Eu não preciso de bebidas alcoólicas para ser feliz nas minhas viagens

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Com a proliferação de redes sociais e blogs de viagens, eu vejo muita gente se exibindo a bordo do avião ou sala VIP com sua taça de champagne, espumante, whisky, cerveja e outros tipos de bebidas alcoólicas, dizendo-se entusiasmado e feliz pelo fato de a companhia aérea A ou B oferecer tal tipo de bebida alcoólica.

Nada contra esse tipo de atitude – afinal, cada um faz o que bem entender com sua saúde e seu corpo, e gosto definitivamente não se discute – mas eu, sinceramente, não faço parte desse grupo.

Dizendo isso em outros termos: eu não preciso de bebidas alcoólicas para ser feliz nas minhas viagens.

Saúde

Eu prezo pela minha saúde, e não tomo bebidas alcoólicas sequer em terra firme, quanto mais no ar, a dez mil metros de altitude.

Eu não gosto de tomar álcool. Aliás, nunca gostei. E essa certamente deve ser uma das causas pelas quais meus níveis de saúde sempre ficaram em patamares excelentes, como venho discorrendo no blog Valores Reais há 5 anos consecutivos.

Eu sei que há blogs como o do One Mile At A Time, que têm verdadeira obsessão sobre quais tipos de champagne são oferecidos pelas empresas aéreas em seus aviões, mas eu definitivamente nunca escolherei um avião ou classe de serviço tendo como critério de eleição o tipo de bebida alcoólica que é oferecido.

Conclusão

Cada um faz o que é melhor para o seu corpo e sua saúde. De minha parte, bebidas alcoólicas dificilmente entrarão no meu cardápio de consumo, seja a bordo, seja em terra. Afinal, prefiro manter meus six-pack abs e um nível de saúde com a menor quantidade possível de fatores de risco, do que consumir um tipo de coisa só porque os outros ficam alardeando que é bom.

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12 Comments

  1. ANDRE 08/11/2015 at 13:48 #

    Agora que voce menciona eu estou pensando, é verdade, eu sigo alguns outros blogs, inclusive OMAAT, e todos falam muito do tipo e marca das bebidas servidas. Eu prezo o fato de me sentir bem em voo, me sentir bem apos o voo. Uso os lounges para refeição leve e principalmente para usar banheiros melhores que o do aeroporto e a conexão internet com espaço para trabalhar. Em voo me alimento apenas o suficiente e prezo a qualidade. Ótimo o teu post, pois me fez pensar em algo que faço naturalmente.

    • Guilherme 08/11/2015 at 17:13 #

      André, obrigado!

      Faço minhas suas palavras. Quando se extrai, com equilíbrio e moderação, benefícios das vantagens oferecidas, a experiência geral da viagem fica bem mais agradável.

      Abraços!

  2. ANDRE 08/11/2015 at 13:51 #

    Lembrei de uma coisa ! Em um voo diurno da AF (CDG/GRU) eu vi dois caras (acho que eram irmãos) se embebedarem em voo, e logico, tirando fotos um do outro com as garrafas e taças e na chegada, um tentando carregar o outro passando na frente de todo mundo na imigração em Sao Paulo ! Ridiculo !

    • Guilherme 08/11/2015 at 17:14 #

      Caramba, André, esses dois realmente fizerem papel de ridículos!

      Abraços

  3. Rodrigo Resende 08/11/2015 at 18:24 #

    Eu bebo moderadamente, mas jamais escolheria uma empresa aérea ou uma cabine por causa das bebidas que ela oferece. Prezo outros fatores, como preço, espaço entre as poltronas (pois meço 1,87m) e qualidade do programa de milhagem.

    O maior problema desse povo aí relatado, ao meu ver, é o gosto que as pessoas têm por exibicionismo.

    Eu nunca paguei para viajar em classe executiva (sou um pouco pão-duro), mas entre 2004 e 2008 ganhei uns cinco upgrades para executiva pela TAM em vôos para Europa porque viajava às vésperas de feriados e os vôos sempre lotavam. Igual a mim e minha esposa, muitos ganhavam “up”, mas ficavam lá, tirando mil e uma fotos, fazendo aquelas poses mais ridículas, só para depois mostrar pros amigos e esnobar.

    Isso, pra mim, é o fim da picada, pois os caras não estão satisfeitos em ganhar; querem que todos o admirem por isso e pode ser até que digam pros amigos que pagaram, só para o esnobismo ser ainda maior. Acho que há um problema muito grande de falta de auto-estima nesses casos. Freud deve explicar.

    • Guilherme 08/11/2015 at 18:31 #

      Oi Rodrigo, excelentes seus comentários!

      Assino embaixo de tudo o que você disse. O surgimento das redes sociais exacerbou um pouco tudo isso, pois o que não falta são rapazes e moças se exibindo em poses ridículas “se achando”, só para ganhar likes e curtidas.

      Pra mim, essas pessoas que se exibem em redes sociais sofrem de carências nos planos afetivo e emocional, não são bem resolvidas e “precisam” ler e ouvir elogios para se sentirem bem. Só pode.

      Abraços!

  4. Carlos 09/11/2015 at 07:25 #

    Eu veria seu post por outro prisma: quem não está a fim ou não gosta de bebidas alcoólicas, quais opções tem? Sucos de caixinha industrializados e refrigerantes. Algumas primeiras classes até têm opções de coquetéis não alcoólicos, mas no geral a opção acaba sendo a “refinada” água. Vale post no instagram? 🙂 Destaque para mim é a Qatar que serve smoothies deliciosos na executiva.

    • Guilherme 09/11/2015 at 10:05 #

      Oi Carlos, pra mim vale! 😀

      Além das bebidas citadas por você, algumas cias. servem chás e cafés. 😉

      Abraços!

  5. Cristiano Andrade 09/11/2015 at 11:06 #

    Oi Guilherme,
    Respeito sua opinião, obviamente o valor agregado em cada viagem aérea tem “componentes e pesos” distintos para cada pessoa. Pelo que falou, o “Hard Product” (ou poltrona, espaço) é muito mais relevante pra ti do que o “soft product” (ou serviço de bordo, alimentação e bebidas).
    Para mim o hard product é, sem dúvida. o mais importante! Em especial se eu estiver viajando a trabalho seja em Business Class ou Economy.
    Todavia, é lógico que o “soft product” agrega valor (mais ou menos para um ou para outro!).
    Se você for um pouco mais ligado em gastronomia verá que a harmonização de pratos com bebidas eleva a experiência da refeição! Oras, você pode não ingerir álcool, e é uma opção sua, mas não pode negar que a avaliaçào e o valor agregado de um bom vinho é importante, assim como o prato principal, entradas etc.
    Lógico que é completamente diferente do cara de embriagar e fazer papelão, e que esse risco é maior dentro de um tubo pressurizado do que em terra firme! Mas a questão da avaliação das bebidas tem relação com o valor agregado desse “soft product”.
    Nào entrarei na questão dos riscos de saúde atrelados ao consumo de alcool com moderação, mas muitos estudos indicam que o sedentarismo é o maior fator de risco (de cardiopatias, canceres ou doenças degenerativas), acima do estresse, tabagismo moderado, obesidade moderada e consumo de álcool moderado (nessa ordem).
    Enfim, para mim a carta de vinhos e o champagne servido, quando bem escolhidos e bem harmonizados, agregam valor certamente, assim como o café (que infelizmente é quase sempre terrível e queimado) ou a composição dos pratos.
    A questão é que a conta de valor leva em consideração a comida e bebida, cordialidade da tripulação, cordialidade e rapidez no check-in, conforto da sala vip, etc etc etc. Na sua conta de valor um desses aspectos pode ser irrelevante, na conta de outros não é, e nem sempre isso tem relação com ostentação.

    • Guilherme 09/11/2015 at 11:29 #

      Cristiano, ótimos comentários!

      De fato, a experiência de viagem é bastante pessoal, e cada um avalia e dá “pesos” aos diferentes componentes de uma viagem de acordo com seus valores e critérios pessoais.

      Para uns, a carta de vinhos é importante, e algumas cias. investem pesado nisso – vide a Emirates, com seu orçamento de meio bilhão de dólares para o programa de carta de vinhos finos: http://www.thedrinksbusiness.com/2014/12/emirates-invests-us500m-in-fine-wine/

      Certamente há público para isso.

      Para outros, entre os quais eu me incluo, esse componente “bebidas” não tem tanto peso – ou peso quase “zero” – na experiência de voo.

      Enfim, o importante é cada um ser feliz com as próprias escolhas!!!!

      Quanto ao fato de isso ter relação com ostentação, de fato a relação não é necessária, mas existem exageros nas redes sociais de algumas pessoas sobre isso.

      Abraços!

  6. Luciano 11/11/2015 at 15:13 #

    Esse assunto me faz lembrar um casal de amigos Colombianos. Eles fizeram ensino médio e faculdade nos EUA e Pós-graduação na Europa, pertencem a chamada classe AA. Nos disseram que sempre tomaram cerveja e não entendiam como seus amigos de uma hora para outra estavam virando ‘enólogos’. Sou da classe B e frequentemente vejo o mesmo no Brasil … por fim, o comentário certamente não é para ofender quem realmente sabe apreciar vinhos

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  1. O desafio de não tomar refrigerante durante as minhas viagens | Meu Milhão de Milhas - 01/12/2015

    […] Assim como eu não preciso de bebidas alcoólicas para ser feliz nas minhas viagens, eu também não preciso de refrigerantes para tal finalidade. […]

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