Dólar volta a bater novo recorde (R$ 4,166) e vai encarecer ainda mais as viagens dos brasileiros ao exterior

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E o dólar, hein?

Bateu ontem novo topo histórico, chegando à marca de horrorosos R$ 4,166, e certamente vai encarecer ainda mais as viagens dos já sofridos turistas brasileiros.

 Dólar

O pior é que, como todos já estamos carecas de saber, o dólar praticado pelos bancos administradores de cartões de crédito sempre é bem acima do dólar comercial – com exceção dos cartões de crédito da CEF – o que, somado ao IOF, irá pesar bastante no bolso de quem retornar do exterior. Prevejo um custo efetivo total (cotação bancária + IOF) oscilando entre R$ 4,70 e R$ 4,90. Para chegar aos R$ 5, basta um pulo.

Conclusão

Triste a nossa realidade. Eu evitaria comprar novas passagens aéreas ao exterior, e pensaria muito bem se vale a pena manter as viagens já compradas (a menos que você já tenha comprado também as hospedagens, que é normalmente o item que mais pesa no orçamento das viagens).

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12 Comments

  1. SwineOne 22/01/2016 at 12:11 #

    Pois é, Guilherme.

    Uma pena que não existem mais formas baratas de obter pontos da Accor, já que fomos cercados por todos os lados: a Multiplus subiu para 3:1, o Smiles é um verdadeiro escândalo, e o HSBC encerrou a parceria com a Accor, segundo me informou uma atendente do call center deles. Inclusive, hora de me mexer para trocar de banco, já não há mais motivo nenhum para ficar no HSBC. O mais próximo de uma taxa justa é hoje é se você tiver muitos pontos no cartão e pegar uma boa promoção de transferência do seu cartão para a Multiplus (por exemplo, os 40% de bônus do BB até dia 27/1), que permitiria uma taxa efetiva de cerca de 2.14:1 para a Accor. Mas claro, antes dava para conseguir uma taxa melhor que 2:1 aproveitando essas mesmas promoções da Multiplus, sem contar a saudosa taxa de 1:1 de alguns anos atrás.

    Nesta situação, e considerando que as passagens continuam baratas em real, graças às promoções, dá pra conseguir custos atrativos de passagem e hospedagem. O problema se torna alimentação e passeios no exterior, pois desses fica difícil de fugir de pagar a cotação oficial.

    Minha estratégia particular é de evitar, nessa época de turbulência, gastos indexados a moedas estrangeiras, como viagens internacionais e compra de eletrônicos. O complicado é que não enxergo um horizonte para isso se reverter; talvez em 2019? Até lá, é mais provável que as coisas piorem antes de melhor, e talvez piorem muito. Tem gente falando em dólar comercial a R$ 4,75 até o final do ano, e na minha opinião, esses são os otimistas.

    • Guilherme 22/01/2016 at 12:14 #

      Oi Swine, pois é, a situação tá feia mesmo.

      E muito bem lembrado por você, ainda há os custos no exterior com alimentação e passeios.

      Qualquer almoço de 10 dólares, que é barato para os padrões dos EUA, vira R$ 50 convertendo pra real. Um horror!

      Vamos aguardar o desenrolar dos fatos.

      Abraços!

    • Paulo 23/01/2016 at 09:59 #

      A promoção do Clube Smiles de R$35,00 por 7 mil milhas e transferencia para Accor na proporção 3:1 não é vantajosa? Parece que eles não checam a identidade na hora de transferir esses pontos, então, em teoria, você pode aproveitar para fazer em mais CPFs da sua família, e conseguir vários vouchers de 40 euros por 35 reais! rs Vocês ja testaram isso?

      • Guilherme 28/01/2016 at 16:42 #

        Ótima dica, Paulo! Virou post sua dica! 😀

  2. Fernando Gama 22/01/2016 at 13:26 #

    Geralmente eu gosto das postagens aqui, mas com essa eu não pude concordar. Existe um certo exagero e terrorismo midiático que não devemos deixar que nos contamine. Hoje em dia as passagens são mais baratas do que nas épocas de dólar barato e é possível economizar aqui e ali para tornar as viagens mais baratos. O fato é que a taxa de câmbio estava errada e agora está se ajustando. O preço real das coisas no exterior é esse que vemos aí. Não é fácil para ninguém lá ficar em um hotel de 100 euros. Porque seria para nós, brasileiros? Devemos parar de reclamar e encarar a realidade que é essa e nos adaptar. Não deixar de viajar, se privar de coisas que gostamos. Apenas ser mais seletivos e racionais nos gastos.

    • Guilherme 22/01/2016 at 13:40 #

      Olá Fernando, olha, eu vou concordar com sua discordância. 😀

      Ser racional nos gastos é uma das coisas mais difíceis nesse “ramo”, pois muitas pessoas se deixam levar pela emoção. 😉

      Abç!

    • SwineOne 23/01/2016 at 08:19 #

      Peço desculpas adiantadas pelo excesso de sinceridade da minha resposta.

      Não, não há “terrorismo midiático” nenhum. O país se encontra certificadamente na pior situação dos últimos 25-30 anos, e é possível argumentar que dado o progresso institucional do governo FHC, o estrago que o PT é coisa para entrar na história econômica mundial. O dólar comercial caminha para os R$ 5 e acima, o que é um valor errado sim, mas errado para cima. Se houvesse responsabilidade fiscal, não haveria bom motivo para o dólar estar nem mesmo a R$ 4, embora as taxas próximas a R$ 1,50 que chegamos a ver há uns 4-5 anos atrás também estavam distorcidas. Mas temos tudo para eleger uma administração minimamente responsável daqui a 3 anos e a tendência do dólar é voltar a patamares razoáveis (pessoalmente acredito em algo como R$ 2-3, provavelmente mais próximo do teto do que do piso), possivelmente logo após a eleição, pois o valor do dólar hoje tem sim um componente relacionado às expectativas de piora da economia sob a administração do PT, algo que vai se dissipar mediante a eleição de alguém que pregue um ajuste na economia.

      Então, o momento é sim de “se privar de coisas que gostamos”, e por dois motivos: primeiro, porque ninguém, absolutamente ninguém no país hoje tem emprego e renda garantidos (mesmo se você for funcionário público, vide o caso do RS que ainda não pagou o décimo-terceiro do ano passado até onde eu sei, e com a deterioração do país, casos como esses serão a cada dia mais frequentes); segundo, porque mesmo que tivesse, é preciso saber dar valor ao dinheiro. Se está caro viajar pro exterior, e se você não quer deixar de viajar, então que tal conhecer o Brasil? Até me dói dizer isso na medida em que movimenta a economia brasileira, e no momento sou adepto do “quanto pior melhor” (o Brasil precisa de um choque para enterrar o PT), mas temos excelentes lugares aqui para conhecer. Também, será que a única coisa que dá prazer na vida é viajar? Por exemplo, estou pensando em pegar o dinheiro que usaria pra viajar neste ano e investir num curso de culinária, que também é uma paixão minha, diria que até maior do que viajar, e inclusive é algo que pode me trazer uma economia futura com saídas para restaurante, que hoje abocanham uma parte maior do meu orçamento do que seria prudente. Ou então, uma outra excelente sugestão: que tal só apertar os cintos, poupar dinheiro, aproveitar o momento de juros altíssimos (NTN-Bs de longo prazo pagando IPCA + quase 8%) e adiantar a sua independência financeira e aposentadoria? Como bônus, você não vai precisar arrancar os cabelos se entrar na estatística do desemprego ou dos funcionários públicos sem pagamento.

      • Rodrigo Resende 24/01/2016 at 22:29 #

        Fantástica e irretocável, em todos os sentidos, os parâmetros de suas reflexões, SwineOne.

        Esse blog está cada dia mais qualificado. Virou leitura obrigatória. Muito bom mesmo!

        • Guilherme 28/01/2016 at 16:42 #

          Grato pelas palavras, Rodrigo!

  3. Albino 25/01/2016 at 18:23 #

    Balancei bastante pra cancelar a minha viagem para o Japão no dia 30 desse mês.

    Mas considerando o preço que paguei na passagem, que os hotéis já estão pagos (divididos no cartão, embora canceláveis), o mais sensato pra não perder uma viagem excepcional é, no presente momento, economizar com passeios e alimentação.

    Almoçar no Barbacoa em Tokyo já está fora de cogitação, pois pagar R$ 340,00 num rodízio de carne realmente não dá, né ?

    Passeios privativos também foi outra coisa cortada da lista, uma vez que, por exemplo, um city tour privado em Tokyo está saindo pela bagatela de $1.900,00 para duas pessoas, isso mesmo, mil e novecentos dólares.

    Enfim, as próximas viagens serão repensadas. Mas essa já está consumada hehehe. Abraços a todos.

    • Guilherme 28/01/2016 at 16:43 #

      Realmente, Albino, nesse caso específico do Japão, com aéreo e hospedagem já pagos, fica mais fácil manter a viagem.

      O difícil mesmo é fazer compras de novas viagens…..hehehe

      Abraços!

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  1. [Guest post] Reflexões: sobre a necessidade de nos adaptarmos aos tempos de crise | Meu Milhão de Milhas - 28/01/2016

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