Qual é o melhor sistema: cartões de crédito cashback ou cartões que geram milhas e pontos? A análise completa do SwineOne através do exemplo do Santander Reward

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O leitor SwineOne fez uma excelente análise sobre o sistema cashback do cartão de crédito Santander Reward. No final, ele mesmo responde à pergunta: afinal, qual é o melhor sistema de cartão de crédito: aquele que gera um cashback, ou aquele que gera milhas e pontos? Confiram!

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Guilherme,

Já estou com o cartão Santander Reward em mãos (embora tenha escutado da gerente de uma agência local que o cartão não era mais comercializado — mas consegui pelo telefone, e a agência deixou de ganhar um cliente pela má-vontade). Lembrando que é um cartão que devolve 2% do que você gastou (EM DINHEIRO!), porcentagem essa que sobe 0.1% por ano de uso do cartão, até o limite de 2.5%. Existe um limite de créditos de R$ 500 por mês, o que implicaria um gasto máximo de R$ 20.000 a R$ 25.000 por mês, o que acredito que deve atender a imensa maioria das pessoas. A anuidade não é tão salgada, R$ 300, mas aparentemente não é negociável.

Santander Reward

Façamos algumas contas, onde vou me basear no meu cartão HSBC Premier, que no meu caso específico não cobra anuidade, e paga 1.5 pontos/dólar.

Suponha um gasto de R$ 5.000, o que a valores de hoje (considerando o dólar turismo como base de conversão), daria em torno de US$ 1.350, rendendo cerca de 2.000 pontos. Transferindo esses 2.000 pontos para a Multiplus, supondo que seja possível conseguir um bônus de 30%, daria 2.600 pontos. O que fazer com esses 2.600 pontos?

  • Transferir para a Accor à taxa de 3:1, dando 870 pontos da Accor ou cerca de €17.40 (R$ 72 ao câmbio turismo de hoje). Isto dá cerca de 1.45% de retorno sobre os R$ 5.000 gastos, mas lembrando que o gasto está restrito a hospedagens e consumo em hotéis da rede Accor.
  • Manter na Multiplus e usá-lo na compra de uma passagem para Barcelona, ao valor promocional de 40.000 pontos ida e volta, divulgado numa promoção recente. Seria necessário gastar cerca de R$ 77.000, mantidas as premissas, para obter pontuação suficiente para compra dessa passagem. Consultando promoções recentes para a Europa, vemos passagens a um valor de R$ 1.400-1.600, e tomarei uma média de R$ 1.500. Neste caso o retorno seria de 1.95%, mas veja que os 40.000 pontos ida e volta são uma excelente promoção, inclusive com datas restritas.
  • Vender as milhas em um site especializado. Hoje, mesmo com um cartão black da TAM, o valor pago é de R$ 320 a cada bloco de 10.000 milhas, ou cerca de R$ 83 pelos 2.600 pontos, um retorno de 1.66%. Com cartões mais simples, o preço chega a R$ 260/10.000 milhas ou cerca de R$ 68 pelos 2.600 pontos, um retorno de 1.35%. É bem verdade que já se conseguiu valores bem melhores do que esses no passado, mas tenho monitorado há vários meses, e o valor não tem fugido disso.

Supondo que os R$ 5.000 sejam o gasto mensal no cartão, isto daria um retorno de R$ 100 a 2%, subindo para R$ 125 a 2.5% após 5 anos de uso do cartão. Descontando o valor mensal da anuidade, daria um retorno de R$ 75 a 100, ou seja, 1.5% a 2%. Claro que se o seu gasto mensal for superior a isso, as porcentagens tendem a se aproximar cada vez mais dos 2% a 2.5% máximos. Também, note que nos retornos calculados acima (Accor, passagem, venda de milhas), não estou descontando a anuidade do cartão.

Em resumo, temos um retorno padrão na faixa de 1.45% a 1.66% para acúmulo de pontos no cartão, e quase 2% em situações excepcionais, isso sem contar a anuidade do cartão, contra 1.5% a 2% garantidos para acúmulo no Santander Reward, já contando a anuidade do cartão (2% a 2.5% sem contar a anuidade, ou se tiver gastos muito altos no cartão). Também, há que se pesar que o Santander Reward paga esse valor em dinheiro todo mês. Com pontos, é preciso juntar a quantidade mínima de pontos exigidos pelo cartão para transferência, aguardar uma boa promoção de transferência, mandar os pontos, ligar no SAC do cartão e da Multiplus pra reclamar que os pontos não chegaram, esperar surgir uma situação de viagem para usá-los (ou então fazer uma viagem que você não queria, e ter um monte de gastos, só por dó de ver os pontos expirarem), tentar conciliar as datas da viagem e o momento da emissão com uma boa promoção, etc. etc. etc. etc. etc. etc. Isso sem falar que o valor pago no cashback está em contrato, enquanto o valor de um ponto tem sido consistentemente desvalorizado. Enfim, tem hora que resgatar os seus pontos chega a parecer um emprego, e às vezes toma tanto tempo quanto um (sem destaque no original). Então, vejo que ganhar um valor semelhante ou até maior, e sem dor de cabeça nenhuma, justifica o uso dessa modalidade de cashback.

Já rebato de forma adiantada algum eventual argumento que possa surgir que a queda do dólar beneficiará quem recebe milhas, e não mudará nada para quem tem o Santander Reward. OK, é verdade, mas caindo o dólar, cai o euro também, e se ambos caírem à mesma proporção, o retorno na Accor se manterá na exata mesma porcentagem (a menos que as cotações de 3:1 voltem para patamares melhores). Com relação a passagens, havendo uma queda do dólar, deve haver procura maior, e com isso as companhias não precisarão fazer promoções tão agressivas. Já para venda de milhas, se a situação retornasse àquela de uns 2 anos atrás, chegando a pagar R$ 500/10.000 milhas ou até um pouco mais(na época, para cartão vermelho da TAM; cartão branco e azul era bem menos, não passava de R$ 300/10.000 milhas) e com dólar a R$ 2.00-2.50, aí sim a conta muda bastante de figura, mas sei que nem todos são adeptos desta forma de negociação.

Outro argumento um pouco mais válido é que há cartões bem melhores que 1.5 ponto/dólar. Sim, é verdade, mas a anuidade também pode ser 2 a 3 vezes mais salgada, e imagino que mais difícil de negociar. Para um cartão que dá 2.2 pontos/dólar, estamos falando de quase 50% de aumento nos retornos dados acima, mas considerando R$ 70/mês de anuidade e o gasto mensal de R$ 5.000, lembre-se de descontar 1.4% de todos os retornos calculados acima. E continuam valendo os argumentos sobre a “liquidez” do cashback comparada com os pontos acima. Mas nesse caso pode ser uma alternativa interessante para quem tem gastos mensais bem mais altos, ou para situações pontuais como as promoções com bônus em triplo do Santander.

Conclusão

Para concluir, creio que esse seja o meu quase adeus ao mundo das milhas e pontos. Como disse num comentário anterior, a partir de agora só os 10.000 pontos Multiplus por ano da Ipiranga, e só para enviar para a Accor, pelo menos enquanto as condições atuais se manterem. E logo que piorarem as condições, será o meu adeus definitivo. Quando e se houver uma enorme reviravolta na economia brasileira, irei reavaliar a minha posição, mas por ora me tornei um ferrenho defensor do cashback.

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Depois de ler e refletir sobre essa aprofundada análise, eu também estou pensando em aderir a um cartão com esse sistema do cashback.

E você? Já usa um cartão de crédito do tipo cashback? Conta para nós sua experiência!

21 Comments

  1. Leandro 14/04/2016 at 03:11 #

    Achei muito interessante essa análise, tinha lido no comentário do outro tópico mas acho que só é levantada essa questão em casos bem demarcados como o autor citou.

    Por exemplo, eu não pago anuidade no meu TPC cuja bonificação são 2.2 pontos por dólar e pra mim o melhor cartão hoje no BR devido a imensa quantidade de parceiros. Devido a isso e eventuais promoções de milhas extras para a TAP – exemplo, essa conta muda de figura. Emiti recentemente passagens em executiva pela Lufthansa (não emiti em First porque tem o prazo de 14 dias e minha viagem tem uma duração mais que seis vezes maior que isso então não deu) e essa passagem caso eu fosse pagar estava na faixa de quase 18K reais. No meu caso que consigo negociar a anuidade e estou sempre ligado nos bônus de transferência o que otimiza muito os bons resgates acaba sendo inviável pensar em migrar para um cashback, seria muito difícil conseguir no mesmo período que demorei a conseguir as milhas 36K reais no cashback (foram duas passagens), até porque existe um limite de acumulo nesse cartão (minha mãe tem um desses então falo de conhecimento próprio). O máximo que se pode acumular em um ano são 6K reais o que na maioria das vezes não paga nem uma passagem ida e volta em executiva, quanto mais em first.

    Apenas estou fazendo uma observação e em momento algum discordo do autor do comentário, apenas estou elucidando que a dúvida abre apenas para o público que siga os padrões escritos no post. (Não precisa nem ser um cartão tão “top” como o TPC, um Platinum comum do Santander com regulares promoções de milhas em triplo e boas conversões para programas de fidelidade também se tornam um bom negócio.)

    Ah sim, realmente as vezes fazer boas emissões que fazem aumentar o valor das milhas dá muito trabalho mesmo e pode vir a ser estressante mas no geral, pelo menos na minha situação nunca passei por nada que demandasse tanto empenho que me fizesse deixar de lado outras coisas – claro que posso estar fora da curva mas tirando uma vez que o Smiles me tirou do sério para emitir executiva da Delta, sempre consegui excelentes resgastes sem grandes aborrecimentos.

    Pra finalizar, parabéns ao SwineOne pelo excelente post.

    • SwineOne 14/04/2016 at 08:38 #

      Agradeço as considerações.

      Realmente ficou claro no outro post que existem formas de fazer emissões que, pelo menos se comparadas ao valor pedido pela companhia em dinheiro, são verdadeiras barbadas. Não calculei, mas deve ter coisa que dá retornos maiores que 10% em relação ao valor pedido em dinheiro pela passagem. Por outro lado, como o leitor Carlos colocou, é preciso analisar o quanto aquela passagem realmente vale pra você. Confrontado com uma fatura de R$ 18.000 por uma mísera passagem de avião, você iria mesmo entregar o cartão e falar “pode passar”? A menos que você seja um ganhador de loteria, um sheik árabe, jogador de futebol em clube grande da Europa, presidente de empresa da Fortune 500 ou o Lula, acho pouco provável. Talvez se custasse R$ 3.000 ou 4.000, alguns de nós nos sentiríamos tentados, mas ainda assim, acho que vale a reflexão: se posso comprar a mesma passagem por R$ 1.500, no mesmo avião, que vai chegar no mesmo horário no mesmo destino, será que vale a pena pagar R$ 100/hora de vôo do seu suado dinheirinho por, sei lá, um metro quadrado a mais de espaço? Claro que é uma reflexão muito pessoal. Conheço gente que viaja mais de uma vez por semana, já de mais idade, e que pela sua forma física, a poltrona da econômica acaba sendo desconfortável mesmo. Pelos motivos citados, uma pessoa assim acabando aceitando pagar esse valor a mais de vez em quando — longe de mim criticar alguém assim. Mas *eu* sou jovem, viajo pouco, e aceito o desconforto de bom grado, porque libera meu orçamento para fazer outras coisas.

      Também entendo que tem gente que é “vidrada” nisso, e do fundo do coração, acha o máximo viajar em executiva ou primeira classe, considera isso um dos pontos altos da sua viagem (eu particularmente não me enquadro nisso). A essas pessoas, um bom cartão dá a oportunidade de fazer algo que adorariam fazer, e que de outra forma pesaria de forma excessiva no orçamento, talvez a ponto de impedi-las de concretizar seu sonho. Creio que todos nós tenhamos uma área de interesse na vida como essa, onde realizamos gastos (ou pagamos um custo de oportunidade, como no exemplo do cash back) de uma forma que poderia ser considerada financeiramente irracional. Para dar um exemplo meu, fico imaginando a minha reação se alguém chegasse para mim e dissesse, por exemplo, que eu não preciso do meu Apple MacBook Pro Retina 15″ (um computador que hoje no Brasil pode chegar a custar mais de R$ 20 mil) porque o notebook Positivo de menos de R$ 1.000 que passou na propaganda das Casas Bahia faz a mesma coisa. Antes que alguém pense que estou nadando em dinheiro, jamais pagaria o preço do Brasil por ele, e troco só a cada 3-4 anos — inclusive, está na hora de trocar o meu, mas com o dólar nas alturas como está, não vou trocar de jeito nenhum. Poderia dar montes de justificativas para gastar tanto dinheiro num computador que tem uma alternativa mais barata, mas a verdade é que, se por qualquer motivo, eu fosse obrigado a usar o notebook Positivo de menos de R$ 1.000, eu poderia sim perfeitamente fazer o meu trabalho nele. Vejo que, desde que a pessoa não comprometa a sua saúde financeira a ponto de se afundar em dívidas caríssimas, não há nada de errado em cometer alguns excessos, de forma responsável, naquelas facetas da vida que a interessam fortemente.

      Mas mesmo assim, deixo as perguntas: você honestamente “economizou” R$ 18 mil, no sentido de que teria pago esse valor se não pudesse emitir por milhas? Ou realmente deixaria de viajar porque só tem condições de emitir na econômica, e não na executiva ou primeira classe?

      • Leandro 14/04/2016 at 19:45 #

        Opa cara, boa noite.

        Questionamento interessante o seu…, realmente eu não deixaria de viajar se só pudesse viajar em econômica, até porque para mim o mais importante da viagem é o destino mas sou muito fã de aviação e gosto de fazer viagens com qualidade (quem não gosta né!? rs) mas não, não deixaria de viajar se devido a alguma complicação financeira apenas a opção economica estivesse disponível mas sempre que eu puder, mesmo com algum esforço eu prefiro pagar a mais para viajar em classe superior. Sobre comprar na lata uma passagem de 18K reais eu diria ser difícil mas dependeria…, seria uma viagem que me renderia pelo menos 250% de milhas (salvo engano) mais o bônus de status elite então não sei, dependeria do momento, de quantas milhas isso me renderia, dependendo da situação de cara eu poderia ter outra passagem em executiva o que cairia esse valor, dependeria muito da situação econômica e de benefícios que poderiam vir oriundos dessa compra.

        Sobre ser fã de PCs, achei o máximo a correlação dos notebooks que você fez…, sou um ex-gamer e já fiz verdadeiras maluquices montando PCs entusiastas, hoje mais velho e depois de ser casado não é mais o meu foco principal… rs

        Agora o motivo de eu focar nessas passagens mais caras, tentarei explicar: sou comerciante e meu tempo é curto, muito curto, trabalho demais então quero poder aproveitar pelo menos uma viagem “grande” por ano e quero aproveitar todos os dias…, minha esposa não tem o mesmo pique que eu e é frágil para os efeitos do jet leg, então ela fica muito cansada e abatida, as vezes demorando dois dias a se recuperar (acredite, não é frescura rs) e a mesma coisa na volta, as vezes tendo que voltar antes para estar recuperada para trabalhar, então como forma de otimizar ao máximo a viagem, quero aproveitar todos os dias possíveis então é muito importante que ambos estejamos “inteiros” no nosso destino, praticamente sair do aeroporto, largar bagagem no hotel e ir conhecer os locais e na volta, desembarcar no BR e no dia seguinte estar OK pra trabalhar e nisso não há como comparar uma executiva / first de economica, mesmo que o valor seja muito mais alto mas reiterando: só pagaria 18K dependendo da saúde financeira no momento e dos benefícios que viria a ter. (Não quis dizer em momento algum que trabalho mais que os outros nem nada do tipo, apenas quis compartilhar o motivo de eu querer aproveitar todos os dias possíveis numa viagem).

        E sobre o “economizar”, vamos aos fatos: se eu quiser voar nas datas que eu quero na Lufthansa com as rotas que eu desejo, por mais que 18K não seja um valor compatível, é o valor que é cobrado na atual conjuntura e com as milhas eu posso utilizar esse serviço sem desembolsar essa quantia ou seja: nessa questão muitas vezes o que a companhia pede pode não ser “justo” mas é o preço mesmo nós concordando ou não então eu acho que realmente gera uma economia de 18K.

        E só pra reforçar: não quis rebater o seu post em momento nenhum, apenas mostrei que dependendo do consumo e do que a pessoa deseja focar o cashback não pode dar o mesmo retorno, até devido a limitação de acúmulo.

        PS: Estou reforçando isso porque atualmente as pessoas vivem estressadas e apenas em compartilhar opiniões muitas brigas on-line começam e meu intuito não é esse; creio que o de ninguém aqui é mas é interessante reforçar isso! rs

  2. RicardoCup 14/04/2016 at 08:28 #

    Ótimo post, ótima análise

  3. SwineOne 14/04/2016 at 08:45 #

    Deixo aqui minha pergunta para o Albino, do outro post, e do Leandro, desse daqui:

    Como vocês conseguem esses cartões excelentes (TPC, Santander Black e Infinite) sem pagar anuidade? É pelo valor investido no banco, pelo montante de gastos no cartão, por conhecer alguém dentro do banco que fez uma condição especial, ou por negociação da anuidade (e, nesse caso, quais os argumentos usados)?

    Antes de pegar o cartão Santander Reward, pesquisei bastante as opções de cartões Black disponíveis no mercado, e cheguei à conclusão que não se justificavam financeiramente na minha situação, por causa da anuidade, dado que tinha acesso ao HSBC Premier (um cartão platinum) sem anuidade. Isso foi na época em que o dólar ainda estava uns R$ 2,50 ou menos, e aliado à redução de gastos que andei implementando no meu orçamento doméstico, hoje faria menos sentido ainda. Mas sem anuidade, eu iria pedir um agora mesmo, nem que fosse para ficar mofando na minha carteira (pelo menos por ora) enquanto uso o Santander Reward.

    • Bento 14/04/2016 at 09:37 #

      Olá!! Muito boa sua análise, e suas respostas.

      Agora essa pergunta foi muito boa hehehehhe, como? Acredito ser pelo valor investido no banco….

    • CRISTIANO ANDRADE 14/04/2016 at 09:37 #

      Tenho Mastercard Black sem pagar anuidade, devido a movimentação da conta e investimentos.
      o TPC eu pago anuidade, mas por diversos benefícios mais que retorna para mim (viajo bastante internacionalmente, o seguro saúde, seguro viagem, Centurion Lounge – onde economizo refeições, bebidas e posso tomar banho) retornam bem mais que o valor da anuidade.
      É uma questão de perfil.
      Diferente de ti, não gosto ou não me adapto em viajar 3 semanas em férias, viajo com crianças pequenas que sentem falta do “lar”, assim meu perfil de férias são 2 viagens internacionais de 10 dias por ano. E isso faz com que viajar em Business seja muito importante, de forma que possamos aproveitar bem o dia de chegada no destino.
      A trabalho entào, viajar em Business significa que ganho ao menos 1 dia a mais em casa, já que posso passar uma noite bem dormida no aviào e pronto para trabalhar quando chego ao destino! isso sem falar quando você viaja para o extremo oriente, mais de 24 horas no avião em Business já é bem cansativo, em econômica então é destruidor.
      Então para o meu perfil, como acumulo muitas milhas em viagens de trabalho, o complemento das milhas do cartào me permitem garantir o conforto da viagem em Business com a família, algo que eu sim pagaria do meu bolso (ou pago) e cabe no meu bolso.
      Completando, para mim a viagem começa sim no momento que saio de casa, o avião faz parte da diversão, o aeroporto etc etc São momentos em família para lá de gostosos. Enfim, pessoas pensam e reagem de forma diferente, pessoas tem expectativas diferentes, encaram as coisas de forma diferente. Mais importante é cada um saber quais seus objetivos e escolher de acordo com eles.

      • SwineOne 14/04/2016 at 11:03 #

        Realmente, pelos pontos expostos, sou obrigado a concordar que a executiva faz muito mais sentido para você. Em especial, se você faz viagens a trabalho e recebe as milhas destes vôos, então não se trata de uma escolha entre cashback e pontos; a única opção é receber os pontos.

        Apesar de tudo, quando você pensa no cartão como uma forma EXTRA de acumular pontos, acho que aí cabe sim pensar se o melhor é um cartão com cashback ou convencional. Se você já junta pontos suficientes para viajar só com suas viagens a trabalho, acho que a discussão toda dos últimos posts ainda é aplicável — talvez não faça sentido acumular ainda mais pontos que podem não dar um retorno tão bom quanto o cashback.

    • Dario 14/04/2016 at 10:57 #

      Quanto a maneira de conseguir estes cartões! Posso dar uma leitura de como funciona no BB.
      Por ex. eu possuo o Black e o Infinite do BB, como fiz para conseguir?
      Primeiramente, eles avaliam alguns parâmetros:

      1 – A sua média de gastos nos últimos três meses (assim que você irá ganhar a isenção da anuidade com gasto a partir de R$ 8.000,00)
      2 – E/ou a tua renda, mas não adianta DECORE terá que levar o teu IRPF para comprovar ter renda mensal minima de R$ 8.000,00!
      3 – Ter investimentos no Banco dos quais façam o montante mínimo de R$ 100.000,00

      A grande verdade é que a anuidade é uma bobagem fica a título de status pois, eles só irão passar um cartão desses para quem já possui as características que já contempla a mesma.
      Eu fiz uso da média de gastos, gerei 4 cartões pela minha conta (meu, minha mãe e 2 amigos) assim cada um gastando R$ 2.000,00 já alcançamos a isenção dos cartões! Obs.: Isentando 1 você isenta todos vinculados ao CPF do dono da conta! Só um pequeno detalhe, se eles não pagarem os gastos respectivos você é que será o responsável ! )

    • Albino 14/04/2016 at 19:51 #

      Olá SwineOne. Vamos lá:

      1) eu tenho o Amex Platinum, não o The Platinum Card. Eu tinha conta no Bradesco Prime, sem absolutamente nada investido lá (pois comparado com os outros bancos que tenho conta, o Bradesco sempre perdeu no quesito investimento) e tinha direito, gratuitamente, aos cartões Amex Platinum (repito, não é o TPC), Visa Infinite e Mastercard Black, todos eles sem anuidade. No ano passado eles quiseram me cobrar a “bagatela” de R$ 798,00 por cada cartão, Visa e Mastercard, sem negociação. De imediato, cancelei ambos os cartões e também minha conta corrente que, por coincidência, tinha acabado de começar a cobrar mensalidade, coisa que nunca tinha pago lá. Porém, fiquei com o Amex, mediante confirmação de que continuaria a não cobrar anuidade. Apenas tirei de débito automático e hoje pago por boleto bancário.

      2) O Santander Black e Infinite tenho no meu pacote da conta do Santander, pela qual não pago nada, pois foi uma negociação que fiz quando meu gerente do Itaú Uniclass foi para o Santander Select e me convidou. Ele conseguiu a isenção mediante eu transferir para o Santander parte dos meus investimentos. Teve outro amigo meu que fez coisa semelhante e conseguiu a mesma isenção, levando até menos recursos. É questão de negociação mesmo, não existe um padrão. Já minha namorada tem conta no Santander Van Gogh e possui os cartões Mastercard e Visa Platinum, que rendem 1,3 milha por dolar, e não paga nada de mensalidade ou anuidade.

      Acho interessante você procurar saber essa questão do Amex Platinum pois, mesmo sem todos os benefícios do TPC, e se conseguir isenção da anuidade, é uma ótima opção pois gera 1,5 milha por dolar, os pontos não expiram e ainda transfere pra mesma gama de parceiros do TPC.

      Qualquer dúvida é só falar. Abraços !

    • Leandro 14/04/2016 at 19:54 #

      Olha cara, não existe uma resposta exata mas no meu caso acho que é devido a um relacionamento de adimplencia total e alta movimentação bancária.

      Tenho 30 anos e sou correntista do Itaú a quase 13 anos e nesse período eu NUNCA atrasei NADA, nadinha mesmo e sempre que possível pago com antecedência qualquer coisa, principalmente meus cartões de crédito. Isso mantém o meu rating nos bancos no nível mais alto e geralmente dentro de cada agência existe uma “carteira de clientes premium” que eles consideram com potencial e uma forma de chegar nessa carteira é pagando as coisas antecipadamente e nunca deixando algo ser pago fora do vencimento.

      Meu relacionamento com a AMEX começou com um singelo Platinum Credit e menos de um ano depois fui convidado para o TPC (provavelmente devido a média de gastos e com vencimentgo dia 5 do cartão sempre paguei dia 2 ou 3 no máximo), me ofertaram o cartão com anuidade de 960,00 reais que eu recusei, a pessoa ficou espantada com a minha recusa, dizendo que era um benefício ser convidado para tal mas fui irredutível e ela acabou ofertando com o primeiro ano gratuito. Daí em diante sempre mantive a política de NUNCA pagar atrasado e SEMPRE antes do vencimento e mantendo uma média de gastos o mais alto que eu posso. Assim ano após ano eu venho conseguindo isentar 100% da anuidade.
      No Santander eu sou cliente Van Gogh e nunca paguei tarifa nem anuidade dos cartões Platinum, eles vem me convidando para o segmento Select mas sempre bato o pé dizendo que não pagarei tarifas nem anuidade e recentemente deu certo, migrei para o Select sem tarifas e o Black veio de quebra isento de anuidade.

      Acreditem ou não, não possuo investimentos em nenhum dos bancos que trabalho (Itau Personnalite, Santander Select, Caixa – o pior pra mim e faço questão de não ter nenhum produto deles, apenas o meu financiamento mesmo).

      Acho que a estratégia de manter sempre o seu rating no máximo e manter o banco de olho em você com a idéia de “cliente com alto potencial” é a melhor estratégia mas é claro que posso estar errado… rs

  4. Carlos 14/04/2016 at 10:43 #

    SwineOne, uma dúvida em relação ao cartão: você tem conta no Santander mas pediu por telefone ou foi apenas na agência para tentar e conseguiu por telefone sem ter conta?

    • SwineOne 14/04/2016 at 10:56 #

      Carlos,

      Inicialmente planejava levar tanto minha conta quanto cartão do HSBC para o Santander. Porém, já fiquei um pouco desanimado com os investimentos oferecidos (CDB com % do CDI inferior ao que consigo no HSBC, por exemplo). Depois que a gerente disse que o cartão não era mais comercializado, aí que desisti mesmo. Chegando em casa, liguei no televendas do cartão e adquiri o mesmo, sem a conta. Vou manter a conta no HSBC por ora.

  5. Rafael 14/04/2016 at 15:46 #

    Excelente post, parabéns!

    Aproveitei a leitura e fiz os cálculos para o meu perfil e cheguei a seguinte conclusão: no meu caso, em função da utilização que eu faço, ainda vale a pena acumular milhas e não usar o cashback.

    Vou tentar explicar em números, lembrando que para cada pessoa a análise deve ser diferente.

    Bom, tomei como base o ano de 2015 pois tenho todos os gastos registrados e detalhados.

    Então, em 2015, gastei aproximadamente 74.400 reais somando todos os cartões, que no câmbio aproximado de hoje equivale a uns 20 mil dólares.

    Metade dos meus gastos foram feitos no cartão Santander Elite Master Card, durante as diversas promoções de 3 vezes a pontuação, gerando então 45.000 milhas. A outra metade foram nos meus cartões do BB (Infinite, Balck e Elo Nanquim), totalizando 20.000 milhas.

    Não pago anuidade em nenhum cartão, nem tarifa de pacote de serviços em nenhuma conta.

    Logo, gerei 65.000 nos cartões de crédito a custo zero! Digo isto porque não gastei um centavo a mais por estar usando o cartão e todos os gastos seriam feitos de qualquer forma (em dinheiro, cartão de débito, cheque, boleto, etc) se eu não usasse esta forma de pagamento.

    Isto dá, em média, 0.874 milha por real gasto.

    Mas as transferências que fiz para cia aéreas sempre foram bonificadas em pelo menos 40% (chegando a 100% na TAP, porém vou desconsiderar esta transferência pois a parceria acabou), elevando a média para 1.2236. Se o bônus fosse de 30%, que eu considero o mínimo atualmente, a média seria 1.1362.

    Agora a comparação …

    No Santander Reward eu teria recebido 2% de R$74.400 = R$1.488 menos os R$300 da anuidade (inegociável, conforme informações acima) resultando em R$1.188 (1,6%). Ou 2,1% após o quinto ano.

    Então o que é melhor: R$1.188 no bolso ou 91.000 milhas na TAM ou Smiles ?

    Para viagens em classe econômica, acho que há um empate técnico, explico: atualmente há passagens em econômica BR-EUA, na casa dos R$900 mas também há disponibilidade com 70.000 milhas para ida e volta, o que dá praticamente a mesma coisa em termos de valores.

    A passagem comprada te dá milhas extras, tanto pela compra como pelo trecho voado, mas a passagem emitida com milhas tem algumas vantagens como a emissão até o destino final, pois as promoções pagas geralmente são para dois aeroportos bem definidos, e a possibilidade de emitir one-way ou open jaw.

    Pelos argumentos mostrados pelo SwineOne no post, no caso de empate eu também optaria pelo cashback, devido ao trabalho que dá utilizar os pontos e todas as mudanças de regars, etc, mas …

    Para quem voa em executiva, a vantagem é muito maior para emissão com milhas.

    Eu por exemplo quero ir para Austrália no ano que vem, em executiva, pois é uma viagem muito longa.
    Para tanto, vou gastar 220.000 milhas da TAM, voando LAN, que, pelos cálculos acima, tive que gastar 180 mil reais. Se tivesse gasto esse valor num cartão cashback a 1,6% liquido, teria obtido R$ 2880, que só pagaria uma passagem promocional em classe econômica.

    Portanto, no meu caso, vale a pena continuar gerando milhas!

  6. Fabio 15/04/2016 at 10:05 #

    Caros,
    Compartilhando minha realidade: tenho TPC, com 5 adicionais (família), e graças ao volume de gastos e de investimentos no Bradesco, não pago anuidade.

    As 2,2 milhas por dólar, que nunca expiram, podem ser transferidas para vários programas de fidelidade, permitindo emissões em executiva e 1a classe com valores por milhas MUITO maiores e valiosos do que cashback. Já fiz esta conta diversas vezes. Há também a vantagem de não pagar a mensalidade do Sem Parar, que é creditada na fatura Sem Parar para portadores TPC e AMEX Green.

    Sei que essa é uma realidade muito particular – altos pontos por dólar, somados aos bônus de transfs (no caso das fidelidades nacionais) e anuidade zero. Se de fato seu vol. de gastos / montante investido no Banco não lhe dá os benefícios de TPC ou Black com alta pontuação, vale sim a simplicidade e o valor por milhas correspondente do cashback.

    • SwineOne 15/04/2016 at 20:41 #

      Fabio,

      Já foi possível constatar, pelos comentários dos demais leitores, que sim, se é dado que você quer usar os pontos para emitir em executiva e primeira classe, então um cartão convencional dá retornos brutalmente superiores ao cashback. Isto vem do fato que uma passagem paga em dinheiro pode ser, digamos, 10 vezes mais cara em primeira classe comparada à econômica, mas apenas, digamos, 3 vezes mais cara em milhas. Como o retorno das milhas para econômica não é tão pior que o cashback, dada essa diferença, o retorno para executiva ou primeira classe é muito melhor mesmo. Implícita na minha análise está o fato, que realmente deveria ter deixado claro, que tanto uma hipotética compra com dinheiro quanto a emissão em milhas, no meu caso, se daria somente em classe econômica.

  7. Darlan Silva 23/04/2016 at 15:03 #

    No meu caso olho mais as milhas como uma poupança viagem. É mais fácil para mim olhar as milhas e dizer “vamos viajar para tal lugar com as milhas, tem um promoção boa” do que fazer isso com o dinheiro guardado. Mas a análise é pertinente e na minha opinião a resposta unânime do que é melhor é que depende. Depende do perfil de gastos, rotina da pessoa e do que ela gosta. Então cabe a cada um olhar análises como essa e trazer para sua realidade e raciocinar.

    • Guilherme 23/04/2016 at 20:05 #

      Realmente, Darlan, o importante é levar em conta o perfil pessoal de gastos. 🙂

  8. Ludo Diniz 21/06/2016 at 23:49 #

    Conheci hoje o Meu Milhão de Milhas e não acredito como nunca tinha caído nele (sou mile addicted).

    Sobre essa questão dos cartões eu havia percebido no ano passado, quando o dólar bateu os 4 reais e passei a investigar os cashback.

    Fui para o do Citibank. Porque como sou correntista, a primeira anuidade é grátis. Além do Citi ser uma mãe nas negociações de anuidade, inclusive com quem não é correntista.

    Nesse meio tempo (mais precisamente na sexta), minha gerente do Select conseguiu a emissão do Unlimited Black, que tem todos os benefícios e seguros do Black, PP, 5 adicionais inclusos e pontua 2,2 (com promoções que podem atingir 6,6, que na promoções de 100% viram 13,2).

    Não sou viajante high end. Gosto, adoro, mas não pago fortunas para viajar de executiva – mesmo que de milhas – ou para ficar em hotéis de luxo. Caso role uma promoção, jabá ou upgrade ótimo. Caso contrário, vou apertado e me contento com uma boa cama e banheiro limpo.

    Então hoje meus cartões estão assim:
    1o Citibank Cashback Mastercard Platinum
    2o Santander Unlimited Mastercad Black (que vira o principal quando estão ativas as promoções do Santander e para produtos/serviços que posso usar os seguros)
    3o Caixa Mastercard Black (para compras no exterior por conta do dólar mais barato) e os do BB de backup da Caixa no exterior.
    4o Amex Blue e Itaucard TudoAzul Mastercard Platinum (para seguros no caso do Amex e para os 8 transfers que o Itaú dá para aeroportos, além dos descontos em cinemas)

    Sobre as anuidades. A do Citi ainda está no período de isenção. Mas sei que eles renovam com 60% de desconto – ou até mais caso consiga através da minha gerente pelos investimentos que tenho lá.
    A do Santander pelo que soube não tem choro, mas você ganha 20k milhas no primeiro ano. Nesse caso eu não ligo de pagar porque os benefícios do Black mais o PP já valem.
    O da Caixa tenho há 3 anos e nunca me cobraram anuidade. Abri a conta em uma agência de periferia, onde 70% dos frequentadores são dos programas sociais. Ai a gerente disse que iria me cadastrar como investidor (na época apliquei porque havia uma LCI interessante mas hoje não tenho nada) e por isso não pagaria tarifas. Então fica lá.
    Não sei porque mas o BB também não me cobram anuidade. E por não ter qualquer benefício, raramente os uso. Deixo de backup dos cartões da Caixa no exterior por ter o segundo dólar mais barato.
    No Amex ficam apenas debitados seguros que tenho com eles e por ser antigo é daqueles isentos se você gastar todo mês alguma coisa. O do TudoAzul eu peguei por conta de uma promoção que dava 20k depois de 3 meses que pagasse anuidade. Acabaram de cair os 20k, então vou ligar para negociar a anuidade, mas não vou cancelar porque esses 8 transfers da minha casa até o aeroporto já pagam e sobra mesmo que fosse a anuidade cheia.

    Ao menos no médio prazo não me vejo mudando essa ordem de uso dos meus cartões.

    • Guilherme 22/06/2016 at 07:35 #

      Olá, Ludo, mais um egresso da comunidade do Aquela Passagem, seja bem-vindo!

      Aliás, você publicou por lá um comparativo de cotação do dólar entre diferentes cartões de crédito, pelos anos de 2009/2010, que eu utilizei como referência para fazer minhas próprias pesquisas, e até hoje aquela pesquisa tem utilidade! 😀

      Sobre seu sistema de uso de cartões de crédito, acho bem interessante, principalmente pelo fato de você colocar o Cashback como o prioritário.

      Abç!

  9. Carlos 04/07/2016 at 20:53 #

    Muito interessante sua análise. Devido a ela estou pensando em solicitar o meu. Me tira uma dúvida você conseguiu solicitar o Visa ou apenas o Mastercard. O atendente da central de vendas me informou que só possuía o Mastercard. Porém eu prefiro o Visa até para ter um segundo cartão de emergência com bandeira diferente (nubank).

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