[Guest post] Estudo inédito! Estabelecendo um modelo de precificação (valuation) de milhas e pontos. Quanto vale uma milha aérea? Quanto vale um ponto de cartão de crédito?

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O blog Meu Milhão de Milhas tem a honra e o orgulho de apresentar um estudo inédito em língua portuguesa, nunca antes abordado no Brasil.

Trata-se de um estudo que procura estabelecer um modelo de precificação (valuation) das milhas e pontos, baseado em reais, e incluindo todos os principais programas de milhagens aéreas e de cartões de crédito brasileiros.

EK A380

O autor desse estudo é o Carlos, um velho conhecido dos leitores do blog, por seus guest posts sensacionais sobre o uso de pontos Amigo Avianca para resgatar passagens aéreas na Star Alliance, e sobre como usar as milhas Victoria TAP para voar na Emirates.

Um estudo desse porte oferece inúmeros benefícios, sendo um dos principais servir de orientação segura para quais programas concentrar o acúmulo e o resgate de milhas e pontos. Quanto maior o valor atribuído a determinado programa de recompensas, maior é a probabilidade de se fazer resgates a preços razoáveis, e numa maior quantidade possível de opções.

Sem mais delongas, vamos ao texto! 😀

………………………………………..

“Com a liberação para diferenciação dos preços pagos à vista ou cartão de crédito, resolvi fazer umas contas para avaliar qual o percentual de acréscimo em que ainda é válido o uso do cartão. E então percebi que seria necessário estabelecer valores para as milhas ou pontos.

Esta avaliação é bem comum em blogs americanos (por exemplo, no One Mile At A Time e no The Points Guy) mas não me lembro de ter já visto a respeito dos programas brasileiros.

No final, achei relativamente divertido tentar estabelecer estes valores e expandir para os diversos programas nacionais, embora não seja todos que eu utilize. Mas estou te mandando esta mensagem porque percebi que por desconhecimento, posso estar subestimando alguns programas ou superestimando outros, e esta troca de informação que tem acontecido no MMdM me interessa bastante como aprendizado.

Eu sei que estas avaliações são subjetivas, já que dependem do perfil de cada usuário, seja econômico, seja social, seja ainda geográfico. No meu caso, sou baseado em BSB e uso os pontos principalmente para resgates de passagens internacionais na executiva ou primeira classe e, eventualmente, em trechos nacionais quando o valor das passagens está muito alto, mas a quantidade de milhas ainda nem tanto.

Feito estes preâmbulos, seguem abaixo as minhas estimativas (todos os valores foram precificados em centavos de real).

•    Programas de combustíveis

. Petrobras Premmia: tirando raras promoções, é necessário juntar 10 mil pontos, que são transformados em 5 mil pontos no Tudo Azul. Eu considero o Tudo Azul o programa de milhagem aérea mais fraco dentre as 4 aéreas nacionais (opinião com a qual o autor do blog concorda plenamente), tem este deságio de 50% dos pontos e, como se tudo isso ainda não bastasse, juntar os 10 mil pontos é mais complicado que no concorrente. O valor final para mim fica em 0,5 centavo.

. Ipiranga KM de Vantagens: permite a transferência, uma vez ao ano, de 10 mil pontos para 10 mil pontos no Multiplus Fidelidade com o pagamento de R$ 129, ou várias combinações em que vende o lote de 10 mil milhas por R$ 300 mais 4 mil pontos. O melhor valor é a transferência de 10 mil KMs para 10 mil pontos Multiplus, mas também acho útil a venda dos pontos do lote por R$ 300. Pegando o valor que avalio o Multiplus Fidelidade, abatendo o valor da transferência, e considerando ainda o trabalho para juntar o quantitativo, fico com 1 centavo por ponto.

. Shell Box: programa ainda não entrou em funcionamento efetivo, portanto, não há como estabelecer uma precificação do programa.

 

•    Programas de hotéis

. Le Club Accor: em termos de presença nacional, é o programa estrangeiro com maior número de hotéis no país e excelente rede na Europa. A avaliação é até fácil, já que 2 mil pontos se transformam em um voucher no valor de 40 euros. Também é possível transferir pontos para diversas companhias, normalmente com deságio de 50%, exceto Iberia Plus, Finnair, Qantas e Velocity Virgin Australia (programas esses em que ainda há paridade na troca). Mas o melhor valor é mesmo para hospedagens na rede e, arredondando, ficam 7 centavos por ponto.

. Os demais programas (IHG, HH, SPG e HGP) já possuem diversas avaliações disponíveis em sites estrangeiros, então vou pular estes.

 

•    Programas de companhias aéreas

. Tudo Azul: é o programa mais restrito para emissão de passagens, podendo as milhas serem utilizadas para vôos na Azul, United e TAP ou resgatando diretamente no Viajanet a um custo bem mais elevado, mas sem restrição de assentos ou companhias. Ida e volta de VCP a FLL está saindo no mínimo a 40 mil pontos na econômica e 120 mil pontos na executiva, mas nem sempre estes valores estão disponíveis. Voando United, ida e volta Brasil à América do Norte sai a 100 mil pontos da econômica e 200 mil pontos na executiva e, voando TAP, 130 mil pontos na econômica e 190 mil pontos na executiva, ida e volta do Brasil à Europa. Tirando eventuais promoções, sua utilidade é maior para vôos nacionais, mas a malha aérea não me é muito interessante. Fico com 2,4 centavos.

. Amigo Avianca: é possível resgatar os pontos para vôos da Avianca ou das companhias membros da Star Alliance, embora nem sempre funcione. A malha da Avianca Brasil é fraca, então o melhor uso é na rede Star Alliance. Os valores de taxas de combustíveis são repassados nas emissões. Ida e volta Brasil à América do Norte sai a 70 mil pontos da econômica e 140 mil pontos na executiva; e ida e volta do Brasil à Europa, por 100 mil pontos na econômica e 160 mil pontos na executiva. Os valores para as regiões África Sul e Oriente Médio são bem interessantes, mas o programa demanda uma certa paciência para resgates de algumas companhias. Fico com 3 centavos.

. Smiles: é possível resgatar para vôos Gol e mais 13 companhias parceiras, embora os valores sejam variáveis e para alguns parceiros (como Etihad e Emirates) as quantidades são absurdas. A malha aérea para voos nacionais é excelente, mas às vezes os valores cobrados para vôos internos são bastante elevados. Em condições normais, ida e volta Brasil à América do Norte sai a 70 mil pontos da econômica e 170 mil pontos na executiva. Ida e volta do Brasil à Europa é bastante variável, mas em média sai a 90 mil pontos na econômica e 170k mil pontos na executiva. Há boas promoções com milhas reduzidas, e é possível fazer a reserva primeiro e pagar até 60 dias antes da viagem. O programa já foi bem melhor, principalmente para resgates na Qatar para a Ásia. Ainda assim, possui valor, mas acho o menos confiável dos 4, e jamais manteria um saldo por lá. Fico com 3 centavos.

. Multiplus: é possível resgatar para vôos TAM ou companhias membros da OneWorld. A malha aérea nacional é excelente e acho os valores, para passagens, um pouco mais caras, mas mais razoáveis do que no Smiles. Em média, ida e volta Brasil à América do Norte sai a 50 mil pontos da econômica e 130 mil pontos na executiva; e ida e volta do Brasil à Europa por 68 mil pontos na econômica e 180 mil pontos na executiva, voando TAM. Com parceiros, estes valores passam para 70 mil e 150 mil para a América do Norte, e 80 mil e 200 mil para Europa. Conseguindo tarifar por destino e retirar taxas de combustível (nem sempre funcionam), possui valores muito bons para vôos para a Ásia. Fico com 3,5 centavos.

 

•    Programas de cartões de crédito

Esta é uma área de expertise do Guilherme, que escreveu uma série excelente sobre os vários cartões de crédito brasileiros para o blog Aquela Passagem. Mas como comecei a brincadeira, vou continuar a estimativa levando em conta os valores que atribui às companhias nacionais e os possíveis bônus de transferência.

. American Express Membership Rewards: é sem dúvida o programa mais valioso, por transferir para a maior quantidade de companhias (04 nacionais e 09 estrangeiras, com destaque para o Krysflyer da Singapore Airlines e o Executive Club, da British Airways) e, principalmente no último ano, ter tido bons bônus de transferência para diversos parceiros aéreos, como, por exemplo, 50% para British Airways e Iberia Plus, 120% para o Amigo Avianca, e 100% para o Smiles. Fico com 6 centavos.

. Livelo: por enquanto parece existir o Livelo BB e Livelo Bradesco, mas vou considerar como sendo os mesmos. No último ano, teve uma série de boas promoções, embora principalmente para os cartões Bradesco. Transfere para as quatro nacionais e TAP. Fico com 5 centavos.

. Santander Esfera: transfere para as quatro nacionais e Iberia (e LAN, mas acho que não faz mais diferença para o Multiplus). As promoções são menos frequentes, e, portanto, fico com 4,9 centavos.

. Itaú Sempre Presente: transfere para Smiles, Multiplus, Tudo Azul e TAP (e LAN), com deságio de 20% para a TAP (antes também eram para as outras). As promoções também são menos frequentes, e, portanto, fico com 4,5 centavos.

. Porto Seguro: transfere para as quatro nacionais e TAP. Promoções são mais raras, então, fico com 4,9 centavos.

. Caixa: transfere para Smiles, Multiplus, Tudo Azul e TAP. As promoções também são menos frequentes, então, fico com 4,8 centavos.

É isso. Mais do que o valor específico, acho mais interessante o valor relativo dos diversos programas, embora a troca de opiniões pode servir para mudar diversos conceitos indicados aqui.”

…………………………………..

Conclusão

Excelente o trabalho de pesquisa do Carlos. Por esse estudo, dentre os programas de cartões de crédito, fica evidente que a moeda mais valiosa é a do Membership Rewards, da American Express, pois permite transferências para o maior número de programas de milhagens aéreos, além de ser contemplado com inúmeras promoções de bônus de transferências.

Já dentre os programas de milhagem aérea brasileiros, de acordo com o Carlos, o do Multiplus apresenta leve vantagem sobre os concorrentes, sendo que muito disso se deve ao fato de integrar a rede One World – embora fique o alerta aqui de que há relatos de casos da a LATAM criar restrições indevidas para resgates. Além disso, o próprio leitor Carlos disse que baseou suas avaliações no fato de ele estar baseado em Brasília, e todos sabemos que o grande hub do Tudo Azul é em Campinas, o que pode ter feito a balança pender para o lado do Multiplus, em detrimento dos demais, principalmente do Tudo Azul (que, independentemente disso, ainda considero o programa de milhagens mais fraco do Brasil, na mesma linha de entendimento do Carlos).

Os programas de postos de combustíveis são mais “pra inglês ver”. Sua baixa precificação se deve a dois fatores principais: dificuldades para juntar a quantidade mínima de pontos para transferir para programas de milhagens, a baixo custo; aliado ao fato de serem praticamente programas que se dedicam ao comércio de milhas aéreas (pelo menos no caso do KM de Vantagens).

O programa de recompensas da rede hoteleira Accor, o Le Club, apresentou a maior precificação, superando todos os programas brasileiros de recompensas, por ter um valor monetário fixo (40 euros divididos por 2 mil pontos resultam em 2 centavos de euro, ou aproximadamente sete centavos de real). Mesmo assim, na comparação com os programas hoteleiros estrangeiros, ele fica atrás, por exemplo, do SPG, cuja precificação é estimada em torno de 2,7 centavos de dólar pelos sites estrangeiros (o que dá 8,6 centavos de real), que conta com parceiros aéreos cujas transferências são paritárias, ou seja, não sofrem o deságio de 50%, e ainda há um bônus de 5 mil milhas aéreas nas transferências de lotes de 20 mil pontos Starwood.

Porém, independentemente disso, pesa a favor do Le Club o fato de ter uma ampla rede de hotéis no Brasil, e o fato de contar com a maior quantidade de parceiros aéreos, embora haja um pesado deságio de 50% na transferência para milhas aéreas (com algumas exceções pontuais).

De qualquer maneira, como o Carlos ressaltou no início do texto, o mais importante é a troca de conhecimento entre os leitores do blog, para que todos possamos aprender mais e evoluir nesse mercado.

Afinal de contas, o que esse blog tem de mais valioso é a comunidade de leitores altamente qualificados, fazendo com que a caixa de comentários se torne praticamente um blog paralelo – e isso sem contar os inúmeros guest posts que surgem a partir dos comentários.

Daí eu pergunto: qual sua opinião sobre a precificação dos programas brasileiros de recompensas? Como você os precifica? Algum programa foi, em sua avaliação, superestimado, ou subestimado? Por quê? Qual programa você acha mais valioso? Por quê? Em quais programas de cartões de crédito você concentra seu acúmulo de pontos? Por quê?

Vale destacar que a participação dos leitores é muito útil na medida em que, como o próprio Carlos disse no final do artigo, ele pode tranquilamente mudar de opinião e rever conceitos, dependendo dos argumentos utilizados por outros leitores.

Agradeço ao Carlos pelo envio do guest post!

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  • joao

    boa analise

  • Paulo Henrique

    Legal a análise, mas discordo um pouco do Premmia em relação ao Cartão.

    Ex: Considerar um Cartão de crédito que pague 2 pontos por dólar (R$ 3,50), a cada R$ 1,75 gasto ganho um ponto, certo?

    Utilizo o Cartão Petrobras para abastecer, onde ganho 4 pontos por real, considerando que cada 10 mil pontos Petrobras vale 5 mil azul, cada R$ 1,00 gasto ganho 2 pontos na azul, o que não é nada mal (algum cartão paga isso??), único problema é que só transfere para a Azul (o que para mim não é tão problema assim) e esses pontos somente em gasto com combustível.

    Como tenho um posto BR no meu trajeto com um preço bom, esta perfeito, consigo fazer duas transferência por ano.

    2016 teve várias promoções do Premmia para o Azul.

    Considero a Azul a minha principal, 2016 resgatei Curitiba – Recife (resgatei em dezembro para voar em janeiro/17) por 10 mil pontos, Curitiba – Noronha (para voar em março/17) por 9 mil pontos, Curitiba – Natal por 22 mil pontos, todos ida e volta.

    • Anderson

      Concordo com a análise com relação ao Premmia, mas o único problema é a validade dos pontos que, se não mudou, vale apenas 1 ano. Ou seja, temos que gastar 5 mil reais por ano no posto cadastrado que equivale a R$416,00 por mês de combustível, se não os pontos Premmia é expirado. Só vale para quem roda muito, sem contar que normalmente os postos Premmia são mais caros o combustível. Com relação ao tudo azul, concordo que seja a pior, mas apenas para viagens internacionais. Para viagem nacional a Azul, na minha opinião, é a melhor de todas.

    • Carlos

      Paulo, esta análise é interessante, mas ela já seria para um outro fim, que seria para avaliar os melhores cartões de crédito ou estratégias em termos de retorno. Vale mais a pena pontuar 1,5 por dolar em um cartão BB ou pagar com o Petrobras e pontuar 4 pontos por real no Premmia? Se alguém se interessar em escrever, acho que podem aparecer resultados bem interessantes.

  • edgard L

    no caso do premmia ele não levou em consideração que comprando com o cartão petrobras que tem anuidade 0, você multiplica por 4 os seus pontos no posto premiado…
    Outra coisa ele não avaliou o Cartão Conta super que pontua 3 netpoints a cada 10 reais.
    A equação analisada por ele é bem nua e crua, sem utilizar as brechas de cada cartão ou modelo de uso dos programas….

    • Tlars22

      Como funciona este cartão conta ? é vinculado a algum banco ? paga anuidade ?

      • edgard L

        sou correntista do BB, maiores informações ligue no cartão 3003 0270

    • Carlos

      Edgard, nas avaliações eu levei em conta o valor dos pontos na conta, independente de como foram adquiridos. E a análise principal, para basear os demais, é o valor das milhas nas companhias aéreas. Neste caso, o máximo que eu poderia avaliar os pontos do Premmia seria com 1,2 centavos, já que eles sofrem um deságio de 50% na transferência para a Azul, que eu avalio por 2,4. Na parte dos cartões de crédito, não levo em conta se o cartão pontua 2,2, 1,5 ou 1,0, é o valor do ponto acumulado.
      Mas o principal ponto mesmo é está troca de opiniões, tenho certeza que há bastante informação a ser acrescida.

  • ronaldo

    parabéns bela avaliação.

    a verdade é que é preciso deixar os pontos no programa de origem dos pontos e realizar a transferência somente no momento exato.

    eu por exemplo fiz aquela dobradinha LIVELO 50% + 100% bônus azul, com isso eu cheguei a categoria diamante. Fui viajar ano passado e levei uma acompanhante free e esse ano tenho outra, além do espaço azul.É claro ainda tem os pontos para viajar, acho que foi a melhor promoção do ano.

    Eu sempre aproveito as da Multiplus quando tem os bônus de transferência.

    • Henri

      Ganhou a passagem da azul para qual destino? É apenas trecho nacional, certo?

      • ronaldo

        Quando você compra uma passagem IDA e VOLTA para qualquer destino no BR tu ganha a IDA e VOLTA do acompanhante caso você seja AZUL Diamante, pagando apenas as taxas. No meu caso fui com meus pais para florianopolis, a minha e da minha mae pagamos com pontos, do meu pai fiz de acompanhante do diamante…No total deu uns 250 R$ ida e volta, só paguei as taxas.

        • Henri

          E fez o resgate da passagem gratis por telefone ou pelo site mesmo?

          • ronaldo

            fiz pela central via telefone.

  • Rafael Cruz

    Muito bom o post do Carlos. Eu só faria um complemento sobre o Membership Rewards, que tem uma característica muito boa, que é o resgate com poucos pontos (1000 ou até 500). Quantas vezes não faltaram aqueles 1000 pontos pra fechar um trecho com milhas, aí tivemos que comprar? Ou pra quem viaja pouco, quer usar as milhas para outros fins – aluguel de carros por exemplo – é algo muito bom. Eu aumentaria o valor pra 7 centavos por isso! Pena que o Bradesco está incorporando os novos Amex emitidos ao Livelo e provavelmente deve extinguir o MR.

    • Guilherme

      Detalhe muito bem lembrado, Rafael!

      Eu mesmo já utilizei algumas vezes esse ótimo benefício do MR, que é a possibilidade de fazer resgates de poucos poucos, para inteirar uma passagem.

      É mais um ponto positivo e outro baita diferencial desse programa de recompensas. É por essas e outras que o considero a moeda mais coringa dentre todos os programas de cartões de crédito: seu leque de possibilidades de uso é muito bom!

  • vm

    guilherme bom dia, me encontro neste momento na sala fisrt da LH, em Frankfurt, aguardando a conexao.
    experiencia de viajar em FISRT é muito bom, tratamento, comida, principalmente o espaco para voos longos.
    A fisrt estava cheia, aconteu um pequeno acidente no voo, a tv onde minha esposa estava, na funcionava, veio o chef de bordo e por varias tentava reiniciar porem sem sucesso.
    ate o piloto veio se desculpar.
    sem solucao o chef de bord ofereceu um voucher de 100 para usar no dutt free durante o voo.

    minha pergunta é:
    na sua opiniao este voucher como pedido de desculpas esta a altura de um FIRST?
    valeu e muito obrigado pelas dicas.

    • Carlos
    • Guilherme

      Oi vm, que bom que estava desfrutando desses serviços!

      Sobre o voucher, conforme o link postado pelo Carlos (relativo a um caso na Swiss), achei bastante fraco, afinal de contas, se trata de um serviço de primeira classe, mas é melhor que nada.

      Espero que tenha feito bom uso do voucher!

      Abç!

  • Pingback: Olha que doido! Resgates com pontos Tudo Azul mais barato no app do celular do que no desktop! | Meu Milhão de Milhas()

  • BRUNO DANTAS

    Achei muito interessante a analise do leitor Carlos, que serve para fazer um balizamento no momento das emissões, e assim ter mais clareza, se devemos usar milhas ou comprar a passagem em dinheiro, e como foi muito bem embasado deste o inicio pelo Carlos, um fator preponderante é o seu aeroporto de embarque, no meu caso Recife.

    Na minha visão, eu divido os programas de milhagem em três grupos: de baixa concentração, de alta concentração e de ocasião, então os de baixa concentração são: Tudo Azul e Avianca Amigo, como já falei no inicio meu aeroporto é Recife e o TUDO AZUL oferece bons resgates para Fernando de Noronha, Parnaíba (lençóis Maranhenses), e vai começar Jericoacoara e Mossoró (Canoa Quebrada), e são resgates entre 3K E 8K, já o AVIANCA AMIGO tem um resgate muito interessante Panamá – Caribe por 10K economica e 15K business pela COPA, portanto são resgates de baixa pontuação que basta manter 40K a 60K para pegar a oportunidade, quanto a precificação, ambos valem R$0,03. Então se você gosta de praia, vá de TUDO AZUL pelo Nordeste, e AMIGO pelo caribe, e se for voar de F na LH, o AMIGO faz por 110K, que fica mais caro que pela TAP.

    Já os de alta concentração, eu considero o Multiplus, o AAdvantage e o Victoria TAP, o primeiro oferece ótimos resgates América do Sul em Premium Economy a 15K (BUE e SCL) e 20K (LIM e BOG) e em Executiva promocional para MIA por 35K e JFK 45K e mais raramente FRA 35K, DBX 60K com a Turkish (isto mesmo, a Turquia é oriente médio na LATAM) e Brasil – Asia por 110K na OW, então ter saldo acima dos 400K é algo que pratico e vem dando certo, a milha tem pra mim um valor de referencia de R$0,028. Já foi mais fácil subir o saldo via KM de vantagens… mas fazer o que!!!!

    Já o AAdvantage piorou pra quem voar AA, mas quem voar OW é uma boa pedida, ou seja, melhorou muito o AAdvantage porque você não precisa mais voar AA…rsrsrs, e caba por acumular mais milhas via parceiros, além de oferecer EUROPA – Maldivas a 42,5K Business (já foi 30K, e eu fiz), e no meu caso, tenho o cartão CITI AADVANTAGE, que renova todo o saldo de milhas por 18 meses (milhas que não expiram nunca), o que deixa mais tranquilo o fator emissão, ter algo acima de 170K vale muito a pena, aqui a milha tem valor de R$0,05.

    E por fim, o TAP Victoria tem promoção do trecho REC-LIS por 50K ida e volta em business e 90K America do Norte, e algo curioso, se for possível, que seria GIG – SCL com stop over em PTY, fazendo (GIG- EZE de Emirates e EZE-SLC de AirCanada, e depois SCL-PTY(stop over que pode ser combinado com o Amigo para ir Aruba ou Curaçao) PTY-GIG de COPA, tudo em Business por 50K, manter algo entre 100K e 180K e milha avaliada em R$0,04

    O último conceito é o de ocasião, e quem será??? o SMILES, lógico!!! especificamente pra mim, tem REC-FEN por 8K, e fora isso, só no black friday combinando com Livelo, e fazer a pre-reserva antes de transferir, minha irmã fez 110K da Livelo-SMILE com o bônus de 100% pra emitir REC-JFK por 55K o trecho(ela e o marido, 220K ida e volta), não emitiu na promoção, e agora tem 110K pra vencer em Maio, ou seja, não da pra concentrar muita coisa lá, só de ocasião com emissão imediata.

    Por fim, os cartões de credito, no geral eu avalio a milha gerada pelo cartão, em R$ 0,035 para os bancos nacionais, sou da base Livelo e tudo que eu gerar vou mandar pra TAP, já o Santander tem a Ibéria, que oferece o resgate GRU-MAD a 42,5K, o que faz a milha gerada no ESFERA valer um pouco mais mais, se este for o seu objetivo, com valor de R$0,045, o mesmo valor eu avalio o AMEX e o CITI AADVANTAGE. E como eu cheguei a esta precificação, primeiro passagens para a Europa em executiva promocional LATAM giram em torno de R$4.500,00 e geram 18k de milhas de qualificação, com a milha pelo menor valor de R$0,035, teríamos um retorno de R$630,00, menos os R$4.500,00 = 3.870,00, este valor seria da passagem seca (sem bonificação), que se for dividir pelo 85K ida e volta da Ibéria, chegamos ao resultado de R$0,045 por milha.

    Outrossim, os quantitativos de referência, que atribui aos programas de milhagem acima, são estimados para duas pessoas (emissão de casais), se seu perfil for de viajar sozinho(emissão individual) basta dividir por dois, pois não adianta ter 60K se a passagem for 85k (quem começa a caminhada, e parar no meio do caminho, não vai chega a lugar nenhum) . E também levei em consideração o quantitativo dos melhores resgates de cada programa.

    Quero dizer que sou novo no MMdM (dez/2016), e este é o meu primeiro comentário, que só o fiz em respeito ao chamado feito pelo editor, que nas suas próprias palavras “o que esse blog tem de mais valioso é a comunidade de leitores altamente qualificados, fazendo com que a caixa de comentários se torne praticamente um blog paralelo” para que com a ” troca de conhecimento entre os leitores do blog… todos possamos aprender mais e evoluir nesse mercado”, afinal, milha sempre será uma bonificação, que se for bem acumulada pode se transformar em grandes benefícios.

    • Andre Assuncao

      Cara, muito boa suas considerações… mas voce viajou na maionese naquela ideia de emitir GIG – SCL dando aquele tanto de volta… qualquer companhia ira precificar seu itinerário como o mais longe e o stop sempre será na mesma região de seu destino final.

      • Bruno Dantas

        Na TAP, Panamá é América do sul, sendo possível o stop (tecnicamente), e na verdade, não sei se seria possível (porque nunca consultei), só usei o exemplo mais extravagante para ilustrar, pra que é mais paradigmático, o roteiro poderia ser GRU-BOG-LIM de Avianca na ida e LIM-PTY(stop over)GRU de Copa na volta, por exemplo.

        • Guilherme

          Bruno, excelentes suas observações, bem como suas precificações dos programas brasileiros!

          É preciso ter um vasto e profundo conhecimento sobre os diversos programas de milhagens e de cartões, a fim de extrair o maior proveito possível de cada um deles.

          Abç!

          • BRUNO DANTAS

            Valeu Guilherme
            Abraço

  • Cristiano Andrade

    Legal a precificação de cada ponto/milha, sempre é um parâmetro.
    Como já comentaram, os pontos do Premmia parecem um pouco sub-valorizados. Partindo do princípio que que ele vale 50% de um Ponto TudoAzul, seria 1,2 centavo. Mas, com a dificuldade de resgate (tem que juntar 10 mil pontos e só pode resgatar de 6 em 6 meses), cabe um uma desvalorização, todavia promoções de transferências com bônus de 50% parecem que viraram regra (eu aproveitei uma como 50% e outra com 80% nos meus 2 últimos resgates) e então tem que ser precificado com um viés para cima também. Eu ajustaria para 1.5 centavo/milha partindo do princípio que os 2,4 centavos por ponto do TudoAzul sejam a base.
    – O lance é a precificação das aéreas. Eu vou partir do princípio que um AAdvantage vale USD 0,015 ou BRL 0,048. A tabela de resgate da Latam normalmente tem um ágio de 25%-30% acima da tabela de resgate da AA. Também considero as dificuldades impostas para resgate na Central (muito relatado por aqui) e também o fato dos pontos expirarem em 2 anos (na AA eles não expiram nunca caso você tenha movimentação da conta).
    Multiplus ficaria sendo 60% do AAdvantage, ou os BRL 0,035 que o Carlos precificou! Perfeito!
    – Quando falamos do Amigo Avianca aí me parece uma incongruência, a tabela de resgate do Amigo Avianca exige uns 20% menos pontos do que o Latam Fidelidade, e se o programa exige uma certa paciência para emissão (fato!), o mesmo acontece com a Latam (que beira a má fé). Isso me faria de qualquer forma precificar o ponto do Amigo Avianca um pouco acima de um ponto Multiplus, indo a BRL 0,04 (ou 15% acima do valor do ponto Multiplus).
    – Quanto ao Smiles, como eles não tem tabela fixa das parceiras fica um pouco mais complexo. Além do que, há muitas promoções de emissão das parceiras (algo que não ocorre com as outras). De qualquer forma, pegando Air France, Alitalia e Delta como referências, em geral exigem pontuação similar a do Latam Fidelidade para parceiros, mas nas promoções exigem menos até do que o Amigo Avianca (o que dá um viés positivo para o Smiles), além do que a validade dos pontos é maior (outro viés positivo). Na média precificaria igual ao Amigo Avianca em BRL 0,04.
    – Chego ao Tudo Azul, e sim, você precisa de muita mais pontos para emitir em parceiras (ViajaNet), mas muito mais! Pegando a referência de BRL 0,035 do Multiplus, acredito que BRL 0,024 está inflacionado, pois um ponto Tudo Azul vale, na melhor das hipóteses 50% de um ponto Multiplus, levando minha avaliação BRL 0,018 e fazendo o Premmia ir para BRL 0,01.

    Quanto aos cartões, se podem transferir para o Victoria Tap (que vale certamente USD 0,02, ou BRL 0,07), eu consideraria esse valor mínimo de referência e elevaria valor de todos os pontos do cartão um pouco mais, considerando as ofertas de bonificação, parceiros, validade dos pontos e mínimo exigido para transferência.

    Temos aí um bom ponto de partida, quem sabe o Guilherme possa juntar tantas opiniões e montar um post mensal com sua avaliação como faz o The Points Guy, pontuado os ups e downs do período.

    Adorei esse post!

    • Carlos

      Gostei dos seus comentários, Cristiano, mas achei que você fosse defender o Tudo Azul (pelo visto você gosta da Azul e não do programa).
      Sobre o Amigo, eu gosto muito do programa, mas não consigo achar mais valioso que o Fidelidade por alguns motivos: a não disponibilidade de todos os parceiros e a não emissão de classes mistas e bilhetes ida e volta. Os valores para a Ásia no Fidelidade são muito melhores também, mas nesse ponto o Amigo tem outros lugares com valores vantajosos.
      No Smiles, o valor, para mim, é posterior, somente porque existe a emissão sem milhas. Como não é confiável, é esperar alguma promoção, garantir o bilhete e aí sim arranjar as milhas. Se não fosse isso, eu baixaria ainda mais. Mas a base dos valores, para mim, tem de ser os valores normais e as promoções servem para ajustes.
      A questão da Tap é interessante, pode ser o caso. Eu tinha começado com valores mais altos, mas eu baixei quando acabaria ficando quase automaticamente vantajosa a compra de milhas em promoções, o que as vezes não é o caso, por isso mantive perto da casa dos 3 centavos.
      Mas como havia previsto, estou achando os comentários bastante proveitosos.

      • Cristiano Andrade

        Oi Carlos
        Realmente gosto do serviço da Azul como um todo, e acho o programa fraco em diversos aspectos não apenas no aspecto acúmulo/resgate, mas também em benefícios para safira/diamante. Por exemplo, outro dia fiquei numa lista de espera, e eles não dão prioridade aos viajantes frequentes, também tem o problema de poucas empresas parceiras (a Gol mesmo sem estar em nenhuma aliança tem uma série de parcerias e reciprocidade de tratamento de clientes elite).
        Enfim, apenas vou reforçar a comparação Multiplus x Amigo nos pontos que você citou:
        – não disponibilidade de todos os parceiros é algo comum aos 2, muita gente tem falado das dificuldades impostas pela Latam para propositadamente não permitir resgate;
        -não emissão de classes mistas é realmente um problema, até porque um trecho doméstico no Brasil será sempre econômica. Esse era um problema recorrente no Smiles e LifeMiles, ambos se ajustaram, imagino que a Avianca possa fazer o mesmo no futuro (mas ainda não fez, e isso tem que dar um viés negativo), mas continua tendo uma tabela que exige 30% menos milhas para Europa e EUA, não pode valer menos que o Multiplus apenas pela questão das cabines mistas.
        – Smiles o problema é achar os sweet spots, na média traz menos valor que os outros 2, concordo. Muito difícil de precificar.

        • Guilherme

          Excelentes observações, Cristiano!

          De fato, o Tudo Azul está bem atrás dos demais programas de milhagens. Se resolverem entrar na Star Alliance, podem mudar esse panorama – afinal, já tem parcerias bilaterais com United e TAP. Mas, por enquanto, baseado na realidade posta, a precificação deles fica atrás da precificação dos demais.

          Quem sabe eu possa realmente fazer um post mensal ou periódico, a la TPG! Os comentários aqui estão muito proveitosos, e estou aprendendo bastante com eles!

          Abç!

  • Sócrates

    Carlos,

    excelente seu modelo de precificação!!! Também bate muito com o modelo que utilizo.
    Utilizo intensamente todos os 4 programas nacionais, mas utilizo quase que exclusivamente para viagens nacionais.Ao contrário da sua precificação que parece ter refletido mais viagens internacionais.
    Essa minha ênfase em viagens nacionais se refletiu em minha precificação.

    Alem disso, na minha precificacao levo em conta além do valor de uso dos pontos, a dificuldade para “fabricar” os pontos e consequentemente a raridade dos pontos, o que representa a oferta de pontos.
    Dessa forma, no meu modelo de precificação avalio tanto o lado da demanda (valor de uso x frequência de uso) quanto o lado da oferta (quantidade disponível).

    Ex: Avianca é o mais difícil de ser fabricado por possuir poucos parceiros de cartão de credito, poucos parceiros não bancários (assinatura de revistas, sites de compras, etc) e não possuir um clube avianca.
    Multiplus por outro lado tem inúmeras parcerias com cartão de credito, assinatura de revistas e sites de compras. Alem do KM de vantagens e do clube multiplus.

    Portanto, levando em consideração o valor do uso (demanda) + o grau de dificuldade na “fabricação” (oferta), fico com:
    Smiles 3 centavos
    Tam 3,5
    Azul 3 (Ponto negativo: Numero elevado de pontos necessários para resgate Ponto Positivo: Excelente malha área com cidades que somente a Azul atinge. )
    Avianca 3,75 (Ponto negativo: Dificuldade para fabricar. Malha área restrita. Ponto positivo: Tabela fixa de que garante resgates incriveis para voos em datas proximas )

    Em relação a precificação dos programas de postos de gasolina e dos cartões de crédito, embora eu não trabalhe com a precificação deles, tendo a concordar com a sua precificação.

    Excelente iniciativa, Carlos!!!!!

    Abraços

    • Guilherme

      Excelente estudo, Sócrates! Agrega ainda mais valor aos debates!

      Nunca tinha pensado em precificar os pontos pelos ângulos oferta e demanda… e você tem razão, obter pontos no Amigo Avianca é uma baita dificuldade. Não sei se eles fazem isso de propósito, para valorizar o programa, ou não.

      De qualquer forma, seus dados são bem interessantes!

  • Cristiano Andrade

    Não sei se é exatamente aqui que essa notícia se encaixa. Já tem um tempo que a Avianca discutia seus rumos, recebeu proposta da Delta, de Fusão da Copa e parece que oficialmente se decidiram por seguir em frente (E devem ter se resolvido com os sócios da Avianca Brasil).
    https://airwaysmag.com/airlines/avianca-united-airlines-to-negotiate-partnership/
    Pelo comunicado, alguns pontos importantes:
    – A fusão entre Avianca Brasil e Avianca Internacional (que faz todo sentido) parece iminente. Isso implicaria em, provavelmente, uma fusão dos programas de milhagem, imagino que o Lifemiles deva prevalecer;
    – A capitalização da Avianca como um todo lhe dará o gás necessário para expandir suas operações na America Latina se estabelecendo como grande rival da Latam (em especial na América do Sul), o que gera concorrência e em geral é ótimo para o consumidor;
    – A cooperação com a United é sinal de que os americanos estão vendo sua posição e da Star Alliance fragilizada na América do Sul.

    Se isso rolar, acredito que o Lifemiles passará a ser boa opção para nós milheiros, com os acordos do Amigo Avianca se tornando Lifemiles e a possibilidade de compras de milhas Lifemiles frequentes que eles sempre fazem e as milhas de vôos, podendo se tornar interessante opção para acúmulo/resgate.

    A Avianca Brasil já pediu uma frequência para GRU-MIA diária, além dos vôos BR-BsAs, ou seja, já pode ser um sinal de que o crescimento no mercado brasileiro deve fazer parte da estratégia do grupo (em especial quando dizem que querem fundir as 2 entidades).

    No geral gostei da notícia!

    • Guilherme

      Obrigado, Cristiano, excelente análise, também gostei da notícia, vou publicar! Abç!

  • Pingback: Novos rumos da Avianca Internacional: reforço da parceria com a United Airlines, e possível fusão com a Avianca Brasil. Consequências para o mundo das milhas e pontos. | Meu Milhão de Milhas()

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