Pergunta do leitor: nas viagens ao exterior, o que é mais vantajoso hoje, usar o cartão de crédito, cartão de débito ou andar com dinheiro em espécie?

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O leitor Lênio Jácome postou uma pergunta muito interessante nesse final de semana:

“Guilherme, o que é mais vantajoso hoje, usar o cartão de crédito, cartão de débito ou andar com dinheiro em espécie? Já vi comentários na net que o pessoal tá burlando o IOF de 6,38% comprando gift cards nos EUA, mas não sei exatamente como isso funciona”.

E eis a minha resposta:

“Lênio, o uso irá depender basicamente dos seus objetivos de viagem:

– Se o objetivo for economizar o máximo de dinheiro que puder em itens que não irão trazer utilidade alguma em seu bolso – e por “itens” leia-se “tributos” – o uso de dinheiro em espécie é o mais vantajoso, pois, para cada R$ 10 mil de gastos no exterior, utilizando-se papel moeda ao invés de cartões eletrônicos se economiza a facada de quase R$ 700 (R$ 638 para ser mais exato);

– Se o objetivo for maximizar o acúmulo de milhas, o uso do cartão de crédito acaba sendo a opção preferencial, mas sempre com aquele ônus de os gastos terem uma inflação automática de 6,38% decorrente do IOF;

– O cartão de débito fica como um plano “B”, em situações emergenciais quando o cartão de crédito ou o cash não funcionarem ou não forem suficientes. Eu não conheço a estratégia de compras via gift cards, mas vou estudar a respeito.

O uso de dinheiro em espécie é a opção menos segura, mas traz o benefício da economia de imposto, e o ganho de dinheiro adicional se você conseguir comprar papel moeda com uma cotação boa – inclusive o BACEN faz um ranking mensal dos bancos que trazem as melhores cotações.

O uso do cartão de crédito tem a desvantagem do IOF, mas lhe permite por outro lado “prorrogar” o pagamento efetivo da conta para uma data futura, a qual, dependendo da data de vencimento e da data da compra efetiva, pode ser superior a 40 dias, fazendo com que o dinheiro que seria gasto com o débito ou cash possa render pelo menos algo em torno de 0,8% líquido (dependendo da aplicação financeira), o que amenizaria a mordida do IOF (e ainda tem o ganho das milhas).

Enfim, a opção mais correta depende do seu objetivo final. Para mim, fica claro que, do ponto de vista do planejamento financeiro, a melhor opção é o uso de dinheiro em espécie, desde que se consiga adquiri-lo por um baixo preço nas casas de câmbio”.

Para ter acesso ao ranking do Bacen sobre os bancos que fornecem as melhores cotações para compra de papel moeda, basta acessar esse link e fazer as simulações desejadas.

Ranking do VET

E você, usa mais o cartão de crédito, de débito, ou dinheiro em espécie?

4 Comments

  1. Rodrigo Resende 28/07/2014 at 14:57 #

    O que eu faço em viagens à Europa e Ásia (onde são raras as compras) é levar em espécie o montante que previ gastar como média diária para me sustentar durante a viagem (englobando hotéis já reservados, mas ainda não pagos, alimentação, combustível, estacionamento e pedágios), usando o cartão de créditos apenas para gastos inesperados ou que ultrapassem os limites de gastos diários previstos.

    Sei que o risco de levar dinheiro existe, mas não creio seja muito elevado nos países destes dois continentes. A vantagem dessa sistemática é minimizar os desembolsos com IOF de 6,38%.

    Outra dica que sempre recomendo é pesquisar com as casas de câmbio do Brasil para fazer o melhor negócio. Eu faço, inclusive, comentários acerca de cotações que já encontrei e, na maior parte das vezes, as empresas igualam ou cobrem as taxas das que eu disse ter encontrado preços melhores. Daí eu escolho aquela que melhor me atende, ou que tem convênio com programas de fidelidade ou que estejam mais próximas de minha casa ou trabalho, etc.

    • Guilherme 30/07/2014 at 21:16 #

      Excelentes dicas, Rodrigo!

      Também concordo com relação à questão da segurança. Eu acho que exacerbamos demais o fator segurança devido ao fato de vivermos num país que prima pela falta dela.

      No exterior, escolhendo bons locais, os riscos, apesar de existentes, são mínimos.

      Abç!

  2. Baran 29/07/2014 at 13:03 #

    Na verdade, levando e gastando US$ 10.000 em espécie economizam-se US$ 600 e não US$ 638, já que ele vai acabar pagando 0,38% de IOF na operação de câmbio.

    • Guilherme 30/07/2014 at 21:17 #

      Tem razão, Baran!

      Ainda assim, uma economia que vale a pena!

      Abç

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