[Em primeira mão] Agora é oficial: Taxa de conversão 2:1 Multiplus > Le Club se encerrará dia 31/05.

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Isso mesmo. Confiram:

Accor Le Club Últimos Dias

Ninguém sabe quanto será a nova taxa de conversão: se 3:1 ou 4:1. Eu aposto no pior dos cenários, ou seja, 4:1, para copiar o Smiles.

Deixo aqui para reflexão, sobretudo dos funcionários da Multiplus que leem meus blogs há mais de 5 anos e que têm poder de decisão sobre as regras de conversão, o lúcido e pertinente comentário do leitor SwineOne:

E a notícia que todos esperávamos sobre a parceria Multiplus e Le Club já está lá no site do Multiplus: segundo eles, são os últimos dias para aproveitar a cotação antiga de transferência para o Le Club, pois a cotação mudará no dia 31/05. Engraçado é ver isso ocorrer quando a cotação do euro está caindo — é muito razoável supor que a Multiplus paga à Accor pelos pontos em euros, e esse deve ser o motivo do aumento, embora creio que o euro já esteve nesse valor anteriormente e nem por isso a Multiplus aumentou a cotação.

Bom, cada empresa sabe o que é melhor pra ela. Estamos numa crise profunda, ninguém vende nada, porém ainda existe muita gente que só pensa em repassar o aumento de custos para o consumidor, o que pela lei da oferta e demanda irá resultar em menos vendas, ao invés de reduzir um pouco a margem e tentar evitar uma queda tão brusca nas vendas.

Multiplus, caso vocês estejam lendo isso: no mês passado e nesse gastei quase R$ 2000 na Ipiranga comprando pontos Multiplus. A Ipiranga pagou para vocês, vocês lucraram com isso. Com essa nova cotação do Le Club, sabe quando é que eu vou voltar a fazer isso? NUNCA MAIS! O meu dinheiro vocês NUNCA MAIS vão ver. Ao invés disso, vou continuar juntando pontos no cartão HSBC, que manteve a cotação de transferência da Accor. Antes eu sempre transferia esses pontos do cartão para a Multiplus, devido à maior flexibilidade: se quisesse transferir para a Accor depois, tinha a opção de fazê-lo na mesma cotação que teria feito pelo HSBC, além de ganhar pontos bônus na transferência com as promoções recorrentes. Mas agora, vai ser tudo via HSBC, sem passar pelo Multiplus. No que depender de mim, o Multiplus pode quebrar.

Conclusão

Infelizmente, acabou-se uma das últimas coisas boas de se acumular pontos na Multiplus, que era justamente a transferência para o Le Club a taxas de conversão razoáveis.

Nem mesmo para voar acumular pontos na TAM tem feito muito sentido para mim: tenho preferido voar na Azul (ótimos serviços de bordo), Avianca (com sistema de entretenimento individual e facilidades no resgate de pontos) e Gol (voos pontuais e que quase sempre chegam antes do horário previsto).

E o mais curioso é que, quando penso em voar com a TAM, tenho dado preferência por resgatar pontos do AAdvantage e do Executive Club, que permitem resgates de voos TAM.

Qual é o palpite de vocês sobre a nova taxa de conversão que vem por aí: 3:1 ou 4:1?

18 Comments

  1. joao 28/04/2015 at 16:31 #

    Demorou ne..

  2. SwineOne 28/04/2015 at 16:52 #

    Vou apostar em 3:1, porque foi o que eles já colocaram no ar antes de se tocarem que estavam violando o próprio regulamento ao não avisar os seus clientes — e o bom senso, ao mudar as regras do dia para a noite, pois que programa de fidelidade é esse que muda as regras sem avisar os clientes com antecedência? Quem irá se prestar a acumular grandes quantidades de pontos ao longo de meses se, do dia pra noite, a cotação muda sem dar um prazo para ninguém se adequar? Também pesa a favor de 3:1 a menor cotação do euro neste momento, mas caso haja outra subida brusca até o dia 31/05, eles já podem jogar 4:1 para se protegerem de futuras altas.

    Aqui mando também um alô para a Ipiranga e as mudanças nas regras de compras de combustível com descontos que eles faziam TODA VIRADA DE MÊS, até chegar na atual cotação que, de tão péssima, chegar a ser um insulto. Mas pelo menos no caso da Ipiranga, eu já sabia que as mudanças eram só na virada do mês, e aproveitava para comprar novos créditos no dia 30 de cada mês antecipando as mudanças pra pior que sempre vinham. Já o caso da Multiplus foi pior ainda, considerando que foi algo totalmente inesperado e sem nem mesmo 24 horas de aviso prévio para transferir os pontos que os clientes já tivessem na conta antes da mudança. Mas pelo menos eles merecem o crédito por terem voltado atrás e dado pouco mais de um mês para os clientes se adequarem.

    • Guilherme 28/04/2015 at 18:15 #

      Pois é, Swine, é triste a realidade dos programas de fidelidade nacionais.

  3. Anderson 28/04/2015 at 17:15 #

    Depois da patacoada que foi aquela alteração sem qualquer aviso para 3×1, era de se esperar que a notícia viria a qualquer momento.

    Já zerei minha conta na Multiplus e vou zerar também minha conta no Smiles. Sempre calculei o “valor” de cada milha com base na cotação de transferência para o Le Club. Dessa forma, uma milha Multiplus, que hoje vale cerca de R$ 0,0323 vai passar a valer R$ 0,2153 (cotação 3×1) ou R$ 0,0161 (cotação 4×1 – mesma do Smiles).

    Não vale a pena juntar mais milhas, seja pelo trabalho, seja pela raiva que passamos ao não conseguir utilizá-las por falta de disponibilidade e pela quantidade absurda de milhas exigidas por trecho.

    Estou analisando cartões de crédito cujas “recompensas” sejam em dinheiro, como o Santander Rewards, que devolve 2% das compras. Provavelmente vou optar por um desses, uma vez que a base de cálculo do benefício é em reais, não sofrendo com a valorização do dólar. Acredito que fazer uma poupança com essas “recompensas em dinheiro” para utilizá-las em viagens será muito mais vantajoso que acumular milhas que, ao contrário do dinheiro aplicado, apenas se desvalorizam com o passar do tempo.

    • Guilherme 28/04/2015 at 18:16 #

      Anderson, os sistemas de cash back realmente são alternativas a considerar. As recompensas são fixas e o valor é em dinheiro, então, a poupança de dinheiro economizado pode fazer sentido para muitas pessoas.

      • FairiesWearBoots 28/04/2015 at 20:26 #

        Muita gente já sabe, mas não custa lembrar…
        Para quem pensa em trocar de carro (ou comprar um), também há cartões que “dão” 5% em crédito/bônus.

        • Guilherme 28/04/2015 at 21:52 #

          Essa é uma alternativa também. Aliás, programas de fidelidade que dão recompensas em dinheiro têm esse tipo de vantagem: dinheiro é uma moeda universal, e as regras de seu uso não podem ser alteradas ao sabor da vontade das empresas criadoras dessas moedas chamadas de milhas e pontos.

        • Anderson 29/04/2015 at 09:06 #

          FairiesWearBoots, realmente já ouvi falar desses cartões, mas tenho um certo receio de que, na hora de utilizar os “bônus”, a concessionária venha a endurecer a negociação, seja não ofertando “descontos extras”, seja desvalorizando (ainda mais) o usado que entraria na negociação, por saber que o cliente está “amarrado” àquela marca por conta dos bônus.

          Por acaso você já utilizou ou conhece alguém que tenha utilizado esse cartão e adquirido um carro com o desconto para compartilhar a experiência com a gente?

          • FairiesWearBoots 29/04/2015 at 17:23 #

            Não sentia carinho especial por nenhum modelo da Fiat, mas já que tinha o cartão (Itaú Platinum Master), fui acumulando (na época, eu ainda não possuía o BB Infinite e o pagamento de contas estava passando o carro!).
            Utilizei os bônus 1 vez, em dez/2012, R$ 12.000,00. Na concessionária, negociei tudo sem mencionar o bônus. No final, introduzi o assunto e, ainda assim, não sofri nenhuma resistência da vendedora, nem de quem quer que seja.
            Depois disso, o cartão ficou em banho maria até recentemente em virtude de uma estratégia em particular.
            Preciso confirmar se ainda é assim: os pontos têm validade de 5 anos, o limite para acúmulo é de R$ 20mil em bônus e a validade da carta bônus é de 1 mês.
            Nesse cartão, se não me falha a memória, cheguei a conseguir 90% de desconto na anuidade por um par de anos. Na última renovação, acho que consegui apenas 50%.
            Comparação rápida (se cometi algum erro, avisa aí!): para ter R$ 20mil (seja em desconto na compra do próximo Fiat, seja em milhas), preciso gastar aproximadamente R$ 1,02Milhão em um BB Infinite (2 pontos por dólar) contra R$ 0,4Milhão no Fiat Platinum. Nesse exercício, considerei que 10mil milhas valem R$ 300,00 e usei o dólar a 3,06 (cotação de hoje, às 10h03, da minha corretora). Cada um sabe por quanto “compra” e por quanto “vende” suas suadas milhas, logo coloquei R$ 300,00 apenas como referência. E é óbvio: premissas diferentes disso fornecerão resultados distintos. Também ressalto que deve estar claro que fatores de conversão melhores (p.ex: 2,2 dos Unlimited Santander) ou mesmo promoções (como do tipo bônus em triplo ou em dobro) retornarão outros valores.

          • Anderson 30/04/2015 at 13:29 #

            FairiesWearBoots, obrigado por compartilhar sua experiência. Vou levá-la em conta ao escolher o próximo cartão.

  4. Marcela 28/04/2015 at 17:31 #

    Notícia boa é dificil nesse mundo das milhas, né? As ruins, em compensação…
    🙁

    Deixa eu aproveitar pra te perguntar uma coisa: Vc sempre fala do programa da American, o Aadvantage e eu andei pesquisando sobre ele esses dias.. A unica forma de ter pontos (além de voando, é claro) é pelo cartão de crédito do Citibank/AAdvantage? Ou tem algum outro banco que trabalha com eles?
    Eu vi que o cartão platinum tem uma conversão não muito boa (1,3 ponto por dólar) mas a quantidade de milha pra resgatar passagem pela AA é muito menor que via Multiplus… E tem mto mais opção (falando de EUA…). Aí a minha reflexão é: eu tenho um cartão que dá 1,8 ponto/dólar mas preciso juntar 140mil pra resgatar uma passagem de ida/volta pra duas pessoas pros EUA; enquanto o cartão da AA dá 1,3 mas eu só preciso de 80mil pra emitir as mesmas passagens… Seriamente considerando isso…

    O que você acha?

    🙂

    Beijos!

    • Guilherme 28/04/2015 at 18:18 #

      Oi Marcela!

      Sim, é uma opção a considerar.

      O AAdvantage tem contrato de exclusividade com o Citi, então, no mundo inteiro, a única forma de acumular milhas AAdvantage via cartões de crédito é aderindo a um cartão Citi AAdvantage.

      Pensando em EUA, é o programa a ser escolhido, até porque as facilidades de resgate pela Internet são muito boas, tudo bastante prático e sem enrolação. 😀

      Bjs!

  5. PB 28/04/2015 at 18:00 #

    Estas empresas de programas de Fidelidade estão desesperadas para aumentar lucros em uma conjuntura económica recessiva, em que a quantidade de consumidores efetivos diminuem, acreditando que a saída é aumentar as margens.

    A tese acima funciona em um mercado fechado, um oligopólio; A gama de consumidores que realmente usava o Multiplus e gerava lucros vai optar por alternativas, seja a conversão direta de cartões para os programas estrangeiros seja pela acumulação em programas estrangeiros.

    Lamentável que estejam prestes a matar a galinha para mais rapidamente obter os ovos de ouro, que acreditam estar dentro dela. O Multiplus pode estar seguindo o caminho do Smiles, programas que de tão inflacionados perderam totalmente a atratividade e devem se encontrar no muro das lamentações.

    Por último recordo que durante as recessões norte-americanas as empresas de fidelidade daquele país atuavam de forma inversa – fidelizando clientes ainda que em detrimento de diminuição de margens.

    • Guilherme 28/04/2015 at 18:20 #

      Pois é, PB, no Brasil matam as galinhas e detonam os ovos também.

      É por essas e outras que, na escolha de cartões de crédito, sempre recomendo optar por aqueles que transferem os pontos para programas estrangeiros de fidelidade. Até o Victoria TAP é uma alternativa a ser considerada.

      • FairiesWearBoots 28/04/2015 at 20:58 #

        Taí…
        Gostaria de conhecer os números…
        Quantos são aqueles que trocam 399mil milhas por um descascador de batatas e quantos são aqueles bem mais cuidadosos na “venda” de suas suadas milhas?
        E isso também em termos financeiros… considerando uma venda de milhas como despesa para eles, qual a proporção desses 2 grupos de clientes nas despesas de cada um dos programas?
        Alguém já estudou os demonstrativos de MPLU3 ou SMLE3? Esse tipo de informação não estaria lá claramente, ok; mas de repente uma pista poderia ser encontrada aqui ou acolá, não?

        • Guilherme 28/04/2015 at 21:54 #

          Fairies, acredito que a esmagadora maioria dos clientes ainda não utiliza muito bem suas milhas, ou seja, deve haver um grupo considerável de pessoas que troca 500k pontos por uma TV 32 polegadas.

          Sobre os demonstrativos, li uma vez – mas faz muito tempo – que a Multiplus vendia – ou comprava, não me lembro direito – cada lote de 1.000 pontos por um preço médio de R$ 15.

          Abç

  6. Lênio 28/04/2015 at 23:40 #

    Uma simples pergunta: são os programas de fidelidade que precisam dos clientes ou o contrário? Se acabarem com os programas de fidelidade de hotéis, de companhias aéreas e de outros estabelecimentos prestadores de serviços, nós continuaremos a ter a opção de tratar diretamente com a empresa, sem atravessadores, como é o caso da Multiplus, Smiles, Accor, entre outras. Na minha opinião a existência dessas empresas é nociva para os consumidores pois os pontos funcionam como uma moeda virtual e também são passíveis de especulação, fazendo com que uma minoria usufrua de alguns benefícios e promoções em detrimento da maioria, que não obtém o mesmo sucesso, por isso acredito que se os programas deixarem de existir não farão a menor falta, pois as promoções para pagamento em suas diversas opções, como crédito, débito e boleto continuarão a existir e em maior número.

    • Guilherme 29/04/2015 at 05:54 #

      Isso mesmo, Lênio.

      É por essas e outras que, como eu disse no começo desse blog, o melhor programa de fidelidade é o programa de independência financeira.

      Abç

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