Nova promoção de compra de milhas do LifeMiles, da Avianca Internacional. 450 mil milhas por R$ 22.818,54

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A Avianca Internacional lançou sua mais nova promoção de compra de milhas no LifeMiles. Os bônus aumentam à medida que aumenta a quantidade a ser comprada.

  • Buy 1,000-50,000 LifeMiles, get a 100% bonus (~1.65 cents per mile)
  • Buy 51,000-100,000 LifeMiles, get a 115% bonus (~1.53 cents per mile)
  • Buy 101,000-200,000 LifeMiles, get a 125% bonus (~1.47 cents per mile)

Fonte: OMAAT

Dessa forma, a compra no valor máximo gera um total de 450 mil milhas LM, ao custo total de USD 6.600,01.

LifeMiles 2x1

Considerando que ainda temos que computar o custo do IOF de 6,38%, e considerando uma cotação média ao redor de R$ 3,25, do dólar praticado pelas principais operadoras de cartões de crédito, teremos um custo efetivo total, em reais, da ordem de R$ 22.818,54, para a compra de 450.000 milhas.

Com isso, um bloco de 10 mil milhas sai por algo em torno de USD 146,66, ou aproximadamente R$ 507,07.

Clientes que já compraram milhas LifeMiles anteriormente têm um bônus adicional de 35%, em vez dos 25% (como eu nunca comprei milhas nesse programa, pra mim só aparece o bônus padrão de 25%).

Conclusão

O valor ainda está caro. Pra ficar mais interessante, o dólar teria que continuar sua trajetória de baixa até ficar por volta dos R$ 3, R$ 2,50 ou menos, pra muitas rotas valerem a pena.

Convém destacar que a disponibilidade de assentos no Life Miles para cias. aéreas parceiras na Star Alliance não é a mesma que é encontrada em outras cias. parceiras na mesma rede Star Alliance.

Além disso, muitos leitores têm encontrado dificuldades para encontrar prêmios disponíveis em rotas com voos diretos e/ou em aeronaves de qualidade superior – p.ex., querem ir para Frankfurt na business da Lufthansa em voo direto, e a única coisa que encontram é a business da Ethiopian com conexão no meio da parada, e ainda por cima com um trecho na econômica!

É claro que nem tudo é lástima nesse programa. Como já dissemos no post Dica do leitor: Lifemiles – passagens (ida e volta) de Guarulhos para Galápagos por 6 mil milhas, e de Porto Alegre para Santiago por 5 mil milhas, eventualmente, pontualmente, esporadicamente, é possível tirar proveito desse tipo de promoção.

Também é um ponto positivo do programa o fato de cobrarem apenas 5 mil milhas por trecho em voos domésticos dentro do Brasil, o que permitiria, na percuciente análise do Albino, garantir quase 70 trechos no Brasil. Como ele bem disse: “dá pra passear bastante…..rsrssrs…. mas tô fora!”

Mas, de uma maneira geral, há formas mais baratas de comprar milhas. O LifeMiles está vendendo o bloco de 10k milhas por R$ 507,07. Os programas nacionais – Smiles, Multiplus, Tudo Azul – têm vendido o mesmo bloco de 10 mil milhas por aproximadamente R$ 300 cada em seus respectivos programas de milhagens, com pequenas variações para mais ou para menos.

Isso quer dizer que devemos apostar todas as nossas fichas nos programas nacionais? Evidente que não: a contrapartida pela compra mais fácil de milhas é uma inflação adoidada nos preços dos resgates, tanto nos trechos domésticos, quanto nos trechos internacionais. Uma perna em executiva do Brasil para a França custa, na Multiplus, 100k pontos. E o Smiles tem a coragem de cobrar 150k pontos via Air France.

Na verdade, essas promoções do LifeMiles são mais interessantes para os norte-americanos do que para os brasileiros. Isso porque lá é mais fácil encontrar disponibilidades para viajar em boas rotas e em boas aeronaves (A380, B777-300ER, etc.), a um preço, obviamente, mais em conta, afinal, nós dependemos da flutuação do dólar para avaliar se uma promoção é boa ou não, e eles não.

No atual patamar do dólar bancário, é óbvio que é bem difícil achar qualquer barganha nessa promoção.

Na sistemática do LifeMiles, trechos do Brasil para a Europa em classe executiva custam 145 mil milhas round trip, o que daria cerca de R$ 7.352,51 – e sem a garantia de encontrar voos diretos. Temos ainda que computar as taxas de embarque, e então o preço sobe pelo telhado – acima de R$ 8k. Uma RT para duas pessoas sairia por R$ 16k. Muito caro, sob qualquer ângulo que se analise.

Vale lembrar ainda que o LifeMiles ainda cobra uma tenebrosa “taxa de emissão”, de USD 25, o que acaba encarecendo ainda mais o custo das passagens, que já começam custando cerca de R$ 87 (+ milhas + taxas de embarque).

Do jeito que as coisas andam, acho mais negócio garantir voos a preços baixos em reais em aeronaves com serviços reconhecidamente bons, ainda que na classe econômica (por exemplo, Singapore Airlines, Etihad etc.), ou economizar mais um pouco, fazer aportes mensais, e tentar garantir uma classe executiva a preços promocionais em dinheiro, que tem ocorrido até com certa frequência nos últimos tempos. 😉

  • Vm

    Muito bom dia análises, realmente não compensa para nós aqui do Brasil comprar, devido ao câmbio do dólar.
    Agora Guilherme , poderia de uma vez por todas unir as Avianca né?
    Sabemos que existem X burocracias , porém até o momento nenhum sinal de que isso venha acontecer.
    Em caso de unir, acredito que lifemiles iria prevalecer.
    Em Avianca ficará muito forte na América do sul.

  • Zeca

    Excelente análise, Guilherme.

    Já fiz compra no LM, porém não fui contemplado com o bônus adicional de 10%. De diferente no meu caso, isto sim, é que comprando a partir de 50 mil pontos, constou o bônus de 125%. Não precisaria comprar mais de 100 mil pontos.

    É um bom programa, mas essa taxa de USD 25 por emissão desmotiva.

  • Carlos

    Excelente análise. Apenas um acréscimo, o OMAAT está com parceria para que todos recebam um bônus de 140%, baixando o custo para 1.375 centavos de dólar por milha, ou R$ 0,047, mas ainda assim caro.
    Há uns 2-3 anos, os programas nacionais não vendiam milhas; os programas estrangeiros vendiam e a cotação do dólar era bastante favorável, abaixo de R$ 2,50; as tabelas de emissões dos programas estrangeiros possuíam valores bem atrativos.
    Desde então, aconteceram três fenômenos que mudaram bastante a dinâmica deste mundo das milhas: praticamente todos os programas nacionais vendem milhas (exceto Amigo, ainda) e também há o Livelo vendendo pontos bonificáveis; o dólar subiu bastante, chegando a passar de 4 reais, mas mesmo com a queda, ainda está bem mais alto (R$ 2,36 há exatos três anos contra R$ 3,10 hoje, 31% a mais); e todas as empresas estrangeiras que vendiam milhas reajustaram suas tabelas com aumentos significativos.
    Como para todos programas nacionais é possível adquirir as milhas por menos de R$ 0,03 (e com boas promoções a R$ 0,02) e as milhas dos programas estrangeiros acabam tendo um custo superior a 100%, as tabelas de emissões estrangeiras teriam de ser muito mais baixas para justificar a compra, o que não é o caso.
    Assim, para emissões de passagens que são encontradas nos programas nacionais, nunca se justifica a compra de milhas “estrangeiras”. Os únicos casos que ainda poderiam compensar seriam as poucas emissões não disponíveis para nós, como as primeiras classes da Emirates (pela Alaska), Etihad (pela American) e Singapore (comprando pontos de hotéis e convertendo-os em milhas). Ainda assim, por valores altos: R$ 11.000 o trecho da primeira classe da Emirates (Oriente Médio – América do Norte), R$ 4.500 na Etihad (AUH-LHR) e R$ 4.500 na Singapore (SIN-SYD).

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