemos quem viaja de business… nem quem viaja de animal.

        Ostentação há de todos os tipos… por exemplo, tenho um vizinho que “vomita” todas as vezes que vai ao exterior, comentando com todos no prédio, beirando o ridículo… ao ponto de dizer que “não abre mão de passar o reveilon em NY”… detalhe: apenas passou o final do ano uma única vez por lá e viaja só uma vez por ano ao exterior, de animal da TAM ou para Buenos Aires… ou seja, o sujeito acha que está ostentando o quê????? Mas há pessoas que ostentam com nada… e outros que, com tudo, nada ostentam… isto para não dizer da galera que, eventualmente, podem estar pensando em ostentar o tag da Emirates vermelho (em várias mochilas e malas de mão)…. ostentam, por ser o vermelho, que viajaram na econômica.

        Enfim, a questão de ostentação não é proporcional ao bem que a pessoa possui ou usufrui…. é da índole e do berço.

        E apenas fui (bem) firme em meu texto, pois, como dito, há leitores com índole e, na internet, há leitores de todos os tipos… a forma como o foi pode sim contribuir para críticas e “raiva” junto aqueles que optaram, juntando dinheiro ou lutando diariamente, por viajar com maior luxo…

        OBS: para mim, deixo sim de viajar para não viajar em econômica (e não me xingue… rsrs) em voos acima de 5 horas (ou seja, América do Sul viajo apenas de econômica)… trata-se de opção pessoal e, em especial, LIBERDADE DE DATAS (quem só tem período de férias escolares para viajar é MUITO COMPLICADO optar por tal restrição). Como aprendi que viajar em executiva, com planejamento, espera e “estudos”, não é algo tão caro e impossível, opto por apenas emitir em executiva… e não publico foto em local algum!!!

        Abs. e será excelente a publicação de reviews de business, vez que você demonstra imparcialidade em suas análises e o país carece de sites que o fazem sem ficar elogiando tudo (tem site que elogia até voar na animal class da TAAG)

      • Daniel

        Em tempo, antes que eu tome pedradas, quando defino “animal class”, JAMAIS aceito que entendam que digo que os pax de tal classe seriam animais (do jeito que a internet está não duvido nada de uma interpretação destas).

        Escrevo tal, com ironia, pois a forma que as companhias aéreas reduzem o espaço em tal classe de viagem a cada ano a torna mais um tratamento desumano, optando as cias aéreas por tratar os pax quase que como animais… excluem-se destas algumas companhias, tal como a Emirates (não conheço outras para falar), cuja econômica, há 07 anos atrás, para Dubai, tinha um espaço excelente e até sorvete Häagen-Dazs para passageiros de tal classe.

        • Guilherme

          Oi Daniel, perfeitas suas complementações!

          Abraços!

      • Carlos

        Interessante você publicar avaliações de viagens aqui, seria um acréscimo de um vasto tópico. E curioso como seriam as “viagens reais”. 😉

        • Guilherme

          Verdade, Carlos! Quem sabe!!!!! 😀

  • SwineOne

    Exatamente a opinião que eu defendo.

    Um blog que eu visito, sobre a bolha imobiliária brasileira, é frequentado por pessoas que pelo menos afirmam que fogem bastante da realidade do brasileiro médio, gastando com parcimônia, guardando e investindo seu dinheiro. Lá ouvi uma regra adotada por alguns que me deixou até envergonhado (dado o quanto estou longe de segui-la): só compram carros cujo valor seja de no máximo 10% de seu patrimônio pessoal. Seguindo esta regra, o sujeito com R$ 1 milhão na conta mal pode comprar um sedan 0 km dito de classe média como Civic ou Corolla.

    Eu acho que a mesma regra se aplica aqui, e também a outras áreas da vida (o lugar que você mora, o gasto com restaurantes caros, etc.) — cada um tem a sua paixão na vida, e é natural gastar mais em algo que você aprecia, mas a questão aí é ser racional. Sinceramente, enquanto não tiver atingido um patrimônio pessoal, em dinheiro, da ordem desse valor de R$ 1 milhão mencionado acima, não me vejo viajando de classe executiva. Simplesmente não seria compatível com a minha condição econômica de outra forma.

    Alguns podem protestar que “é de graça”, já que conseguiram com pontos e milhas. Até vislumbro situações em que isso é verdade, como alguém que viaja muito a trabalho e acumula essas milhas efetivamente de graça, mas quem precisa juntar só via pontos de cartão (como é o meu caso) sabe a dificuldade que é juntar algo da ordem de 100.000 pontos, admitindo uma viagem em executiva por ano (pior ainda se for mais de uma).

    Com cartões de crédito pagando 1.5 ponto por dólar e o dólar a R$ 3,50, estamos falando em quase R$ 20 mil de gastos por mês no cartão. Mesmo mudando um pouco a regra, pensando em 2 pontos por dólar (e dá-lhe anuidade no cartão de crédito!), dólar um pouquinho mais baixo, promoções de transferência, promoções como os bônus turbinados do Santander durante parte do ano, etc., que isso caia pra R$ 10 mil por mês. É DINHEIRO PRA CARAMBA! E isso só de gastos no cartão. Aluguel/financiamento da casa, condomínio, energia elétrica, conta de água, conta de telefone, conta de celular, plano de saúde, mensalidades de colégio/faculdade/pós-graduação/MBA, emprega doméstica, IPVA, IPTU, IRPF, nada disso é pago no cartão e não acumula milhas. Sinceramente, se você é solteiro e gasta R$ 10 mil por mês só no cartão de crédito, VOCÊ ESTÁ SIM VIVENDO UMA VIDA DE RICO. Com esse nível de gastos (mais os gastos auxiliares que não pontuam mencionados acima), você precisa ter um salário à altura (uns R$ 20 mil por mês, por baixo), e se estivesse vivendo uma vida normal, sem grandes luxos, poderia estar guardando facilmente mais da metade desse valor por mês e viver de renda após uns 10 anos. Quem gasta desmedidamente dessa forma vai ser eternamente um escravo do seu trabalho, vai continuar trabalhando até não ter mais saúde, não vai poder se aposentar porque o INSS (se ainda existir) paga uma merreca e você não tem nada guardado para sustentar esse estilo de vida luxuoso que você se auto-impôs. E se você é casado, bom, dobre os valores dos cálculos (isso se não tiver filhos pra levar junto), deixando a situação mais feia ainda.

    E mesmo que você juntou tudo isso e tem condições de viajar de executiva, não se esqueça que você pode usar seus pontos e milhas para abater outras despesas da viagem, como eu costumo fazer muito transferindo para o Le Club. Na minha última viagem para o exterior, gastei apenas o necessário para arredondar a conta de hotel (pois os vouchers do Le Club são de 40 euros), de resto não gastei nada com hotel. Ou seja: ainda assim a viagem em executiva não está saindo de graça, você está deixando de economizar nessas outras despesas de viagem, se viajasse de econômica a viagem poderia como um todo sair mais barata.

    Permita-me especular sobre outra possibilidade, mais razoável, para juntar esse caminhão de milhas e pontos em um ano: a pessoa entra nos famigerados clubes, ou aproveita promoções de compra de milhas, etc. E nesse caso a emissão deixou de ser de graça, você precisa sim gastar mais para viajar de executiva.

    Não fiz esse texto aqui para criticar ninguém, embora imagino que deva ter soado dessa forma. É um convite à reflexão se você realmente está com os suas prioridades alinhadas na vida. Conforme a idade começar a pesar e você se ver pensando como vai fazer para parar de trabalhar, talvez você se arrependa de não ter guardado esse dinheiro ao invés de gastar tanto a mais numa viagem por causa de algumas horas no avião.

    • Thiago

      Belo comentário. Assino embaixo.

      E digo mais: já passei há tempos do R$ 1 milhão de patrimônio (que, convenhamos, hoje em dia não quer dizer tanto assim, infelizmente) e nunca viajei de executiva. Tenho vontade de viajar mas, como você bem pontuou, devemos gastar com base em nossas prioridades, e a minha está longe de ser essa atualmente.

      Certamente um dia vou viajar na executiva e, espero, várias vezes. Mas quando isso acontecer, sinceramente terei vários outros aspectos da minha vida resolvidos, e não será pra fazer graça para os outros, como o Guilherme aborda no texto.

    • Fernanda Aoki

      Swine one, seu comentário foi muito pertinente! Concordo com tudo que você escreveu.
      Temos que prezar por uma boa saúde financeira, e acho essencial planerjarmos e vivermos de forma coerente com o nosso bolso.
      E a minha geração preza demais experiências…

    • Guilherme

      Swine: esse foi um dos melhores comentários que já li. Não só no blog. Mas da Internet.

      Sem mais.

  • Viajante

    Produtiva discussão com bons argumentos em muitos sentidos.

    No pouco tempo que venho observando o funcionamento desses programas, percebi duas coisas principais para esse debate:

    1) com uma mistura de planejamento de longo prazo e flexibilidade no curto prazo é possível fazer emissões inacreditáveis em executiva, então executiva não é só “pra quem pode” no sentido financeiro, é também “pra quem pode” nesses critérios de planejamento e flexibilidade também;

    2) nem sempre há linearidade proporcional de custo/benefício entre emissões em executiva e econômica, no lado do custo, há casos em que o exigido para executiva é menos do dobro exigido para econômica (vide TAP, por exemplo), e no lado do benefício, há muitos critérios além do conforto dos assentos, como disponibilidade de datas e o acúmulo de milhas em vôos pagos, por exemplo.

    Pessoalmente, eu coloco emissões em executiva a baixos (ou baixíssimos) valores como meta, mas nunca como requisito de viagem, ou seja, viajo (feliz) de econômica sempre que não consigo barganhas em executiva.

    • Guilherme

      Ótimas observações, Viajante!

      Abraços!

  • ÓTIMO artigo! Parabéns! 🙂

    • Guilherme

      Muito obrigado pelas palavras, Rodrigo!!!!

      Abraços!

  • Pingback: [Guest post] Comparando os programas brasileiros de milhagens aéreas com seus congêneres estrangeiros, para resgates em classe econômica: qual grupo é mais vantajoso? | Meu Milhão de Milhas()

  • Leandro

    Sou grande (1,86), já viajei de executiva duas vezes e, sendo sincero, não me incomodo de ir na coach.
    Na verdade, prefiro. Explico. Pagar 3 ou 4 vezes mais no valor da passagem (em dinheiro ou em milhas) está completamente fora de cogitação para mim. Isso faria com que eu diminuísse o meu ritmo de viagens, provavelmente, à metade ou menos, o que seria muito triste.
    Sou um dos que prefere o destino. Uma boa primeira noite de sono resolve os problemas de uma noite de avião (apesar de, com a idade, isso ir cada vez mais piorando). Não gosto de gastar dinheiro à toa, detesto comida de avião (de executiva ou econômica, para mim, é a mesma porcaria. Excetuando as asiáticas top, que nunca tive oportunidade de voar, exceto a Singapore, as comidas de executiva e econômica da Avianca e da Lufthansa, por quem viajei, só se diferenciavam pelos talheres e uma ou outra opção um pouco melhor, é claro, mas que não valeriam 4 vezes mais do que a “xepa da coach”.
    Está muito apertado, muito sofrido, mas… mais barato. Chegar, para mim, é melhor do que o caminho. Quem gosta de Business e só viaja nela, que bom. Cada um sabe o que faz com seu dinheiro, mas eu não sei se, no dia em que ficar rico, vou topar pagar 8 a 10k numa Business, tendo a coach por 2k… Vamos ver.

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