Franquia grátis de bagagem despachada deve acabar em breve

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Preparem os bolsos: vêm mais cobranças por aí.

anac

Essa notícia na verdade é uma continuação do post que publicamos 9 meses atrás: a ANAC está prestes a anunciar mudanças na regulação da aviação comercial, permitindo a cobrança de bagagem despachada em todos os voos, nacionais e internacionais.

Atualmente, a franquia grátis de bagagem despachada contempla, em voos domésticos, uma mala de até 23kg, e, em voos internacionais, duas malas de até 32kg cada uma.

A mudança para o modelo pago não seria, todavia, feita de forma automática, mas sim gradativa, de acordo com normas ainda a serem publicadas.

Quanto à bagagem de mão, que continua grátis (ao menos por enquanto), a ideia é aumentar o limite de peso dos atuais e ridículos 5kg (que muita gente descumpre) para 10kg.

Conclusão

Não há nada ruim que não possa piorar, não é mesmo?

Penso que as cias. aéreas adotarão o mesmo modelo que vemos no exterior, com franquia grátis de bagagem despachada apenas para clientes com status elite, clientes esses que deverão sofrer drástica redução em quantidade com as últimas mudanças implementadas pelas cias. aéreas em seus programas de milhagens.

Quero só ver quem vai ser a primeira aérea a cobrar pela bagagem de mão, assim que a ANAC liberar também essa cobrança.

Agradeço à Célia pelo envio da notícia!

  • Carlos

    O primeiro? Quero ver quem vai ser o último.
    A pior parte vai ser a briga por espaço nos compartimentos superiores, que já não dão conta hoje do volume e vai piorar ainda mais com isso.
    Provavelmente os cartões de crédito das companhias ganharão atrativo ao oferecer alguma franquia grátis, como é no exterior.
    Mas pelo menos ganharemos altos descontos nos valores das passagens, já que as empresas diminuirão as tarifas por estarem fornecendo serviços a menos. 😉

    • Guilherme

      Hehehehe….isso mesmo, Carlos, #sqn 🙂

      Vamos ver se as cias. aéreas criam coragem pra coibir os abusos nas malas de mão de medidas e pesos claramente superiores ao limite permitido.

  • Alberto

    Por mim, eu faria o contrário: daria um jeito de impor sanções a quem descumprisse regras sobre bagagem de mão, justamente para incentivar as pessoas a despacharem bagagem.
    Toda hora vejo levando consigo dois metros cúbicos de bagagem que deve pesar uns trinta quilos (não estou exagerando nem nada, já ajudei gente a tirar esses pesos dos compartimentos), e frequentemente não sobra espaço para a minha bolsa ou mochila que atende as normas.
    Um dia ainda vai ter um acidente provocado por desbalanceamento da aeronave e peso excessivo devido a essas bagagens absurdas de mão. Antes fossem despachadas, que aí pelo menos haveria controle.

    • Guilherme

      Realmente, Alberto, alguma coisa precisa ser feita, o brasileiro adora encarar as coisas com base no péssimo e famigerado “jeitinho”.

  • Leonardo

    Sinceramente, já acho os valores das passagens bem baratas (principalmente se convertendo o valor pra dólares). É até comum encontrar ida-volta BSB-RJ ou BSB-SP por R$200,00. Em outros casos, já cheguei a comprar ida-volta BSB-VIX por R$130-140. Não acho um valor absurdo e sinceramente não vejo que as empresas irão diminuir o valor das passagens por causa da extinção da franquia de bagagem. Será mais um custo externo na tarifa publicada para dificultar a comparabilidade entre elas.
    ANAC fazendo besteira aí, não é cultura da agência a defesa do consumidor.

    • Guilherme

      De fato, Leonardo, a ANAC joga o jogo das empresas áereas. 🙁

  • Cristiano Andrade

    Quando adotaram estas medidas nos EUA, o que aconteceu:
    1. O espaço dos BINs que já eram escassos (porque muita gente não quer despachar bagagem para não perder tempo esperando a mesma nas esteiras) ficou ainda mais escasso
    2. As filas de embarque começaram a ser formadas com ainda mais antecedência (devido a brigas por espaço nos Bins)
    3. Ter algum tipo de status passou a ser importante para o embarque prioritário (para ter espaço nos Bins) e isenção de tarifa de bagagem
    4. Tempo para embarque e decolagem aumentou (hoje temos companhias que começam o embarque 40 minutos antes em aviões como A320 ou B737
    5. O preço das passagens caiu… mas menos do que a queda do preço do petróleo. O que quero dizer, as tarifas de bagagem apenas engordou os lucros (sem julgamento, ok? apenas apontando um fato)

    Não tenho expectativa de queda de preços das passagens no Brasil, tenho expectativa de muita bagagem despachada no portão (inclusive de gente que faz isso para evitar pagar taxas), inclusive como somos um povo do “jeitinho” muitas discussões no portão… será insuportável!

    Do ponto de vista do consumidor, até faz sentido pagar pelo que você usa, e como disse o Alberto, ser rígido com quem quer embarcar com malas enormes e pesadas…

    Enfim, aguardemos. E mantenham algum status se possível.

    • Guilherme

      Concordo, Cristiano, principalmente no quesito das expectativas… já antevejo muita perda de tempo no portão de embarque com gente querendo descumprir as regras.

  • Fernando

    Mas esse jeitinho não acontece só no Brasil não. Já estive em um voo na Suíça para a Itália em que houve atraso na decolagem porque as comissárias não conseguiam enfiar todas as malas dos clientes para dentro dos compartimentos. E os caras ficavam sentados com cara de paisagem como se nada tivesse acontecendo. Em outro voo, de Londres para Barcelona, pela British, a chefe das comissárias tirou várias bagagens de dentro do BIN e despachou de lá mesmo para o porão, criando revolta entre os folgados. O voo atrasou 2 horas por conta disso.

    • Guilherme

      Verdade, Fernando, esse é um problema mundial.

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