Como viajar em tempos de crise: as espertas dicas do leitor para você maximizar o valor do seu dinheiro!

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 0 Flares ×

A propósito do artigo de ontem, o leitor SwineOne nos enviou uma fantástica coletânea de dicas para reduzir os custos se você for viajar para o exterior por esses dias. Confiram:

“Agora, para quem realmente quer ou precisa muito viajar por agora, a sugestão que eu deixo é de buscar estratégias para reduzir os principais custos da viagem, que são: escolha do destino, passagem, estadia, alimentação, transporte, passeios e compras. Seguem ideias em cada caso:

  • Escolha do destino: se for uma viagem a passeio, busque conhecer algum país mais barato, mesmo que ele não fosse sua primeira escolha. Por exemplo, esse ano viajei para Portugal e Itália, e a diferença de preço entre os dois é gritante (tudo em Portugal é muito mais barato). Um país como a Inglaterra pode ser descartado nesse momento, o custo é inviável.
  • Passagem: esse é o item mais fácil, já que basta aproveitar as excelentes promoções que tem sido feitas, a despeito do dólar alto: não está sendo fora do normal ver passagens a menos de R$ 1.000, valor que seria excelente em qualquer outro momento.
  • Estadia: aqui dá pra tentar aproveitar as estratégias de transferência para o Le Club que já detalhei em tantos outros comentários, sendo o HSBC a melhor opção, desde que tenha conta (e pontos acumulados, pois ultimamente está difícil consegui-los), ou o que é mais viável para a maioria das pessoas, via km de vantagens da Ipiranga e Multiplus. No melhor caso, de quem tiver muitos km de vantagens acumulados e aproveitar a promoção do Multiplus para transferir para a Accor (que ainda está vigente), é possível “comprar” os pontos Multiplus (via km de vantagens) a R$ 255/10.000 pontos, que depois se tornam 4.000 pontos Le Club na atual cotação “promocional” 2.5:1, o equivalente a €80 em vouchers. Ou seja, é como comprar euro turismo a menos de R$ 3,19, algo que não deve voltar a acontecer no Brasil por MUITOS anos. Mesmo para quem tem poucos km, é possível aproveitar uma promoção da Ipiranga que dá bônus de km no mês seguinte mediante a transferência, mas nesses casos o valor pago por pontos Multiplus será R$ 275/10.000 pontos, o que ainda dá uma cotação média nos vouchers do Le Club de menos de R$ 3,44. Além disso, você pode parcelar a taxa de transferência dos pontos Multiplus em 12x no cartão, o que equivale a um desconto (considerando dinheiro aplicado a 100% do CDI atual) de 6,4%, caindo para R$ 3,23. Outra questão importante é que você não paga IOF, e que estes valores não estão sujeitos a variação cambial. Por fim, conseguindo o status Platinum no Le Club com a transferência de míseros 25.000 pontos (equivalente a €500), você já ganha uma série de benefícios, por exemplo upgrade de quarto, que pode acabar trazendo um pouco mais de luxo a uma viagem que, de outra forma, seria de baixo custo.
  • Alimentação: o truque aqui é fazer todas as compras em supermercados e comer no hotel mesmo, ou então comer em restaurantes fast food como McDonald’s (só mesmo aqui no Brasil que McDonald’s é caro e serve como “ostentação” para certas classes menos favorecidas da sociedade — lá fora é uma das coisas que tem de mais barato). Muitos vão protestar que a comida deles é uma porcaria do ponto de vista nutricional. Primeiro, é o preço a se pagar em tempos de crise — voltando ao Brasil você policia a sua alimentação pra compensar, ninguém vai morrer por “comer mal” por 2 semanas. Em segundo lugar, sugiro que assistam a um filme chamado “Fathead” (uma espécie de contraponto ao filme “Super Size Me”), que mostra que é possível comer de forma saudável até mesmo no McDonald’s, mas não da maneira que muitos esperariam. Para mim a principal vantagem do McDonald’s é que é um lugar barato que tem um padrão de qualidade mínimo garantido em qualquer lugar do mundo — nunca tive nenhum desarranjo intestinal por comer lá. Será que dá pra dizer o mesmo do restaurante chinês caindo aos pedaços que você vai encontrar ao pesquisar por restaurantes baratos? Por último: hotéis da rede Accor geralmente cobram pelo café do manhã, e geralmente penso que o valor não se justifica, a menos que você queira tomar um café da manhã reforçado, o mais tarde possível, e pular o almoço.
  • Transporte: não dá pra fugir demais deste item, mas aqui sugiro evitar excessos como ficar viajando de um lado a outro do continente durante a sua viagem (escolha uma cidade de destino, no máximo duas, e pronto, a menos que consiga promoções excelentes nestes trechos internos), alugar carro e pegar táxi. Se precisar se deslocar, use apenas transporte público. Outra coisa é escolher um destino onde mesmo o uso de transporte público seja dispensável. Por exemplo, em Roma (que eu sei que é uma cidade muito cara, mas é o que eu conheço para dar de exemplo), ficando em um hotel no centro histórico da cidade, você não precisa andar mais do que 2 km para ver qualquer uma das principais atrações da cidade, e se deixar a preguiça de caminhar de lado, é possível evitar estes custos com transporte público.
  • Passeios: aqui também vai muito do destino escolhido, mas nem sempre é necessário pagar um ingresso para ter acesso a bons passeios. Dou como exemplo a National Gallery em Londres (novamente, sei que é uma cidade caríssima, mas estou dando de exemplo o que eu conheço) tem entrada grátis. Roma é outro exemplo: as igrejas e praças, grandes atrativos da cidade, são de graça.
  • Compras: acho que nem precisa dizer, né? Evitar ao máximo, e o que for comprar, analisar de maneira muito racional para ver se faz mesmo sentido comprar no exterior. Se é algo que você realmente precisa, não pode esperar, e está mais barato que no Brasil, compre, mas de outra forma, espere por uma viagem futura em condições mais favoráveis.

Enfim, espero que as dicas sejam de alguma serventia para quem está querendo viajar na nossa atual conjuntura”.

Olha, são dicas fantásticas e que ajudam a economizar um bom dinheiro na viagem, se bem implementadas. Veja, por exemplo, o caso da alimentação. Muita gente, por comodidade, acaba fazendo a maioria das refeições dentro do hotel e em restaurantes “da moda”, cujos lugares são exatamente os mais caros. Portanto, é preciso sair da tal “zona de conforto” e fazer a compra em supermercados.

Vale lembrar que muitos supermercados vendem comidas prontas, como saladas, sanduíches, e até alguns pratos frios/congelados, que basta esquentar no microondas, para ter uma refeição completa, em termos nutricionais.

Publix

Uma visita a um supermercado bastante conhecido nos Estados Unidos, o Publix. Olha a variedade de sucos e bebidas! Pra quê pagar fortunas com bebidas no hotel?

No caso das estadias, além do uso das milhas, pontos e vouchers como hedge cambial, como pioneiramente demonstrou o SwineOne (puxa, o Swine já tá virando quase um co-autor do blog….rsrs) na época em que o dólar ainda estava perto dos R$ 2.9x, ainda é possível usar sites de aluguel de apartamentos e de quartos (exemplo: AirBnB), como demonstrou o Eduardo em outra oportunidade.

Conclusão

Nessas épocas de real super desvalorizado, qualquer estratégia de economia de dinheiro é muitíssimo bem-vinda. E você, tem alguma dica para compartilhar conosco?

Agradeço ao leitor SwineOne pelo envio das dicas!

Tagged as:

11 Comments

  1. Paulo 20/09/2015 at 11:12 #

    A dica da hospedagem é sensacional! Vou para o Chile em dezembro e esta dica aparentemente me permitiria reservar um Mercure pelo valor que eu gastaria com um apartamento no AirBnB. Até quando a promoção do Multiplus/Le Club é valida? A transferencia Km de Vantangens/Multiplus ocorre em quanto tempo? Tenho medo de perder alguma data e não ter tempo habil de fazer as transferencias. Além disso, poderia me ajudar a verificar se meu raciocionio está correto? Pensei o seguinte: simulando no site do Mercure temos uma tarifa total de 563 euros para 6 diárias, sendo que a cada 4 mil pontos Le Club eu tenho um voucher de 80 euros, eu precisaria de 7,5 vouchers aproximadamente. Isto me daria R$ 255 x 7,5 =R$ 1912,50 ao todo. Estou correto?

    • SwineOne 20/09/2015 at 13:27 #

      Vamos por partes.

      “Até quando a promoção do Multiplus/Le Club é valida?”

      Até onde eu sei, não foi publicado um regulamento desta promoção, então pode ser extinta a qualquer momento.

      Apesar disso, vamos repetir os cálculos sem considerar a promoção (ou seja, na cotação normal de 3:1). A cada 10.000 pontos Multiplus, custando R$ 255 para transferência da Ipiranga, você ganharia 3.333 pontos Le Club, que viram €66.67 em vouchers, o que daria uma cotação de €3.82, ainda boa frente a um euro turismo a €4.76 como acabei de verificar no site de uma grande corretora.

      Podem haver perdas na hora de apresentar o voucher no balcão do hotel, já que a cotação que eles fazem tem um spread de 5-10% em relação ao euro comercial (pelo que eu verifiquei aqui), mas ainda seria bom negócio para você. Ouvi dizer que se você usar os vouchers no momento da reserva, ao invés de esperar para apresentá-los no balcão, você consegue uma conversão melhor ainda; não sei se é verdade. O problema seria esperar até juntar os pontos para fazer a reserva. Porém, aí eu sugiro o seguinte: deixe a reserva feita desde já, e no momento que juntar os pontos, tente fazer uma nova reserva e veja se consegue o mesmo valor ou algo muito próximo (ou às vezes, até melhor!) Se não conseguir, mantenha a reserva antiga e apresente os vouchers no momento do checkin.

      Além do que, não se esqueça que você estará subindo de categoria no Le Club, para a categoria Platinum (a melhor de todas) apenas com estas transferências; só com isso você já pode solicitar um upgrade de quarto no Mercure. Outra vantagem seria se você tivesse poucos km de vantagens e precisasse fazer a transferência usando o bloco de 2.000 km para 10.000 pontos Multiplus, onde você pode parcelar a taxa de transferência em 12 vezes.

      “A transferencia Km de Vantangens/Multiplus ocorre em quanto tempo?”

      Na minha experiência é rápida, algo como 3 dias úteis. Também não me lembro de ter tido problemas com eles não creditarem os pontos na Multiplus. Mas já tive outros tipos de problemas com a Ipiranga, e aí haja paciência (como ocorre em qualquer outro SAC do Brasil).

      A segunda questão é o tempo de transferência da Multiplus para a a Accor. Aí já costumava ser mais demorado, embora os últimos pontos que mandei (no mês passado e nesse mês) chegaram rapidamente, acho que em menos de 2 semanas. De toda forma, acho que até dezembro não há risco de não chegarem — mas lembre-se de ficar em cima, e se os pontos não entrarem, ligue o mais rápido possível e fique cobrando. Eu mesmo tive problemas com o crédito dos pontos da Multiplus na Accor ano passado, mas mediante muita pressão, mensagens públicas no Facebook da Accor, etc. tudo foi resolvido.

      Quanto ao seu cálculo do valor da tarifa, está correto, apenas deve considerar a questão do spread no câmbio, já que a moeda do Chile não é euro. Outra questão é que para juntar 28 mil pontos Le Club (para dar 7 vouchers) você precisará de 70 mil pontos Multiplus, o que dá (no melhor dos casos, e aí a taxa de transferência é R$ 275/10.000 pontos) 14.000 km de vantagens. Para conseguir a taxa de R$ 255/10.000 pontos, serão necessários 35.000 km de vantagens. Já adianto que não é fácil juntar isso. Minha melhor sugestão é a seguinte: vá ao site http://www.postoipiranganaweb.com.br e compre créditos de combustível para usar nos postos da Ipiranga. Cada R$ 1 comprado equivalerá a 4 km de vantagens, e depois mais 1 km de vantagens a cada R$ 1 gasto no seu posto favorito (tente abastecer sempre no mesmo). Mas faça isso HOJE, não deixe para depois, pois a Ipiranga está com uma boa promoção de bônus de km ao transferir para a Multiplus. Por exemplo, transferindo 500 km para ganhar 2.000 pontos Multiplus, você ganha de volta 2.000 km (mas isso só ocorrerá, segundo o regulamento da Ipiranga, 1 mês após o término da promoção, mas ainda deve dar tempo de você transferir para a Multiplus e depois Accor). Então vejamos: comprando R$ 750 de combustível hoje no site hoje (que você pode usar ao longo de 4 meses), você ganha 3.000 km. Você transfere esses 3.000 km no lote de 500 km para 2.000 pontos Multiplus, e ganhará de volta 12.000 km. Pronto, já tem o suficiente para fazer as suas transferências — só que, infelizmente, apenas na taxa de transferência mais cara de R$ 275/10.000 km. Se você conseguir gastar mais combustível do que isso, dá pra tentar fazer um misto de transferências a R$ 275/10.000 km (o bloco de 2.000 km para 10.000 pontos Multiplus por R$ 275, ou o de 500 km para 2.000 pontos Multiplus por R$ 55) e outro a R$ 255/10.000 km (o bloco de 1.000 km para 2.000 pontos Multiplus por R$ 51), para fazer um “preço médio”.

      • Paulo 21/09/2015 at 23:16 #

        Ola SwineOne, obrigado pelas dicas! Eu tinha 10k no KM de Vantagens e troquei no lote de R$ 275 em 10x sem juros, achei um ótimo negócio (terei 20 mil pontos no Le Club). Quando eu receber os KM bonus de volta, vou enviar o restante para o Multiplus -> Le Club e assim alcançar os 28k no Le Club, espero que mantenham a proporção 2,5:1 até la.

    • Anderson 24/09/2015 at 15:30 #

      Uma publicação realizada pelo perfil oficial do Le Club no Facebook informa que a promoção da Múltiplus (2,5 x 1) vale para os meses de setembro e outubro.

      • Paulo 24/09/2015 at 15:38 #

        Obrigado Anderson, vc tirou um peso das minhas costas. Estava com muito medo que essa promoção acabasse antes de ter meus KMs transferidos para o Multpilus.

        • Paulo 26/09/2015 at 15:24 #

          O tempo de transferencia (KmV -> Multiplus) confirma o informado pelo SwineOne, demorou 4 dias para mim. Vamos ver Multiplus -> Le Club.

  2. Albino 21/09/2015 at 00:58 #

    Muito boas as dias. Eu, particularmente, consigo economizar muito nos hotéis reservando com o máximo de antecedência possível e, inclusive, checando periodicamente se o preço do hotel não baixou. Quando baixa, eu cancelo a reserva anterior e faço uma nova reserva pelo preço mais baixo.

    Antigamente, eu só reservava pelo site oficial do hotel. Em seguida, comecei a usar o Booking.com e hoje constato que ele, em questão de preço e, principalmente, a forma de pagamento, é o pior site para reservar hotéis (digo hotel e não aptos como pelo Airbnb). Existem hoje vários sites como Hotéis.com, Decolar, Viajanet e Logitravel que oferecem ótimos preços de hospedagem (nunca fecho em um específico, sempre comparo e fecho no mais barato) e que ainda possibilitam o pagamento em Reais, com câmbio fixo do dia do fechado, e parcelado no cartão de crédito, sem IOF, claro.

    Também tenho ajudado muitos amigos a economizarem nas viagens através destas pesquisas de hotéis, que por si só já ajudam em muito pra economizar na viagem. Montei praticamente uma consultoria hehehe.

    Deixar de viajar não vou. O que irei mudar são os hábitos. Procurar cada vez hotéis mais baratos (mas não piores, apenas pesquisar melhor), reduzir as compras de supérfluos, ponderar as compras de roupas, etc.

  3. Alexandra 21/09/2015 at 10:53 #

    Achei as dicas interessantes, com uma ressalva. McDonald’s? Sério? E as redes fast-food locais? E a comida de rua? E os mercados, as feiras? Comer a péssima comida do McDonald’s para economizar é de uma falta de criatividade impressionante.

    • SwineOne 21/09/2015 at 15:30 #

      Na verdade, experimentar comida local de qualidade é um dos meus grandes passatempos em viagens, e acaba sendo um dos itens mais pesados no orçamento das minhas viagens. Dei essa dica porque uma vez viajei em companhia de um casal amigo nosso, que tinha outras prioridades na viagem (nada contra) e lembro que eles faziam um grande número de refeições no McDonald’s. Talvez houvessem outras possibilidades com melhor custo/benefício, mas essa foi a solução que eles acharam.

  4. Cecília 21/09/2015 at 13:27 #

    Uma boa dica pra quem for pra Alemanha é devolver sempre as garrafas PET nos cafés e bares ou levar até as máquinas de reciclagem dos supermercados. Cada garrafa vazia vale 0,25 euro e o valor é devolvido na hora. Sempre que se compra alguma bebida em garrafa PET eles cobram esses mesmos 25 centavos. Se vc não pegar de volta ao devolver a garrafa outra pessoa o fará. Já comprei chocolates no supermercado só com os euros devolvidos após um dia de andanças pelas cidades alemãs. 😉

    • Albino 21/09/2015 at 16:25 #

      Na Áustria também vale essa regra.

Leave a Reply

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 0 Flares ×