Leitor simulou os cenários para substituir o AAdvantage – e a surpresa veio… :-)

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Com o fim do AAdvantage, depois das péssimas mudanças anunciadas nas últimas semanas, muitos leitores têm buscado alternativas para compensar essa perda.

Nesse contexto, vale a pena trazer em destaque o excelente comentário do leitor Cristiano, que fez a simulação de possíveis cenários para substituí-lo, utilizando os parâmetros atualmente existentes.

Avião

Convém lembrar que essa simulação aplica-se, obviamente, ao perfil de viagens dele, mas dá uma boa base de como devemos realizar a substituição: comparando possíveis ganhos e perdas, tendo como referencial nosso próprio retrospecto de viagens.

Confiram!

……………..

“Oi Guilherme

Depois de ver montes de comentários resolvi fazer um trabalhinho “chato” e simular, com o perfil do que voei de Janeiro a Junho deste ano, como seria em diferentes cenários. E acho que vou levar minha fidelidade para outro lugar.

Esse ano concentrei meus vôos domésticos com a Azul e os vôos para Ameríca do Norte com a AA. Apliquei as regras a serem utilizadas por AA (falta saber quantos EQDs eles vão dar pros vôos em parceiros, mas assumi algo como 1 EQD para cada 5 EQM), apliquei as novas regras do LATAM (simulei como se eu tivesse status Platinum), noutro cenário apliquei as regras do TAP Victoria.

Como os pontos tem valores diferentes, fiz uma relação de quantas passagens Brasil-EUA em Business eu teria acumulado. Então vamos lá ao que seria o cenário:

TAP – manteria a concentração de vôos domésticos com a Azul (pontuando na TAP de acordo com o perfil de tarifa) e voaria para América do Norte de Star Alliance (Avianca, Air Canada ou United pontuando sempre no TAP Victoria). Resultado: 73 mil milhas (tanto acumuladas quanto para qualificação) e Star Gold garantido, ou 0,81 ida-e-volta para os EUA.

AA – mudaria da Azul para LATAM nos vôos domésticos (pontuando AA) e manteria vôos internacionais de AA. Resultado: 55 mil milhas somadas, 73 mil EQM e 7 mil EQD (ainda estimando porque não soltaram a regra definitiva). Ou seja, ainda no caminho para requalificar como EXP no final do ano, ou 0,44 ida-e-volta para os EUA e no caminho de ganhar 4 upgrades garantidos.

Fiz então 2 cenários com a LATAM, em um mantendo os vôos internacionais com a AA e noutro fazendo a primeira perna para EUA com a LATAM. Em ambos os cenários saindo da Azul para a LATAM nos vôos domésticos.

LATAM com vôos AA – 75 mil pontos somados, 58 mil pontos de qualificação, ou seja, no caminho de me tornar Black mesmo sem voar com a LATAM nos vôos internacionais, ou 0,5 ida-e-volta para os EUA e no caminho para garantir categoria com upgrades quase ilimitados.

LATAM com vôos LATAM para EUA – 138 mil pontos somados, 83 mil pontos de qualificação e já Black (com os 6 vôos em cabine premium), podendo chegar a Black Signature no final do ano. ou 0,9 ida-e-volta para os EUA e no caminho para ter a maior prioridade de upgrades possível.

Além disso LATAM tem as melhores condições para transferência de pontos dos cartões de crédito (com bônus frequentes e eventuais ofertas de compras de pontos que valem a pena), já que a TAP parece ter parado com os bônus de 100% que tiveram no último ano e a AA está fora desse jogo aqui para nós.

Para minha surpresa, ficou bem claro minha mudança para 2016, vou migrar para a LATAM e abrir mão do melhor produto tanto de Azul quanto de AA, já que a diferença nos programas de fidelidade é bem grande. Já este ano migro para LATAM nos vôos domésticos e com mais um Brasil-EUA garanto status Platinum para o começo do ano que vem. Já tenho uma viagem com AA para EUA em que me manterei EXP, mas depois dessa migrarei para LATAM.

Surpreendente, não? Ao menos foi uma grande surpresa para mim! Nada como fazer contas!”

…………………..

Conclusão

A mais importante lição deixada pelo Cristiano é justamente a contida no último parágrafo de seu texto: realizar uma análise objetiva e imparcial sobre os ganhos e perdas em diferentes cenários, ainda que esses cenários apontem como mais favoráveis a escolha de um programa de milhagens que, à primeira vista, não agrade muito. 
…..
Agradeço ao leitor Cristiano pelo envio da análise! 😀

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9 Comments

  1. Carlos 14/06/2016 at 21:53 #

    Muito interessante esta publicação. Cristiano, você poderia escrever a matemática usada nas duas opções da Latam?

    • Cristiano Andrade 15/06/2016 at 11:29 #

      Oi Carlos
      No caso de vôos domésticos, peguei todos os vôos que fiz entre janeiro e junho desse ano (voei sempre com a Azul), calculei em cada um a distância (usei o http://www.milecalc.com) e usei o valor pago efetivo (sem impostos) em cada trecho.
      Para vôos domésticos, considerei que conseguiria tarifas similares, multiplica por 2 e depois adiciona o bônus (no caso considerei o bônus de 75% do Platinum).
      Para vôos para a América do Norte voando Latam, considerei a distância e o fator de multiplicação (voando business para EUA multiplica a distância por 3) e adiciona o bônus do status (75% do Platinum). Já nos vôos em empresas One World (por exemplo o trecho interno no EUA voando AA), usa-se a distância (e adiciona 25% de bônus no caso de vôos em Business) e não considera nenhum bônus por status.
      Para cálculo de pontos que qualificação os pontos bônus não são considerados tanto nos vôos domésticos quanto no Internacionais.
      Fiquei com uma dúvida, no caso de um vôo codeshare operado por parceira One World, se ganha pontos de Status e se o cálculo de pontos para classes Business é apenas os 25% mesmo… usei na minha simulação o cenário como se fosse sem bônus e apenas os 25% adicionais da classe de serviço (e não 200% como por exemplo vôo TAM de Brasil para EUA).
      Espero que tenha ajudado.
      Um abraço

      e considerei que teria tarifas similares com a LATAM (porque nos domésticos é baseado em $, multiplica por 2 o valor da tarifa sem taxas e depois adicionei o bônus de 75% do status Platinum, calculei em todos os casos

      • Carlos 15/06/2016 at 12:57 #

        Cristiano, acho que há alguns erros: a multiplicação por 3 seria se a tarifa fosse executive, que é caríssima, na classic, que é a executiva promo, multiplica-se por 2 (distância x 200%) e o bônus Platinum é de 100%.

        Só para conferir: uma passagem na executiva BSB-MIA-BSB a 4k reais, status sapphire na companhia.
        . Na AA antiga, 2 x (3599 x 1,5 (executiva)+ 3599 (sapphire)) = 17.995
        . Nova AA: ~U$ 1.150 x 8 = 9.200
        . TAM: 2 x (3599 x 2 (classic) + 3599 (sapphire)) = 21.594

        Isto para milhas resgatáveis. Para status:
        . AA antiga e nova: 2 x (3599 x 2 (classe I)) = 14.396
        . TAM: 21.594 (?) Na TAM todas as milhas ganhas em vôos valem o mesmo tanto para resgate quanto status, certo?

        Apesar da tabela horrorosa de resgate da TAM, o ganho de mais de 100% em milhas justificaria a mudança de programa. Estou esperando para ver a tabela de acúmulo de parceiros na AA, pois talvez possa ser interessante usar o programa mas não voar AA.

        • Cristiano Andrade 15/06/2016 at 17:08 #

          Valeu Carlos
          Isso mesmo, o multiplicados é 2 (escrevi errado para ti, mas calculei como 2 e não 3).
          Algumas coisas, pelo que entendi no regulamento da LATAM (e não sei se estou certo) as milhas bônus de status (Gold, Platinum, Black, Black Signature) nào são computadas para obtenção/manutenção de status.
          Outro detalhe, na AA antiga tinham ainda os bônus ficos para Business/Executiva (normalmente 3500 por trecho para os intercontinentais e transcon e 1000 para os domésticos e curtos), isso dava (ou dá até 31 de julho) uma turbinada nos ganhos.
          O trade-off é sair da Business da AA para Business da LATAM, o que na minha experiência é uma diferença grande, porque voando AA e pontuando LATAM não vale a pena.
          Só para ter ideia, no cenário antigo da AA, voando TAM em vôos domésticos e como as 500 milhas mínimas garantidas (regra que vai embora dia 01/08) eu teria somado 216k milhas (com a tabela antiga seriam 2 ida-e-volta Brasil-EUA em Business), na verdade somei 200k (porque os domésticos eu mantive na Azul). Veja a diferença.. saí de 2,16 ida-e-volta para 0,91 na melhor das hipóteses (e 0,44 na AA, ou seja, no meu perfil passaria a ter apenas 25% do que até então).

  2. Cristiano Andrade 15/06/2016 at 12:51 #

    Oi Guilherme
    Apenas para fortalecer ainda mais a análise. Coisas que não tinha escrito antes:
    1 – A análise pode não ter ficado tão clara, mas tanto concentrar tudo no Tap Victoria (voando Azul doméstico e Star Alliance Internacional) enquanto tudo no LATAM (voando sempre LATAM) ficam muito próximos (0.9 ida-e-volta business BR-US x 0,81, ou seja uma variação de 10%), por isso ainda não totalmente decidido.
    2 – Eu vôo em geral para costa oeste americana, e não há vôos diretos, então não tenho conveniência maior ou menor com nenhuma empresa (sem vôos diretos);
    3 – No caso do produto LATAM para os vôos para EUA é, na minha opinião, inferior a Air Canada e United, e bem superior a Avianca (pra costa Oeste 2 conexões, sendo uma em avião de pequeno porte) e Copa (sempre aeronaves de pequeno porte sem flat bed). Decidir por voar LATAM seria abrir mão de conforto nesse vôos transcontinentais se eu concentrasse meus vôos para lá em Air Canada e United.
    4 – No caso de vôos domésticos, acho o produto LATAM pior que a Azul, mais atrasos, aeronaves menos confortáveis e um serviço no geral pior. Então também abriria mão de conforto.
    5 – Por outro lado, migrando para LATAM, continuaria aproveitando os benefícios de One World Emerald (assento + no vôos Latam domésticos, Flagship Lounge em MIA e JFK, prioridades etc), que valem mais que os benefícios de Star Gold (como eu vôo Internacional em Business, nem sei direito qual benefício adicional teria).
    6 – Já tenho programado no ano que vem uma semana de férias nos EUA com a família voando AA (aproveitei os Upgrades que tenho direito) e ganharei mais 4 SWUs da AA que só aproveitaria voando AA (na pior da hipósteses poderia usar em pernas domésticas tipo os transcons saindo de JFK, mas também em alguma viagem de férias com família). Se eu migrar para Star Alliance, esses vôos de AA não ajudariam na soma de pontos ao final de 2017.
    7 – Sendo Platinum/Black no Latam a disponibilidade de bilhetes prêmios é maior e o custo é menor, isso é algo importante a considerar!

    Dei uma olhada de como seria com Avianca Brasil e não valeria a pena (até porque não consigo concentrar todos os vôos domésticos com eles porque a malha aérea deles é pequena), Avianca Internacional valeria a pena caso concentrasse os vôos Brasil-US com eles (o que seria muita perda de serviço), United fica ainda pior do que AA (pois parte dos vôos domésticos não entrariam na conta), Delta seria uma opção desde que voasse de Gol (mesmo assim no mesmo nível de AA).

    Tudo posto, LATAM parece ser minha melhor alternativa…

    • Guilherme 16/06/2016 at 10:07 #

      Oi Cristiano, excelente complementação!

      O mais interessante é que a “disputa” parece bem equilibrada, não dá pra apontar uma aliança como a mais benéfica “prima facie”.

      Diversas variáveis têm que ser “imputadas” na tomada de decisão, o que torna a tarefa bastante complexa.

      Felizmente, os critérios estão aos poucos sendo bem delineados, o que facilita a tomada de decisão, ao menos num nível matemático. 🙂

      Abraços!

  3. Cristiano Andrade 17/06/2016 at 10:56 #

    Reviravolta! Vi num blog gringo e num brasileiro uma outra forma de comprar passagens da AA e computar por distância.
    Basicamente se você comprar um pacote (passagem + hotel) pelo AA vacations (e os preços são bons) a sua passagem será computada por distância praticamente igual o modelo antigo, ou seja, se eu voar de executiva e como sou EXP, será igual a distância x 2,5 tanto para milhas conquistadas quanto para EQM. E melhor, computa EQDs (inclusive do hotel), no caso de Business Class o total de milhas x 30%!
    Então o cenário da AA (comprando passagens via AA Vacations) ficaria: 96k award miles (ou 0,77 ida e volta pra EUA Business), 83k EQMs e 13k EQDs. Ou seja, muito bem encaminhado para me requalificar para EXP (sendo o threshold de EQDs já atingido).
    Dessa forma vou manter a estratégia atual, voando AA (um dos melhores produtos Brasil-EUA) internacional e Azul doméstico. Vou abrir mão dos benefícios adicionais que teria no LATAM Fidelidade para manter o melhor nível de serviço das minhas companhias preferidas, mantendo Status EXP na AA e Safira na Azul.

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  1. Dica do leitor: como comprar passagens AA e pontuar por distância no AAdvantage! | Meu Milhão de Milhas - 20/06/2016

    […] o cenário da AA (comprando passagens via AA Vacations) ficaria, considerando as minhas reflexões naquele outro post: 96k award miles (ou 0,77 ida e volta pra EUA Business), 83k EQMs e 13k EQDs. Ou seja, muito bem […]

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