United Airlines muda as regras de seu programa de milhagem: quer ganhar mais milhas? Então gaste mais dinheiro!

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O mundo das milhas e pontos está assistindo a uma tendência que parece se tornar irreversível: o acúmulo de milhas em voos comprados com dinheiro vai depender mais da quantia gasta para comprar a passagem do que da distância efetivamente voada.

Traduzindo isso em outros termos, e utilizando um exemplo bastante simplificado: um trecho de São Paulo (Guarulhos) até Nova York, tem aproximadamente 5 mil milhas de distância (4.745, para ser mais exato). Quem faz uma viagem ida + volta (round trip), percorre, portanto, cerca de 10 mil milhas (um pouco menos, é verdade). Pelas regras tradicionais dos programas de milhagem, você ganharia 1 milha em sua conta de fidelidade a cada 1 milha voada. Então, no trecho exemplificado, você ganharia cerca de 10 mil milhas.

Logo, quanto mais trechos você voar com determina empresa aérea, mais milhas você voa, e, consequentemente, mais milhas você acumula em sua conta de fidelidade. E, quanto mais milhas você acumula, por trechos voados, maiores serão os níveis de associação que você galga no programa de fidelidade da empresa aérea.

Aos poucos, as empresas aéreas estão mudando o conceito de fidelidade, introduzindo um elemento novo: dinheiro. Mais exatamente, dinheiro gasto na compra da passagem.

Ou seja, já não basta mais, para acelerar o acúmulo de milhas, voar mais: é preciso voar mais e também pagar mais.

No Brasil, essa moda começou com o Smiles. Nos EUA, com a Delta.

E, agora, a United também resolveu aderir à moda: a quantidade de milhas acumuladas por voos pagos em dinheiro dependerá da quantia gasta com a passagem e do status do cliente no programa de fidelidade. Confiram abaixo:

Mileage Plus Update

Assim, por exemplo, uma viagem ida + volta GRU-JFK só acumulará 10 mil milhas na conta do programa de fidelidade do passageiro, se o preço da passagem custar USD 2 mil, sendo ele cliente sem status algum no Mileage Plus.

Conclusão

Isso só reafirma aquilo que eu já disse em outros posts aqui do blog: todos querem o seu dinheiro.

Essa mudança pouco afetará a maioria dos viajantes frequentes brasileiros, mas é um sinal dos novos tempos. Por isso, nada melhor do que continuar acumulando “milhas” no único programa de fidelidade que realmente compensa, como eu já tive oportunidade de escrever no blog, deixando em plano secundário os programas de milhagem das empresas aéreas. 😉

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