[Horroroso] Mudanças inacreditáveis na LATAM Pass chilena: alcançar o nível Black Signature exigirá gastos em passagens aéreas acima de R$ 100 mil reais por ano (USD 32 mil)!

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Como todos sabemos, o programa de milhagens LATAM Fidelidade irá passar por mudanças para pior, conforme anunciamos aqui.

O LATAM Pass chileno já anunciou as novidades em seu site, e, se o LATAM brasileiro seguir o mesmo modelo (que tem 99,9% de chances de ocorrer), preparem os bolsos: alcançar a categoria elite máxima exigirá um gasto anual (em reais) em passagens aéreas de seis dígitos!

Para alcançar as categorias elite, será exigido dos clientes basicamente o mesmo que as cias. americanas estão adotando: gastar mais dinheiro. É o famigerado modelo “revenue-based”, adotado agora oficialmente pela LATAM Pass chilena:

latam-pass-ch-1

Para ser Black Signature, o sujeito vai ter que gastar no mínimo 32 mil dólares anuais em passagens aéreas, o que dá mais de cem mil reais por ano!

latam-pass-ch-2

Conclusão

Parabéns à LATAM Pass Chilena por destruir seu programa de milhagens!

Eu, que já não gosto de viajar na LATAM, por motivos já relatados anteriormente, tentarei ficar ainda mais longe dessa empresa, e, particularmente, não pretendo nunca mais creditar meus suados pontos de voos pagos em dinheiro no LATAM Fidelidade.

Como disse acertadamente o leitor Schin em um comentário nessa semana, eu prefiro usar meu dinheiro para alcançar a independência financeira do que pagar (caro) por status!

Alguém duvida que o LATAM Fidelidade brasileiro adotará uma postura igual!?

 

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13 Comments

  1. Albino 18/11/2016 at 10:14 #

    Inacreditável mesmo.

    E agora vem novamente à tona a pergunta: em qual programa pontuar na Oneworld ?

    Parece que, por enquanto, o melhor é voar na Latam e pontuar no AAdvantage (até que as regras mudem novamente).

    E depois ? Executive Club ? Até quando ?

    É, meus amigos, está cada vez mais difícil…

    • Bruno 18/11/2016 at 10:32 #

      Albino, o problema é que a AA já vai mudar ano que vem.

      Ainda acho melhor pontuar na LATAM por oferecer outras formas de pontuação (através do parceiros nacionais, p .ex: cartão de crédito, compras no PontoFrio, Km de vantagens, etc..)

    • Paulo 18/11/2016 at 13:02 #

      Nem Executive Club Albino.. O CEO da British disse que estão estudando mudar o programa pra Revenue Based também, mas parecido com o programa da Virgin e Southwest, onde o valor do bilhete em milhas depende do valor do bilhete em U$ naquele momento.

      • Guilherme 19/11/2016 at 18:34 #

        Pois é, a situação está cada vez mais difícil.

        O BAEC/IB me parecem boas opções no momento, mas é como o Paulo disse, não se sabe até quando eles continuarão com o modelo de tabelas fixas de resgates.

        Abraços!

  2. Bruno 18/11/2016 at 10:15 #

    Guilherme, qual companhia atualmente tem sua preferência para voos, acúmulo de milhas, etc.?

    • Guilherme 19/11/2016 at 18:37 #

      Oi Bruno, no momento, por incrível que pareça, e apesar de todas as críticas que eu ainda faço a ele, é o AAdvantage que tem tido a minha preferência, mas isso por motivos estritamente pessoais: tenho como objetivo a emissão de alguns resgates de passagens-prêmio, e, como tenho um saldo no AAdvantage, somado a algum tipo de status, ainda estou creditando minhas suadas milhas/pontos nele para complementar o saldo que preciso para inteirar os resgates-prêmio.

      Mas isso é por ora. Estou como o Cristiano, quebrando a cabeça para ver onde creditar a partir de 2017 e 2018, ou então me tornar um “free agent” de vez.

      Abraços!

  3. Cristiano Andrade 18/11/2016 at 10:53 #

    E o Black (que seria o One World Emerald) exige USD11 mil.
    Quando veio toda a mudança do AAdvantage fiz uma mega análise, quebrei minha cabeça, cheguei até a conclusão que o Latam Fidelidade seria a melhor opção. Preferi me requalificar esse ano como EXP no AAdvantage e estava estudando as opções (cheguei a pensar no Iberia Plus, mas a tabela de resgate não ajuda muito para os meus objetivos).
    Agora a opção será migrar para Star Alliance (pensando seriamente) ou me resignar e me manter no AAdvantage.

    • Guilherme 19/11/2016 at 18:38 #

      Pois é, Cristiano, eu também cogito migrar para a Star Alliance. Tive ótimas impressões voando com a Avianca Brasil nos meus últimos voos domésticos, e, com as promoções frequentes das cias. parceiras estrangeiras da rede, é uma opção a considerar.

  4. Cristiano Andrade 18/11/2016 at 11:04 #

    Fui ver que o requirement para Argentina ou US é mais baixo (24k pra Black Signature)… https://www.latam.com/es_ar/latam-pass/conoce-latam-pass-para-2017/calificacion-a-categorias-elite/
    https://www.latam.com/es_us/latam-pass/conoce-latam-pass-para-2017/calificacion-a-categorias-elite/
    Ecuador e México sem minimum requirement
    https://www.latam.com/es_ec/latam-pass/conoce-latam-pass-para-2017/calificacion-a-categorias-elite/
    https://www.latam.com/es_mx/latam-pass/conoce-latam-pass-para-2017/calificacion-a-categorias-elite/

    Vamos esperar para ver de nossos queridos colegas de terra brasilis… Latam consegue ser ainda pior no trato com o cliente frequente.
    O que eles fazem? Tem muita concorrência, reduz os requirements, onde tem menos, aumenta o requirement! É o fim, né?

    • Guilherme 19/11/2016 at 18:39 #

      Certamente, Cristiano, é o fim da picada!

  5. SwineOne 18/11/2016 at 12:40 #

    Guilherme,

    Permita-me dar uma de advogado do diabo. Já deixo claro que tudo o que vou escrever a partir de agora será feito da minha ótica, como um passageiro “pobre”, cuja prioridade #1 é preço das passagens, que não faz questão de viajar de executiva (talvez viajaria se me custasse uns R$ 500 ou no máximo R$ 1.000 a mais que a passagem na econômica, de outra forma não), sempre comprei passagens internacionais na faixa de R$ 1.500 a R$ 2.500 com taxas incluídas, e não teria coragem de pagar R$ 4.000 numa passagem aérea, independente se é numa excelente companhia aérea, se é classe executiva ou se dá a volta ao mundo. Também, viajar a trabalho é algo raríssimo para mim, então em geral estamos falando apenas de viagens de férias mesmo. É possível, diria até provável, que o que vou dizer não se aplique a pessoas distantes desse perfil.

    Penso que, dentro do meu perfil, não é nada razoável que eu atinja o status máximo de um programa de milhagens. Por exemplo, sou Platinum no Le Club Accorhotels e facilmente continuaria nesse status se as regras não tivessem sido alteradas. Mas não porque gasto muito dinheiro nos hoteis da Accor ou fico hospedado nos mesmos por meses durante o ano. Apenas porque aproveitei algo que é uma brecha (me desculpe, não há outro nome para isso) nas regras do programa que permitia que a transferência de pontos de programas de fidelidade como HSBC (antigamente), Multiplus e Smiles contassem da mesma forma que os pontos de hoteis. Fora o Brasil, será que existe outro país do mundo em que seja tão fácil e vantajoso transferir pontos de outros programas de fidelidade para a Accor? Acho que não, e penso inclusive que o Brasil pesou muito na decisão de mudar as regras.

    A verdade é que as categorias máximas dos programas de fidelidade deveriam existir para premiar pessoas que usam com muita frequência o serviço da empresa, e por consequência geram bastante receita para a mesma: presidentes e diretores de empresas, consultores bastante requisitados, gente como o George Clooney naquele filme “Amor sem Escalas”. Somente desta forma a empresa tem como justificar as regalias dadas a estes clientes, como upgrades grátis para classe executiva, etc.

    Na medida em que buscamos brechas nos programas de fidelidade que nos permitem atingir esse status, mas sem trazer a receita à empresa que é necessária para justificar estas regalias, então estamos de certa forma desvirtuando o programa de fidelidade. A empresa está dando muito para a gente sem receber em troca.

    Note que em momento nenhum estou falando que isso seja ilegal, imoral, anti-ético, errado ou nada do tipo. Foi a empresa que criou as regras, estamos apenas trabalhando dentro delas para maximizar nossos benefícios, assim como se vê em tantas situações na vida. Ao mesmo tempo, não acho justo criticarmos excessivamente a empresa quando ela readequa as regras de forma a corrigir tais distorções e poder manter o verdadeiro espírito de um programa de fidelidade. Infelizmente isso nos prejudica, mas vejo que a forma como devemos enxergar é agradecendo que tivemos acesso a essas brechas por tanto tempo, e se resignando ao fato que a empresa percebeu a existência dessas brechas e, de forma justa, decidiu fechá-las.

    A verdade é que histórias como essas só podem ser reconhecidas como uma brecha e uma distorção, não há outra forma de classificá-las:

    http://www.rollingstone.com/culture/features/ben-schlappig-airlines-fly-free-20150720

    http://www.nomadicmatt.com/travel-blogs/travel-hacking-1-million-miles-per-year/

    http://www.vice.com/read/how-to-travel-the-world-for-free

    Na verdade, vejo que, pelo menos para quem viaja com um pouco mais de frequência (e com mais gastos, como destinos mais distantes, ou em classe executiva), tais readequações podem até se provar vantajosas. Isso porque, na medida que as pessoas são colocadas na categoria que “merecem” (em função de quanta receita trazem para a empresa), sem as referidas distorções, então a empresa terá uma quantidade menor de pessoas nas categorias mais altas, visto que as pessoas que exploravam essas brechas já não conseguirão mais atingi-las. Com isso, a empresa poderá oferecer melhores benefícios para os clientes que estão numa categoria adequada à contrapartida que trazem à empresa. Um cliente que se qualifica para a categoria mais alta sem brechas só tem a comemorar com isso.

    Sem dúvida, alguém poderia argumentar que a empresa pode apenas eliminar as brechas e não dar vantagens extras aos clientes. Embora tudo seja possível, acredito que isso seja pouco provável, porque se ela não der vantagens extras, a concorrência o fará. Justamente porque agora a categoria mais alta estará disputando apenas presidentes e diretores de empresas, gente que traz muito dinheiro para a empresa, e sem ter que gastar com pessoas que apenas exploram brechas sem trazer dinheiro para a empresa, eles poderão dar regalias excelentes. Se a empresa A tentar economizar nas regalias, a empresa B não o fará e conquistará os clientes da empresa A, é simples assim. Na verdade o que estamos vendo é o mercado funcionando de forma eficiente, e isso é algo excelente, não algo a se reclamar.

    Também não podemos esquecer que dar regalias a pessoas que não trazem contrapartidas à empresa é algo que impacta na rentabilidade da empresa, e que tem que ser compensado via aumento de tarifas. Novamente, está no nosso interesse que a empresa funcione da forma mais eficiente possível, para podermos desfrutar das melhores tarifas.

    Vejo que a resposta correta a esse tipo de situação não é atacar a empresa, e sim buscar outra empresa que ainda não se adaptou e tentar extrair o máximo possível desta outra empresa até que ela também se adeque, e acho que a longo prazo todas se adequarão. Devemos reconhecer que o que estamos fazendo é excelente para nós, e na medida em que somos agentes econômicos racionais, devemos maximizar a nossa própria utilidade, mas de certa forma estamos “urinando na piscina” e em geral tornando a situação piorar para o conjunto total de clientes, e não há nada de errado com a empresa corrigir isso.

    Ou você acha que é justo que você e os outros leitores do blog, pelo tanto que viajam (e trazem de receita a uma empresa), deveriam ser tratados da mesma forma que o George Clooney no referido filme, ou que um presidente de uma grande empresa no mundo real, que pode chegar a passar muitas centenas, senão milhares de horas dentro de um avião no ano? Minha opinião é que não.

    • Cristiano Andrade 18/11/2016 at 14:06 #

      Oi Swinne
      Eu concordo com grande parte do que disseste. Se me permite adicionar algo mais (peço permissão e já vou falando, desculpe).
      A impressão que tenho é que as empresas estão querendo reduzir drasticamente a quantidade dos que estão no topo da Pirâmide (nem estou falando do caso do George Clooney, que pertencia a um status não publicado). Não tenho ideia se eram 1% que passaram a 0,1% ou 3% que passaram a 1%, apenas a impressão que este topo está se tornando mais seleto.
      O segundo ponto é que os benefícios para esse mesmo topo (que agora está se tornando mais seleto) foram reduzidos (desvalorização de tabelas de resgate, diminuição de cupoms de upgrade, menor disponibilidade de bilhetes prêmio ou upgrades, fim de bagagem prioritária etc).
      Isso é um fato, buscamos a melhor opção para nós como consumidores, para que possamos maximizar nossos benefícios.
      Agora qual será o comportamento daqueles que estão abaixo da linha de corte? Não me parece improvável que passem a desconsiderar os benefícios de um programa de fidelidade e passem a se mover por preço, estou falando de passageiros corporativos frequentes… E aqueles que estão na dúvida se passam ou não a linha de corte? Será que para esses fará um impacto positivo ou negativo para a cia aérea? Não tenho a resposta.
      Meu último pitaco… em relação especificamente a Latam, a qual já tive uma relação de amor no passado e hoje é de ódio (então tem um viés bem ruim do meu lado, emocional até). Os caras decidiram tratar (e publicar) políticas distintas de acordo com a residência da pessoa, assim sendo é mais fácil de qualificar morando no Equador do que no Chile, claramente abusando de sua posição dominante em um mercado oligopolizado. tenho minhas dúvidas de que seja a melhor estratégia de negócios.
      Enquanto isso, vamos buscando as melhores opções.

    • Guilherme 19/11/2016 at 18:46 #

      Oi Swine, entendo seu ponto-de-vista, e endosso as conclusões expostas pelo Cristiano.

      Na verdade, não existem brechas que facilitem a vida para os milheiros: todo e qualquer aspecto dos programas de milhagens são desenhados, revistos e analisados à exaustão pelas empresas aéreas antes de serem publicados e entrarem em vigor. Nunca há prejuízos à cia. aérea nesse quesito. Todos os benefícios previstos em regulamentos e contratos são milimetricamente desenhados para ficarem na fronteira entre o possível e o impossível, isto é, não serem fáceis demais a ponto de muita gente entrar, mas também nem muito difíceis a ponto de excluir um percentual “x” de clientes.

      Todas as cias. têm o controle da quantidade de pessoas que acessam as categorias mais elevadas de seus programas de milhagens, e certamente têm também os números das receitas que elas geram para as empresas.

      O que as cias. fizeram, com o decorrer do tempo, foi cortar drasticamente os benefícios, já que todo benefício para o cliente significa um custo para a cia. aérea, e vice-versa – todo custo para o cliente é um benefício para a cia. aérea.

      Os programas de milhagens têm um viés positivo para a empresa de atrair para a base de clientes os viajantes frequentes, e é aqui precisamente que entra a análise do Cristiano, existe uma faixa de clientes abaixo da linha de corte, e para os quais há uma dúvida se vale a pena continuar FF de alguma cia. em específico, ou se é melhor ser um “free agent”.

      No mais, grato pelas suas importantes contribuições a esse debate.

      Eu expressei no artigo minha opinião, que é a opinião da perspectiva de um consumidor dos serviços aéreos, e, nesse ponto, não há como não criticar a posição das empresas.

      Abraços!

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