Novos rumos da Avianca Internacional: reforço da parceria com a United Airlines, e possível fusão com a Avianca Brasil. Consequências para o mundo das milhas e pontos.

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O leitor Cristiano fez uma interessante análise sobre os novos rumos da Avianca Internacional, cujo programa de milhagens é o famoso LifeMiles. Confiram:

“Já tem um tempo que a Avianca discutia seus rumos, recebeu proposta da Delta, de Fusão da Copa e parece que oficialmente se decidiram por seguir em frente (e devem ter se resolvido com os sócios da Avianca Brasil).

Avianca Amigo

Notícia aqui.

Pelo comunicado, alguns pontos importantes:

– A fusão entre Avianca Brasil e Avianca Internacional (que faz todo sentido) parece iminente. Isso implicaria em, provavelmente, uma fusão dos programas de milhagem, imagino que o Lifemiles deva prevalecer;

– A capitalização da Avianca como um todo lhe dará o gás necessário para expandir suas operações na América Latina se estabelecendo como grande rival da LATAM (em especial na América do Sul), o que gera concorrência e em geral é ótimo para o consumidor;

– A cooperação com a United é sinal de que os americanos estão vendo sua posição e da Star Alliance fragilizada na América do Sul.

Se isso rolar, acredito que o Lifemiles passará a ser boa opção para nós milheiros, com os acordos do Amigo Avianca se tornando Lifemiles e a possibilidade de compras de milhas Lifemiles frequentes que eles sempre fazem e as milhas de vôos, podendo se tornar interessante opção para acúmulo/resgate.

A Avianca Brasil já pediu uma frequência para GRU-MIA diária, além dos vôos BR-BsAs, ou seja, já pode ser um sinal de que o crescimento no mercado brasileiro deve fazer parte da estratégia do grupo (em especial quando dizem que querem fundir as 2 entidades).

No geral gostei da notícia!”

Conclusão

Concordo com o Cristiano: falta um grande competidor na América Latina para a LATAM, lacuna essa que poderia ser perfeitamente suprida com o fortalecimento da Avianca Internacional, com essa dupla injeção de dose de “vitaminas”, representada pelo aporte da United Airlines, e pela integração da Avianca Brasil.

Embora fusões de empresas aéreas geralmente sejam vistas como negativas para os consumidores, aqui me parece que iria ocorrer o contrário, já que a fusão do LifeMiles com o Amigo Avianca, ou melhor, a integração do Amigo Avianca ao Lifemiles, abriria muitas possibilidades de acúmulo e resgate de milhas para os milheiros, e facilitaria as conexões e integração de trechos doméstico e internacional nas rotas operadas não só pela Avianca, mas também pelas demais cias. da Star Alliance onde é vantajoso emitir bilhetes usando os pontos/milhas Amigo/LifeMiles.

Além de tudo isso, haveria ainda outro bônus: mais uma programa de milhagens estrangeiro parceiro para os cartões Livelo (BB/Bradesco), Caixa e Santander, todos atualmente meio fracos de parceiros aéreos internacionais.

Agradeço ao Cristiano pela análise e envio da notícia! 

  • Bruno

    Cada uma das Aviancas é controlada por um irmão, então a fusão é mais que esperada. E atualmente acredito que a OneWorld está bem mais forte na América Latina, por isso o interesse da United no continente (lembrando que ela já tem acordo com a Azul).

    • Guilherme

      Pois é, tomara que essa integração aconteça, tornando a Star Alliance bem mais atrativa para nós, brasileiros!

  • Vm

    Opa, ótima notícia!!
    Resta saber si será permitido emissão de cabine mixta, com essa união.

    • Guilherme

      Vamos torcer que sim!

  • Cristiano Andrade

    Mais sobre negócios das aéreas…
    http://economia.uol.com.br/noticias/valor-online/2017/02/07/azul-encerra-2016-com-prejuizo-liquido-de-r-1263-milhoes.htm
    Já são 2 anos consecutivos de perdas importantes da Azul. Tiveram injeção de capital da United, depois da Hainan. Ok, em 2015 a desculpa foi o câmbio e o hedge que eles tinham feito, ano passo o mercado aéreo brasileiro não ajudou mesmo com eles mandando uma série de aeronaves para a TAP (reduzindo o custo de capital, desembolsos com leasing etc). Mesmo assim, fico sempre com a impressão que essa indústria é quase impossível de fazer lucro sustentável.
    E o que isso quer dizer para nós consumidores e milheiros: EARN & BURN
    Na ânsia de reverter prejuízos vem desvalorizações, ou pior, a empresa pode quebrar (ou ser fundida com outra, ou adquirida) e suas milhas podem virar pó.
    Olhando o mercado doméstico:
    – Gol amarga prejuízos atrás de prejuízos, ano após ano, e se falam em falência e/ou venda da empresa já faz um tempo
    – a antiga TAM também não conseguia virar um negócio saudável, arranjaram a Lan (que era saudável) para comprá-los, agora o grupo todo apresenta prejuízos
    – a Avianca num rolo só, agora esperando uma capitalização dos sócios e da United, mesmo assim amargando prejuízos (especialmente Avianca Brasil);
    – Azul já comentado…
    Não sobra um!

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