Dúvida do leitor: qual é a forma mais barata de conseguir o status TAM Fidelidade Vermelho, partindo do zero?

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O leitor SwineOne nos mandou essa interessante dúvida, mas não sem antes sugerir ele próprio alguns caminhos para conseguir esse status:

TAM

“Olá Guilherme,

Estou fazendo um experimento mental e gostaria da sua ajuda, e dos demais leitores do blog. Qual a forma mais barata de alcançar o status TAM Fidelidade Vermelho, partindo do zero (ou seja, sem outros acúmulos naquele ano?)

De acordo com o site da TAM, são necessários 50 mil pontos para upgrade de categoria. Aparentemente, vôos para os EUA dão 5.000 pontos por trecho na tarifa mais barata, totalizando 10.000 pontos por viagem. Como estou numa cidade do interior, talvez seja mais vantajoso viajar para uma capital (de onde os vôos para os EUA são mais baratos) e então viajar para os EUA. A ideia seria acumular pontos com esta viagem do interior para a capital, de preferência na tarifa flex, que pelo que eu vi, custa R$ 60 a mais por trecho, mas dá 1.000 pontos ao invés de 500 pontos por trecho, totalizando 2.000 pontos na ida e na volta. Com isso, em 4 viagens seria possível juntar 48.000 pontos, e depois mais uma viagem nacional de ida e volta na tarifa flex para completar os 50.000 pontos.

Supondo que seja possível conseguir os 4 vôos para os EUA numa boa promoção por R$ 1200 (incluindo taxa de embarque), e dar a sorte de conseguir os vôos do interior para a capital por uns R$ 300 cada (também incluindo taxa de embarque), teríamos um custo de R$ 6.000 para os 4 trechos que acumulam 48.000 pontos, e depois mais uns R$ 300 para somar os 2.000 pontos extras para completar 50.000 pontos. Custo total de R$ 6.300, mais hospedagem, transporte, alimentação, etc. A ideia aqui seria fazer viagens curtas, possivelmente de um final de semana, para reduzir estes custos auxiliares.

Outra possibilidade que vi, mas não chega a ser vantajosa, é fazer viagens nacionais na tarifa flex, mas aí estamos falando de 25 viagens, o que primeiramente pode ser algo pesado de fazer em um ano (é viajar a cada 2 finais de semana, o ano inteiro). A menos que você tenha um motivo pra fazer estas viagens, fica muito maçante. Além do que, para bater o custo das viagens dos EUA, seria necessário gastar R$ 252 por viagem. Descontando os R$ 44 da taxa de embarque e os R$ 120 do upgrade para tarifa flex, estamos falando em R$ 44/trecho, uma tarifa que é difícil de achar.

Aí que entra a opinião de quem conhece mais do que eu.

-Será que existem outras formas de acumular pontos qualificáveis para upgrade no TAM Fidelidade que não por vôos?
-Será que vale mais a pena fazer vôos em alguma companhia da OneWorld e creditar na TAM? Por exemplo, e sei que a Delta não faz parte da OneWorld, mas já fiz uma viagem com a Delta em 2012 (se estou bem lembrado), de GRU a CDG, com stopover em JFK, pagando algo em torno de R$ 1.500. De acordo com o site MileCalc.com, o trecho GRU-JFK-CDG-JFK-GRU já daria 33520 milhas. Um único trecho já acumularia 2/3 das milhas necessárias para upgrade de categoria, por apenas R$ 1.500. Alguém tem alguma sugestão nesse sentido?

Esses são só exemplos que pensei, mas que também não sei responder. Se mais alguém tiver alguma sugestão, eu ficaria agradecido.”

———————

Bom, de acordo com meus conhecimentos, realmente o TAM Fidelidade somente permite upgrade de categorias com pontos ganhos por voos realizados.

Nesse sentido, a tática do Swine, de fazer 4 bate-voltas Brasil/EUA/Brasil e complementá-los com voos nacionais é a opção mais barata, ao meu ver.

Existe também a possibilidade de voar em cias. parceiras e creditar os pontos no TAM Fidelidade. Por exemplo, voar AA e pontuar na TAM. Porém, eu já presenciei casos de demora no crédito dos pontos, e mesmo de não creditamento, então, para evitar dores de cabeça, o mais recomendável é mesmo voar no metal TAM, considerando o péssimo hábito e histórico das empresas brasileiras de não honrarem os termos dos contratos das alianças aéreas das quais fazem parte.

Dentro desse contexto, aqui vão algumas dicas para otimizar ainda mais os custos dessa operação:

– o TAM Fidelidade não pontua conforme a distância voada, mas sim de acordo com o destino voado. Dessa forma, uma viagem GRU-LAX pontuará a mesma quantidade de pontos que uma viagem GRU-MIA. A conclusão óbvia: escolher a viagem com o trecho mais curto, no caso, GRU-MIA, já que se gastará menos tempo dentro do avião.

– Já que o objetivo é voar para obtenção de status, e não para passear, escolher, no local de destino, os hotéis mais próximos possíveis do aeroporto, que geralmente são os mais baratos também, a fim de economizar com diárias de hotel e transporte. Por exemplo: a maioria dos hotéis ao redor do aeroporto de Miami oferece transfer grátis do aeroporto para o hotel, e vice-versa.

– Supondo que seja possível fazer dois ou três bate-voltas dentro do período de um mês, contratar um seguro-viagem único para todo o período, em vez de contratar vários seguros-viagem para cada bate-volta. Isso redunda numa economia de dinheiro também.

– Levar apenas bagagem de mão. Qual é o ganho aqui? Tempo. Menos tempo procurando as bagagens na esteira, menos tempo no check-in, menos tempo no aeroporto, enfim, mais tempo para aproveitar o que realmente é importante.

E você, tem alguma dica para ajudá-lo na obtenção desse status? Compartilhe conosco suas dicas!

42 Comments

  1. SwineOne 05/07/2015 at 14:49 #

    Guilherme,

    Mais uma dúvida relacionada a isso, mas acredito que já tenho a resposta: as milhas bônus para quem tem o cartão TAM azul contam ou não para upgrade de categoria? Imagino que não, mas se contassem, uma estratégia interessante poderia ser passar para categoria azul num primeiro ano, e depois no outro subir para vermelho com a ajuda dos bônus.

    • Guilherme 05/07/2015 at 15:45 #

      Olá Swine, infelizmente, não.

      Nos EUA, há uma diferença entre as EQMs e as RDMs.

      As EQMs são as elite qualifying miles, ou seja, milhas válidas para upgrade de categoria.

      As RDMs são as redeemable miles, ou sejas, as milhas resgatáveis.

      As milhas bônus ganhas em função da categoria Azul classificam-se como RDMs, ou seja, não são válidas para upgrade de categoria, embora sejam perfeitamente utilizáveis para resgate.

      No mundo das milhas e pontos, o Santo Graal é a busca das EQMs. São as milhas mais valiosas nos programas de fidelidade que realmente premiam seus passageiros frequentes, pois dão upgrades e privilégios decorrentes do status elite.

      No Brasil, existe uma proliferação e uma busca quase nonsense de RMDs, tais como: milhas compradas dos próprios programas de fidelidade, milhas decorrentes de pague contas etc. etc. São milhas resgatáveis, mas jamais serão EQMs, com exceção dos pontos de cartões de crédito transferidos no Tudo Azul e Smiles, porém, esses programas vivem alterando suas tabelas de resgate, o que acaba desvalorizando as próprias EQMs.

      Nos EUA, em programas como o Mileage Plus da United e o AAdvantage, milhas EQMs têm status vitalício, no sentido de que a sua contagem não prescreve com o passar dos anos; assim, se você atingir 1 milhão de milhas efetivamente voadas, nem que demore 20 anos, você conquista mais benefícios ainda. Mas HAJA VIAGENS, meu amigo!

      Abç!

  2. Diogo 05/07/2015 at 16:09 #

    Fiz uma viagem na executiva e outra na econômica para os EUA, além de um voo nacional de ida e volta. Ainda faltam 23 mil pontos para me qualificar a vermelho. Já pensei em fazer viagens curtas só para ganhar o status, que para mim é o melhor de todos devido à tabela diferenciada na hora do resgate (uma passagem de 20 mil pontos está por 10 mil no vermelho). Talvez consiga fazer 50 trechos (25 viagens ida e volta) por R$ 80 cada passagem mais R$ 25 em média de taxa de embarque, o que daria R$ 5.250,00 ao final. É mais cansativo porque teria que fazer 25 viagens, mas pode ser mais barato. Assim como não é fácil encontrar passagem a R$ 105 nacional já com taxa inclusa, também não é fácil encontrar por R$ 1.200 para os EUA pela TAM já com taxa inclusa. O TAM poderia adotar aquele mecanismo de a cada 15 pontos do cartão de crédito vale 1 ponto para upgrade (Smiles e Tudo Azul já fazem isto) e aí ficaria um pouco mais fácil.

    • Guilherme 05/07/2015 at 17:05 #

      Exato, Diogo, tudo depende do perfil do viajante e de conseguir completar aquela “mileage run” que for menos difícil.

    • Albino 06/07/2015 at 11:45 #

      Uma dica importante tanto para o Diogo quanto para o SwineOne: além da exigência de 50.000 pontos em vôos, pode-se conseguir o status Fidelidade Vermelho com 50 trechos voados. Ou seja, 25 passagens ida e volta dão o status Vermelho.

  3. Paulo 05/07/2015 at 16:16 #

    Eu tenho uma dúvida, isto não é um esforço muito grande para se manter neste status por apenas um ano? Você faria as quatro viagens para EUA todo ano para se manter com este status?

    • Guilherme 05/07/2015 at 17:12 #

      Paulo, tudo depende do perfil do viajante e se ele irá conseguir usufruir dos benefícios elite, o que, para um viajante frequente, pode realmente fazer sentido. 4 viagens anuais aos EUA equivalem a 1 a cada 3 meses. Com planejamento na compra das passagens, e se esse for o perfil, pode compensar.

      No caso do Fidelidade Vermelho, os principais benefícios são esses:

      – Tabela preferencial de resgates para voos nacionais e internacionais.
      – 75% de pontos bônus em voos TAM e LAN.
      – Prioridades (check-in, embarque e bagagem) em voos TAM e LAN para você e um acompanhante.
      – Acesso às salas VIP TAM e LAN com direito a acompanhante.
      – 20 kg de franquia de bagagem em voos TAM ou 2 volumes extras.
      – Status Sapphire na oneworld.

      Eu valorizo bastante o acúmulo extra de pontos, acesso às salas VIP mesmo voando em classe econômica promocional, e as franquias extras. São benefícios que se traduzem em conforto adicional (salas VIP), e em dinheiro economizado (pontos extras de acúmulo e franquias extras), por exemplo.

      Outras pessoas valorizam as prioridades (de embarque, de checkin etc.).

      É uma pena que os programas nacionais não tenham status vitalício, como as empresas norte-americanas fazem. Essa é uma maneira de fazer com que voos realizados há 10 anos sirvam de contagem para progressões no status vitalício.

      Abç

      • Albino 06/07/2015 at 00:39 #

        Guilherme, qual companhia americana tem status vitalício ? A AA tem ? Obrigado

        • Guilherme 06/07/2015 at 08:39 #

          Albino,

          United, Delta e AA oferecem status vitalício:

          United Airlines

          1 milhão de milhas – Lifetime Premier Gold status
          2 milhões de milhas – Lifetime Premier Platinum status
          3 milhões de milhas – Lifetime Premier 1K status
          4 milhões de milhas – Lifetime United Global Services status

          Delta

          1 milhão de milhas – Lifetime Silver Medallion status
          2 milhões de milhas – Lifetime Gold Medallion status
          4 milhões de milhas – Lifetime Platinum Medallion status
          7 milhões de milhas – Experiência personalizada

          American

          1 milhão de milhas – Lifetime AAdvantage Gold status e 35.000 milhas AAdvantage
          2 milhões de milhas – Lifetime AAdvantage Platinum status e 4 systemwide upgrades
          Cada milhão de milhas adicionais – 4 systemwide upgrades adicionais

          Lembrando que só valem as milhas efetivamente voadas (AA) ou decorrentes de compras de passagens aéreas (no modelo baseado em dinheiro, da United e Delta).

          Abç!

          • Albino 06/07/2015 at 11:36 #

            Hehehe, mas daqui que chegue a 1 milhão de milhas vai demorar muuuuito kkkk =) obrigado !

  4. Rodrigo Resende 05/07/2015 at 17:20 #

    Prezados, já ouvi mais de um passageiro relatar, inclusive em blogs, que haveria uma cláusula do regulamento do programa fidelidade da TAM que dispõe que dois ou mais trechos voados no mesmo dia, mesmo que comprados em bilhetes diferentes e até mesmo que em empresas diferentes da One World, são considerados como um bilhete único, daí pontuar somente início e fim. Por exemplo: compro um bilhete TAM para voar de Goiânia para São Paulo pela TAM, outro bilhete separado da TAM para ir de São Paulo para Miami e outro, também independente, da American Airlines para ir de Miami para Dallas. Neste caso, haveria uma cláusula no regulamento da TAM que diria que todos os três trechos são computados como um único bilhete, comprado do Brasil para os EUA, o que computaria, portanto, apenas 5mil pontos pela ida.
    Nunca me dei ao trabalho de verificar a procedência da informação (a partir de uma leitura atenta do regulamento), mas aconselho essa tarefa para quem alimenta estes planos de incluir o trecho doméstico no mesmo dia da viagem internacional. É que, embora a cláusula seja de duvidosa legalidade, não creio que valha a pena perder tempo para questioná-la judicialmente. Se for verdade, seria legal relatarem isso aqui pra gente.

    • Guilherme 05/07/2015 at 17:43 #

      Rodrigo, isso aconteceu comigo em 2009. Fiz os trechos CWB-GRU e GRU-MIA. Ambos com a TAM. Comprei os 2 trechos através de um único código localizador, mas foram, evidentemente, dois bilhetes emitidos.

      Pontuei apenas 5.000 pontos no TAM Fidelidade. Reclamei com eles que eu deveria receber a pontuação pelo trecho doméstico nacional. Resposta: exatamente essa que você disse, Rodrigo. Ambos são considerados um bilhete único, e “perdi” a pontuação CWB-GRU.

      Desse dia em diante, decidi nunca mais na vida pontuar no TAM Fidelidade em voos pagos em dinheiro.

      Avancemos um pouco no tempo. 2014.

      Fiz os trechos CWB-GRU, e GRU-JFK. O primeiro com a TAM. O segundo com a AA. Ambos comprados “juntos”, com um único código localizador.

      Já prevenido, resolvi creditar as milhas no AAdvantage.

      Resultado?

      Pontuei 4.745 milhas pelo trecho GRU-JFK na AA (mais 4.745 milhas pelo bônus 100% decorrente do status Executive Platinum, totalizando 9.490 milhas EQM).

      Mas não ficou por aí. Pontuei também 112 milhas AAdvantage pelo trecho doméstico brasileiro CWB-GRU, mesmo voando com a TAM.

      Ou seja: efetivamente, no AAdvantage, cada milha voada é uma milha ganha. Na TAM, o sistema de pontos penaliza quem faz conexões domésticas em voos internacionais, ou voa longas distâncias.

      Resumo da ópera: é isso mesmo, Rodrigo. A política da TAM, ao menos nesse aspecto (e, convenhamos, em muitos outros), é de desprestigiar o passageiro frequente. Se você fizer o trecho LDB-CWB-GRU-MIA-JFK-LAX pontuará apenas e tão somente 5 mil pontos no TAM Fidelidade, não importa o “caminhão” de milhas que tenha efetivamente voado.

      Não sei até quando a AA continuará com essa política de “milha voada = milha ganha”, uma vez que suas concorrentes United e Delta mudaram o negócio para “quanto mais dinheiro = mais milhas”. No dia em que mudarem para pior essa política, é evidente que vou rever minhas estratégias de acúmulo de milhas. Mas, por enquanto, ainda fico com o AAdvantage.

      Abraços

      • Rodrigo Resende 05/07/2015 at 19:14 #

        Pois é, Guilherme, então você é a terceira pessoa que me diz que isso aconteceu de fato.
        Se isso tiver mesmo previsão no estatuto do programa, então a estratégia do primeiro post acaba tendo que ser mais cuidadosamente planejada para que o voo doméstico seja voado com uma certa antecedência (não sei exatamente qual) para evitar que seja considerado tudo apenas como origem-destino Brasil-EUA.

        A TAM é mesmo sofrível com essa política. Como podem pretender fidelizar alguém agindo assim?

        • Guilherme 05/07/2015 at 19:40 #

          Exato, Rodrigo. É por essas e outras que fica difícil fidelizar clientes com base em regras tão desfavoráveis.

          Minha sugestão pro Swine é espaçar em pelo menos umas 5 horas entre os horários dos voos interno e internacional. Por exemplo, se o voo internacional sai às 21:00, comprar o trecho interno de modo que a chegada ao aeroporto se dê no máximo às 16:00.

          Se o voo internacional chega ao Brasil às 8:00, então comprar o trecho interno que decole às 13:00, por exemplo. Isso dá uma margem de segurança boa para evitar surpresas desagradáveis com atrasos entre os voos.

          Outra dica, para aumentar a margem de segurança em praticamente 100%, mas que aumenta os custos também, é voar em dias diferentes os trechos interno e internacional, com pernoite no local do aeroporto brasileiro. P.ex., algumas rotas Brasil/EUA/Brasil têm voos diurnos, saindo do Brasil às 10:00 da manhã, por exemplo.

          Nesse caso, compra-se o trecho interno para chegar no dia anterior, dorme 1 noite na cidade do aeroporto brasileiro, e no dia seguinte, viaja sem riscos. O mesmo vale para a volta.

          Conexões em intervalos de tempo bastante curtos têm a inegável vantagem de diminuir o tempo total da viagem. Porém, em contrapartida, aumentam consideravelmente o nível de estresse se algum voo não sai no horário previsto.

          Para mim, particularmente, viajar tem que ser algo prazeiroso e com o mínimo possível de stress. Por isso, ao menos para meu perfil de viagens, eu sempre priorizo o fator “segurança” na hora de montar as conexões nos trechos internos.

          Isso aumenta o tempo total da viagem, sem dúvida, e até os custos, nos casos em que é necessário uma pernoite. Contudo, diminui consideravelmente as chances de algo dar errado. O fator “conforto” e tranquilidade acabam prevalecendo, e eu acabo fazendo uma viagem muito mais tranquila e, o mais importante, sem stress desnecessário.

          Abraços

        • Albino 06/07/2015 at 00:42 #

          Já tinha ouvido falar desse problema quando é no mesmo bilhete. Nunca soube como funciona comprando os trechos separados, mas realmente é muito importante saber antes de começar. Dá uma ligada na Tam, ou verifica a fundo o regulamento do Fidelidade.

    • Nuno 06/07/2015 at 11:06 #

      Excelente observação, Rodrigo! Eu li no regulamento que o importante é a origem e o fim da viagem, mas não sabia de bilhetes comprados de forma independente também contavam. Muito má essa política da TAM! Quanto a isso uma solução seria também creditar apenas os trechos internacionais na TAM e os mais curtos noutra companhia parceira da TAM, para conseguir umas milhas extra que podem ser úteis no futuro, especialmente se não expirarem (ex., AA).
      No mesmo sentido, para o SwineOne: ir para a Europa através dos EUA é uma ótima estratégia. Fiz isso com a United, creditei noutra companhia da Star Alliance e ganhei 20.000 milhas num só vôo ida e volta. Essa estratégia com a TAM dá direito a apenas 12.000 no total (6000×2 Brasil-Europa). Talvez se houver stopover nos States em ambos os sentidos consiga 20.000 ao todo (5000 para cada trecho entre Brasil-EUA e EUA-Europa), mas não tenho a certeza. Isso com certeza baixaria em muito o preço da milhas.
      Sou português, no Brasil, e infelizmente, tanto a TAM como a TAP têm péssimas políticas para os seu FFP. Acumulo na TAM só pelo Fidelidade para viagens nacionais, na TAP quero gastar o que lá tenho, e prefiro as minhas milhas na AA, na BA/IB e na Asiana. Ainda vou ver se resulta! 🙂

      • Guilherme 06/07/2015 at 11:18 #

        Oi Nuno, a estratégia BR>EUA>Europa também pode ser efetiva, agora, em se tratando de TAM, é capaz de considerarem apenas um trecho só e acabar pontuando 6.000 pontos no TAM Fidelidade…

        Eu também tenho dado preferência a programas cujas milhas não expiram. O EC da BA é ótimo para mandar os pontos dos cartões de crédito brasileiros, já que lá as milhas são renovadas a cada 3 anos desde que haja movimentação na conta.

        Apesar de o EC ter sofrido uma desvalorização recente, ainda é possível garimpar algumas oportunidades em determinados segmentos.

        Não sabia que o FFP da Asiana é bom, vou me informar a respeito…

        Abç

  5. Tlars22 05/07/2015 at 19:53 #

    Guilherme,
    No caso destas viagens curtas (bate e volta) cujo motivo é apenas acumular EQM’s para ganhar status elite nas cias aereas, não há risco de ser barrado na imigração dos EUA não?
    Estou perguntando, pois geralmente nos aeroportos de entrada dos EUA, os oficiais da imigração sempre fazem um interrogatório danado querendo saber o motivo da viagem, duração, se você está viajando sozinho ou não, qual a sua profissão …
    Eu até gostaria de fazer uma viagem com este propósito. Achei o mileage run proposto pelo swineone excelente, mas confesso fico com um certo receio de correr o risco de ser barrado na entrada dos EUA, pois sempre que viajei fiquei 7 dias no mínimo em qualquer destino.

    • Guilherme 05/07/2015 at 20:49 #

      Tiars, esse risco praticamente não existe. A possibilidade é mais teórica do que prática.

      Se o oficial da imigração perguntar o motivo da viagem, diga simplesmente que é a passeio (leiusure), e, se ele perguntar o motivo de a viagem ser tão curta, diga que a viagem é curta porque foram os únicos dias que você conseguiu data para viajar. Você estará falando a verdade, e dando todas as informações possíveis. Apresente os papéis das reservas de hotel e da viagem de retorno, e estará tudo resolvido.

      Já fiz bate-e-voltas de final de semana pros EUA, e correu tudo na mais perfeita normalidade.

      Além disso, devemos lembrar que, todas as semanas, milhares de brasileiros, que são executivos em sua maioria, vão para os EUA em viagens de negócios, ficam lá 1 ou 2 dias, e depois retornam para cá, e não há notícia de eles terem sido barrados nos EUA pelo fato de a viagem ser de curta duração – e olha que a imprensa adora “criar caso”.

      A probabilidade maior é de eles estranharem a viagem de longa duração, e não a de curta.

      Abraços!

  6. Samucão 06/07/2015 at 09:39 #

    Acho bem difícil conseguir um status elite na Tam, são muitas milhas pra voar. Minha dica seria conseguir o status ouro no Smiles, com apenas 20k milhas se consegue isso ( 2 voos ida e volta de economica pela delta). Feito isso, pede-se status match com a aerolineas, ou mesmo da Alitalia que tá tendo uma promo vigente.

    Abs

    • Guilherme 06/07/2015 at 11:14 #

      Samucão, essa ideia do status Ouro no Smiles é uma alternativa a se considerar.

      Abç

      • Albino 06/07/2015 at 11:40 #

        Mas pelo que entendi ele quer status na Tam, para resgatar passagens com menos pontos. Infelizmente a Tam não faz status match, então tem que voar mesmo.

        • Guilherme 06/07/2015 at 14:37 #

          Olá, Albino, pois é, a TAM é inflexível nesse aspecto, e nem challenge oferece.

          Abç!

  7. Rafael 06/07/2015 at 22:33 #

    Queria entender melhor qual a vantagem de se obter status fazendo um ‘mileage run’?

    Fazer bate e volta pros EUA sem passar um tempo por lá, uma semana que seja, não faz sentido pra mim.

    Status sempre é bom, mas quando se consegue de graça. Comprar esse status pra que? Emitir passagens com uma tabela melhor? To tentando entender aqui …

    Sou milheiro de cartão de crédito por isso quase nunca ganho EQMs, mas tenho aproveitados os ‘challenges’ (virei Smiles Diamante com um do BB ano passado) e alguns ‘status match’.

    Outra coisa: se eu fosse voar pros EUA pagando, pra ter status, eu faria tudo com a AA.

    • Guilherme 07/07/2015 at 06:18 #

      Rafael, a vantagem consiste no pacote de benefícios e serviços oferecido para quem consegue o status elite, o que é importante para passageiros frequentes: há ganhos de tempo, há ganhos de dinheiro, há ganhos de conforto.

      Há ganhos de tempo: prioridades de checkin, prioridades de embarque etc. Menos tempo em filas.

      Há ganhos de dinheiro: mais milhas por trechos voados; o que significa mais viagens-prêmio pela mesma quantia paga em dinheiro.

      Há ganhos de conforto: acesso a salas VIP mesmo voando em classe econômica.

      Na verdade, você compra serviços (passagens) para obter status, e não o contrário.

      Os melhores status são aqueles mais difíceis de se obter. Aqueles que são muito fáceis geralmente são pouco valorizados no mercado, e dão direito a poucos benefícios. Vide o caso das cias. da Skyteam, que vivem oferecendo status match: Air France Flying Blue, Alitalia etc. Quanto mais difícil for a obtenção do status, melhores serão os benefícios. Por quê?

      Resposta: barreira de entrada. 1.000.000 de pessoas numa festa aproveitam menos do que 1.000 pessoas nessa mesma festa.

      Abç!

      • Rafael 07/07/2015 at 15:39 #

        Guilherme,

        A minha dúvida não sobre ter o status, que sem dúvida é muito bom, mas é em fazer o ‘mileage run’ para obtê-lo.

        Pq se o cara já é um passageiro frequente, ele já consegue o status por meio dos voos que sempre faz.

        Então, pra mim, um ‘mileage run’ significa gastar tempo e dinheiro para depois ter o status que lhe dará ganhos futuros de tempo, dinheiro e conforto (como vc ilustrou muito bem).

        Não consegui ver vantegem nessa troca.

        Abraço

        • Guilherme 07/07/2015 at 18:17 #

          Rafael,

          Muitas vezes o passageiro frequente não consegue completar os requisitos mínimos para manutenção ou conquista do status elite que ele quer, somente realizando os voos que normalmente já faz.

          Por exemplo, ele pretende conquistar/manter a categoria Platinum/AAdvantage ou Safira/OneWorld, que exige 50.000 milhas, e chega dezembro e ele tem “apenas” 45.000 milhas voadas.

          Nesse sentido, se ele já faz bom uso dos benefícios elite e pretende utilizá-los bastante no ano seguinte, faz sentido, pelo menos de minha perspectiva, adicionar mais alguns trechos em dezembro a fim de completar os requisitos mínimos para conquista do status. Gasta-se tempo, gasta-se dinheiro, evidentemente, mas, em contrapartida, os benefícios adicionais acabam compensando esses gastos.

          Então, no final das contas, tudo acaba se resumido a cálculos da relação custo vs. benefício.

          Abraços e fique à vontade para expor suas ideias!

  8. Rafael 14/07/2015 at 00:37 #

    Guilherme,

    Nesse caso vale mesmo a pena. É que o post é sobre obter o status partindo do zero, ai que não vejo vantagem.

    Bom, aproveitando, me tire uma dúvida, se souber: eu atingi meu status diamante no smiles em novembro de 2014 e me enviaram um cartão com validade até 31/3/16. Mas olhando na minha conta smiles, diz a seguinte msg: “Você já atingiu o número de milhas club para se manter nessa categoria”. Eu achei estranho pq deveria ter uma mensagem dizendo algo tipo “faltam X milhas pra vc se manter nessa categoria”, uma vez que eu praticamente só voei com bilhetes prêmios esse ano e não fiz transferências dos cartões de crédito, ou seja, era pra eu cair pra Ouro depois de março do ano que vem. Será que deu algum bug no sistema deles e vão renovar meu status diamante até 2017?

    Abraço

    • Guilherme 16/07/2015 at 12:36 #

      Concordo, Rafael. O ideal é “encaixar” as mileage runs dentro das viagens já previamente planejadas, de lazer ou de negócios.

      Quanto à sua dúvida sobre o status Diamante, é bastante provável que eles renovem seu status Diamante até março de 2017, ou seja, por mais um ano, como uma cortesia do Smiles. Aconteceu isso comigo. 😉

      Abç!

      • Rafael 19/07/2015 at 22:04 #

        Obrigado pelas informações.
        Vou ficar na torcida pra que seja renovado.

        Abraço

      • gui 20/07/2015 at 23:47 #

        As runs estão com o dias contados. Está cada vez mais difícil conseguir as milhas qualificaveis voando tarifas com desconto. Hoje em dia talvez valha apenas pagar o preço da business em uma ou duas viagens bem planejados do que viajar 4 ou 5 vezes por ano para manter o status. Mas realmente, pelo menos o segundo grau de status em qualquer cia é bastante útil. Ai a salvação sao os status matches. Na Oneworld, o mais facil de conseguir é o da Air Berlin. Na minha opiniao, o caminho mais curto é fazer duas viagens até o sudeste asiatico via USA pela Delta que daria Gold e depois pedir o match na Air Berlin. Da de gastar menos de 5 mil reais nessa jornada.

        • Guilherme 21/07/2015 at 05:46 #

          Oi Gui, concordo com você: fazer menos viagens, mas com mais qualidade.

          Status top tier é muito difícil de obter em qualquer programa de milhagens, mas o de nível intermediário ajuda bastante, principalmente se for conquistado em uma cia. aérea membro de uma aliança. Gosto bastante das franquias extras de bagagem e das milhas bônus, que, no final das contas, significam mais dinheiro, mais retorno por cada dólar gasto, uma vez que permitem resgatar mais bilhetes-prêmio no menor tempo possível.

          Abraços

  9. Diogo 22/08/2015 at 08:07 #

    Guilherme, se eu fizer uma viagem BSB-GYN e depois de 30 minutos fizer GYN-BSB eu ganho a pontuação de cada trecho né? Por exemplo, se comprar a tarifa TOP pontuo 3 mil (1500 em cada voo). Neste caso não corre o risco do que o pessoal falou ai acima de a TAM entender como um único trecho, né?

    • Guilherme 23/08/2015 at 17:40 #

      Diogo, sim, não corre esse risco citado.

  10. Adriana 27/10/2015 at 23:18 #

    Oi Guilherme,
    Adorei o seu post! É o que eu estava querendo. Gostaria que você comentasse sobre o fechamento do ano na TAM. Me disseram que era março. Por exemplo, agora tenho 4.500 milhas qualificáveis de um voo de 03/01/15. Eu posso acelerar as viagens e viajar até qual o dia exatamente para virar vermelho aproveitando estes pontos? ou já passou o prazo para eu aproveitá-los. Como fica esta estratégia por ano, de forma que eu tenha mais tempo para aproveitar este benefício?
    Muito obrigada
    Adriana

    • Guilherme 28/10/2015 at 16:48 #

      Oi Adriana, obrigado!

      Bem, o ano de qualificação coincide com o ano civil, de forma que, para você tentar upgrade para o vermelho, deverá reunir pontos suficientes decorrentes de viagens realizadas até 31.12.2015, que é a data-limite para saber com qual status você permanecerá até março de 2017.

      Para a estratégia por ano, eu recomendo fazer as viagens qualificatórias para o status elite até a metade do ano, pois, como o upgrade é automático, você desfrutará de um maior tempo de validade do status.

      Por exemplo, em 2016 o relógio para a qualificação de categoria é zerado em 01.01.2016. Se você conseguir os pontos necessários até, digamos, 30.06.2016, para virar Vermelho, esse status se manterá durante o resto de 2016, o ano de 2017 inteiro, e mais os dois primeiros meses de 2018.

      Abraços!

      • adriana 07/11/2015 at 23:21 #

        Guilherme,
        Então em 01 jan 2016 meus pontos estão zerados, né?
        Se eu fizer 4 viagens para Miami de JAN a MAR 2016 eu me torno Tam vermelho? ou tenho que fazer a partir de abril 2016? Se os voos forem empresas OneWorld também contam integralmente para o upgrade? Muito obrigada mais uma vez.

        • Guilherme 08/11/2015 at 10:43 #

          Oi Adriana,

          Na verdade eu me confundi na questão do ano de qualificação no TAM Fidelidade, achando que era igual ao do AAdvantage.

          Para resumir: até março de 2016, valem os últimos 12 meses corridos.

          A partir de abril de 2016, valem os últimos 12 meses do mesmo ano calendário, ou seja, janeiro a dezembro de 2016.

          Como as regras de acúmulo para o TAM Vermelho, mudaram, com as 4 viagens GRU-MIA de janeiro a março de 2016, você se torna Fidelidade Vermelho, sendo que os voos em cias. OW contam para upgrade também, dependendo da classe tarifária e das regras de acúmulo da TAM.

          Abraços!

  11. lourival 07/03/2016 at 14:02 #

    Olá. Vi que algumas pessoas comprar passagens apenas para conseguir o upgrade de categoria. Algumas destas citam que é cansativo fazer alguns trechos ou viagens repetidas etc… Minha pergunta, já que a linha de raciocínio é a de gastar dinheiro “apenas” para conseguir upgrade: se você apenas comprar as passagens, e fazer o respectivo check-in, mas não voar, as milhas são creditadas da mesma forma? Por mais nonsense que pareça a pergunta, pode parecer nonsense também gastar dinheiro com passagens com o fim de subir de categoria nos programas de fidelidade.

    • Nuno 07/03/2016 at 20:51 #

      Oi, lourival. Concordo que gastar dinheiro só para subir de categoria muito, mas mesmo muito raramente pode valer a pena! Em relação à sua questão, em geral só acumula milhas se voar! Ou seja, fazer check in e entrar no avião. A tam não deve ser diferente. Mesmo que fizesse check in no primeiro trecho e não comparecesse, todos os restantes trechos do bilhete seriam cancelados…

      • Guilherme 08/03/2016 at 12:26 #

        Penso como o Nuno. É por essas e outras que existe, aliás, a tarifa “no show”.

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