História de Sucesso! Como eu gastei USD 197,65 (R$ 634,06), ao invés de USD 496,08 (R$ 2.182,75), em diária de hotel em Nova York, utilizando pontos no lugar de dinheiro

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Nova York é uma das cidades mais caras do mundo, inclusive quando o assunto é hospedagem. Os hotéis, principalmente aqueles situados na ilha de Manhattan, cobram uma fortuna nas diárias. Dificilmente você encontrará diárias por menos de USD 200. Em épocas de alta temporada e eventos especiais, então, o valor sobe fácil para acima de USD 300. O que fazer, nessas circunstâncias?

Usar milhas e pontos.

Foi exatamente essa a minha estratégia, onde acabei economizando uma quantia absurda de dinheiro, além de ter conseguido ficar num hotel com excelente localização.

Começando “do começo”

Em abril, eu dei a dica de como aproveitar a promoção de compra de pontos no IHG para economizar com diárias de hotéis.

Pois bem, eu costumo aproveitar algumas das dicas que eu mesmo dou aqui no blog, e comprei um pacote de pontos daquela promoção, onde o dólar ainda estava numa cotação razoável – de cerca de R$ 3,20.

Meses mais tarde, surgiu a oportunidade de ir para Nova York, conforme um post que anunciei por aqui também, e a dúvida que restava era: como conseguir um hotel em Nova York a preços razoáveis?

Pesquisei os preços de mais de uma centena de hotéis, e todos estavam com valores absurdamente caros, pois coincidiu de eu ir para lá justamente quando a Assembleia Geral da ONU estava sendo realizada. Para piorar, eu fui justamente na época em que o dólar do cartão de crédito estava acima dos R$ 4,25.

Ficar hospedado fora de Manhattan era uma opção descartada, já que, em se tratando de Nova York, a localização de um hotel faz toda a diferença na hora de aproveitar o tempo e economizar com deslocamentos.

Ficar em hostels ou em apartamentos via AirBnB também era coisa descartada, já que não ofereceriam o nível de conforto e praticidade que um hotel ofereceria. Além disso, eu gastaria dinheiro de qualquer forma. O negócio era economizar ao máximo, já que o dólar estava literalmente “pirando” na cotação.

A salvação

Foi aí que eu me lembrei que tinha um bom saldo de pontos no IHG Rewards, e resolvi pesquisar a possibilidade de queimar os pontos para garantir a estadia.

Bingo!

Foi o que me salvou. Reservei algumas noites no Staybridge Suites Times Square, que tem excelente localização, no coração da Times Square, pontuação 99 no Walk Score (ou seja, local excelente para se caminhar e não utilizar transporte público ou privado), e ótimos comentários no Booking.com e TripAdvisor, além de café da manhã incluído na diária (mais economia), entrega de pacotes sem cobrança de taxas (mais economia), e uma pequena cozinha no apartamento (mais economia). 😀

StayBridge Times Square Nova York

Fachada do StayBridge: ótimo hotel, excelente localização, e, com pontos, ficou melhor ainda! 🙂

Cada diária me custou 35.000 pontos:

StayBridge Points

Cada bloco de 35 mil pontos foi comprado naquela promoção, citada e anunciada com exclusividade aqui no blog, por USD 197,75, ou R$ 634,06, considerando o fechamento do câmbio em abril. Ok, você pode até achar o valor caro, mas olha quanto eu iria pagar se eu fosse pagar a mesma diária em dinheiro:

StayBridge Cash

E o pior. Como o câmbio de fechamento em outubro estava ridiculamente alto, R$ 4,40, e considerando ainda os 6,38% de IOF, eu iria pagar USD 496,08, ou R$ 2.182,75.

Ou seja, no final das contas, eu tive uma economia de impressionantes R$ 1.548,69 por dia de hospedagem.

Considerando todos os benefícios do hotel, o valor final pago (em pontos) foi imbatível, pois nenhum hotel/hostel/apto alugado ofereceria o mesmo leque de vantagens que o Staybridge estava oferecendo, dado o nível de preço efetivamente pago.

Conclusão

Valeu a pena utilizar os pontos no lugar de dinheiro, para pagar hospedagem na região da Times Square em Nova York.

Na verdade, posso dizer que esse foi um dos melhores resgates que já realizei, não só porque o hotel em si era ótimo e sua localização excelente, mas principalmente porque me protegeu de ter gasto uma quantia violenta de dinheiro, justamente quando o dólar tinha atingido seu topo histórico de cotação. Ou seja, o hedge cambial aqui fez toda a diferença.

E você pode fazer o mesmo com seus pontos e milhas. Extraia o máximo elemento de valor de cada ponto ou milha que você tenha em sua conta no programa de fidelidade.

Esse exemplo é poderoso para mostrar que é preciso ter uma estratégia bem definida de uso dos pontos, e da importância de não ficar acumulando pontos só por acumular.

Vejo gente se gabando por aí dizendo que tem 900.000 pontos no Smiles, 1.000.000 de milhas no AAdvantage e por aí vai.

Gente, esses pontos são completamente inúteis enquanto não foram utilizados no lugar de dinheiro para pagar uma passagem ou reservar uma estadia de hotel.

Nessas horas é que me vem à mente um comentário antigo que li uma vez, há muitos anos, no FlyerTalk: os pontos e milhas só são úteis a partir do momento em que forem queimados (“burn”). Enquanto eles estiverem na sua conta de milhagem, eles terão valor monetário igual a zero para a empresa aérea ou hoteleira. São “useless” (inúteis), até serem resgatados.

Se for para poupar alguma coisa, que poupem dinheiro.

Não encarem sua conta no programa de fidelidade como uma conta de poupança ou investimento a longo prazo, pois as milhas e pontos se desvalorizam ao longo do tempo – taí o recente exemplo do AAdvantage para provar isso.

Aparecendo a oportunidade de emitir uma passagem ou hotel com pontos, não perca tempo nem fique esperando: emita assim que surgir a disponibilidade! O risco é enorme de você não conseguir fazer o resgate com a mesma quantidade de pontos ou milhas depois, principalmente quando o assunto é passagem aérea.

Em se tratando de milhas e pontos, o esquema, lembrem-se, é sempre esse: acumular e usar, acumular e queimar, acumular e gastar. #FicaADica

13 Comments

  1. Claudio 06/12/2015 at 10:36 #

    Bacana a história. Essas dicas para economia com estadia em hotéis são até melhores do que as de passagens em promoção, pois passagens, principalmente aos Estados Unidos, caíram muito o valor, já as estadias não é tao fácil de achá-las.

    Muitas vezes compramos passagens na promoção, mas esquecemos que o custo da passagem é apenas uma parte da viagem. Ainda temos hotel, refeições, passeios, aluguel de carro e outros.

    • Guilherme 09/12/2015 at 21:21 #

      Valeu, Claudio!

      E você disse bem: há toda uma série de custos que precisa ser contabilizada na viagem.

      Com essa crise, o custo da passagem aérea caiu consideravelmente, dentro do orçamento total da viagem.

  2. Rodrigo 06/12/2015 at 11:36 #

    Muito bom!

    Pow, quando fui à Nova York eu fiquei naquele Fairfield ali do lado! rs

    • Guilherme 09/12/2015 at 21:22 #

      Caramba, vizinhos!!!! rsrsrs

  3. DARLAN VIANA SILVA 06/12/2015 at 14:39 #

    Poxa e eu com o conceito de que milhas/pontos é bônus e nunca deve ser comprado. Justamente por conta do que falou, milhas desvalorizam. Porém se meu volume de viagem começar a aumentar vou considerar essa estratégia. Com muito cuidado.

    • Guilherme 09/12/2015 at 21:22 #

      Darlan, em geral, milhas e pontos só valem a pena ser comprados para completar o mínimo para um resgate, ou para fazer arbitragem, ou seja, quando o custo da passagem/estadia em pontos for inferior ao custo da passagem/estadia em dinheiro.

      Abraços

  4. Rodrigo Rezende 06/12/2015 at 22:59 #

    Fiz reserva e me hospedei em janeiro neste mesmo hotel. Excelente. Foram 8 dias. Mas paguei bem mais barato pelo hotéis.com: 128 usd em média a diária. O valor dele sempre foi por volta de 200 em dias de semana. Faltando 2 ou 3 dias para a viagem o preço caiu muito. E ainda estava em tempo de cancelar uma reserva prévia em outro hotel próximo.

    Resumindo: neste caso, para mim, valeu muito a pena verificar outras possibilidades de hotéis em data próxima da viagem e antes de acabar o cancelamento sem ônus da sua reserva inicial.

    • Albino 08/12/2015 at 13:44 #

      Boa Rodrigo. Como eu já falei em outro post, os sites de reservas no Brasil (Hoteis.com, Decolar, Viajanet, Logitravel, etc) sempre se mostraram muito interessantes para minhas viagens.

      Além de pagar uma tarifa bem menor do que a tarifa do site oficial do hotel (ou do Booking.com que em 99% dos casos repete a mesma tarifa padrão do hotel) conseguimos ótimas tarifas por esses sites, pagamos em Real e com o câmbio comercial do dia, e ainda temos a opção de parcelar em até 15 vezes sem juros, dependendo do site.

      Agora mesmo reservei meus hotéis de uma viagem que farei em fevereiro para a Ásia. Todos pelo Hoteis.com e Logitravel. Faço a pesquisa e compro no que estiver mais barato.

      • Guilherme 09/12/2015 at 21:25 #

        Albino, vou começar a pesquisar no Logitravel também.

        Comecei a usar o Hoteis.com por conta de sua experiência positiva, e posso dizer que estou gostando muito! Preços sempre ótimos, e um programa de recompensas fácil e prático de usar. 🙂

    • Guilherme 09/12/2015 at 21:24 #

      Ótimo relato, Rodrigo!

      Na verdade, os preços dos hotéis em Nova York são sazonais: no verão americano, eles atingem o pico. No auge do inverno, como janeiro, os preços despencam.

      Acabei de fazer uma cotação no Staybridge agora para janeiro, e as diárias estavam todas inferiores a USD 200.

      Como é época de baixa temporada, dá pra conseguir ótimas barganhas, coisa que já não é possível na alta temporada. 😉

      • Fernando Gama 14/12/2015 at 15:59 #

        Eu paguei recentemente 110 USD a diária em NY (nos 4 dias da BlackFriday). O hotel era o Hilton.

        • Guilherme 14/12/2015 at 16:33 #

          Excelentes valores, Fernando!

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