Eliminando os cartões de crédito – Parte 2. Ganhos financeiros: + R$ 450,00. Ganhos acumulados: + R$ 1.340,00

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Dando continuidade à série de ganhos financeiros que valem a pena numa época de crise, resolvi eliminar de vez o Diners Club, ganhando com isso mais R$ 450 em minha conta bancária.

Diners Club Fim

Eu raramente utilizava esse cartão, já que apresenta uma péssima taxa de conversão para milhas aéreas: apenas 1,5 ponto por cada dólar gasto.

Ah, mas tem as salas VIP blá blá blá, blá blá blá.

Verdade, mas, nesses anos todos em que eu estive com o cartão, eu não o utilizei em nenhuma viagem internacional. O máximo que eu fazia era usar o cartão na sala VIP que eles tinham no aeroporto de Guarulhos (uma sala até razoável, considerando obviamente os padrões das salas domésticas nacionais que existiam até então), e o serviço de transfer do aeroporto de Guarulhos até o centro de São Paulo (esse sim um ótimo benefício).

Eram serviços que valiam a pena ser utilizados.

Eram.

Porque o Diners, seguindo uma tendência mundial, eliminou ambos os benefícios.

Ah, mas a negociação de anuidade desse cartão é super fácil blá blá blá, blá blá blá.

Concordo, e eu até estava conseguindo obter descontos.

O problema é que, por mais que o cartão oferecesse descontos, eu ainda assim iria pagar anuidade, e, como eu não estava mais utilizando nenhum serviço do cartão, não fazia sentido algum pagar por algo que eu sequer estava usufruindo.

Conclusão

Não me apego a bancos nem a cartões de crédito. Se eles tiverem me trazendo mais prejuízos do que benefícios, não tenho o menor receio de eliminá-los de minha vida financeira. Aliás, fico muito contente em saber que muitos leitores do blog também pensam e ajam dessa mesmíssima forma.

Muito melhor gastar dinheiro – esses R$ 450, no caso – com um serviço (serviço de transporte aéreo, e ainda ganhar milhas com isso) do que com uma tarifa inútil, não é mesmo? 😛

p.s.: os ganhos acumulados com essa série somam R$ 1.340,00, considerando o outro cartão que foi pro brejo.

9 Comments

  1. Rodrigo Resende 04/09/2015 at 10:14 #

    Olha Guilherme, eu sempre fui um entusiasta dos cartões do Santander e, pelo que vejo, você também o é. Mas nos últimos tempos, com a alta cotação do dólar, eu tenho ganhado tão poucos pontos pelos meus gastos que tenho pensado seriamente em cancelar estes cartões.

    Na realidade, o que me motivaria a isso não são só os poucos pontos que tenho ganhado, mas o fato de que eu tenho mantido meus investimentos no Santander acima de R$80mil apenas para fazer jus a gratuidade destes cartões, o que me faz perder boas oportunidades de investimentos melhores oferecidos por outros bancos, seja porque remuneram melhor ou mesmo porque cobram uma taxa de administração mais em conta. Noutras palavras, com essa contuta, eu continuaria sem pagar nada de anuidade de cartão (o que para mim parece inadmissível), mas seria melhor remunerado pelos meus recursos investidos.

    Enfim, tenho amadurecido seriamente essa ideia de cancelar estes cartões para poder alterar minha conta para um pacote mais básico, pedindo apenas aquele cartão Santander Free, de modo que eu não precisaria manter os R$80k na conta e fazer este recurso me render mais. Você ou algum leitor deste excelente blog já passou ou está passando por alguma reflexão similar a esta?

    • Guilherme 04/09/2015 at 11:21 #

      Olá Rodrigo!

      Uma vez um leitor comentou comigo exatamente a mesmíssima situação pela qual ele estava passando, que era em tudo e por tudo idêntica à sua.

      Na época, o dólar ainda estava na faixa dos R$ 2,xx, mas o que incomodava ele, que também era Van Gogh e também tinha os cartões Platinum, era o enorme custo de oportunidade que estava tendo ao deixar de ganhar mais dinheiro em aplicações de renda fixa mais atrativas, uma vez que estava aplicando no Santander em um investimento financeiro que rendia pouco (e era o melhor disponível no banco para aquela faixa de investimentos).

      Eu pedi para ele fazer os cálculos de quanto estava deixando de ganhar, e fazer o comparativo de quanto estava perdendo, mesmo abatendo os ganhos com os pontos e os rendimentos da aplicação financeira no Santander.

      O resultado: valia mais a pena pedir um Free, cancelar os cartões Platinum, cancelar o pacote Van Gogh, e migrar os R$ 80k para a aplicação financeira que estava rendendo muito mais (na época, era uma LCI de um banco de pequeno porte, e temos que lembrar sempre que, quanto maior o valor investido, maior também é a vantagem financeira em se investir num produto com taxas remuneratórias mais altas).

      Dito e feito. Os ganhos financeiros com a aplicação financeira “independente” estavam compensando com sobras e folgas os diminutos ganhos das aplicações financeiras, e dos pontos acumulados com cartões de crédito.

      De quebra, ele ainda se livrou do pacote Van Gogh, fez um downgrade para o pacote de serviços essenciais, cancelou os cartões Platinum, e solicitou (e recebeu) um Free “na faixa”.

      Resumo da ópera: ele ganhou mais dinheiro, globalmente falando, ao realizar essas trocas.

      Espero que esse caso lhe motive a buscar aquilo que for melhor para você também!

      Abraços!

      • Rodrigo Resende 04/09/2015 at 13:54 #

        Bem pensado e dito. Vou só esperar alcançar os 15mil pontos para poder resgatar e então cancelarei os platinum e pedirei um free.

        Obrigado.

        Rodrigo

        • Guilherme 04/09/2015 at 14:00 #

          Excelente atitude, Rodrigo!

          Abraços!

  2. Bruno 04/09/2015 at 10:39 #

    Guilherme, não precisava ter cortado o cartão.

    O Diners mesmo depois de cancelado continua funcionando em qualquer sala VIP do mundo. Eu cancelei o meu em 2013, e desde então consegui usar em salas VIPs do Brasil, Suiça, Suécia, Estados Unidos e Chile,

    • Guilherme 04/09/2015 at 11:22 #

      Olá Bruno,

      Gato pela dica, mas eu não iria usar as salas VIP do Diners nas minhas viagens ao exterior, de modo que o cartão “normal” não me teria mais utilidade alguma.

      Abraços!

      • Rodrigo Resende 04/09/2015 at 13:53 #

        Bom, não sei se foi proposital, mas foi bem pertinente usar o “gato” pela dica, pois o que o Bruno está propondo é mesmo um “gato” do cartão para usar as salas VIP. kkkkk

        • Guilherme 04/09/2015 at 13:59 #

          Rsrsrsrsrs……nem percebi, Rodrigo, e no final não é que combinou com a ideia…!!?? rsrsrsrs

          Abraços!

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  1. O poço sem fundo do Diners. A última: cobrança de R$ 60 pela entrada em salas VIP no Brasil | Meu Milhão de Milhas - 29/02/2016

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