Análise completa das novas mudanças para pior do AAdvantage

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No final do ano passado, a American Airlines anunciou o seu primeiro pacote de mudanças no AAdvantage, que incluía mudança no sistema de qualificação elite, mudanças nas tabelas de resgates e mudanças no sistema de upgrades – confira tudo no post Análise completa das mudanças oficialmente anunciadas hoje no AAdvantage, para 2016.

Pois bem, agora, o AAdvantage anunciou seu segundo pacote de mudanças, e elas não são nada positivas para os viajantes frequentes. Acompanhe abaixo a minha análise sobre elas.

Milhas-prêmio: pague mais, ganhe mais

Agora é oficial: acabou a era de ouro de se acumular muitas milhas pagando pouco dinheiro. De acordo com as novas regras, válidas para viagens realizadas a partir de 01º.08.2016, o acúmulo de milhas se baseará na quantia paga em dinheiro, combinado com o status elite do cliente, e não na distância voada. Confiram:

AA - Milhas Prêmio

A mudança é péssima porque inviabiliza completamente as mileage runs, viagens de longa distância realizadas com o objetivo precípuo de acúmulo máximo de milhas, a baixo custo.

Nova categoria elite – Platinum Pro – e introdução dos EQDs – mais um requisito para obter upgrade de categoria

O AAdvantage incluirá uma nova categoria, a Platinum Pro, intermediária entre a Executive Platinum e a Platinum.

Além disso, para se qualificar para as categorias elite, será necessário, além de acumular certa quantidade de milhas/segmentos voados, gastar uma quantia mínima em dinheiro.

AA - Elite

Para alcançar um simples status Gold, será preciso acumular a enorme quantia de USD 3 mil – quase R$ 12 mil. Executive Platinum ficou praticamente impossível, para nós, brasileiros: quase R$ 50 mil anuais.

Upgrades

A prioridade nas listas de upgrades será baseada no nível elite e nos EQDs acumulados nos últimos 12 meses.

AA - Upgrades

Conclusão

Em resumo, a AA irá privilegiar quem gastar mais dinheiro com ela, seguindo, no ponto, o mesmo modelo de negócios adotado pelas concorrentes Delta e United. É lamentável que tenha ocorrido isso, já que havia uma oportunidade de o AAdvantage se diferenciar da concorrência.

Do meu ponto de vista particular, que sempre admiti o AAdvantage como o meu principal programa de milhagens, sem dúvida essas mudanças negativas me farão reavaliar minhas preferências pessoais, já que a ideia de gastar mais dinheiro com passagens aéreas, que está no cerne dessas mudanças do AAdvantage, vai de encontro à minha nova filosofia de gastar menos dinheiro com passagens aéreas.

Nesse contexto, é bem provável que eu passe a não adotar nenhum programa de milhagens como o preferencial, passando a escolher as passagens aéreas unicamente em função de uma análise combinada dos critérios de preço, rotas mais convenientes e níveis de conforto oferecidos, tudo isso independentemente do programa de milhagens a ser utilizado.

E você, o que achou das novas mudanças do AAdvantage? Conte para nós e compartilhe sua opinião! 😀

 

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15 Comments

  1. Eliana 12/06/2016 at 15:29 #

    Existe ainda alguma cia que dá milhas pela distância percorrida?

    • Guilherme 12/06/2016 at 15:34 #

      Sim, exemplos: LATAM e Alaska Mileage Plan. 🙂

      • CRISTIANO ANDRADE 13/06/2016 at 11:02 #

        LATAM nos trechos internacionais, se forem domésticos no BR são revenue, certo?
        Mas tem outra na One World, como BA/Iberia (avios), mas o problema é que para qualificação tem que fazer um mínimo de trechos com eles.
        Na Star Alliance o Life Miles (Avianca Internacional) e Tap Victoria, por exemplo, continuam por distância sendo que o Life Miles exige um número de milhas voadas com eles para atingir Life Miles Diamante, mas para o Gold nem precisa voar com eles, e o Tap Victoria também não exige voar com eles.

        • Guilherme 13/06/2016 at 11:51 #

          Exato, Cristiano, nos trechos internacionais.

          Boas as dicas sobre o LifeMiles e o TAP Victoria.

          Abraços!

          • Eliana 13/06/2016 at 19:24 #

            Obrigada pelas dicas!
            Então a partir de agora, se eu voar com AA é melhor pontuar na LATAM mesmo? LATAM é o Multiplus né?

  2. Junior 12/06/2016 at 21:03 #

    Mas a Latam para voos nacionais pontua com base na tarifa.., só nos internacionais voados na própria latam pontua com base na distância.

    • Guilherme 12/06/2016 at 21:10 #

      Bem lembrado, Junior, tinha me esquecido desse detalhe.

      Então, acho que acaba sobrando somente o do Alaska mesmo.

  3. CRISTIANO ANDRADE 13/06/2016 at 11:17 #

    Antes de todos os anúncios já não sabia como iria fazer, agora menos ainda.

    Por EQMs eu consigo me requalificar pro EXP, mas EQDs podem ser um problema (acho que vai depender da tabela de EQDs dos parceiros). E pelas contas que fiz, no meu caso, ainda somaria mais pontos no AAdvantage do que noutros programas se continuar como EXP (lógico que menos do que somo hoje).

    Uma opção é mudar para Star Alliance e acumular tudo no TAP Victoria, somaria uma quantidade parecida de pontos e poderia concentrar tudo com eles, inclusive vôos domésticos Azul e Avianca (abandono o status Safira no Azul).

    Os problemas da TAP é que para emissão no Star Alliance só com ida-e-volta, mas a tabela é bem razoável (por exemplo 90 mil milhas para ida-e-volta de Business para América do Norte). E o maior problema que vejo é que como a David Neeleman está as dando as cartas lá, imagino que as regras do programa possam mudar.

    Descartei Alaska e Avios porque somaria menos pontos do que como EXP da AA e nào conseguiria status algum.

    Ano que vem continuo como AA e usufruo dos benefícios de ser EXP, mudando para TAP/Star Alliance em 2018, ou já no quem vem faço a mudança… essa a questão para mim no momento.

    • Guilherme 13/06/2016 at 11:55 #

      Cristiano, realmente, a alternativa de acumular no TAP Victoria faz bastante sentido para o seu perfil, considerando que você aproveitaria os pontos positivos do programa deles.

      O fato de emitir na Star somente a ida+volta é problemático, mas, como você disse, a tabela é bem razoável, e a malha aérea da Star Alliance é excelente para determinados fins – Brasil para Europa, Europa para Ásia, por exemplo.

      Abraços!

      • Cristiano Andrade 14/06/2016 at 14:59 #

        Oi Guilherme

        Depois de ver montes de comentários resolvi fazer um trabalhinho “chato” e simular, com o perfil do que voei de Janeiro a Junho deste ano, como seria em diferentes cenários. E acho que vou levar minha fidelidade para outro lugar.

        Esse ano concentrei meus vôos domésticos com a Azul e os vôos para Ameríca do Norte com a AA. Apliquei as regras a serem utilizadas por AA (falta saber quantos EQDs eles vão dar pros vôos em parceiros, mas assumi algo como 1 EQD para cada 5 EQM), apliquei as novas regras do LATAM (simulei como se eu tivesse status Platinum), noutro cenário apliquei as regras do TAP Victoria.

        Como os pontos tem valores diferentes, fiz uma relação de quantas passagens Brasil-EUA em Business eu teria acumulado. Então vamos lá ao que seria o cenário:

        TAP – manteria a concentração de vôos domésticos com a Azul (pontuando na TAP de acordo com o perfil de tarifa) e voaria para América do Norte de Star Alliance (Avianca, Air Canada ou United pontuando sempre no TAP Victoria). Resultado: 73 mil milhas (tanto acumuladas quanto para qualificação) e Star Gold garantido, ou 0,81 ida-e-volta para os EUA.

        AA – mudaria da Azul para LATAM nos vôos domésticos (pontuando AA) e manteria vôos internacionais de AA. Resultado: 55 mil milhas somadas, 73 mil EQM e 7 mil EQD (ainda estimando porque não soltaram a regra definitiva). Ou seja, ainda no caminho para requalificar como EXP no final do ano, ou 0,44 ida-e-volta para os EUA e no caminho de ganhar 4 upgrades garantidos.

        Fiz então 2 cenários com a LATAM, em um mantendo os vôos internacionais com a AA e noutro fazendo a primeira perna para EUA com a LATAM. Em ambos os cenários saindo da Azul para a LATAM nos vôos domésticos.

        LATAM com vôos AA – 75 mil pontos somados, 58 mil pontos de qualificação, ou seja, no caminho de me tornar Black mesmo sem voar com a LATAM nos vôos internacionais, ou 0,5 ida-e-volta para os EUA e no caminho para garantir categoria com upgrades quase ilimitados.

        LATAM com vôos LATAM para EUA – 138 mil pontos somados, 83 mil pontos de qualificação e já Black (com os 6 vôos em cabine premium), podendo chegar a Black Signature no final do ano. ou 0,9 ida-e-volta para os EUA e no caminho para ter a maior prioridade de upgrades possível.

        Além disso LATAM tem as melhores condições para transferência de pontos dos cartões de crédito (com bônus frequentes e eventuais ofertas de compras de pontos que valem a pena), já que a TAP parece ter parado com os bônus de 100% que tiveram no último ano e a AA está fora desse jogo aqui para nós.

        Para minha surpresa, ficou bem claro minha mudança para 2016, vou migrar para a LATAM e abrir mão do melhor produto tanto de Azul quanto de AA, já que a diferença nos programas de fidelidade é bem grande. Já este ano migro para LATAM nos vôos domésticos e com mais um Brasil-EUA garanto status Platinum para o começo do ano que vem. Já tenho uma viagem com AA para EUA em que me manterei EXP, mas depois dessa migrarei para LATAM.

        Surpreendente, não? Ao menos foi uma grande surpresa para mim! Nada como fazer contas!

        • Guilherme 14/06/2016 at 15:34 #

          Fantástico, Cristiano! 😀

          Eu também fiz, analisando meu histórico recente de viagens, algumas contas – não tão completas quanto às suas 😉 – e, surpreendentemente, para mim também a LATAM, ou melhor, o programa de milhagens da LATAM, ficou como a opção menos ruim.

          Eu particularmente não gosto de voar TAM – como já comentei aqui – mas, pelo menos em relação ao programa de milhagens, a LATAM acabou sendo a opção menos ruim.

          Obrigado, e claro que seu comentário vai virar post! 😀

  4. Tlars22 13/06/2016 at 14:15 #

    Guilherme,
    A minha estratégia já é um pouco diferente …
    Infelizmente a partir de agosto tirei aposentar o AAdvantage como meu programa de fidelidade.
    Sou atualmente EXP no programa, mas a partir de agosto terei que aposentar o AAdvantage como meu programa de fidelidade.
    Pois prefiro muito mais aproveitar as constantes promoções de compra de milhas e de bônus de transferências via cartão de crédito do Smiles para emitir passagens em executiva pela Delta, pagando em torno de 2500-3500 reias, do que pagar uma tarifa em executiva da American para acumular apenas 10.000 milhas no AAdvantage.
    Inclusive, pelas minhas últimas pesquisas, pude constatar que atualmente a Delta está tendo muito mais disponibilidade do que o AAdvantage, em épocas de alta temporada.

    • Guilherme 13/06/2016 at 18:58 #

      Tiars, pontos muito bem observados.

      Eu nunca viajei de Delta. Agora, fiquei curioso com essa estratégia que você utilizou, que faz bastante sentido. O que você tem achado dessa cia. aérea?

  5. Guilherme 13/06/2016 at 19:27 #

    Oi Eliana!

    Provavelmente sim.

    Eu digo isso porque o seu objetivo deve ser o de acumular a maior quantidade possível de pontos resgatáveis.

    No seu caso, pontuando na LATAM, você ganha pela distância percorrida, para voos de longa distância da AA – p.ex., Brasil para os EUA.

    Só não esqueça de guardar os bilhetes em caso de demora no crédito dos pontos na LATAM.

    E, sim, a LATAM é a Multiplus. 🙂

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  1. AAdvantage anuncia as regras (quero dizer, os valores) que permitem a manutenção ou renovação de status mediante pagamento em dinheiro [versão 2016] | Meu Milhão de Milhas - 16/11/2016

    […] feito algumas ponderações positivas sobre esse tipo de pagamento, mas, com a American Airlines conseguindo a proeza de destruir o AAdvantage, de duas uma: se você conseguiu renovar o status pelas vias normais de milhas voadas, ótimo; […]

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