Sobre o mistake fare da United Airlines e como algumas pessoas estão tentando tirar proveito disso…

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Essa notícia saiu literalmente em escala planetária: devido a um erro de software na conversão da moeda dinamarquesa, no seu sistema de venda de passagens, a United Airlines estaria supostamente vendendo passagens promocionais em primeira classe da Europa para os Estados Unidos e outros países (Brasil incluso) por um valor irrisório, apenas R$ 150 em primeira classe.

A notícia rapidamente se espalhou nas redes sociais e nos blogs especializados em aviação comercial, como o The Points Guy e outros.

É claro que milhares de pessoas no mundo inteiro – incluindo o Brasil, obviamente, pois o que não falta nesse país são “espertinhos” e “espertalhões” – tentaram tirar proveito dessa falha, que envolvia um certo malabarismo, como alterar o endereço residencial para a Dinamarca.

Tão logo o erro foi corrigido, a United lançou uma nota no seu site dizendo que não iria honrar as passagens:

United Airlines

Interessante é que agora milhares de pessoas que tiveram suas compras inicialmente confirmadas estão se achando “injustiçadas”, como se a United realmente quisesse vender passagens promocionais a esses preços ridiculamente baixos.

Alguns chimpanzés idiotas inclusive chegaram a chamar a United de TAM/Gol americana, como se um desabafo publicado na Internet fosse resolver alguma coisa…

Ambos os lados têm culpa no caso: a United, por não utilizar um software que impedisse essas falhas de conversão de moedas; e principalmente as pessoas que compraram as passagens e que agora estão querendo que ela honre os tickets emitidos.

Conclusão

Não percam seu tempo com esse tipo de coisa. Quando um bilhete aéreo está barato demais para ser verdade, acredite: ele estará barato demais para ser verdade.

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6 Comments

  1. Carlos 12/02/2015 at 20:25 #

    Guilherme, eu só não concordo com o barato demais. Se está barato demais e for algo que você queira, compre! Se foi um erro da empresa, que ela arque com os prejuízos.
    O que eu acho que este caso da United é diferente é o malabarismo envolvido: alterar o país para Dinamarca e pagar em coroas dinamarquesas. Neste caso, a má-fé de quem está comprando é óbvia. Mas se a pessoa for dinamarquesa e resida lá, acho que a United teria de manter a passagem. Ou se o preço fosse em reais, em uma compra simulada normalmente no site, também.
    Apenas para comparar, a Qatar quando começou a voar para cá, vendeu GRU-DOH-BCN a 500 reais na econômica (bons tempos do aquelapassagem). Segundo o seu raciocínio, estava barata demais para ser verdade, mas era.
    Primeira classe a 150? Estou forçando o raciocínio, mas não acho que caiba ao consumidor ficar avaliando se o preço está muito bom, fantástico ou irreal, desde que a compra seja feita de maneira normal.

    • Guilherme 12/02/2015 at 20:54 #

      Olá Carlos, excelentes observações!

      No caso United, realmente, fazer o malabarismo de alteração de endereço implicaria em utilizar fraude para obter o bilhete ao preço que estava sendo ofertado.

      Mas nos outros casos lembrados por você, como o da Qatar a R$ 500, realmente se tratava de uma promoção.

      Eu acho que eu deveria ter alterado essa parte do texto, como algo assim:

      “Se estiver muito, muito, muito, mas muito mesmo, barato, para ser verdade, então não pode ser verdade”. 😀

      Abç!

  2. João 13/02/2015 at 10:36 #

    Cara, eu discordo totalmente do teu ponto de vista, esses “mistakes fares” acontecem com uma certa frequência ao longos dos últimos 10 anos, sendo que a pouco tempo united e delta honraram passagens a custa de 4 milhas ou a custo de 6 dólares. Criticar quem compra e ofender quem compra é um absurdo. Por que quando eu erro o itinerário/data ou até nome, a united me cobra 150 dólares ou manda eu comprar outro ticket no check-in(sim aconteceu com um amigo a questão do nome, não adiantou p… nenhuma norma de ANAC)? Se eles errarem, azar o deles, que paguem pelo menos um voucher, milhas bônus no MP ou honrem o ticket, simplesmente cancelar, não meu caro. Eu comprei já sabendo que eles não honrariam porque essa foi a maior idiotisse que alguma cia poderia fazer, porém já tive sorte na executiva da delta em 2013 quando eles “erraram” e venderam por 900 dólares – 1900 reais na época. Isso está dando briga com o DoT e não existe posição oficial, tenha a ABSOLUTA certeza que alguma punição a united terá, seja obrigação de pagar algo, honrar bilhetes ou multa aplicada pelo DoT. Como está no wiki do flyertalk: “Think of this as an adventure! Worst case scenario – you get your money back. Best-case scenario – you get to fly!”

    • Guilherme 13/02/2015 at 11:45 #

      João, comprar passagens a esse nível de preços na United envolvia o cometimento de fraude – adulteração de endereço para a Dinamarca. Daí o motivo da minha crítica: prestar falsa informação a fim de obter proveito próprio, em prejuízo alheio. 😉

      • João 13/02/2015 at 11:59 #

        Cara, não tenho nenhum conhecimento de uso de cartão clonado/roubado, todas as compras são checadas via Securecode como vc pode mesmo ver no site da united, se nem isso eles checam, quem garante qualquer segurança do dado que eu coloco ali? Quando vc compra chega uma confirmação e horas depois o eticket, eles não checam nada nesse período? Para a empresa tanto faz o billing adress, desde que se confirme a transação e seja autorizada pelo banco/operadora, isso não é fraude e jamais será. Continuo afirmado que a United terá problemas pela forma como “resolveu” a situação, tanto é que eles simplesmente deram como void(nulo) os tickets, mas se eu puxo no site da saudi aparece tudo, em caso de perda no dot, facilmente eles conseguem reativar isso, se eu creio que isso ocorrerá? Não. Eu até o momento dos blogueiros americanos, só vi críticas dos que não conseguiram comprar como o Ben do onemileattime, porque ele mesmo disse que estava sem computador na hora. Não se ganha todas, mas tendo mistake fare o negócio é comprar e depois ver o que dá, mas não houve fraude/crime/esperteza alguma, se jogou conforme a regra do jogo.

        • Guilherme 13/02/2015 at 12:51 #

          O fato de o prestador de serviço não checar a veracidade da informação prestada pelo consumidor não isenta/torna nulo o ato de má-fé de quem, com consciência e vontade, ou seja, com dolo, prestou informação não correspondente à verdadeira.

          O próprio Ben, do OMAT, disse que não considerava razoável lutar para que a United honre essas tarifas:

          “I’m generally as pro-consumer as they get, but I do think we have to step back here for a second and put things into perspective. If we ultimately want legal protection when low fares are filed, I think fighting this will do more harm than good.

          Was it a great fare and worth booking? Absolutely. Would it have been nice if they decided to honor? You betcha! But I don’t think it’s reasonable to throw a fit when they don’t, in this case. Because I think everyone that took advantage of this fare knew exactly what they were doing.””

          Saudações…

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